Coluna do Gerson Nogueira – 08.10.15

8 de outubro de 2015 at 12:22 pm Deixe um comentário

Briga de foice no escuro

O afunilamento da zona de acesso à Série B a nove rodadas do final pode dar ao campeonato um grau de emoção que até agora ficou restrito a pouquíssimos momentos. Um pelotão de nove times brigam hoje por três vagas – levando em conta que o líder Botafogo tem oito pontos a mais que o quinto colocado (Papão). No ano passado, a essa altura da competição, a disputa envolvia apenas cinco times.
Um fato revelador desse equilíbrio está na distância entre as equipes. O Vitória, segundo colocado com 52 pontos, tem apenas 4 pontos a mais que o quinto colocado e 7 em relação ao décimo colocado, o Luverdense. Entre o rubro-negro baiano e o alviverde mato-grossense, estão América-MG, Santa Cruz, Paissandu, Bahia, Náutico, Sampaio Corrêa e Bragantino.
Vale observar ainda que Santa Cruz, Papão e Bahia ostentam a mesma pontuação – 48 pontos -, enquanto Náutico e Sampaio têm 46 e Braga e Luverdense estão empatados com 45. A distância, portanto, é muito pequena entre e um outro time, o que sinaliza para uma reta final eletrizante, pelo menos quanto ao equilíbrio entre os postulantes ao acesso.
No aspecto técnico, a Segundona 2015 ano é uma das mais fracas dos últimos anos, com equipes niveladas por baixo e pouquíssimos destaques individuais. Os jogos são amarrados, feios de ver, excessivamente presos à marcação e com poucas chances de gol, aspectos que devem ser radicalizados ainda mais nas próximas rodadas.
Se por um lado é um torneio de qualidade sofrível, por outro a Série B abre espaço para que neste ano azarões possam sonhar com a subida à Série A. O próprio Botafogo, primeiro colocado e bem próximo de garantir o retorno à Primeira Divisão, tem sido protagonista de partidas bisonhas, sem inspiração e com uma equipe extremamente operária, cuja diferença em relação às demais têm se revelado na capacidade de aproveitar melhor as oportunidades.
O Papão, que por várias vezes esteve no G4 e cumpre campanha extremamente satisfatória, também não se destaca pela qualidade do jogo que pratica. É um time pragmático, que faz da objetividade sua marca mais forte. Venceu a maioria das partidas, sem convencer ou dar espetáculo.
Enquanto teve força e fôlego, superou a maioria dos adversários em casa e equilibrando nos jogos como visitante. A partir do grande esforço para garantir permanência na competição para 2016, o grupo passou a acusar os efeitos da dura maratona, com vários titulares lesionados ou suspensos. Isto ajuda a explicar a atual fase, com apenas um ponto conquistado em quatro partidas, culminando com o empate de anteontem diante do Bahia.
O consolo é que todos os adversários diretos do Papão na batalha do acesso padecem dos mesmos males, alguns inclusive em situação bem mais preocupante quanto às condições do elenco para ir até o fim do campeonato.
A disputa é aberta, com chances mais ou menos parecidas para todos, embora Vitória, América, Santa Cruz, Papão, Bahia e Náutico surjam como mais credenciados, com base no retrospecto, na história e no peso das torcidas.
Visita a vestiário gera nova polêmica

A visita do árbitro paraense Dewson Freitas ao vestiário do trio de arbitragem da partida entre Papão e Bahia, anteontem, no Mangueirão, rendeu citação na súmula do jogo. É, por enquanto, um mistério a razão da visita e, mais ainda, o motivo do registro no documento oficial da partida.
O episódio, embora sem os mesmos ingredientes, faz lembrar a desastrada presença do gerente Fred Gomes, do Remo, ao vestiário do árbitro cearense Avelar Rodrigues em Palmas, levando a camisa azulina como presente. Lá, a emenda saiu pior do que o soneto, pois Avelar validou um pênalti inexistente, decretando a derrota do Leão.
Por via das dúvidas, a partir de agora, é recomendável manter distância dos vestiários da arbitragem.
Papão sofre com ausências e empate é festejado

Pelo baixíssimo rendimento mostrado, o Papão laçou o boi contra o Bahia. Nas circunstâncias, o empate foi até um bom resultado, como reconheceu o técnico Dado Cavalcanti. Desfalcado na defesa e no meio-de-campo, o time encontrou sérias dificuldades para se movimentar em campo, situação agravada no segundo tempo com a quase infantil expulsão de Pikachu.
Por sorte, o Bahia mostrou cansaço, sentiu as baixas e se atrapalhava na ligação entre meio e ataque, além de desperdiçar seguidas oportunidades.
O placar do jogo expressa a nota que cada time mereceu pela pífia atuação.
Leão avança na consolidação do ST

O Remo atingiu ontem a marca de 9.455 sócios torcedores cadastrados no programa Nação Azul, com taxa de inadimplência ainda alta – em torno de 30%. Meta é chegar a 12 mil ST na fase decisiva da Série D.
Brasil de Dunga estreia sob ameaça

O Chile é o primeiro adversário do Brasil nas Eliminatórias. A Seleção canarinho nunca perdeu em estreias do torneio de acesso à fase principal da Copa do Mundo. O retrospecto é amplamente favorável em confrontos com o Chile. Tudo isso conspira em favor de Dunga.
Só não é positiva a comparação com o momento vivido pelos campeões do continente, muito bem treinados pelo argentino Jorge Sampaoli e com jogadores em fase mais produtiva.
Para piorar, Neymar está fora.
Por tudo isso, o jogo é extremamente perigoso para o Brasil.

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