Archive for outubro, 2015

Coluna do Gerson Nogueira – 30.10.15

Duelo fora das quatro linhas

Quando o Papão obteve o acesso à Série B em campanha surpreendente – embora tortuosa – na Terceira Divisão do ano passado, o então técnico Mazola Jr. teve seu valor questionado por muitos torcedores e boa parte da diretoria do clube. Havia o mal disfarçado temor de que ele não tivesse o perfil para trabalhar na segunda divisão nacional.
Apesar de entendimentos para sua permanência terem sido encaminhados pela nova diretoria, o técnico acabou descartado por ter cobrado valores muito acima do orçamento estabelecido pelo clube para 2015.
À época, foi informado extraoficialmente que Mazola pedia algo em torno de R$ 100 mil para ele e sua comissão técnica, mais carro e apartamentos, um para o treinador e outro para os auxiliares. Mazola negou esses valores, mas ficou a imagem de um profissional que buscava se valorizar em cima do reconhecimento pelo trabalho bem executado.
Na comparação direta com Dado Cavalcanti, que substituiu ao sucessor de Mazola (Sidney Morais), o custo não ficou tão distante assim do valor pretendido pelo técnico responsável pelo acesso. Mas neste caso não cabem críticas ao clube, pois os gastos têm a ver com situação de um mercado sempre inflacionado.
Mazola, técnico do CRB, está de novo na berlinda porque vem a Belém enfrentar o Papão em jogo que vale muito para os bicolores quanto às possibilidades de subida à Série A. Há seis jogos sem vencer, o time de Dado está sob pressão e precisa urgentemente dar uma resposta ao torcedor.
Sabedor disso e conhecendo bem os intestinos do Papão, Mazola espertamente já começou a botar o dedo na ferida. Em entrevista a um portal alagoano, falou de seu amor pelo clube paraense, jogou charme para a torcida e meneios à imprensa, mas não perdeu a chance de deixar umas cascas de banana pelo caminho.
Disse, sobre o atual momento de seu ex-clube, que jogadores e comissão técnica estão sob pressão “porque cantaram o acesso e o título muito antes da hora, e estão pagando o preço disso”. E, bem ao estilo professoral que cultiva, acrescentou: “Uma pressão totalmente desnecessária em um momento desnecessário”.
Cinco pontos atrás do Papão na tábua de classificação, o CRB tem remotas chances de subir, mas Mazola quer obviamente fechar a temporada com uma grande campanha e pretende usar de toda a expertise motivacional para alcançar esse objetivo, daí o enorme perigo que representa na partida de amanhã.
Sobre Dado, ele tem a vantagem de haver vencido o confronto direto no primeiro turno, por 3 a 0, na atuação mais criticada do Papão na competição. Não é preciso ser pitonisa para saber que o CRB vem disposto a explorar ao máximo a instabilidade que ronda o time bicolor.
Ainda na entrevista, Mazola disse que seu único motivo de má lembrança em relação ao futebol paraense se localiza “do outro lado da avenida (Almirante Barroso)”, referindo-se à perda do título estadual de 2014. Em tempo, há empate nesse quesito entre os dois técnicos, pois Dado também foi vice-campeão estadual nesta temporada.
Por todos esses ingredientes, a disputa particular entre os dois comandantes é um dos atrativos mais interessantes do confronto que pode dar ao Papão novo alento na batalha para voltar ao G4.

Ataque do Leão pode ter Kiros e Welton

Na penúltima movimentação para o jogo de domingo, Cacaio treinou o Remo ontem com os titulares Max, Levy e Eduardo Ramos de volta ao time. A entrada de Felipe Macena no meio-campo, substituindo ao suspenso Chicão. Para o ataque, a dupla testada no treinamento foi Kiros e Welton, combinando força e jogo aéreo. Os dois atacantes nunca atuaram juntos na competição.
A não ser por uma surpresa de última hora, a escalação deve ser mantida para enfrentar o Botafogo-SP no Mangueirão.
As características do jogo, mesmo ressalvando a diferença de nível entre os adversários, lembram a do mata com o Palmas-TO. Na ocasião, o Remo precisava também reverter em Belém a derrota sofrida pelo escore mínimo no jogo de ida. Kiros foi o centroavante escalado e marcou dois gols, decidindo o confronto.

Direto do blog

“Bruno Rangel era o atacante titular no jogo do Salgueiraço e, mesmo não tendo culpa de o Papão não ter conseguido o acesso, ele foi dispensado na época pela diretoria do LOP. Isso só serve pra mostrar o quanto nossos dirigentes são despreparados”.
Marcelino Jr., a respeito da competência de Bruno Rangel (hoje na Chapecoense) para fazer gols

Cobrar pênalti não é para qualquer um

Quando o zagueiro Gum ajeitou a bola na marca penal e recuou cerca de dois metros apenas para armar o chute, tive a quase certeza de que iria se complicar na cobrança. Isso de fato aconteceu, com a bola indo parar lá nas cadeiras especiais da Allianz Arena palmeirense.
Esse pressentimento mais ou menos óbvio deve ter ocorrido a muitas pessoas na noite de anteontem, por ocasião da semifinal entre Palmeiras e Fluminense.
Gum, zagueiro de estilo duro e bom de cabeceio, nunca brilhou pela técnica ou elegância no trato com a bola. Sempre deu chutão e era justamente isso que se esperava dele na execução do penal. Ao ensaiar uma cobrança mais caprichada, como os craques costumam fazer, buscando pouca distância, anunciou que iria desperdiçar a penalidade.
A regra não escrita do futebol ensina que jogadores habilidosos costumam bater pênaltis colocando a bola fora do alcance do goleiro, encaixando geralmente nos cantos ou nos ângulos superiores. Raramente se aventuram a disparar foguetes.
O oposto ocorre com os beques e volantes roceiros, que fecham os olhos e enchem o pé, quase sempre vencendo o goleiro pela violência do chute.
O pecado de Gum foi tentar quebrar essa regra sagrada. Deu-se mal e levou o Fluminense junto com ele.

30 de outubro de 2015 at 12:30 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 30.10.15

POSITIVO – Gosto dessa idéia que parte dos azulinos de um Remo (na C em 2016 e podendo ser campeão da D, agora) e Paysandu (na A ou B em 2016) para o fecho da temporada, com sorteio de carro. Cofre cheio!

NEGATIVO – Ainda não decolou venda de ingressos para amanhã e domingo. Alô, torcidas! Segundinha teve abandono, um levou de 12 e, agora, se classificada (Desportiva) poderá desistir da elite. Eu, hein!

Lá e Cá

Aline Porto, arquiteta, engenheira, conselheira do Remo, na Diretoria de Patrimônio e na revitalização do Baenão, minha entrevistada Bola Pra Frente de domingo.

Independente de Re x Pa amistoso fechando a temporada, sócio-torcedor azulino vai concorrer a sorteio de outro carro em dezembro; Matheus Muller é do Palmeiras e quer ficar no Remo. Contrato até 15.11.15.

Botafogo-SP vem escalado para pegar o Leão: Neneca, Samuel, Santos, Caio Ruan, Mirita e Augusto Ramos, Dudu, Rodrigo Thissen, Diego Pituca e Vitinho, Canela e Francis. No Remo, Cacaio promete surpresa!

Técnico Walter Lima confirma que a prioridade da Desportiva é a base e foco principal, agora, a Copa SP. Mas, em nenhum momento dirigentes falaram a ele em desistir da elite do Parazão se subir. Ainda bem!

Jogo de amanhã será divisor de águas no Paysandu, podendopartidas contra Luverdense (14.11) e Criciúma (21.11) voltarem para Curuzu. La só um jogo da B e vitória do Papão de 2×1, no Santa Cruz (5ª rodada).

Hoje, janela para imprensa na Curuzu com técnico Dado Cavalcanti e um jogador a ser indicado; no CRB volante Josa se tornou no quarto desfalque, mas paraense Wllington Sacy vem no meio campo; Vitória-BA está na verdade pela 23ª oprtunidade no G4 desta Série B.

São Raimundo decidirá vaga na elitedo Parazão, domingo (1.11), quando completa 6 anos da sua mais importante conquista, a Serie D de 2009, a primeira disputada. Poderá ser efeito motivador contra o Castanhal!

Mogi Mirim dispensou 11 jogadores, a maioria titular, inclusive zagueiro Fábio Sanches, ex-Paysandu. Técnico Márcio Goiano não ganhou nenhum e também se mandou. Alô, Papão!

Hoje à noite a decisão da Copa dos Miudinhos 2015 do Grêmio Literário Português, entre Braga e Acadêmica. Preliminar, pelo 3º lugar, Tuna x Setúbal. Presidente Mário Paiva à frente da festa esportiva.

HOMENAGEM – José Eduardo Marques da Carvalho, o Edu, ex- campeão de regata no four e double skiff pela Tuna, Remo, Paysandu e ASBAC-DF nos anos 80. É Agente da Polícia Federal em Belém.

30 de outubro de 2015 at 12:27 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 29.10.15

POSITIVO – Diz Galvão Bueno que ganhar é bom e da Argentina muito mais: Gavião Kyikatejê-PA fez isso com seu Sub 20, batendo a Seleção Titular Platina de 1×0 nos Jogos Mundiais Indígenas (Palmas-TO). Valeu!

NEGATIVO – Comando da PM do Maranhão mudando rumo da prosa e querendo transformar o promotor e bicolor Nilton Gurjão de agredido em agressor. Estava no estádio ao lado de 2 irmãs e 2 filhos, um menor.

Lá e Cá

Segundinha altamente dispendiosa para o São Raimundo que vem bancando há quase um mês sua estada em Belém a um custo mensal de 22 mil reais. Se não subir vai ter dificuldade para cobrir rombo!

No primeiro mês em Belém a FPF ajudou o Pantera na hospedagem no Hotel Paraiso. Agora o clube teve de alugar casa na Cremação onde hospeda e alimenta 15 atletas. 10 jogadores e CT são de Belém.

CRB que já vinha pra cá sem o volante Somália (contusão no joelho o tirou da Série B) e lateral esquerdo Pery (3º cartão) perdeu também experiente goleiro Julio Cesar pelo falecimento da esposa Renata Martins, em SP.

Provável time para enfrentar o Paysandu: Juliano ou Bruno, Leandro Brasília Diego Jussani, Gabriel e Gleidson, Josa, Olívio, Gérson Magrão, Danilo Bueno e Clebinho, Zé Carlos.

Rodolfo Toski Marques-PR em dois jogos da Série B na 33ª rodada: apitou Oeste 1×0 Luverdense e sábado estará no Paysandu x CRB; Bahia (54 pontos) o time a ser perseguido por S. Cruz, Sampaio, Paysandu e Náutico.

Papão se concentrará no hotel cinco estrelas em frente à sede e vai pegar em seguida dois times de seus ex e bem-sucedidos técnicos: CRB (Mazolla Jr) e América-MG (Givanildo Oliveira).

Maiores frequentadores do G4 na Série B até agora: Botafogo 32 rodadas (fora só na 1ª), Vitória 13, Bahia 21, América-MG 19, Náutico 12, Paysandu 11 (da 7ª, 9ª, 10ª , 11ª, 21ª e da 23ª a 28ª) e Sampaio 7.

Time base da surpreendente Desportiva que domingo tentará acesso à elite do Parazão: Paulo Ricardo, Andrey, Pedra, Douglas e Andrelino, Juninho, Elsinho (o craque), Marco Antonio e Samuel, Cabecinha e Marajó.

Nielson Nogueira Dias-PE-ESP 2, árbitro de Remo x Botafogo-SP, tem 41 anos, apitou 22 jogos este ano entre Série A, Série B, Série C, Copa do BR, Copa do Nordeste e Campeonato Penambucano; Kiros de volta domingo e sorteio de carro entre torcedores que adquirirem ingressos no site.

Paysandu tem apenas uma conselheira: Yeda Almeida; no Remo, Jô Ferreira é a única mulher no quadro de beneméritos.

HOMENAGEM – Márcio Graça de Araújo, o Magrão, ex-meio campo da Tuna desde o dente de leite ao profissional de 1991 a 1998. É microempresário do ramo de pizza.

29 de outubro de 2015 at 12:19 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 28.10.15

O peso da bola aérea

Depois do jogo em Ribeirão Preto, Cacaio avisou que iria repetir a mesma equipe no confronto de volta em Belém, contando apenas com os três titulares que ficaram ausentes por contusão e suspensão – Eduardo Ramos, Max e Levy. Desconfio, porém, que o time sofrerá outras mudanças e elas se localizam no ataque.
Aleílson e Welton, titulares contra o Operário e o Botafogo, funcionam até certo ponto, levando em conta a mescla de experiência e força, apesar da visível distância entre ambos.
Ocorre que na decisão da semifinal será fundamental que o Remo agrida a zaga paulista desde os primeiros movimentos. Para isso, a importância de ter em campo um atacante alto não pode ser desprezada.
Ainda mais levando em conta que o sistema defensivo do Botafogo não dispõe de zagueiros de grande estatura. Kiros, que se saiu bem nos confrontos com o Palmas, surge como alternativa natural para a estratégia de sufocar o visitante.
Cacaio surpreendeu no jogo de volta com o Operário ao lançar Welton e Aleílson, mas tudo indica que a bola aérea – decisiva em mais de 80% dos jogos da Série D – pode novamente fazer a diferença. Por essa razão, não faria sentido abrir mão de um centroavante do porte de Kiros, contratado justamente com a finalidade de suprir essa deficiência do ataque azulino.
A dúvida é se entra jogando ou ficará como trunfo para o decorrer da partida. Dificilmente, porém, deixará de ser utilizado pelo técnico.
Vale lembrar que, entre as incertezas para a escalação de domingo, o comando do ataque é setor crucial para um duelo no qual o Remo precisará marcar dois gols, pelo menos, caso queira evitar o suplício de uma decisão em penalidades.
Na meia-cancha, a volta de Eduardo Ramos garante segurança e poder de fogo ofensivo, a partir da qualidade das jogadas ali criadas. Quanto à marcação, Ilaílson segue absoluto. Para o lugar de Chicão (suspenso), Cacaio certamente irá prestigiar Felipe Macena, de atuação valorosa em Ribeirão Preto.
O certo é que Cacaio tem no momento a tranquilidade de contar com várias alternativas para montar a equipe, com quase todos os jogadores disponíveis e sem problemas de contusão. Para o ataque, por exemplo, pode se dar ao luxo de ter três duplas diferentes – Aleílson/Welton, Kiros/Léo Paraíba, Rafael Paty/Sílvio. Nenhum outro semifinalista da Série D conta com tamanha fartura de opções.

Portas abertas para Pikachu

Pikachu voltou ao Rio de Janeiro depois da bem-sucedida passagem no começo do returno da Série B jogando contra o Botafogo, que coincidiu com o confronto com o Fluminense pela Copa do Brasil. Anteontem, o lateral do Papão esteve na capital carioca para participar da sessão de julgamento no STJD.
O assédio da imprensa confirma que seu prestígio segue intocado, apesar da queda de rendimento na segunda metade do returno da Série B. Há, claramente, uma expectativa de que no final do ano (quando cessa seu compromisso com o Papão) ele se transfira para o Flamengo, clube com o qual já teria mantido entendimentos.
As portas abertas para o jovem lateral paraense permitem projetar sua presença na Série A do ano que vem, no Flamengo ou em outro grande clube. A dúvida é se Pikachu será aproveitado como lateral-direito convencional, com obrigação de marcar. Habilidoso e bom finalizador, suas chances de êxito dependem de um técnico que entenda e explore suas potencialidades.
No Atlético-MG, há um caso que pode servir de referência. Luan, revelado no clube por ocasião da passagem do técnico Cuca, era inicialmente um meio-campista polivalente. Aos poucos, foi sendo adiantado e hoje é um dos destaques do Galo, valendo-se da velocidade e dos dribles.
Para brilhar, Pikachu terá que seguir um roteiro parecido, aproximando-se da zona de ataque e se liberando das missões defensivas, onde nunca se destacou plenamente.
Atorres reúne em livro 20 anos de traço

A eterna briga entre Leão e Papão no futebol paraense ganham o carimbo de quase 200 charges inspiradíssimas de mestre Atorres, reunidas em livro que tem lançamento previsto para 11 de novembro, na Big Ben de Batista Campos. O mais destacado cartunista paraense presta contas ao público de 20 anos de trabalho no DIÁRIO. Vale a pena conferir.

28 de outubro de 2015 at 12:24 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 28.10.15

POSITIVO – Depois da aprovação da Copa Sul-Minas-RJ, presidente da FPF aproveitou para colocar reinvindicações junto à CBF, inclusive relativamente à Copa Verde 2016. Paysandu será participante-convidado!

NEGATIVO – Como ocorreu em Ponta Grossa-PR, imprensa de Ribeirão Preto incitando jogadores do Botafogo sobre festa da torcida para receber o Remo, alegando que o clima aqui é de “já ganhou”. Quanta tolice!

Lá e Cá

Castanhal sem bastidor. Depois se sugerir horário de 10h da manhã e FPF aceitar, São Raimundo chiou o jogo da Semifinal da Segundinha passou para 16h, domingo, no Município Modelo.

Eduardo Ramos tem contrato de dois anos com empresa de agentes esportivos e três clubes para jogar na China. Ganhará 7 vezes mais do salário atual no Remo. Mas, foco dele no momento é título da Série D.

Venda tímida de ingresso ontem. Dirigentes azulinos querem torcedor comprando para pagar salário de setembro até sexta. Atual tipo de bilhete estraga com a chuva e vem mercendo reclamações.

Vitinho, meia sensação do Botafogo-SP e de volta no sábado não tem boa lembrança do estádio Mangueirão cheio. Ano passado, na Serie C, tomou de 4×1 do Paysandu pelo Mogi e foi até substituído.

Que diabo de “zica” no Paysandu: zagueiro Dão, outro a se contundir. Enquanto isso, Welington Jr e Capanema confirmados no sábado.

Próprio goleiro Emerson cuia dos seus interesses e deverá continuar em 2016 no Papão. Tiago Martins e João Lucas já têm clubes, enquanto Pikachu deverá se apresentar depois do Ano Novo no Flamengo-RJ.

Dentro do apoio ao Outubro Rosa, mulheres pagarão só 10 reais para assistir jogodo Paysandu sábado. Demais preços, 25 e 50 reais e venda desde hoje.

Paysandu foi tão ajudado em outras rodadas da Série B e não fez sua parte. Agora tudo conspira e o bloco do G4 vai se desgarrando como fez o América-MG, ontem. Mas, a luta continua!

2ª Edição do RFC dia 13.11, na Academia Hard Fight & Fitness (Reduto), com 10 lutas de MMA profissional, disputa de cinturões e categorias de 57 a 93kg.

HOMENAGEM – Reginaldo Lopes, o Pitbul, ex- bicampeão paraense de boxe meio pesado pela Academia São Paulo (1991-92) e ex-bicampeão paulista pelo Corinthians (1994-95). É vigilante em Belém.

28 de outubro de 2015 at 12:20 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 26.10.15

Tropeço reversível

A derrota em Ribeirão Preto não chega a ser um resultado desastroso para o Remo, mas o desempenho do time deixou algumas preocupações no ar. É verdade que a ausência de Eduardo Ramos, principal organizador da equipe, deixou um vazio no meio-de-campo que facilitou bastante as ações do Botafogo no jogo, respondendo em grande medida pela pressão exercida pelos donos da casa. Mas, além dessa deficiência, o Remo não mostrou força para explorar contra-ataques, aceitando excessivamente o domínio territorial do adversário.
Como a bola era constantemente rifada pelos meio-campistas do Remo, voltava sempre na forma de cruzamentos sobre a área, sobrecarregando o trabalho do trio de zagueiros. Apesar disso, Henrique, Ciro Sena e Igor João estiveram muito bem, resistindo até quase ao final, quando ocorreu a falha coletiva que resultou no gol do Botafogo.
Mesmo sem ser criativo, o time da casa buscou o gol o tempo todo, mas encontrou pela frente uma firme zaga azulina e pecou pela insistência nas bolas aéreas visando o cabeceio de Nunes. Nas raras ocasiões em que diversificou suas manobras, levou algum perigo com o meia Guaru e o avançado Samuel Alves.
O Remo se defendia no 3-5-2, tendo inicialmente Felipe Macena deslocado para o meio e Chicão na ala direita. Depois, a situação se inverteu e Macena apareceu com destaque, combatendo e tentando organizar a saída para o ataque. Na ala esquerda, Mateus foi discreto no primeiro tempo e muito dispersivo no segundo, falhando seguidamente nas arrancadas em contragolpe.
Ratinho era o homem da ligação, mas se perdia em jogadas confusas, errando passes e passando a maior parte do tempo sem encontrar a faixa certa de atuação. Em consequência disso, Aleílson e Welton desfrutavam de poucas oportunidades, enfrentando a dura marcação adversária.
O primeiro tempo decorreu sem grandes oportunidades de gol, que apareceram logo no início da etapa final. Caio acertou cabeceio fulminante aos 4 minutos para grande defesa de Fernando Henrique. Em seguida, aos 11, Samuel recebeu livre na pequena área, mas finalizou por cima da trave.
Do lado azulino, Cacaio tirou Ratinho e lançou Juninho, que deu mais consistência às ações na meia-cancha. A primeira boa tentativa foi com Chicão, que acertou um chute longo aos 17 minutos, passando perto da gaveta esquerda de Neneca. Depois, desviando com o lado do pé, Henrique quase marcou, aos 29.
O Botafogo insistia com os cruzamentos, mas os zagueiros do Remo respondiam bem, até que aos 35 minutos Macena sentiu contusão e teve que deixar o campo. Na dúvida entre o lateral direito Gabriel e o atacante Sílvio, Cacaio optou pela ousadia. E pagou por isso.
Sílvio não conseguiu explorar os contra-ataques, nem acompanhar o rápido Canela, que era vigiado de perto por Macena. E foi por ali que o Botafogo chegou à vitória, aos 40 minutos, em finalização de Canela depois que Fernando Henrique espalmou o cabeceio de Nunes. Indecisão entre o goleiro e os zagueiros facilitou a jogada.
A desvantagem mínima sabotou o plano de voo cuidadosamente traçado por Cacaio, que consistia de atuar fechado à espera da chamada “bola do jogo”. Deu certo contra o Operário, em Ponta Grossa, mas ontem beneficiou o adversário na única falha de marcação e cobertura do trio defensivo remista.
É o risco natural de quem joga para se defender, com poucas alternativas de ataque. A estratégia de esperar o adversário é sempre perigosa. Pode funcionar, mas é sujeita a falhas pontuais.
O primeiro tempo da decisão de 180 minutos foi do Botafogo e a expectativa é de que o segundo pertença ao Remo, desde que jogue em nível de aplicação e ofensividade que permita reverter o placar adverso.

Sobre Ramos, preocupação e esperança

Depois do jogo, o técnico Marcelo Veiga observou que o placar havia premiado seu time, mas mencionou a preocupação com os reforços azulinos para a segunda partida. Referia-se, principalmente, a Eduardo Ramos. Tem razão o treinador do Botafogo. Ramos fez muita falta ao Remo pela qualidade técnica e a liderança que tem em campo.
Ao mesmo tempo, Ramos é o principal motivo de otimismo de Cacaio quanto à recuperação da equipe em Belém. Com ele, as jogadas fluem e fazem com que o time tenha um repertório menos previsível que o do adversário.

Entre o cansaço e a falta de inspiração

O fato de Emerson ter sido a melhor figura em campo já diz muito da atuação do Papão, sábado à tarde, em São Luís. O time entrou consciente da necessidade de obter uma vitória, a fim de compensar os pontos desperdiçados em casa nas últimas rodadas.
A postura exibida nos primeiros minutos, porém, não confirmou a expectativa e se estendeu praticamente pelo resto do confronto.
O Sampaio atacava com três homens, destacando Nadson na articulação, Jheimy na área, Edgar e Pimentinha pelos lados do campo. Com isso, acuava o Papão em seu próprio campo. Logo no começo, Edgar mandou um tiro na trave, assustando a defesa bicolor.
Depois de várias investidas em velocidade, Jheimy marcou aos 25 minutos, aproveitando rebote dentro da área. Em busca do empate, o Papão viveu seu melhor momento na partida, forçando jogadas pelos dois lados e criando duas oportunidades, com Welinton Jr. e Jonathan.
Aos poucos, o Sampaio retomou as rédeas da partida encontrando facilidades porque o meio-de-campo paraense não funcionava. Carlinhos mostrava-se lento e pouco participativo. Isolados na frente, Leandro Cearense e Welinton Jr. nada produziam.
Na segunda etapa, o Papão seguiu aceitando a pressão do Sampaio, que explorava bem o espaço deixado pelas subidas de Pikachu. Para piorar, Fahel se posicionava mal e Ricardo Capanema, voltando de longa inatividade, parecia sem ritmo.
Henrique e Valber (que substituiu a Edgar) perderam duas chances seguidas, salvas por intervenções precisas do goleiro Emerson. Impressionava a facilidade com que os jogadores do Sampaio se movimentavam no campo de defesa do Papão, levando sempre muito perigo.
Em contra-ataque rápido, Welinton Jr. quase empatou, mas a finalização estourou na trave e a bola caiu na linha do gol, saindo em seguida. Com a zaga aberta, o Papão quase sofreu o segundo em arremate de Válber no travessão. No final, não conseguiu evitar que Jheimy fizesse mais um gol, após falha de Capanema.
O cansaço físico voltou a pesar no desempenho do Papão, aliado à má jornada de peças importantes – como Capanema, Pikachu, Fahel e João Lucas – e a crônica falta de inspiração no meio-campo. A pressão por resultados que permitam sonhar com o acesso completa o rosário de dificuldades enfrentado pela equipe de Dado Cavalcanti.

26 de outubro de 2015 at 3:15 pm Deixe um comentário

Papo do 40ª – Ronaldo Porto – 26.10.15

CADA VEZ MAIS DIFÍCIL PAPÃO!

E as chances da Série A estão cada vez mais distantes da Curuzú, principalmente depois da derrota de sábado dentro do Castelão para o Sampaio Corrêa-MA. Faz tempos que o Papão não sabe o que é vitória na Série B e mesmo com todos esses contratempos ainda ocupa a sétima posição na classificação, só que um pouco distante do G4. A última vitória bicolor aconteceu contra o ABC (3×2); depois foram 18 pontos disputados e apenas dois empates dentro de casa, ou seja, 16 pontos desperdiçados, sete só dentro do Mangueirão. O próximo compromisso bicolor será dia 31 de outubro, em casa, diante do CRB-AL, onde se espera que o time volte a vencer para sonhar com uma remota chance de voltar à elite do futebol brasileiro. Mas o que aconteceu com o time do Papão que chegou a liderar o Brasileiro da Série B por alguns instantes? Porque o Dado não consegue mais dar consistência ao time que entra em campo? Porque as vitórias já não acontecem nem dentro de casa? Essas são algumas das muitas perguntas que devem ser feitas ao elenco e à Diretoria, que se preocupa agora em blindar Comissão Técnica e jogadores, como se isso fosse resolver o problema.

ALTA TEMPERATURA

Depois da classificação para a Série C de 2016, o Remo iniciou ontem sua caminhada para disputar o título da Série D. Em Ribeirão Preto ontem, no jogo de ida, empatava até os 40 minutos segurando o 0x0, quando Canela aproveitou um rebote de Fernando Henrique e abriu a contagem para o Botafogo-SP. Agora terá que vencer pelo mesmo placar para levar para os penais ou derrotar o time do interior paulista por dois gols de diferença para disputar as finais contra River-PI ou Ypiranga-RS.

BAIXA TEMPERATURA

Ficou claro ontem em Ribeirão Preto que Eduardo Ramos é super necessário nesse time do Remo. Ontem, um meio campo sem nenhuma criatividade, um time carente de ataque e se safando na defesa como podia. Com a contusão do improvisado Felipe Macena, Silvio entrou para substituí-lo e foi por lá que o gol do adversário saiu, por falta de cobertura. Com o time completo na partida de volta e estádio cheio, o Remo terá tudo para se classificar à fase final. Tomara!

NO TERMÔMETRO

Bastaram chegar os maus resultados e o afastamento da possibilidade de subir para a Série A e a diretoria do Paysandu já começa a receber críticas de supostos conselheiros e isso distribuído pelas redes sociais. Pelas contundentes palavras do suposto conselheiro, o cara pareceu muito “Valente”! /// Águia x Desportiva (16 horas) e Castanhal x São Raimundo (10 horas) serão os jogos de domingo que comporão as semifinais da Segundinha Paraense. Mais uma vez o interior do Estado no comando. As decisões serão em um único jogo e em caso de empate direto para os penais. É a disputa pelo acesso. /// Sérgio Papelim começa a ser contestado também em função de algumas contratações feitas no time bicolor que em nada resolveram. Tem jogador no Paysandu que ainda não conseguiu estrear em nenhuma competição e outros que pouco jogam e muito recebem. /// O Ríver-PI fez sua parte no jogo de ida em uma das semifinais da Série D e meteu 2×0 no Ypiranga-RS, jogando até por derrota por um gol de diferença para passar às finais; na outra, o Remo perdeu por 1×0 e terá que revirar a situação em casa, para que possamos ter uma final regionalizada. /// Diretoria do Remo trabalhando para novamente lotar o Mangueirão no final de semana, decidindo a vaga contra o Botafogo-SP e precisando vencer por dois gols de diferença. É renda para ultrapassar novamente um milhão e meio de reais. /// Hoje às 20 horas, a Turma do Bate Papo será ao vivo de dentro de um dos ambientes da Casa Cor, no Shopping Boulevard. Estaremos lá debatendo as chances do Paysandu de chegar à Série A e do Remo de passar para as finais da Série D. /// Uma boa semana a todos e viva Jesus!

E-mails: rporto@supridados.com.br

26 de outubro de 2015 at 3:09 pm Deixe um comentário

Posts antigos


Clube no Twitter

Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.