Coluna do Gerson Nogueira – 21.08.15

21 de agosto de 2015 at 11:45 am Deixe um comentário

Castigo cruel no final

Um gol com a marca do talento e da perícia de Pikachu, um dos melhores laterais direitos em atividade no país – se não for o melhor –, para o Maracanã aplaudir. A belíssima cobrança de falta, aos 26 minutos do segundo tempo, bem que podia ter garantido ao Papão um resultado mais justo na partida. Ainda assim, serviu para mostrar que o time paraense tem plenas condições de garantir a classificação às quartas de final da Copa do Brasil, semana que vem, no Mangueirão.
Exceto pela síndrome que acomete a equipe nos minutos finais das partidas (foi assim contra Macaé, Criciúma e Sampaio Corrêa), o jogo foi seguramente o melhor do Papão nesta temporada. A equipe sustentou um primeiro tempo com forte aplicação no bloqueio e posicionamento eficiente nos lados do campo, resistindo bem às poucas investidas perigosas do Fluminense. Ronaldinho Gaúcho apareceu discretamente e Fred não foi diferente lá no ataque.
À frente dos zagueiros, Ricardo Capanema se mostrou atento e certeiro nos botes, como sempre. Pikachu, talvez inspirado pelo palco grandioso da final da Copa do Mundo, saía com mais desenvoltura, aproveitando a presença de Jonathan como escolta. João Lucas destoava um pouco pelo lado esquerdo, mas sem comprometer.
O único ponto fraco se localizava no setor de criação, com Carlinhos atuando muito abaixo da velocidade que o jogo pedia. Sem inspiração, pouco confiante, limitava-se a passes curtos e algumas tentativas de dribles. Produção muito discreta para um camisa 10 e para a importância que a meia-cancha tinha para os rumos da partida.
No segundo tempo, o Papão voltou melhor, mais avançado e visivelmente confiante na possibilidade de alcançar a vitória. O Fluminense substituiu Fred, lesionado, por Magno Alves. E foi o veterano goleador que abriria o placar, aos 10 minutos, fazendo seu primeiro gol pelo clube desde 2002. Bola alta cruzada da esquerda e a zaga ficou olhando o atacante cabecear com liberdade.
Apesar do baque, o Papão continuou a cumprir seu papel de desafiante, arriscando até mais do que na primeira metade da partida. Leandro Cearense e Aylon, que tinham se empenhado em bloquear a saída de bola do Flu, apareciam mais nas ações ofensivas, criando várias situações de perigo.
Quando surgiu a chance para Pikachu, em falta na meia-lua da grande área, talvez o Maracanã não soubesse o que iria acontecer, mas o torcedor do Papão tinha a convicção de que o gol estava se desenhando. De curva, aos 26 minutos, como certa vez Petkovic fez numa decisão entre Flamengo e Vasco, a bola entrou no lado esquerdo da trave de Júlio César. Foi o 57º gol de Pikachu em 202 jogos com a camisa alviceleste.
O Flu, que já não vinha bem, se abateu com o empate e o Papão cresceu em entusiasmo e volume de jogo. Logo aos 33 minutos, Misael (que havia substituído Jonathan) perdeu excelente oportunidade para desempatar. Aos 42, Aylon também esteve a pique de virar o marcador, mas o goleiro Júlio César conseguiu defender.
Aí veio o castigo. Já nos acréscimos, aos 47 minutos, depois de escanteio cedido por Tiago Martins, a bola foi rebatida erradamente por Pikachu e Renato aparou de primeira. Na veia. Outro belíssimo gol. O Papão sentiu a dor da frustração, mas saiu de campo engrandecido pela bela atuação, merecedora de elogios gerais. De quebra, assegurou o direito de vencer por 1 a 0 em Belém para seguir na Copa do Brasil.

Portas se abrem para Pikachu

Depois do gol e da atuação convincente de ontem, Pikachu certamente irá ter mais caminhos a escolher a partir de hoje para quando encerrar seu contrato com o Papão. Empolgado com o ala bicolor, o repórter Igor Siqueira, da Lancenet, comentou no Twitter: “Dunga e Gilmar foram ao Maracanã no dia errado. Tinham que ter ido hoje ver o Pikachu”.

Remo obtém importante vitória na Justiça

O fato passou quase despercebido ao longo do dia de ontem, mas a decisão do juiz Marco Antonio Castelo Branco, da 8ª Vara Cível e Empresarial, devolvendo ao Remo o direito de explorar sua própria marca, é daquelas notícias que valem por uma conquista de campeonato.
A liminar despachada pelo juiz, acatando integralmente a solicitação de tutela antecipada feita pelo advogado Pablo Coimbra, restitui ao Remo um direito que havia sido perdido no ato de assinatura do contrato com a empresa Gol Store, ainda na gestão de Raimundo Ribeiro.
Pelo contrato, o acordo valeria até 2018, com sérios prejuízos ao clube, que recebia quantias irrisórias pela comercialização de camisas, copos, relógios, bandeiras e outros itens na butique da sede social. Para piorar, o Remo não podia fazer nenhum outro contrato de patrocínio. Na prática, a agremiação se tornou refém.
Até mesmo a parte que cabia à GS não era cumprida, como pagamentos proporcionais por despesas com luz e água na sede da avenida Nazaré. A ação vitoriosa ressalta e valoriza o bom trabalho de Pablo Coimbra, que começou auxiliando Ronaldo Passarinho no departamento jurídico do clube e que, inexplicavelmente, foi afastado dos casos na Justiça do Trabalho.

Direto do blog

“Papão teve tudo até pra vencer o jogo. Essa sina de levar gol nos acréscimos é uma praga do atual time. Faltou calma ao Thiago Martins, que deu o escanteio de graça ao Fluminense, e depois ao Yago, que jogou muito, mas errou ao tentar se livrar da bola de qualquer jeito”.

Por Charles Resende, resumindo bem o que foi o jogo no Maraca.

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