Archive for setembro, 2015

Coluna do Gerson Nogueira – 30.09.15

Crepúsculo dos craques

Quando se noticia o desligamento de Ronaldinho Gaúcho do Fluminense, após dois meses de improdutiva e constrangedora passagem, lembro imediatamente de outro veterano, Clarence Seedorf. Quanta diferença na maneira de pensar a carreira e de agir com os clubes contratantes. Seedorf passou uma temporada no Botafogo, mas jogou bola. Corria como um garoto, às vezes mais até do que os outros atletas.

O craque holandês constituiu-se num exemplo de honradez profissional e competência técnica. Levou o time à sua melhor colocação no Brasileiro em 18 anos, fazendo valer cada centavo gasto com sua contratação. Além disso, foi o grande destaque da competição, encantando a todos com sua habilidade e capacidade de finalização.

Ronaldinho Gaúcho, ao contrário, vem colecionando fracassos desde que saiu do Milan e retornou ao Brasil. Depois de rodar pelo Flamengo, conseguiu se estabelecer no Atlético-MG, onde viveu seus últimos lampejos, contribuindo para a conquista da Libertadores. Saiu para defender o mexicano Querétaro, com pouco destaque.

De volta ao Brasil, depois de interromper contrato, iniciou um leilão envolvendo Vasco e Fluminense, terminando por firmar contrato com os tricolores. Na ocasião, empolgada com o feito, a diretoria do Flu chegou a se vangloriar publicamente por ter vencido a disputa com os vascaínos pelo futebol do craque.

É claro que se arrependimento matasse os dirigentes do Fluminense estariam em maus lençóis a essa altura. Como quase todo mundo desconfiava, R10 foi apenas um arremedo de atleta nas Laranjeiras. Passava mais tempo no departamento médico do que jogando. Tinha dificuldades até para acompanhar a rotina de treinos.

Nos poucos momentos em que foi visto com a camisa do Flu nem de longe lembrava o elogiado ganhador da Bola de Ouro da Fifa e ídolo do grande Barcelona. Lento, pouco participativo, limitava suas ações com a bola a chutes de longa distância rumo à área. Sua passagem durou um pouco mais graças à benevolência de parcela da crônica esportiva.

Ocorre que a torcida, pouco paciente com enganadores, começou a botar a boca no trombone e a pressionar os dirigentes. Angustiados com a brutal queda de rendimento do Fluminense na Série A e com as imensas dificuldades que o time teve para superar o Papão na Copa do Brasil, os torcedores passaram a hostilizar Ronaldinho e Fred, os dois veteranos do clube. Antes de encarar problemas mais sérios, R10 decidiu pedir as contas e foi se dedicar ao pagode e à vida noturna, suas atividades preferenciais nos dias de hoje.

O desfecho representou um alívio para os dirigentes aloprados que o contrataram, pagando cerca de R$ 600 mil mensais, e uma tristeza para fãs do futebol vistoso e cheio de dribles do ex-craque gaúcho.

A lição que fica, não só para o Flu, é de que não há mais lugar para essa mania nacional de correr atrás de veteranos que jogam apenas com a fama do passado. Já vimos a versão papachibé desse filme, com Marcelinho Carioca, Finazzi, Souza e Leandrão. É tempo de levar mais a sério esse negócio chamado futebol.

Leão busca vaga e lucro nas bilheterias

O Remo bem que tentou. No afã de conciliar os interesses de campo com as urgentes necessidades do cofre, buscou obter um aumento do limite de público permitido para o estádio Jornalista Edgar Proença para a partida de sábado contra o Palmas (TO). Apesar da boa vontade do Ministério Público, dois obstáculos impediram que a carga fosse ampliada para 40 mil, como pretendiam os dirigentes azulinos. O departamento de Segurança do estádio vetou a proposta por entender que a logística ficaria comprometida e a Polícia Militar alegou falta de efetivo – parte do contingente é hoje obrigado a ficar no Portal da Amazônia.

Há três anos, a capacidade original do Mangueirão (45 mil espectadores) baixou para 38 mil em partidas de futebol, por razões de segurança, principalmente quanto ao escoamento de público ao final dos eventos esportivos. De 38 mil a lotação baixou para 35 mil, até que haja uma reforma completa nas áreas de acesso e saída do estádio.

Com isso, os dirigentes decidiram colocar à venda 32.700 ingressos, incluindo sócios-torcedores e meia-entrada para estudantes. Os demais 2.300 ingressos serão destinados às gratuidades e credenciados. Desde anteontem, via internet e na sede do clube, o torcedor já pode adquirir seus ingressos, a R$ 40,00 (arquibancada) e R$ 60,00 (cadeira).

É um momento crucial para o time, que precisa do apoio maciço da torcida para ultrapassar o primeiro mata-mata, e para o clube, argolado em dívidas com o próprio elenco e que depende do que faturar nos jogos da Série D para sair do vermelho. Um depende diretamente do outro para continuar respirando e o torcedor entra como fiador do projeto.

Duas Águias na encruzilhada do Parazão

As duas Águias do nosso futebol, a do Souza e a de Marabá, atravessam momentos curiosamente parecidos, embora com perspectivas diferentes. A velha Águia Guerreira está há dois anos longe da primeira divisão do nosso futebol, patinando nas fases de acesso e apelando para a prospecção de atletas refugados por outras agremiações, distante de sua tradição de formar jogadores. O Águia marabaense, bem mais jovem, acaba de perder lugar na Série C do Campeonato Brasileiro, onde permaneceu por oito anos. E, a exemplo de sua co-irmã, está alijado do Campeonato Paraense desde 2013.

Para os dois times, o acesso ao Parazão torna-se prioridade absoluta neste final de temporada. O Azulão ainda tem o alento de poder disputar a Série D em 2016, mas a Cruz de Malta não pode se dar ao luxo de ficar sem calendário, sob pena de sucumbir definitivamente.

Apesar de situação ligeiramente melhor, a presença no Parazão é também determinante para o futuro do Águia. Explica-se: foram as duas ausências da fase principal da competição que comprometeram o planejamento do clube e influíram decisivamente no fiasco deste ano na Terceira Divisão. Sem identidade e com um time pouco testado, o Águia passou mais da metade da fase classificatória na zona do rebaixamento.

Depois de sair da Série C, o Águia dedica-se agora a brigar por uma vaga no Parazão ao lado da Tuna e de mais dez concorrentes. Tarefa desafiadora e que vai pôr à prova a competência e o arrojo de duas importantes forças do nosso futebol.

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30 de setembro de 2015 at 11:55 am Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 30.9.15

POSITIVO – Paraense Artur Sampaio Campeão Brasileiro Sub 13 de Judô na Bahia e estará no PAN em Buenos Aires; meninas do All Star Rodas-PA ganharam 15º título Brasileiro de Basquetebol seguido (Recife). Aplausos!

NEGATIVO – Paysandu pegará sensação térmica de 40 graus em Goiânia, atuará no Serra Dourado de gramado maior que o padrão FIFA em 1.110m2 e, mesmo assim, reta final, C. Alberto e Betinho liberados a interesses particulares. É duro!

Lá e Cá

Partilho dos que admitem que com 62 pontos o Paysandu sobe (o que vier a mais só melhora) e que Pikachu já tem pré-contrato com o Flamengo, embora vá desmentir até o final do ano.

Competente Dado Cavalcanti se vira nos 30, pois dos 42 jogadores que tem, 1/3 é o grupo que está aguentando o tranco, 1/3 completa, mas está bem aquém e, outro 1/3 é dos chinelinhos. Agora, Dado demora a mexer!

Como já disse Gualberto, cada jogo para o Paysandu é uma decisão E os três próximos (Atlético-GO, Bahia-Macaé) serão fundamentais para arrancada à Primeirona; Héliton, recuperado, tem contrato findando hoje.

Comprovado: Paysandu é o clube que mais viaja no mundo. Ao findar a Série B terá dado o equivalente a mais de uma volta à Terra.

Quando mais o Remo precisa dos torcedores, fechou os portões no treino de ontem causando revolta. E quer com a venda antecipada (não vai bem) pagar a folha de julho. É bom não hostilizar com Fenômeno Azul!

Se reunião de jogadores com CT e apenas entre eles ele selando o tal pacto resolvesse o Remo já estaria na Série A. Tem é de jogar dando sangue, ralando a “bunda” no chão. Isso é que está faltando!

Conselho ao Cacaio: vá no 4-4-3 sábado, explore na frente a velocidade do Léo Paraíba, Sílvio, Edicleber e corra para o abraço. Hoje, Cacaio completa 6 meses no Leão, 11 vitórias, 4 empates 4 derrotas e aproveitamento 65%.

Na Série C em 2001 e 2002 e nos últimos 8 anos seguidos (2008-20015) o Águia realizou 150 jogos, 51 vitórias (fez 205 gols), 41 empates, 58 derrotas (tomou 218 tentos) e teve aproveitamento de 43%.

Na Segundinha, Bragantino e São Raimudo são os ciganos. Embora de cidade prósperas atuam em qualquer lugar. Aliás, o Tubarão não joga em casa porque não quer. Algumas pendências lá são fáceis de resolver.

HOMENAGEM – Roberto Vasconcelos Rodrigues, o Tagarela, ex-centro-avante que defendeu o Paysandu do dente de leite ao profissional nos anos 70-80. É empresário de som.

30 de setembro de 2015 at 11:51 am Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 29.9.15

POSITIVO – Torcidas de Remo e Paysandu com suas forças vão colocá-los nas Séries C e A, independente dos técnicos Cacaio e Dado, com algumas escalações pessoais tentarem a todo momento rasgar o bilhete premiado.

NEGATIVO – Trapalhada do executivo do Remo indo ao vestiário em Palmas para doar 3 camisas ao trio de arbitragem foi citada em súmula. Avelar Rodrigo se vingou no pênalti? Denúncia ao STJD (Art 50 do RGC).

Lá e Cá

Súmula do árbitro Avelar Rodrigo: “Informo que antes da partida o senhor Fred Gomes, dirigente do Remo, esteve no vestiário da arbitragem para desejar boa sorte e distribuir 3 camisas do clube ao trio”. Vai pegar!

Remo subindo para Série C teremos 4 paraenses no Brasileiro 2015, pois na Série D a vaga do Águia é garantida e abre mais uma para classificação no Campeonato Paraense de 2016.

Nas disputas da Série D o Leão Azul tem como mandante 13 vitórias, 2 empates e 2 derrotas (Guarany de Sobral em Bragança e Brasiliense aqui), com aproveitamento de 76%.

Remo no Mangueirão em 2015 tem 71% de aproveitamento (10 vitórias, 2 empates e 3 derrotas). Só que o Palmas, fora, perdeu uma, empatou outra, ganhou duas na Série D (58% de aproveitamnto) e sempre fez gol.

Já garantidas na Série D de 2016: Águia, ICASA, Aparecidense-GO, Caxias-RS, Goianésia-GO, Madureira, Nacional-AM, Santos-AP e Tocantinópolis-TO.

Meia Carlos Alberto, segundo dirigentes aos setoristas do Paysandu, não foi dispensado e nem está contundido, apenas liberado para interesses particulares. Mais um no vasto como-e-dorme bicolor!

Não apenas o presidente da CBF Marco Polo Del Nero tem evitado se afastar do seu domicílio, mas também muitos presidentes das federações.

Notícia triste: poderosa equipe esportiva da Jovem Pan-SP (antiga Pan-Americana) ameaçada de de acabar pela crise. Lá estão Nilson Cesar, José Manoel, Fausto Favara, Flávio Prado, Mauro Beting e Wanderley Nogueira.

Atlético-GO repetirá time contra o Paysandu: Marcos, Éder Sciola, Marcos Vinícius, Samuel e Eron, Feijão, Pedro Bambu, Willie e Assis, Jr Viçosa e Artur. Técnico Gilberto Pereira. Aqui Papão ganhou de 2×0.

Técnico João Galvão (Águia) quebra o silêncio de 40 dias em entrevista exclusiva hoje no Camisa 13 (RBA HDTV); Pikachu (Paysandu) chegou aos 62 gols em 210 jogos, embora ele só contabilize 60 e 208 partidas.

HOMENAGEM – João Nicolau Fortes Bastos de Oliveira, o “Nícola”, ex- campeão de regata como voga do 4 com e 2 sem, pelo Clube do Remo, nos anos de 1990-91. É investigador de Polícia Civil no Aurá.

29 de setembro de 2015 at 12:38 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 28.09.15

Papão fez quase tudo certo

O futebol tem lá seus caprichos e mostrou isso no sábado à tarde, na Arena Fonte Nova. O Papão jogou com uma audácia inicial digna de elogios. Partiu com tudo para fustigar os donos da casa, imprensou mesmo a defensiva do Vitória e esteve a pique de fazer gol. Fez tudo isso, mas perdeu por 3 a 1. Daquelas derrotas que não envergonham, nem diminuem ninguém. O time saiu de cabeça erguida, certo do dever cumprido.
Caso houvesse justiça no futebol, era jogo para terminar empatado. O Papão foi melhor ao longo dos primeiros 25 minutos, mas cedeu terreno na parte final do primeiro tempo, sofrendo gol de falta – em lance de categoria de Escudero e azar do goleiro Emerson. O Vitória ampliou logo de saída na etapa derradeira. Pikachu diminuiu com um golaço, mas o Papão capitulou em vacilo de marcação, permitindo o pênalti que liquidou a fatura.
Sobre o primeiro tempo, cabe observar que o meia-atacante Rony movimentou-se bem, dando a velocidade pelos lados que o Papão só costuma ter quando Welington Jr. joga. Em duas jogadas rápidas, Rony acertou chutes bem calibrados, defendidos por Gatito Fernandez. No comando da ofensiva, Aylon também teve chances, abriu espaços e quase balançou as redes. O Vitória cresceu nos 20 minutos finais, chegando ao gol em perfeita cobrança de Escudero.
Chegaria ao segundo gol em cobrança de escanteio mal policiada pela zaga paraense. Mas, Pikachu, depois de algum tempo sem marcar, apareceu com desenvoltura nas articulações com o meio-de-campo, contando com a cobertura de Jonathan quando ia ao ataque. O gol lembrou alguns dos mais bonitos da carreira do lateral. Recebeu passe de Fahel nas costas da zaga e emendou de sem-pulo, com a bola entrando na forquilha esquerda do gol de Gatito Fernandez, sem chance de defesa.
O lance do gol tirou o Papão da acomodação. Confiante na possibilidade do empate, passou a envolver o Vitória, cujo único bom marcador no meio era Reiner, espécie de faz-tudo do time. Rony, Pikachu, Jonathan, Fahel e Aylon levavam sempre a melhor e criaram seguidas oportunidades, fazendo de Gatito Fernandez o grande destaque da partida.
Ninguém contava com um deslize individual, que pôs tudo a perder justo num momento de ascensão na partida, explorando o visível cansaço do Vitória. Gilson perdeu bola na intermediária e deixou a defesa sem alternativa, a não ser conceder o penal. O gol (segundo de Escudero) tirou as forças (e as chances) do Papão no jogo.
Para quem temia ver um Papão sofrendo com desfalques no setor de marcação e a ausência de última hora do centroavante Betinho, o técnico Dado Cavalcanti surpreendeu com um esquema funcional, leve e rápido, que botou pressão principalmente sobre o lado mais frágil do Vitória, a lateral-direita ocupada por Kanu.
Com alguma sorte, poderia ter marcado antes do Vitória, o que teria desnorteado o anfitrião diante de sua impaciente torcida. O revés, embora indesejado, não compromete a boa campanha no returno, principalmente porque o time mostrou qualidades e não desistiu de atacar.

Faltou ousadia e vibração

O extremo oposto aconteceu em Palmas (TO) quase no mesmo horário do jogo de Salvador. O Remo perdeu para o Palmas por 1 a 0 levando um gol de pênalti inexistente, mas depois de passar quase 90 minutos fugindo à responsabilidade de vencer a partida.
Com bons jogadores, o time não consegue jogar como time. É tome passes pro lado, recuos até os zagueiros, dali pro goleiro, depois para os laterais e a bola nada de chegar ao ataque. Nessa brincadeira, o Remo foi deixando o tempo escorrer sob o sol abrasador do Tocantins.
Teve um susto logo aos 10 minutos, quando Ted invadiu a área e obrigou Fernando Henrique a uma grande defesa. O estreante Kiros teve uma chance desviando cruzamento da esquerda, mas o goleiro Carlão defendeu bem. Depois, Léo Paraíba experimentou de fora da área, à direita do gol. Foi o único chute do Remo em todo o primeiro tempo.
Na etapa final, com Rodrigo Soares substituindo a Alex Ruan (que havia recebido o cartão amarelo), o Remo seguiu na mesma pisada, toques laterais e improdutivos, raras arrancadas em direção ao gol inimigo. Vendo que o visitante não se decidia, o Palmas começou a se animar.
Leandrinho avançava pela direita, criando algumas situações, enquanto o Remo seguia os conselhos do técnico Cacaio, procurando se manter em seu campo, garatindo o empate em 0 a 0.
O Palmas resolveu arriscar um pouco mais e botou mais um atacante, Washington. Na primeira arrancada, fez uma ginga na entrada da área e em seguida se atirou ao chão. O árbitro cearense Avelar Rodrigues apontou a marca da cal, indiferente aos protestos dos jogadores remistas.
O pênalti inacreditável, obra de ficção, estava marcado e o gol saiu aos 44 minutos, após cobrança de Dão. O Remo então se lançou ao ataque como se não houvesse dia seguinte. Cacaio botou laterais, volantes e até zagueiros para ajudar na ofensiva desesperada pelo empate.
Nos oito minutos seguintes, o time foi tudo o que não tinha sido até então: agressivo, intenso e rápido. Kiros estourou bola em cima do goleiro, Ramos perdeu de cara e Edcléber desperdiçou a terceira oportunidade.
Caso tivesse toda essa volúpia desde o começo, o Remo certamente teria melhor sorte. Acontece que o falso controle das ações iludiu Cacaio. Quando ele substituiu Juninho por Edcléber na metade do segundo tempo, abriu mão de articulação no meio. A saída de Léo Paraíba também afetou o ataque. E a permanência de Kiros não se justificou, como já não se justificava sua estreia como titular.
Só não se pode dizer que a derrota remista foi castigo merecido porque a marcação do pênalti que deu origem a ela foi absolutamente ridícula, pelo primarismo da simulação. Mas a lição veio na medida certa. Se não aprender a atuar coletivamente, de maneira organizada, o Remo terá muitas dificuldades no prosseguimento da competição.
Apesar de contar com bons valores individuais, o Remo não parece um time, tamanha é a confusão em suas linhas. Além disso, falta vibração, combustível fundamental em jornadas eliminatórias.

Deu a lógica: Águia eliminado

O Águia passou mais de 90% do campeonato na zona da morte. Reagiu nas últimas rodadas, mas não a tempo de escapar. Levou uma goleada de 4 a 1 do líder Fortaleza e vai disputar a Série D em 2016. Não há nem motivo para lamento porque o filme estava desenhado desde o começo da competição. Erros acumulados nos últimos três anos resultaram no desfecho de ontem, na Arena Castelão.

28 de setembro de 2015 at 11:37 am Deixe um comentário

PAPO DO 40º – Ronaldo Porto – 28.09.15

JUIZ PREJUDICOU O LEÃO AZUL

Tudo se encaminhava para um 0x0 em Palmas, quando o árbitro do jogo, o cearense Avelar Rodrigo da Silva, marcou um pênalti inexistente contra o Leão, que foi convertido e o Palmas-TO venceu a partida por 1×0. O que muda? Ora, ao Remo que estava conseguindo o empate bastaria apenas uma simples vitória em casa no sábado que vem para passar à próxima fase; além do mais, teria somado um ponto importante para decidir sua ida à Série C também dentro de casa. Agora, o Leão terá que vencer pelo mesmo placar em casa para forçar os pênaltis, ou vencer por dois gols de diferença para despachar o Palmas. Bem verdade que o Remo não fez uma brilhante partida, mais o sistema tático montado pelo Cacaio estava dando certo até o finalzinho do jogo quando o árbitro viu, e só ele viu, uma falta dentro da área. Que fique a lição e que isso empurre o Remo para uma grande e esmagadora vitória no sábado e consequentemente a chance de subir na outra fase. O Fenômeno Azul vai lotar novamente o Mangueirão, com certeza!

ALTA TEMPERATURA

O Paysandu até que fez uma boa partida, o jogo foi muito disputado, mas o Vitória-BA conseguiu fazer 3×1 e levou a melhor. Aquele gol do Pikachu deu esperanças, mas o sistema defensivo do Papão falhou mais que o normal. Mesmo com a derrota, o Papão ainda ocupa a 3ª posição no G4, com a mesma pontuação do Bahia, 47, mas com duas vitórias a mais. A vez agora é do Atlético-GO, que vai querer vitória a qualquer custo. Muita atenção Papão, para não sair do G4. A ordem é subir!

BAIXA TEMPERATURA

Ontem a revolta dos torcedores remistas que estavam no Dom Spetto assistindo o jogo era nítida, principalmente depois de a TV passar insistentemente o lance que originou o gol do Palmas. Ninguém toca no jogador tocantinense, que se joga na área e o árbitro cearense marca o pênalti. O que fazia o assistente do mesmo Estado nessa hora? Deus queira que não, mas isso pode prejudicar todo um trabalho do Remo para chegar à Série C. A pergunta que mais se fazia lá era: o que vai “pegar” com esse juizinho?

NO TERMÔMETRO

E começou a Segundona do futebol paraense, que vale vaga para o banquete final, que é o Parazão 2016. Castanhal e Gavião conseguiram vitórias, enquanto Tuna, Vila Rica, Isabelense e São Raimundo ficaram no empate. /// Depois do Atlético-GO, o Paysandu terá duas partidas seguidas dentro de casa, contra o Bahia-BA no dia seis de outubro e no dia treze diante do Macaé-RJ. Esses jogos poderão consolidar o Papão na Série A de 2016, principalmente se o bicola trouxer vitória de Goiânia. /// O Remo vai continuar tentando aumentar mais três mil torcedores no Mangueirão no próximo sábado, mesmo com as negativas dos “donos” do futebol paraense. No Mangueirão, nos tempos da geral, o público passava de 60 mil torcedores. /// E o Pikachu, vai ou não vai? Agora estão dizendo que o pré-contrato com o Flamengo foi só papo e que agora o destino será o Sport Clube do Recife. Muito pouco para seu futebol. /// Se tivessem 19 clubes com o nome de Flamengo e só um chamado Vasco da Gama, o almirante da colina seria campeão brasileiro fácil. Ontem, outra vitória vascaína, de virada. O Mengo virou freguês. /// Passei duas semanas ausente desse espaço, primeiro por um erro técnico, depois por um problema de saúde, já contornado, graças a Deus e ao Hospital do Coração. Sou muito grato pelas mensagens e telefonemas pela minha recuperação. /// O sofrimento foi até o final, mas nada adiantou o jogo do Águia contra o Fortaleza-CE, pois o Cuiabá garantiu a vitória diante do Icasa-CE e o time marabaense dançou. Agora vai jogar a Série D no ano que vem. /// E o “porradal” que virou na decisão do Intermunicipal de Masters? Nem Polícia tinha no Souza. Falta de organização. /// Uma boa semana a todos e viva Jesus!

E-mails: rporto@supridados.com.br

28 de setembro de 2015 at 11:35 am Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 27.09.15

O sol por testemunha

Diante das constantes críticas ao famigerado horário das 11h, inventado inicialmente como alternativa às manifestações de revoltados diversos em São Paulo, a CBF se saiu com uma tirada bem ao seu estilo. Culpou os clubes pela deficiência de preparo dos atletas, como se o horário e a temperatura permitissem que a medicina operasse milagres para preservar a integridade física dos jogadores. Em outras palavras, se esquivou da responsabilidade.
O fato é que a mudança de horário, experimentada (e até aplaudida) em algumas capitais do Sudeste e Centro-Oeste, só interessa mesmo a dirigentes gananciosos e à emissora detentora dos direitos de transmissão, a exemplo do que já ocorre com outro horário tenebroso, o das 22h. Claro que cartolas e executivos acham o horário maravilhoso porque não são obrigados a se esfalfar em campo, sob sol senegalês, arriscando até a vida.
A alegação de que jogando às 11h alguns clubes obtêm arrecadações melhores não justifica a imposição de tal flagelo aos atletas, profissionais que dependem de boa forma atlética e adequadas condições fisiológicas para oferecer rendimento de alto nível.
Em recente conversa, quando compareceu ao programa Bola na Torre na RBATV, o goleiro Emerson (PSC) contou que de suas agruras durante o jogo com o Botafogo, na abertura do returno da Série B, disputado sob sol a pino no estádio Nilton Santos, no Rio.
Segundo ele, já na metade do primeiro tempo teve que molhar os pés com água gelada para resistir à insolação. Em seguida, precisou de atendimento médico em três momentos por passar mal enquanto a bola rolava. Nem as pausas para hidratação servem para restabelecer o condicionamento físico dos jogadores.
Lembro que dentre as reivindicações elencadas em documento do Bom Senso F. C., no final do ano passado, grande parte dizia respeito à integridade física dos profissionais do futebol. O grupo, que reúne atletas e ex-atletas, chamava atenção para a realidade do esporte no país, alertando para os riscos de um calendário abusivo, que castiga o artista do espetáculo e contribui para encurtar sua carreira.
Nada parece ter sido levado em consideração. Quando o futebol atravessa momento crítico no Brasil, com crescente desinteresse do torcedor exposto em pesquisas de opinião e no baixo comparecimento aos estádios, CBF e clubes decidiram por em prática a ideia de jerico dos jogos às 11h, cujo término ocorre por volta de 13h, em horário de sol inclemente, exceto nos períodos de frio em algumas cidades do Sul e Sudeste.
Desunidos e fragilizados como segmento profissional, os atletas pouco podem fazer para mudar essa realidade. O brado deve partir de vozes que realmente se preocupem com o futuro do futebol por aqui, na esperança de que venha a ser atendido.
Não custa lembrar que a velha desconfiança de que CBF e seus sócios estavam matando a galinha dos ovos de ouro se tornou realidade nua e crua durante a última Copa do Mundo.
Depois de tanto insistir com fórmulas absurdas de disputa, calendários confusos e espichados, a entidade que manda e desmanda juntou-se aos cúmplices de sempre para sufocar as chances de soerguimento do futebol através dos clubes, células fundamentais na formação de craques.
Quando aparecem aqui e ali alguns futebolistas de boa técnica, como Lucas Lima e Gabriel de Jesus, o peso da estrutura corrompida conspira para que essas revelações se tornem cada vez mais raras.
Os ingênuos podem pensar que não, mas abusos como o futebol ao sol do meio-dia integram o cardápio de maldades que dona CBF atira sobre o esporte (ainda) mais popular do país. Infelizmente, é provável que esse absurdo só venha a ser corrigido diante de uma tragédia ou ameaça de punição por parte da Fifa.

Sobre a reconstrução do Remo

Recebo e transcrevo na íntegra atenciosa mensagem de Ronaldo Passarinho, grande benemérito do Clube do Remo. “Não costumo fazer pedido de divulgação, mas queria lhe solicitar que falasse de alguns nomes que estão ajudando a enfrentar o momento grave e de renovação no CR. A simbiose entre velhos e novos remistas pode alavancar o clube, para voltar ao seu passado glorioso. Refiro-me ao trabalho incansável de André Cavalcante, Ângelo Carrascosa, Milton Campos, Fábio Bentes, coronel Bahia e muitos outros, que, sob a direção de Manoel Ribeiro, aconselhado pela tradição de Ubirajara Salgado, Moacyr Gomes, Jô Ferreira e outros, dão uma perspectiva excelente para o futuro. Entendo que a citação dos nomes referidos pode incentivar muitos outros a participarem dessa caminhada”.

Bola na Torre

O programa de hoje terá o amigo Edson Matoso como convidado. Ícone do bom jornalismo esportivo, Matoso participará dos debates sobre a rodada do final de semana envolvendo os representantes paraenses. Guilherme Guerreiro comanda a atração, ao lado de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. O Bola na Torre começa logo depois do Pânico, por volta de 00h20.

A moda retrô invade a Seleção

A convocação de Ricardo Oliveira, 35 anos, para suprir o corte de Roberto Firmino confirma a tendência de volta ao passado na Seleção, inaugurada por Dunga desde que convocou Robinho e Kaká. A onda retrô não pode ser saudada por ninguém de bom senso porque vai na contramão dos rumos do futebol atual, cada vez mais entregue a jovens e talentosos boleiros nos países europeus, africanos e até entre os vizinhos sul-americanos.
Dunga parece ter se dado conta de que não há muito tempo para prestigiar jovens atletas e resolveu apostar na velha guarda. Jogador de razoável qualidade, Oliveira desfruta de súbito brilho no Santos. Não é garantia de excelência, pois seu bom momento acontece em campeonato de baixíssimo nível técnico.
Mesmo claudicante nas últimas passagens pelo escrete, o são-paulino Alexandre Pato talvez fosse merecedor de lembrança. Jovem ainda, pode ser trabalhado para a Copa de 2018, enquanto Oliveira já está na fase crepuscular da carreira.

27 de setembro de 2015 at 10:52 am Deixe um comentário

A Bola no Bola – Giuseppe Tommaso – 27.09.15

BOLA NA TORRE

Deste Domingão logo após o “Pânico na Band”, na RBATV –
Canal 13. Vamos falar de Paysandu e Vitória-BA na Série B,
o Águia na Serie C e o jogo de Ida entre Palmas e Remo pelo
mata mata na Serie D em Palmas. Guerreirão no comando
Estarei na bancada com o companheiro Gerson Nogueira e
Nosso Convidado será o Jornalista Edson Matoso. Participe
pelo @bolanatorre.

“CARAVANA BICOLOR”

Caravana da ”Família Bicolor” que irá a São Luis do Maranhão para o jogo do Paysandu contra o Sampaio Correa dia 24 de outubro, pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Ônibus de Luxo Double Deck, Hospedagem no Hotel Nobili In. Saída dia 23 na sexta, e retorno no domingo dia 25, a noite. Interessados contatos pelos fones: 985200834 e 99776612 – falar com Luiz Carlos. Apenas R$ 450,00 reais por pessoa. Grande pedida e a procura é grande…Grande Chance!!!

“VOLTA POR CIMA”

É assim que o meio Velber (Risadinha) aos 37 anos esta encarando o momento. Primeiro no Trabalho Social que realiza com 73 crianças carentes em Benevides, tirando a meninada das ruas e colocando na pratica esportiva. Velber que sempre foi um atleta que preservou seu condicionamento físico recebeu convite do Técnico Ricardo Lecheva e poderá atuar na Segundinha pelo São Raimundo de Santarém. Está fazendo todos os testes e se estiver em condições vai jogar pelo Pantera. Valeu Velber estamos torcendo!!!

É CAMPEÃO!!!
A Seleção Paraense Juvenil Feminina conquistou o título da Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro de Vôlei. A competição aconteceu entre 13 e 19 deste mês, em Saquarema, no Rio de Janeiro. A equipe do técnico Elinho Cunha, que também comanda o vôlei na Bodytech, em Belém, venceu a seleção do Maranhão por 3 sets a 1, no Centro do Desenvolvimento do Voleibol no interior do Estado do Rio de Janeiro. Parabéns!!!

CIA ATHLÉTICA

Brasileirão Society da Cia Athlética teve o Vasco como destaque esta semana que depois de vencer o Líder Cruzeiro venceu o Sao Paulo por 3 x 2. Destaque também para a vitória do Atlético 13 x 2 Flamengo. Na terçã tem bola rolando para mais três jogos: Grêmio x Corinthians, Fluminense x Internacional e Flamengo x Vasco.

NO GRÊMIO…
Somente na primeira rodada, em quatro jogos, foram assinalados 34 gols dos meninos e meninas que disputam a12ª Copa de Miúdos e Miudinhos de Futebol do Grêmio Literário e Recreativo Português, na Arena coberta da Sede Campestre do Clube. A Copa é um projeto pedagógico-esportivo do Grêmio, à frente o presidente Mário Paiva, e reúne dez equipes de meninos e meninas de 5 a 12 anos de idade, distribuídos em: miudinhos (5 a 8 anos) – Acadêmica, Tuna, Setúbal e Braga; miúdos (9 a 12 anos) – Chave A – Belenenses, Beira-Mar e Benfica; Chave B – Vasco, Porto e Sporting. As emoções dos jogos da Copa, sob a coordenação da Zê-Efe Comunicação & Marketing, prosseguirão até o dia 8 de novembro.

27 de setembro de 2015 at 10:50 am Deixe um comentário

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