Coluna do Gerson Nogueira – 28.10.15

28 de outubro de 2015 at 12:24 pm Deixe um comentário

O peso da bola aérea

Depois do jogo em Ribeirão Preto, Cacaio avisou que iria repetir a mesma equipe no confronto de volta em Belém, contando apenas com os três titulares que ficaram ausentes por contusão e suspensão – Eduardo Ramos, Max e Levy. Desconfio, porém, que o time sofrerá outras mudanças e elas se localizam no ataque.
Aleílson e Welton, titulares contra o Operário e o Botafogo, funcionam até certo ponto, levando em conta a mescla de experiência e força, apesar da visível distância entre ambos.
Ocorre que na decisão da semifinal será fundamental que o Remo agrida a zaga paulista desde os primeiros movimentos. Para isso, a importância de ter em campo um atacante alto não pode ser desprezada.
Ainda mais levando em conta que o sistema defensivo do Botafogo não dispõe de zagueiros de grande estatura. Kiros, que se saiu bem nos confrontos com o Palmas, surge como alternativa natural para a estratégia de sufocar o visitante.
Cacaio surpreendeu no jogo de volta com o Operário ao lançar Welton e Aleílson, mas tudo indica que a bola aérea – decisiva em mais de 80% dos jogos da Série D – pode novamente fazer a diferença. Por essa razão, não faria sentido abrir mão de um centroavante do porte de Kiros, contratado justamente com a finalidade de suprir essa deficiência do ataque azulino.
A dúvida é se entra jogando ou ficará como trunfo para o decorrer da partida. Dificilmente, porém, deixará de ser utilizado pelo técnico.
Vale lembrar que, entre as incertezas para a escalação de domingo, o comando do ataque é setor crucial para um duelo no qual o Remo precisará marcar dois gols, pelo menos, caso queira evitar o suplício de uma decisão em penalidades.
Na meia-cancha, a volta de Eduardo Ramos garante segurança e poder de fogo ofensivo, a partir da qualidade das jogadas ali criadas. Quanto à marcação, Ilaílson segue absoluto. Para o lugar de Chicão (suspenso), Cacaio certamente irá prestigiar Felipe Macena, de atuação valorosa em Ribeirão Preto.
O certo é que Cacaio tem no momento a tranquilidade de contar com várias alternativas para montar a equipe, com quase todos os jogadores disponíveis e sem problemas de contusão. Para o ataque, por exemplo, pode se dar ao luxo de ter três duplas diferentes – Aleílson/Welton, Kiros/Léo Paraíba, Rafael Paty/Sílvio. Nenhum outro semifinalista da Série D conta com tamanha fartura de opções.

Portas abertas para Pikachu

Pikachu voltou ao Rio de Janeiro depois da bem-sucedida passagem no começo do returno da Série B jogando contra o Botafogo, que coincidiu com o confronto com o Fluminense pela Copa do Brasil. Anteontem, o lateral do Papão esteve na capital carioca para participar da sessão de julgamento no STJD.
O assédio da imprensa confirma que seu prestígio segue intocado, apesar da queda de rendimento na segunda metade do returno da Série B. Há, claramente, uma expectativa de que no final do ano (quando cessa seu compromisso com o Papão) ele se transfira para o Flamengo, clube com o qual já teria mantido entendimentos.
As portas abertas para o jovem lateral paraense permitem projetar sua presença na Série A do ano que vem, no Flamengo ou em outro grande clube. A dúvida é se Pikachu será aproveitado como lateral-direito convencional, com obrigação de marcar. Habilidoso e bom finalizador, suas chances de êxito dependem de um técnico que entenda e explore suas potencialidades.
No Atlético-MG, há um caso que pode servir de referência. Luan, revelado no clube por ocasião da passagem do técnico Cuca, era inicialmente um meio-campista polivalente. Aos poucos, foi sendo adiantado e hoje é um dos destaques do Galo, valendo-se da velocidade e dos dribles.
Para brilhar, Pikachu terá que seguir um roteiro parecido, aproximando-se da zona de ataque e se liberando das missões defensivas, onde nunca se destacou plenamente.
Atorres reúne em livro 20 anos de traço

A eterna briga entre Leão e Papão no futebol paraense ganham o carimbo de quase 200 charges inspiradíssimas de mestre Atorres, reunidas em livro que tem lançamento previsto para 11 de novembro, na Big Ben de Batista Campos. O mais destacado cartunista paraense presta contas ao público de 20 anos de trabalho no DIÁRIO. Vale a pena conferir.

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