Archive for outubro, 2015

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 25.10.15

Entrevista com o ex-zagueiro Fiúza que conquistou 10 títulos no Paysandu.

Começo da carreira?
No início dos anos 50 na base do Remo (meu pai Carlos Eduardo, azulino me levou pra lá). Como já corria sangue alvi-azul na minha veia mudei para Curuzu.

Títulos conquistados no Paysandu?
Dez, sendo penta juvenil, campeão aspirante e quatro vezes campeão no profissional, incluindo o tri de 1961-62-63.

Base do teu tempo era diferente de hoje?
Sim. Era só juvenil, aspirante e vinha logo o profissional. Jogador se virava com pouco apoio. Hoje são várias categorias e muito mais incentivo.

Técnicos que influenciaram na tua carreira?
Caim (base do Paysandu e joguei ao lado dele no principal), Luiz Zago e Gentil Cardoso (no profissional).

Estreia no time principal Bicolor?
Jogo de Campeonato contra o Remo, dia 2.8.59, no Souza, 1×0 pra nós, gol de Carlos Alberto Urubu. Nessa temporada foi meu primeiro título profissional e na final 3×3 com os azulinos. Jogava de zagueiro e lateral.

Melhor companheiro na defesa Bicolor?
Quando jogava de zagueiro central gostava do Oliveira na direita. Quando atuava de lateral o Gilvandro era uma segurança de zagueiro.

Time do Papão inesquecível do teu tempo?
Cito dois: Asas, Eu e Gilvandro, Paulo, Maurício e Caim, Pau-Preto, Toní, Luciano, Quarentinha e Ércio. Outro: Jorge Baleia Oliveira e Eu, Mangaba, Maurício e Edilson, Vila, Estanislau, Carlos Alberto, Quarentinha e Ércio.

Que achas do Paysandu de hoje?
Diretoria faz bom trabalho, mas quem contratou plantel exagerou, não trouxe tanta qualidade e não acertou em duas posições cruciais: meia de ligação e centro avante (o homem pra fazer gol).

Jogavas por dinheiro, amor ao clube os as duas coisas?
As duas coisas.

És de uma familia de remistas?
Pai Carlos Eduardo, mãe Dulce, irmãos, primos e tios todos remistas. Minha mãe e minhas irmãs viraram Paysandu me apoiando.

Que faz hoje?
Sou aposentado do BASA e curto mulher Vilma (53 anos de casado e 60 de convivência), filhos Cristina, Cláudia, Carla, Cibele e Luiz Duval, netos Diego, Luiza, Fernanda e Marcelo.

Para quem tira o chapéu no futebol paraense?
Para Paulo Benedito Braga, o Quarentinha, pelo caráter, dedicação, exraordinário atleta que foi e amigo que é.

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25 de outubro de 2015 at 2:34 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 25.10.15

Toda fé na defesa

A batalha será dura, como todas as da fase eliminatória da Série D. E as circunstâncias deixam o jogo mais difícil ainda para o Remo, pois sem Eduardo Ramos, Max e Levy o Remo fica menos criativo e mais exposto defensivamente. Como fez diante do Operário, em Ponta Grossa, Cacaio vai armado para arrancar um empate e, se possível, brigar pela vitória. Nas entrevistas, ele não diz isso, mas o esquema trai a intenção.
Contra um Botafogo que é sempre forte e agressivo dentro de Ribeirão Preto, as preocupações do técnico devem começar pela arrumação de seu setor de zaga, onde Henrique e Ciro Sena terão a companhia de Igor João. Max é o homem de referência e responsável pelas antecipações. Sem ele, o setor perde em qualidade e experiência.
Nos últimos treinos, o técnico remista deixou de lado a ideia de escalar Ilaílson (foto) na ala direita, preferindo improvisar Felipe Macena por lá. Decisão acertada, pois se mexesse no meio iria perder seu melhor marcador.
A surpresa da escalação ficou por conta da entrada de Ratinho em substituição a Eduardo Ramos. Em primeiro lugar, Ratinho é atacante de ofício, como já deixou claro em várias ocasiões. Vai jogar fora de sua faixa habitual, que é um pouco mais à frente.
Imaginava-se que o substituto natural de Ramos seria Juninho, um especialista e muito bom em cobranças de falta. Lembra o estilo do titular e pode também se aventurar em manobras ofensivas.
A decisão sobre a dupla de atacantes é mais ou menos coerente com as últimas mexidas de Cacaio no time. Prestigia Welton e Aleílson, que começaram a partida contra o Operário-PR e tiveram bom rendimento. Com eles, o ataque se mantém forte e o time de maneira geral fica mais rápido, pois Welton joga pelo centro, mas também é forte nas arrancadas pelos lados.
Léo Paraíba e Kiros serão os trunfos para o segundo tempo, principalmente se houver necessidade de partir para uma blitz aérea nos minutos finais. Pode funcionar.
O fato é que o Remo depende basicamente do bom funcionamento da zaga e da compactação no meio-campo. Foi jogando assim que evitou riscos maiores contra o Operário e, pela primeira vez no campeonato, mostrou segurança e controle pleno das ações.

Sua majestade, o Atleta do Século

Pelé disse na sexta-feira, ao fazer 75 anos, que não tem medo de morrer. Nem deveria, pois reis de verdade não morrem. Não se está falando aqui de reis de chanchada, mas de monarcas no sentido pleno do termo. Os que adquiriram majestade por mérito, pelo muito que fizeram. Pelé é um deles. É digno e incontestável detentor do título máximo da nobreza no futebol pelas façanhas que operou jogando bola.
Ganhar três Copas do Mundo (mesmo que na de 62 tenha ficado ausente da maioria das partidas) e marcar mais de 1.200 gols, sempre em alto nível, são feitos que glorificam sua carreira e o colocam alguns patamares acima de qualquer outro futebolista em todos os tempos.
E pensar que até hoje ainda há brasileiro em dúvida sobre a grandeza do rei. A estes pobres infiéis recomendo que corram ao YouTube para ver as imagens das diabruras que o homem aprontou pelos campos do mundo.
Vida longa ao rei.

Bola na Torre

Giuseppe Tommaso apresenta o programa, com participação de Valmir Rodrigues, João Cunha e deste escriba de Baião. Em debate, a rodada do final de semana envolvendo os clubes paraenses. Começa depois do Pânico, por volta de 00h15.

Remo deve corrigir a avaliação do Carrossel

Transcrevo aqui comentário postado no blog pelo amigo Ronaldo Passarinho, grande benemérito do Remo, sobre o caso Carrossel. É um pouco extenso, mas esclarecedor sobre a atual situação, que teve mais dois capítulos na sexta-feira, com o anúncio da aceitação de uma proposta de compra (citada por Ronaldo) e posterior suspensão por força de outra medida judicial – liminar de um juiz de 1º grau – em favor do clube.
“O Remo precisa de credibilidade, e está tendo agora na interinidade do Manoel Ribeiro. O crescimento da dívida ocorreu em 2013/2014. Quando estive no Jurídico contei com a valiosa colaboração do advogado Pablo Coimbra. Em 27/11/2014, fiz uma demonstração da dívida do Remo. Tínhamos recebido com cerca de R$ 9 milhões e conseguimos reduzi-la para pouco mais de R$ 4,5 milhões. Clamei no deserto porque os contratos não passavam pelo Jurídico. Agora todos passam. Além disso, o juiz que trata dos processos do Remo procedeu a atualização da dívida. Restaurada a credibilidade do Clube do Remo, é fácil fazer acordos isolados, com grande vantagem para o clube.
Quanto ao caso da venda do Baenão em 2010, informo que só a empresa lucraria. Pagaria somente 50% do valor pactuado. Em contrapartida, o Remo cederia imediatamente o Carrossel e a parte de trás (da rua 25 de Setembro). Por fim, o “Estádio Arena do Leão” projetado para 25.000 pessoas encolheu durante a negociação para 14.000 pessoas. E o pior: no bairro do Aurá, com entrada única, pela rodovia BR-316. Como esclarecimento final, quem não compareceu ao TRT para fechar o negócio foi a dita empresa. Tenho todos os documentos em mãos.
Por último, o Carrossel, da forma como está sendo leiloado, é uma proteção inaceitável para a construtora ou seja lá quem for. Explico: após uma entrada, parece-me que de R$ 2 milhões, o saldo será dividido em parcelas sem juros ou qualquer tipo de correção monetária. Lamentável privilégio dado ao capitalista que arrematar, em detrimento de um clube com 110 anos de criação, parte do patrimônio imaterial do povo do Pará”.
O próprio Ronaldo aconselha aos dirigentes do Remo que lutem para sustar a atualização da dívida trabalhista e exijam a avaliação real do valor de seu patrimônio – segundo estimativas de mercado, a área do Carrossel valeria hoje R$ 18 milhões. E devem fazer isso logo, antes que seja tarde demais.

25 de outubro de 2015 at 2:31 pm Deixe um comentário

A Bola no Bola – Giuseppe Tommaso – 25.10.15

BOLA NA TORRE

Deste Domingão logo após o “Pânico na Band”, na RBATV –
Canal 13. Vamos falar de Sampaio Correa e Paysandu, o
Primeiro jogo da semifinal da Serie D entre Botafogo e Remo
e a Rodada Final da Segundinha do Parazão. Estarei no
comando com as participações dos Companheiros Gerson
Nogueira, Valmir Rodrigues e João Cunha. Participe pelo
@bolanatorre ( Twitter e Instagran )

CIA ATHLÉTICA

Campeonato Master de Futebol Society da Cia Athlética continua agitando a rapaziada. Destaque para a equipe da Ponte Preta em dois jogos duas vitórias. Próxima rodada 27.10 tem Ponte Preta x Goiás e no dia 03.11 Sport Recife x Atlético-PR.
GRANDE “CAMPEÃO”

O paraense e Karateca Bruno Souza Filho, fez bonito no Mundial de Koper na Eslovênia. Foi o primeiro Campeonato Mundial Unificado JKA. Bruno aos 19 anos treina desde os 7 anos e a 11 anos faz parte da Seleção Brasileira de karatê. Seu Mestre é o Sensei Yoshizo Machida. Bruno representou a Confederação Brasileira de Karate Tradicional. Bruno ficou com o Primeiro Titulo Mundial Unificado e na Bagagem e Três Medalhas para a coleção. É fera…
TURMA DO BATE PAPO…

Nesta segunda feira, o programa “A Turma do Bate Papo” da Rádio Clube do Pará será ao vivo dentro de um dos ambientes da “CASA COR” Pará. Jorge Anderson e Equipe estarão dentro do “Gourmet Social” espaço patrocinado pela AMANCO e que foi projetado por Arnaldo Ribeiro Jr. e pelos sócios Roberta Vietas e Ricardo Garcia. Um ambiente para receber os amigos em torno de uma boa conversa esportiva. O 4º Piso do Shopping Boulevard vai bombar. A partir de 8 da noite…
DESAFIO DE HOJE…

No Remo são dois confrontos contra o Botafogo de Ribeirão Preto e Duas derrotas no Estádio Santa Cruz, uma por 3 x 2 e outra por 2 x 1. Jogo de hoje poderá mensurar o quanto o Remo terá forças e condições de chegar a Final da Série D sem algumas peças importantes. O Cacaio é sempre Surpreendente. Rádio Clube do Pará ao Vivo com Geo Araujo e Paulo Caxiado. Mais um Show!!! Em Tempo: Presidente Manoel Ribeiro só falta começar a limpeza e o primeiro da lista é o Tal de Fred Carvalho que se diz Executivo de Futebol. Sujeito prepotente e incompetente e que não respeita nem os seus superiores e pensa que é o “Rei da Cocada”. Tem jogador que não atura mais seu comportamento. Fica a Dica…

25 de outubro de 2015 at 2:29 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 23.10.15

A esperança renasce

Até por força do hábito, boa parte dos torcedores, dirigentes e da crônica esportiva segue com aquele discurso choroso quanto à realidade do futebol paraense. Não duvido que haja sinceridade nesse posicionamento. A derrocada dos clubes, o endividamento crescente e a falta de uma política de modernização das divisões de base estimulam em grande medida a descrença em dias melhores. Por outro lado, é preciso ver que há motivos para crer em dias melhores.
Por um desses milagres que o futebol gosta de proporcionar, a dupla Re-Pa vive momentos auspiciosos dentro de campo. Concentro a análise na situação dos velhos rivais porque o futebol do Pará é, essencialmente, mantido e bancado por eles. Quando estão em alta, todos ganham e se beneficiam. Quando despencam, todos sofrem.
Na Série B, o Papão empreende campanha elogiável, que já lhe garantiu permanência na segunda mais importante divisão brasileira em 2016. Caso o time reaja e a sorte ajude, pode até alcançar o acesso à Série A, sonho considerado quase impossível quando o campeonato começou.
O investimento do Papão é alto para os padrões regionais, mas bem abaixo do que gastam Botafogo, Bahia, Santa Cruz e Vitória para disputar a mesma competição. Ainda assim, com méritos demonstrados em campo, conseguiu ainda no começo do returno afastar qualquer risco de rebaixamento, mantendo até as últimas rodadas esperanças legítimas de subir.
Tudo isso só é possível pela nova mentalidade reinante na Curuzu. Controlado hoje por um grupo rejuvenescido de dirigentes, o Papão se moderniza e implanta conceitos de gestão antes deixados de lado. Graças a isso, os avanços se materializam no sucesso do programa de sócio torcedor (Sócio Bicolor, com mais de 17 mil cadastrados) e na constante troca de ideias em prol da instituição.
Foi-se o tempo em que bicheiros e aventureiros em geral faziam e aconteciam no clube, impondo seus próprios métodos e criando verdadeiros feudos internos. Hoje, o velho estádio Leônidas Castro passa por obras de revitalização e deve dispor até o fim do ano de um moderno hotel para abrigar seus jogadores e clubes visitantes.
O Remo saiu do limbo ao conquistar, no domingo passado, o acesso à Série C. Para isso, precisou de esforço geral de seus dirigentes, comissão técnica, jogadores e torcida. Uma força-tarefa que impulsionou o time à conquista tão almejada nos últimos anos.
Para se entender a real importância do feito, vale recordar os martírios enfrentados pelo clube nas últimas temporadas. Em consequência de gestões desastrosas a partir de 2006, o Remo foi diminuindo de tamanho no campo esportivo e em termos patrimoniais. Perdeu a sede campestre em leilão mal explicado e quase fica sem o estádio Evandro Almeida, alvo da cobiça do mercado imobiliário e oferecido a preço vil por um presidente mal-intencionado.
No começo do ano, o clube voltou a balançar perigosamente, ameaçado de perda da área do Carrossel pela pressão dos donos de sua dívida trabalhista. Correu ainda mais perigos ao decidir em sua primeira eleição direta entre candidatos pouco habilitados para o desafio de conduzir o clube a dias melhores.
Em esforço conjunto de velhos e novos dirigentes, o clube conseguiu se salvar com resultados improváveis em campo. Contra todas as previsões, conquistou o bicampeonato estadual e foi vice-campeão da Copa Verde, além de se garantir na Copa do Brasil e na Série C 2016.
Botecos, festas, feijoadas, bazares, pedágios e campanhas encetadas pela torcida contribuíram para diminuir os custos, ajudando o Remo a ter de novo um calendário preenchido para a próxima temporada. Cenário que pode ficar ainda melhor para os azulinos com a conquista, possível, do título brasileiro da Quarta Divisão.
O tema é amplo e rico, merecendo futuras abordagens, mas este recado visa abrir discussão. Muitas vezes a fartura e a bem-aventurança batem à porta e não são atendidas. É inegável que nossos grandes clubes estão renascendo, por razões diversas, algumas até casuais. Mais do que nunca precisam de apoio para resistir às forças do atraso, que nunca desistem e estão sempre à espreita.

Preocupante e desalentador mundo novo

A demissão de 34 profissionais da ESPN Brasil, anunciada ontem, joga luz sobre a difícil realidade do jornalismo esportivo no país, às voltas com desafios gigantes para permanecer influente e de pé. O avassalador crescimento da comunicação on-line não se faz acompanhar de sustentação financeira para manter equipes, investimentos tecnológicos e coberturas cada vez mais caras.
Quando uma redação qualificada como a da ESPN faz cortes na própria carne, todos temos a lamentar, pois todos perdemos – profissionais da área e público consumidor. Há quatro meses, o Portal Terra já havia feito várias demissões. Outros veículos também reduzem seus quadros.
Cobrir esportes no Brasil sempre exigiu muita grana até porque, com exceção das redes de TV aberta, os grandes anunciantes a cada dia se mostram mais refratários a estabelecer parcerias. No mundo inteiro, o mercado jornalístico sofre com a chegada de um novo tempo, delimitada pelo jornalismo digital, sem que se tenha saída a curto ou médio prazo.

Um exemplo que interessa a todos

À saída do jogo contra o Ceará, na terça à noite, o goleiro Jefferson, do Botafogo, contrariou a manada e confessou ter cometido o pênalti que provocou a derrota alvinegra. Diante de uma pergunta que levantava a bola para que negasse a penalidade, o arqueiro não se abalou e disse que a falta existiu e que havia derrubado o atacante cearense. Com a simplicidade desconcertante dos verdadeiros atletas. Tinha que ser do Botafogo.
A título de comparação, lembro que, há uns dois anos, o goleiro Felipe, do Flamengo, cravou uma resposta bem diferente dessa. Ao final de um jogo decidido em lance duvidoso contra o Vasco, ele afirmou que vencer com gol roubado é mais gostoso. Arrogante, queria obviamente fazer média com o torcedor mais raso, mas debochava ali de um dos princípios mais sagrados do desporto.

23 de outubro de 2015 at 3:29 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 23.10.15

POSITIVO – Atleta máster da náutica do Paysandu, Gustavo Brasil, que é advogado e Procurador do Município de Belém, nomeado Auditor-Julgador do STJD da Confederação Brasileira de Remo. Parabéns!

NEGATIVO – Quiseram pegar o árbitro paraense FIFA Dewson Freitas para bode expiatório, inclusive o ex-jogador em atividade Rogerio Ceni (São Paulo). Não funcionou, tanto que apitará amanhã Inter-RS x Joinville.

Lá e Cá

Casa Cor-PA com preço promocional nesta segunda (18 reais), quando a Turma do Bate Papo da Rádio Clube será recebida no espaço Gourmet Social por Arnaldo Ribeiro Jr, gerente regional da Amanco. Estarei lá!

Ex-zagueiro do Paysandu, Fiúza, meu entrevistado Bola Pra Frente de domingo. No Bola na Torre o convidado é o comentarista da Rádio Clube, João Cunha.

53 jogos entre Paysandu e Sampaio, 27 triunfos bicolores (90 gols), 11 dos maranhenses (56 tentos) e 15 empates; Remo e Botafogo-SP só fizeram 2 partidas, 2 vitórias paulistas, 5 gols a 3 pra eles.

Sampaio na Série B em casa fez 15 jogos, 10 vitórias, 4 empates, 1 derrota, 76% de aproveitamento; Botafogo em Ribertão Preto mandou 6 partidas na Série D, 4 triunfos, 1 empate, 1 derrota, 72% de aproveitamento.

Marcão o goleiro reserva do Papão em São Luis face liberação de Ivan para assistir esposa. Provável time: Emerson, Pikachu, T. Martins, Lombardi e João Lucas, Fahel, Recife, Jonathan e Carlinhos, Aylon e L. Cearense. Gostei!

Sampaínos terão retorno do lateral esquerdo William Simões, meia Válber e atacante Edgar (Edgol).
Jogo de arrepiar em São Luis, vencedor terá todas a chances de subir, empate ruim para os dois e perdedor dificilmente se recuperará.

Zagueiro Max sentiu ontem (3º desfalque) e abriu oportunidade para Igor João no 3-5-2 remista. Botafogo-SP sem cinco: André Baratelli, César Gaúcho, Guaru, Helton Luiz e Vitinho. Defesa de lá toda oriunda da base.

Juninho agora a 4ª opção na armação do Remo. Com a ausência de Eduardo Ramos (titular absoluto), primeiro cotado é Ratinho, depois Edicleber e só aí vem o ex-jogador do Parauapebas.

Hoje, pela 12ª Copa Miúdos e Miudinhos do Grêmio Português, Acadêmica x Tuna (miudinhos) e Beira-Ma x Sporting (miúdos).

HOMENAGEM – Jucemil Tavares Alves, o Jucemil, ex-ponta de rede do voleibol (4 títulos) e pivô do basquetebol (1 título) do Remo no aos 80. Jogou na Seleção Paraense de Voleibol. Técnico Judiciário do TJE.

23 de outubro de 2015 at 3:24 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 22.10.15

POSITIVO – Sandra Malcher, vice-presidente da FPAT, designada pela CBAT para participar de Curso Internacional de Arbitragem, em Recife-PE, em dezembro, pois trabalhará na Olimpíada RJ 2016. Ótimo!

NEGATIVO – CBF determina exame antidopping na semifinal e final da Série D. Só despesa para os clubes; Remo terá de pagar da renda contra o Botafogo-SP, em Belém, 101 mil que não descontou no borderô passado.

Lá e Cá

Mesmo tendo prometido 40 reais aos torcedores, diretoria do Remo cobrará 50 reais na arquibancada e 80 cadeira contra o Botafogo-SP. Presidente Nunes-FPF não sai do Estado e agradece 3º convite do Leão.

Azulinos têm como meta manter Eduardo Ramos até alcançar Série A e ele está comprometido com isso, embora existe no contrato a tal clásula para o exterior.

Leão Azul tem 44% de aproveitamento como visitante e no seu último jogo contra o Botafogo-SP, lá, perdeu de 2×1, Série B de 2002.

Embora ainda em 5º no geral da Serie B, o 7 tem sido cabalístico para o Paysandu: terminou em 7º no turno (30 pontos), está em 7º no 2º turno (19 pontos) e é o 7º melhor visitante com 33% de aproveitamento.

Mesmo não jogando, zagueiro bicolor Magno Alves está de novo contundido (médicos proibidos de dar entrevista). Lombardi substituirá Gualberto (3º cartão), sábado. Carlinhos e Aylon cotados para voltar.

Paysadu (5 jogos sem vencer, desde 15.9, 3×2 no ABC) e Sampaio (6 partidas de jejum-5 empates e 1 derrota) farão jogo de 6 pontos sábado. Último lá entre os dois, 2×2, Série B 2001, Vandick e Valentim (Papão).

Boa fase dos goleiros do Paysandu sempre foi creditada ao competente preparador Jorgeira, de modo ser uma incógnita sua dipensa. Chamou atenção a chegada imediata de Marquinhos, indicação de Dado e Papelim.

Arena da Amazônia ocupada e Santos procura local para jogar dia 18/11 contra o Flamengo. São Luis-MA na agenda. Por que não aqui? Alô, empresários bem-sucedidos!

Médico Flávio Freire vibrando com sucesso do filho Flavinho, tricampeão do pré-mirim na Assembleia Paraense: 2013 – Lyon, 2014 – Portuguesa, 2015 – Barcelona. Promete investir no futebol do garoto!

Começaram Jogos do SESI de Futebol Máster da Etapa Municipal de Barcarena com Imerys e Alubar se dando bem no final de semana. Albrás e Alunorte na competição também e próximos jogos 25.10 e 1.11.

HOMENAGEM – Heraldo Azevedo Leão, o Heraldo, ex-goleiro tri campeão pelo Atalaia de Breves e Campeão do Intermunicipal pela Seleção Brevense nos anos 80. É empresário do ramo de navegação.

22 de outubro de 2015 at 2:15 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 21.10.15

Independência ou conchavo?

O brado de libertação ensaiado pelos clubes de Minas e Rio Grande do Sul começa a receber a adesão de outras agremiações do resto do país, também insatisfeitas com as imposições da CBF e de seus parceiros mais notórios – Rede Globo à frente. Por outro lado, existem pontos obscuros merecendo esclarecimentos.
No discurso, quase ninguém se opõe ao projeto de gaúchos e mineiros, idealizadores da Liga Sul-Minas-Rio. É evidente que representa um sopro de ar que pode abalar as estruturas acomodadas do futebol no Brasil.
O problema será conciliar a partilha de lucros e as cotas de televisão. Flamengo, Inter, Cruzeiro, Grêmio e Atlético-MG têm muito a discutir sobre ganhos e precisam se entender ainda com a Globo, verdadeira dona do futebol no país. Negociações, pelo que se sabe, já estão em marcha.
Outro aspecto a ser considerado é o impacto sobre os campeonatos estaduais das três regiões, que naturalmente ficarão esvaziados com a criação da Liga. É justamente quanto a isso que a CBF mostra resistências, depois de ter aparentemente aceitado a ideia num primeiro momento, chegando a autorizar a competição.
Depois de perceber o real alcance da novidade, a entidade refez seus cálculos e avaliou o tamanho do baque que a Liga poderá causar no campo político e também quanto às suas próprias finanças.
Um sinal disso é que, anteontem, a CBF lançou a ideia de uma assembleia geral entre os clubes e federações para decidir sobre a criação da Liga, o que na prática a inviabilizaria, pois a totalidade das federações é contra a iniciativa. Os dirigentes da Liga não aceitaram se submeter à assembleia e o risco de um impasse é cada vez mais forte.
Como está projetada, a primeira competição da liga recém-criada tem tudo para ser um sucesso, seguindo as pegadas (e até superando) da Copa do Nordeste, que congrega as principais agremiações da região, independentemente de seus posicionamentos nas divisões estabelecidas pela CBF.
De início, a competição reuniria somente clubes gaúchos e mineiros, mas a imediata adesão da dupla Flamengo e Fluminense concede à liga uma força política e popular ainda maior, agregando ainda representantes paranaenses e catarinenses. Os paulistas consultados não demonstraram qualquer interesse em participar, leais a Marco Polo Del Nero, poderoso chefão da CBF.
Será disputada provavelmente em 20 datas, coincidentes com as dos campeonatos estaduais, de fevereiro a 30 de março. Serão três grupos de quatro clubes: Cruzeiro, Flu, Avaí e América-MG no 1; Grêmio, Inter, Atlético-PR e Chapecoense no 2; e Atlético-MG, Flamengo, Figueirense e Coritiba no 3.
Os clubes fundadores são 15, mas somente 12 estarão na primeira edição. Ricardo Calil, que preside a liga, defende que as questões de natureza jurídica sejam rápidas, com ocorre nas ligas europeias, tendo como eixo de referência o Código Brasileiro de Justiça Desportiva.
Consultada, a assessoria da Liga informa que clubes brasileiros de outras regiões – Nordeste, Centro-Oeste e Norte – por ora não serão aceitos, pelas dificuldades de datas e também pela logística, que tornaria a competição extremamente dispendiosa. Isso vale para o Papão, cuja diretoria chegou a manifestar interesse em se filiar à nova entidade e participar do torneio.
Por ora, em plena fase de estruturação, a Liga Sul-Minas-Rio ainda gera mais perguntas do que respostas. A conferir.

Desafio do Leão é superar a acomodação pós-acesso

Além das ausências de Eduardo Ramos e Levy, a comissão técnica do Remo tem um desafio a mais para as semifinais da Série D contra o Botafogo de Ribeirão Preto: a acomodação natural do time depois do grande esforço pela conquista do acesso.
Várias declarações de jogadores logo depois da vitória sobre o Operário-PR, enfatizando que o dever havia sido cumprido na competição, deram a impressão de que o prolongamento da competição pode ter deixado de ser prioridade.
Para o torcedor, porém, o campeonato continua e entra em fase tão interessante quanto antes da obtenção do acesso à Série C. Passa a valer a conquista da taça de campeão. Além do prestígio e da posição na ranking da CBF, há o lado financeiro.
Caso chegue à final da competição, o Remo terá oportunidade de faturar algo em torno de R$ 2,5 milhões nos dois jogos (semifinal e final) em casa.

Blog campeão alcança nova marca

O http://www.blogdogersonnogueira.wordpress.com bate mais um recorde. Alcançou ontem a marca de 5.854.000 acessos, com média de 3.600 acessos/dia. São seis anos de funcionamento ininterrupto, com debates e comentários sobre jornalismo, futebol, política, cinema, livros, rock & outros ritmos. A nova vitória se deve à generosa contribuição de baluartes, colaboradores e visitantes fiéis. Por isso, faço questão de dividir a boa nova com todos os leitores e amigos.

Restrições à imprensa desafiam bom senso

Com a imprensa outra vez barrada nos portões da Curuzu, o Papão treinou e começou a definição do time para enfrentar o Sampaio no sábado à tarde, em São Luís. Esquisita providência a de punir os profissionais da mídia esportiva pela má fase do time na Série B. Comparável à história do marido traído que resolve tirar o sofá da sala para resolver o problema do adultério.
O Papão não chegou à vice-liderança do campeonato por força do trabalho da imprensa, mas também não caiu de rendimento por culpa da cobertura dos veículos de comunicação.
É natural que a comissão técnica procure se blindar diante das queixas da torcida, expostas de maneira ruidosa no sábado à noite no Mangueirão, mas momentos de crise exigem atitudes inteligentes. E criar restrições à imprensa não é seguramente a medida mais sábia.

21 de outubro de 2015 at 12:18 pm Deixe um comentário

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