Coluna do Gerson Nogueira – 20.09.15

20 de setembro de 2015 at 11:13 am Deixe um comentário

Das armadilhas do tempo
A CBF solta foguetes pelo aumento do tempo de bola rolando nos jogos do campeonato brasileiro da Série A. De fato, é algo digno de comemoração. Sempre que o jogo flui e os jogadores se dedicam mais a correr do que a encher a paciência do árbitro, o espetáculo ganha em qualidade e dinâmica, e o torcedor obviamente sai lucrando.

Em relação a 2014, os números melhoraram bastante. O fato mais significativo é que triplicou a quantidade de partidas com mais de 60 minutos, dentro do padrão que a Fifa considera ideal. Dos 260 jogos realizados, 47 (18,07%) atingiram o índice, contra 16 jogos (6,15%) no ano passado.

O levantaram destaca a participação de alguns times nos jogos que registraram mais de 60 minutos de bola valendo. São Paulo, Atlético-PR, Atlético-MG, Corinthians, Cruzeiro e Sport Recife estão entre os que mais contribuíram para que o jogo fosse mais corrido. A média de tempo de bola em jogo também subiu, chegando a 54 minutos e 51 segundos. Na Copa do Mundo de 2014 a média chegou a 57 minutos.

Das 26 rodadas disputadas na Série A, a última foi a de melhor desempenho, com 568 minutos de tempo total nos 10 jogos. Contribuem para essa evolução a disposição das equipes em jogar de verdade, sem apelar para truques e antijogo e a orientação dada à arbitragem.

Respaldados pela comissão de arbitragem, os juízes estão mais severos na punição a reclamações de jogadores, o que tem garantido diminuição das paralisações.

O mesmo ocorre quanto ao índice de faltas, cuja média caiu de 33 para 27 por jogo. Neste ponto fica a dúvida se as faltas estão menos frequentes ou se os árbitros estão mais flexíveis, apitando à inglesa e evitando parar o jogo em função de qualquer choque ou empurrão.

Só por curiosidade, o jogo com maior tempo de bola rolando no Brasileiro foi Atlético-PR x Atlético-MG, com 69 minutos e 40 segundos. Deve ter sido um dos jogos mais disputados de todos os tempos no Brasil. A arbitragem foi de Thiago Peixoto, uma das novas apostas da arbitragem brasileira, juntamente com o nosso Dewson Freitas, que não aparece entre os árbitros dos jogos com mais tempo de bola rolando, mas contribuiu no quesito aplicação de faltas. São dele os números mais expressivos quanto a jogos com menor índice de infrações.

Coincidência ou não, os árbitros mais destacados no levantamento da CBF pertencem à nova safra. Além de Peixoto e Dewson, aparecem Ricardo Ribeiro (MG), Wilton Sampaio (GO), Péricles Cortez (RJ) e Anderson Daronco (RS). Têm sido fundamentais para a elevação do tempo de jogo, embora a qualidade técnica dos espetáculos dependa sempre do desempenho dos times.

Fica faltando apenas a arbitragem brasileira adotar um critério único para a marcação de pênaltis por toques de mão na bola. É até aqui a principal praga do campeonato desta temporada porque os árbitros definem a marcação dos penais muito mais pela cor das camisas do que pelas normas da Fifa.

Novo desenho ofensivo no Leão

O Remo joga contra o Castanhal um amistoso caça-níquel na manhã deste domingo, no estádio Jornalista Edgar Proença. Além de arrecadar uns cobres, o time aproveita para testar posicionamentos e opções táticas para o primeiro mata-mata da Série D, previsto para começar na semana que vem.

Pelos treinos, Cacaio deve seguir utilizando o 4-4-2 clássico, de perfil ofensivo. No meio-de-campo, Eduardo Ramos e Juninho são os armadores e Ilaílson e Chicão cuidam da marcação. O ataque terá um homem de referência (Kiros? Rafael Paty?) e um atacante de lado, provavelmente Léo Paraíba.

Diante do Castanhal essa formação deverá ser testada, embora já venha sendo empregada por Cacaio desde o Campeonato Paraense. A diferença é apenas quanto aos nomes dos jogadores. No Parazão, Ramos jogava ao lado de Bismarck e Paty tinha Roni como principal parceiro de ataque.

A chegada de Kiros cria uma nova alternativa ofensiva, pois o Remo passa a dispor de um jogador talhado (pelo porte físico) para o jogo aéreo. Apesar de primitiva, a opção pelos cruzamentos requer preparo especial dos laterais e pontas. Sem capricho nas bolas alçadas, o centroavante vai apenas sofrer de torcicolo.

Em 2005, na Série C, o vitorioso Remo de Roberval Davino fez do centroavante Capitão e do beque Carlinhos importantes armas nas chamadas bolas paradas. Para a coisa funcionar, contava com os laterais Marquinho Belém e Eduardo, submetidos a treinos exaustivos de cruzamentos. É o que cabe a Cacaio fazer agora com Levy e Alex Ruan.

Emerson no Bola na Torre

O goleiro do Papão é o convidado do Bola na Torre deste domingo. Guilherme Guerreiro comanda o programa, com Giuseppe Tommaso e este escriba de Baião na bancada. Começa por volta de 00h20, logo depois do Pânico, na RBATV.

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A Bola no Bola – Giuseppe Tommaso – 20.09.15 BOLA PRA FRENTE – Claudio Guimarães – 20.09.15

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