Coluna do Gerson Nogueira – 12.10.15

12 de outubro de 2015 at 5:01 pm Deixe um comentário

Raça, sangue e vibração

Foi um jogo tenso, com raras oportunidades para os dois lados e vencido pelo time mais organizado e a fim de chegar ao gol. O Remo de Cacaio lembrou, no sábado à noite, o Remo do primeiro semestre, que conquistou o Parazão e foi vice-campeão da Copa Verde. Um time aguerrido, vibrante e extremamente disciplinado. A vitória premiou essa determinação.
Não foi uma atuação brilhante. As falhas habituais estavam todas lá. Os chutões no rumo do ataque, as saídas estabanadas pelas laterais e a má utilização de Eduardo Ramos no meio-campo. Mas, ao contrário de outras vezes, o time foi raçudo, vibrava a cada lance bem executado e jamais permitiu que o Operário se impusesse em campo.
Quando Cacaio anunciou um 5-3-2, surpreendendo a todos, fui um dos primeiros a opinar que a estratégia era temerária. Observei que o time ficaria muito exposto e preso ao campo de defesa, o que é sempre perigoso contra um adversário bem treinado.
O esquema, porém, funcionou bem. Os zagueiros estiveram quase impecáveis, com destaque para Ciro Sena, que reaparecia depois de longo tempo na suplência. A rigor, pela insistência do Operário em buscar o gol através de bolas cruzadas na área, nem havia necessidade de três beques. Dois já seriam suficientes para executar o serviço.
Com a preocupação de construir um bom resultado, o Operário confundiu rapidez com afobação e se perdeu ao longo do primeiro tempo. Sua meia-cancha se portava de maneira dispersiva, errando passes e não conseguindo aproveitar a posse da bola.
Kiros se movimentava bem nas jogadas aéreas, mas levou um cartão amarelo bobo, logo no começo, estabelecendo o recorde de uma advertência por jogo. Por conta disso, está fora da partida de volta. Ilaílson também foi punido antes dos 25 minutos, o que diminuiu a pegada de marcação na entrada da área.
Mas, aos 43 minutos, após cobrança de falta por Eduardo Ramos, Max subiu com dois zagueiros do Operário e Alemão acabou desviando para as redes, fora do alcance do goleiro William Alves. A vantagem deixou o Leão ainda mais animado e fez baixar o desespero no lado paranaense.
No segundo tempo, o Operário veio disposto a resolver a parada a qualquer preço. Eliomar Bombinha entrou para dar ainda mais força ofensiva ao time, mas acabou sentindo contusão e saiu antes dos dez minutos.
Sem criatividade, os donos da casa mantinham um domínio apenas aparente, pois não criavam as chances necessárias para igualar o placar. A zaga do Remo manteve o nível do primeiro tempo, atuando com firmeza e não dando espaços.
Apesar do incentivo da torcida e dos cruzamentos constantes, o lance mais agudo da etapa final só aconteceu aos 35 minutos. Em investida rápida pelo lado esquerdo, a bola foi cruzada da linha de fundo, mas o goleiro Fernando Henrique se antecipou aos atacantes e a zaga completou afastando o perigo.
Com atuações discretas de Léo Paraíba e Kiros, o Remo não criou maiores oportunidades no ataque, mas soube controlar o ímpeto inimigo e conduziu o jogo sem maiores problemas até o final.

Providências básicas para o confronto da volta

Para o jogo de volta, baseado no que o Operário apresentou, cabe ao Remo adotar algumas providências básicas. Continuar atento às bolas aéreas, marcar firme no meio e vigiar bem os corredores laterais.
E não deixar de lado a vibração e a entrega, itens fundamentais na conquista dos três pontos no Paraná.

Direto do blog campeão

“Gostaria de ratificar minha crença de que o Remo subirá este ano. Tenho dito isto desde o início do torneio. Minha afirmação é baseada basicamente em dois um aspectos:
1) Os clubes do Pará gostam de subir nas adversidades, o que é típico de grandes clubes.
2) O grupo de jogadores do Remo está fechado com Cacaio (lembra muito aquele acesso do PSC a série B com Lecheva), quando os jogadores fecham com o treinador as chances de bons resultados se multiplicam.
Parabéns à torcida do Remo e à agremiação.”

Por Carlos Lira, torcedor do Papão, convicto do acesso remista à Série C.

Segundinha começa a definir finalistas

A Segundinha de acesso ao Parazão 2016 entrou na fase de definições e alguns times já livram boa vantagem, candidatando-se a finalistas. No grupo A1, São Raimundo e Pinheirense disparam na ponta, mas o Águia está pertinho, a dois pontos apenas.
Já no grupo A2, o equilíbrio é maior. O Castanhal lidera com 7 pontos, mas a Desportiva e o Vênus dividem o segundo lugar, com 4 pontos, tendo ainda Tuna e Vila Rica 2 pontos atrás.
Para alguns, o empate tunante em Castanhal soou como canto do cisne para os lusos, mas o resultado de certa maneira foi bom, pois foi obtido no Maximino Porpino e segurou o Japiim, que vinha acumulando vitórias. E ainda manteve a Cruz de Malta com uma réstia de esperança.

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