Coluna do Gerson Nogueira – 27.08.15

27 de agosto de 2015 at 11:05 am Deixe um comentário

Da euforia ao desencanto

Antes de qualquer consideração sobre o jogo, é preciso destacar a boa campanha do Papão na Copa do Brasil. Foi seu melhor desempenho na competição, chegando à fase do confronto com os clubes oriundos da Libertadores. Não é pouca coisa neste futebol brasileiro tão desigual quanto a orçamentos e privilégios.
O jogo foi duro e disputado palmo a palmo, exatamente como se previa. O Papão não conseguiu repetir a grande atuação da partida de ida no Maracanã, em grande parte porque teve que ir ao ataque, abrindo mão de cuidados que não precisou ter no Rio.
Atuações individuais muito abaixo do esperado deixaram a equipe fragilizada no começo do confronto, justamente quando era maior a expectativa por um posicionamento forte e convincente do time mandante.
Fahel e Carlinhos, praticamente andando em campo e errando muitos passes, tornaram vulnerável o setor defensivo do Papão contra um Fluminense aplicado e que respeitou bastante a equipe paraense. Mas, quando as chances se apresentaram, o tricolor carioca não negou fogo.
O primeiro gol saiu logo aos 16 minutos. Cruzamento da esquerda que foi na direção de Magno Alves, mas acabou aproveitado por Cícero, que se livrou da marcação de João Lucas e mandou no canto direito de Emerson.
Aos poucos, empurrado pela massa que lotava o Mangueirão, o Papão foi se estabilizando em campo e conseguiu sair da cautela inicial. Os problemas continuavam, mas o time foi à frente na base do entusiasmo.
Na primeira boa investida pelo lado direito e nas costas dos zagueiros, o atacante Aylon ia disparar para o gol quando foi deslocado na área por Vítor Oliveira. Pikachu bateu o pênalti e empatou a partida aos 40 minutos.
O gol reacendeu esperanças nas arquibancadas, apesar do forte bloqueio de meio-campo imposto pelo técnico Enderson Moreira. O Fluminense pouco arriscava, preferindo matreiramente esperar que o Papão se adiantasse e permitisse espaços.
Para piorar as coisas, o segundo gol tricolor surgiu logo aos 8 minutos do segundo tempo, quando os times ainda se estudavam. Uma bola roubada pelos volantes do Flu foi endereçada para o lado esquerdo do ataque, nas costas de Pikachu, encontrando Magno Alves livre para escolher entre finalizar e cruzar. O veterano atacante optou por passar a bola para Marcos Júnior, que só fez tocar diante do goleiro Emerson.
Foi como uma ducha de água fria no entusiasmo que o Papão trouxe do intervalo. Com 2 a 1 no placar, a tarefa de conseguir a classificação ficava quase inatingível. O Papão precisaria marcar três gols para eliminar o Tricolor.
Apesar do esforço de Aylon e Leandro Cearense na frente, o resto da equipe não conseguia trabalhar a bola e recorria aos cruzamentos para a área, sempre anulados pela linha de zagueiros do Flu. A entrada de Misael no lugar de Capanema nada acrescentou. Todos esperavam que Carlinhos fosse sacado, mas ele permaneceu ainda por um bom tempo, invisível, em campo.
Betinho entrou para reforçar o ataque, mas só foi notado ao dar uma cotovelada criminosa no volante Edson, que fraturou o nariz e foi levado a uma clínica para atendimento. O bicolor foi expulso e o jogo praticamente acabou ali, embora os tricolores ainda tivessem duas chances para ampliar.
De positivo, ficou a certeza de que o Papão chegou até onde poderia chegar. Com um elenco razoável para a Série B, o representante paraense não tem como encarar os times da Série A em igualdade plena de condições. O papel desempenhado até ontem, atingindo as semifinais, foi mais do que satisfatório.
Além do trabalho de Dado Cavalcanti e da habilidade de Pikachu, o Papão sai referendado pelo espetáculo belíssimo proporcionado por seus apaixonados torcedores no Mangueirão. O criativo mosaico, com a palavra “Fiel”, simboliza o amor incondicional da massa bicolor. O saldo, no fim das contas, foi altamente positivo.

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Direto do blog

“Papão muito mal hoje. Time aparentemente cansado e mal escalado por Dado, que teima com Fahel e Carlinhos Mascareira. Mas sigamos na luta. Quanto aos indigentes, deixem que gozem. Afinal, veem seus jogos por twittcam, jogam contra times de pelada e em campos esburacados e com bandeira de escanteio de saco plástico. É pior… Perdem! Rsrsrs. Aos insignificantes a insignificância”

Daniel Malcher, aproveitando para devolver as gozações dos rivais.

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Leão confirma amistoso para o Mangueirão

O Remo ficou num vaivém danado para oficializar um amistoso no fim de semana em que folga na Série D. Primeiro, foi anunciada a partida com o Izabelense para o estádio Evandro Almeida na sexta-feira à tarde. Dois dias depois, os dirigentes decidiram mudar os planos e confirmaram o jogo para o Mangueirão, no domingo pela manhã, com ingressos a R$ 20,00.
É compreensível o esforço para tentar arrecadar dinheiro, afinal o clube tem muitas despesas e sofre com o prejuízo acumulado pelos três jogos fora de Belém nesta primeira fase da competição. Por outro lado, alguém precisa alertar os executivos do futebol azulino que existem outras alternativas mais rentáveis a serem consideradas.
Um amistoso com a Tuna no estádio do Souza, na mesma data, seria muito mais rentável e interessante para o torcedor. Reviveria um clássico histórico do nosso futebol, evitando ainda que o torcedor seja obrigado a se deslocar para o Mangueirão.
Complicar as coisas simples parece ser uma sina da atual gestão remista.

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