Coluna do Gerson Nogueira – 31.08.15

31 de agosto de 2015 at 12:38 pm Deixe um comentário

Uma reação fulminante

Foi a transformação da água pro vinho. Depois de primeiro tempo paupérrimo, que só não foi desastroso por pura sorte, o Papão começou a etapa final em ritmo acelerado. Um jogador conduziu a mudança de atitude. Welinton Jr., que substituiu ao inoperante Edinho, entrou com a corda toda e foi responsável pela postura mais agressiva diante do perigoso Bragantino. Com a vitória, o Papão subiu para a vice-liderança da Série B com 100% de aproveitamento no início do returno, justamente o oposto do que aconteceu no turno.
Sobre o personagem da tarde, é preciso descrever o que fez logo a um minuto do segundo tempo. Welinton foi ao ataque, roubou do zagueiro uma bola praticamente perdida e disparou um chute forte, defendido com dificuldades pelo bom goleiro Douglas. Foi a senha para a torcida acordar nas arquibancadas. Os mais de 12 mil pagantes que foram ao Mangueirão haviam passado os primeiros 45 minutos levando sustos.
O fato é que o Bragantino mandou na primeira etapa. Enquanto o Papão batia cabeça, sem conseguir sair jogando com volantes e meias, o técnico Wagner Lopes posicionou sua marcação para povoar a intermediária alviceleste. Criou uma confusão dos diabos. Além de não permitir que os laterais Pikachu e João Lucas avançassem, deixou o Papão sem qualquer articulação no meio.
Dado Cavalcanti havia escalado Edinho e Valdívia para criarem jogadas. O primeiro era afoito demais e errou pelo menos quatro passes, armando contragolpes do Braga. Valdívia não se apresentava para receber, rendendo-se à boa marcação do adversário.
Desse pandemônio no campo de defesa do Papão resultaram várias situações perigosas produzidas pelo trio de meiocampistas do Bragantino – Edson, Alan Mineiro e Jocinei. Alan perdeu o gol mais feito da tarde aos 31 minutos, batendo forte da entrada da área, rasteiro, à direita de Emerson. Como não havia nada a fazer, o goleiro ficou apenas torcendo para a bola não entrar.
Jocinei disparou um tiro forte logo em seguida. Emerson fez grande defesa. Pikachu só foi notado em campo ao bater falta com muito perigo. Chute estourou na trave de Douglas, saindo pelo lado sem que aparecesse ninguém para aproveitar o rebote.
Quem chegasse naquela hora ao estádio iria certamente pensar que as camisas estavam trocadas, tal a pressão empregada pelos alvinegros sobre os bicolores, mas por deficiências destes do que por virtudes daqueles.
A tal segunda bola, que todo técnico gosta de valorizar, pertenceu inteiramente ao Bragantino. O Papão não ganhava uma. Enquanto isso, a torcida se impacientava com Edinho e gritava por Djalma. Fahel e Recife se atrapalhavam com o bloqueio. Leandro Cearense e Aylon ficavam esquecidos lá na frente.
Quando o primeiro tempo acabou em 0 a 0, foi um alívio geral. O Papão saíra no lucro e ganhava tempo para rearrumar suas linhas, para buscar a vitória. Foi exatamente o que aconteceu.
Welinton entrou, empurrou o time à frente movimentando-se pela direita e chutando sempre. Até então, o Papão economizava arremates. O atacante quase marcou num tiro forte de fora da área, que raspou a trave. Em seguida, chutou e a bola desviou na zaga, provocando o escanteio que resultou no gol de abertura, com Fahel, de peixinho, aos 23 minutos.
Depois disso, sempre tentando o drible em velocidade, confundiu a marcação do Braga, que se viu obrigado a recuar muito, acusando o desgaste do corrido primeiro tempo. Até o centroavante Lincoln virou marcador no meio. Com isso, Pikachu passou a ter espaço para correr pelos lados. Misael, que substituiu Aylon, entrou com o mesmo espírito, puxando jogadas rápidas pela direita.
Pode-se dizer que a correria imposta pelo Papão no segundo tempo fez com que as expectativas se invertessem, pois desgastou ainda mais o adversário. O segundo gol veio já aos 43 minutos, com o Braga já de gravata de fora. Novamente Fahel em outro escanteio, desviando no primeiro pau.
Objetividade e arrojos premiados. Dado, de novo, acertou a mão na mudança pontual, tendo ainda a bem-aventurança de contar com um jogador em tarde inspirada. Fahel foi o artilheiro, mas Welinton foi o cara do jogo.

Quase classificado, Leão treina em amistoso

À espera de empate ou vitória do Rio Branco hoje à noite contra o Nacional para se classificar antecipadamente no grupo A1 da Série D, o Remo fez amistoso com o Izabelense, ontem, no Mangueirão. O jogo refletiu a instabilidade que tanto tem castigado o time na competição. Os jogadores utilizados por Cacaio eram suplentes, candidatos à titularidade, mas renderam pouco no primeiro tempo contra o limitado time interiorano.
O placar foi construído no segundo tempo, quando o adversário cansou e alguns jogadores entraram na equipe azulina. O time ficou mais agressivo e ganhou em velocidade. Logo aos 5 minutos, gol contra marcado por Cleissinho, defensor do Izabelense. Aos 35 minutos, sob sol torturante, Edcléber deixou o seu. E, aos 43, Welton, de cabeça, fechou o marcador.
Cacaio deve ter gostado da movimentação de alguns atletas, Ciro Sena e Edcléber, principalmente, mas Ratinho ainda está longe daquele jogador dinâmico e ousado de antigamente. Welton fez gol, mas continua pesado e precisando arriscar mais, como gostava de fazer no Tapajós.

Um sinal de ressurreição do Azulão

Pode até não ser suficiente para evitar o rebaixamento, mas o Águia deu ontem uma prova de que não perdeu a velha fibra. Depois de estar perdendo por 1 a 0 até os 34 minutos do segundo tempo, empreendeu uma virada sobre o Botafogo-PB digna dos velhos tempos.
Danúbio empatou e três minutos depois Flamel marcou o segundo gol, cobrando pênalti. Registre-se que, como em vários outros confrontos desta Série C, o Águia foi superior ao adversário na maior parte do tempo, embora falhando muito nas finalizações.
Foi a primeira vitória da equipe marabaense no torneio e pode ser o empurrão que faltava para ir em busca da salvação. Faltam quatro jogos e o time ficou a 5 pontos do Cuiabá, o primeiro fora da zona de rebaixamento.

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