Coluna do Gerson Nogueira – 05.10.15

5 de outubro de 2015 at 4:49 pm Deixe um comentário

A dois passos do paraíso

O jogo foi tenso, sujeito a solavancos e sustos, mas o Remo está classificado às quartas de final da Série D. Venceu por 3 a 0, saiu aplaudido, mas o Palmas representou uma ameaça real às pretensões azulinas por tensos 20 minutos. Ao longo desse tempo, o torcedor que lotou as arquibancadas do Mangueirão passou maus pedaços. Nem tanto por eventuais ardis por parte do visitante, mas pelo nervosismo e insegurança do próprio Remo.
O time insistia em jogar errado, alongando passes ao invés de aproximar seus jogadores, cruzando toda e qualquer bola em direção à área e saindo com afobação de seu próprio campo.
Eduardo Ramos e Chicão, os mais lúcidos, até tentavam botar ordem na casa, mas os companheiros pareciam agoniados, com pressa de resolver tudo de imediato, querendo golear antes de fazer o primeiro gol.
Cacaio montou um time com três atacantes, laterais com liberdade para apoiar e Ramos circulando por todos os setores a partir do meio-campo. Isso só iria funcionar a partir do instante em que Kiros se antecipou aos zagueiros, desviando no canto direito do gol de Carlão, aos 20 minutos.
Antes disso, o Remo já havia desperdiçado outras quatro chances, sempre por precipitar o último arremate ou queimar cruzamentos. Quase entregou o ouro num chute cruzado de Dailson aos 11 minutos. A bola, que tinha endereço certo, foi oportunamente desviada pelo zagueiro Max.
Depois de estabelecer 1 a 0 no placar, o Remo cresceu porque imprimiu mais velocidade às jogadas, ajudado pelos gritos entusiasmados do torcedor. Com isso, acuou o Palmas e anulou as tentativas isoladas do time tocantinense. Mas continuava pouco aplicado nas finalizações.
Dos dianteiros remistas, somente Kiros mostrava frieza e objetividade, sempre se posicionando em condições de receber bolas dentro da grande área. O jogo estava sob controle, mas faltava fazer pelo menos mais um gol para tranquilizar. Eduardo Ramos se encarregou disso, batendo cruzado, de primeira, sem chances para o goleiro do Palmas, aos 35.
Antes que o primeiro tempo terminasse, Léo Paraíba fez boa incursão pelo lado esquerdo e bateu cruzado. Kiros, entre os zagueiros, desviou para as redes. O placar de 3 a 0 deu ao Remo a tranquilidade necessária para planejar o que fazer na segunda metade do jogo.
O que menos se viu no começo do segundo tempo foi justamente tranquilidade. Afobado e tentando ampliar a goleada, o Remo desperdiçava chances seguidas. Léo Paraíba saiu para a entrada de Ratinho e o time ganhou mobilidade no meio, mas perdeu força ofensiva.
Para complicar, aos 23 minutos, Alex Ruan foi expulso (já tinha amarelo) após cometer pênalti. Ederson cobrou e a bola estourou na trave de Fernando Henrique, evitando que o jogo ganhasse uma carga dramática e desfecho imprevisível nos minutos finais. Cacaio lançou Sílvio e tirou Kiros, que incomodava os zagueiros, mantendo Aleílson, que, apesar do esforço, pouco produzia.
Ainda assim, o Remo podia ter feito mais gols. Melhor em campo, Eduardo Ramos liderou a equipe, cadenciando o ritmo e gastando tempo no ataque. Foi bastante ajudado nessa tarefa por Levy, Chicão e Max, que também se destacaram na vitória da classificação.

Novo adversário é o atual campeão paranaense

O Operário de Ponta Grossa, que venceu o campeonato paranaense deste ano, será o adversário do Remo nas quartas de final da Série D. Classificou-se nas disputas de penalidades com o Campinense, ontem, em Campina Grande, depois de perder por 1 a 0 no tempo normal.
É um time tecnicamente superior ao Palmas, melhor estruturado e com ambições maiores. Aí pode residir o maior risco para o Leão nesse duelo de vida ou morte.

Desgaste e erros na zaga derrubam o Papão

O Papão pisou o gramado do Serra Dourada tentando quebrar a sequência de resultados negativos e minimizar os danos provocados pela ausência de atacantes de área, de seu melhor zagueiro e do camisa 10 que nunca teve. Tinha, em compensação, a volta de Augusto Recife. No ataque, Aylon e Léo foram mantidos, tendo Rony como o articulador de jogadas.
Apesar dos problemas, havia a esperança de uma boa atuação, tendo como referência a apresentação diante do Vitória na Arena Fonte Nova. Isso não aconteceu e, apesar de quase arrancar um empate na base da valentia, o Papão terminou derrotado pelo Atlético Goianiense.
Para o terceiro revés consecutivo muito contribuiu o cansaço geral da equipe e o imenso espaço dado ao Atlético no meio-de-campo. Os meias manobravam com liberdade e os atacantes, principalmente pelo lado esquerdo, em cima de João Lucas, sempre conseguiam concluir jogadas perigosas.
Antes do gol de abertura, aos 26 minutos, marcado por Jorginho, o centroavante Júnior Viçosa já havia desperdiçado dois bons ataques e Willy quase acertou o canto direito de Emerson. Depois de sofrer o gol, o Papão pareceu ainda mais disperso e apático, quase não conseguindo reagir à meia pressão exercida pelo Atlético. Os zagueiros Tiago Martins e Lombardi pareciam estar sendo apresentados naquele momento, tal a quantidade de falhas cometidas no meio da área.
Misael e Djalma entraram na etapa final e contribuíram para tirar o time do marasmo, fazendo com que Pikachu tivesse mais liberdade. O problema é que lá atrás a marcação não funcionava e não conseguia marcar o apenas esforçado setor ofensivo do Atlético, que só não aumentou a contagem porque Emerson defendeu espetacularmente três chutes certeiros.
Aos 22 minutos, um bom ataque foi desperdiçado pelo lateral João Lucas, que chutou de bico, fraco e longe do gol. Dado o substituiu imediatamente por Luís Felipe, que contribuiu para dar ao time seu melhor momento no jogo, entre os 25 e os 40 minutos. Foi nesse período que o Papão cresceu em campo, conseguindo o gol de empate, em pênalti convertido por Pikachu, aos 28 minutos.
Misael produziu ainda duas boas investidas, mas o Atlético partiu com tudo em busca da vitória, pressionando sempre com bolas aéreas. Aí, então, veio uma reprise dos apagões de final de jogo que tantos prejuízos já causaram ao Papão nesta Série B. O franzino Juninho aproveitou escanteio para cabecear, entre Lombardi e Luís Felipe, desempatando a partida, aos 43 minutos. Um descuido fatal.

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