Coluna do Gerson Nogueira – 08.11.15

8 de novembro de 2015 at 2:44 pm Deixe um comentário

Além do horizonte

Cada um à sua maneira, Leão e Papão começam a projetar a próxima temporada. Com olhares em direções diferentes, mas sob o signo do otimismo. Ao contrário do ano passado, quando o Remo a essa altura não tinha sequer divisão a disputar, os dois velhos rivais têm bons motivos para acreditar em avanços.
As providências mais urgentes dizem respeito à situação azulina, que precisa se organizar e sanear contas para adentrar 2016 em condições que lhe permitam se beneficiar das vantagens de ter um calendário completo a cumprir.
Para o Papão, o próximo ano traz no mínimo a esperança de uma participação mais planejada na Série B, caso o acesso à Série A não se confirme neste ano. Com recursos em caixa e dispondo de mais tempo para contratar jogadores, o clube tem tudo para cumprir papel ainda mais destacado na Segunda Divisão.
Os embaraços deste ano para formar um time, causados principalmente pelo pouco tempo para sair em busca de reforços, devem ser eliminados ainda nos próximos dois meses, com a confirmação de permanência do técnico Dado Cavalcanti e de sua comissão técnica. Entendimentos já foram mantidos e Dado demonstrou interesse em continuar o trabalho.
Quanto ao elenco, alguns poucos nomes são apontados como prioritários – Emerson, Augusto Recife, Fahel, Ricardo Capanema, Jonathan, Welinton Jr. e Leandro Cearense. Os demais, que não pertencem ao clube, devem ser liberados, a começar pelos meias Carlinhos, Carlos Alberto, Léo, Roni e Valdívia.
No Evandro Almeida, onde o ano já terminou, resta organizar as contas e definir a situação administrativa para que se iniciem as providências efetivas em relação ao futebol. O que se sabe é que as pendências que exigem ação imediata já estão sendo encaminhadas pelo presidente em exercício, Manoel Ribeiro.
Nesse sentido, a diretoria negocia com Cacaio para que continue no comando, com contrato que se encerrará ao fim do Parazão. É claro que, desta vez, com melhores condições de trabalho, que em boa medida dependerão de jogadores que foram fundamentais na campanha da Série D – casos, principalmente, de Eduardo Ramos, Henrique, Ciro Sena, Ilaílson, Max, Chicão, Léo Paraíba, Levy e Mateus. Todos integram a lista de prioridades para renovação de contrato, embora Ramos tenha recebido proposta para jogar no exterior.
Ao mesmo tempo em que exige das gestões muito mais criatividade e dinheiro em caixa, o futebol propicia aos dois titãs do futebol paraense a estruturação de programas de sócios torcedores até aqui bem sucedidos. O Papão já contabiliza mais de 17 mil cadastrados, com mais de 12 mil adimplentes, o que garante renda mensal em torno de R$ 600 mil.
O ST do Remo, bem mais jovem, só conseguiu levantar voo a partir da gestão de André Cavalcanti, que assumiu o leme no final de junho, quando o clube contava com apenas 2 mil sócios adimplentes. Hoje, em franca ascensão, são 11.016 associados, com 7.241 pagando em dia, o que gera receita de R$ 383 mil mensais ao clube.
O êxito do ST indica que o caminho da redenção para a dupla Re-Pa passa, obrigatoriamente, pela divisão de esforços, o cumprimento de metas e a transparência nas contas. Quando acredita na seriedade da gestão, o torcedor investe e apoia.
Rodada da Série B pode ter favorecido o Leão

Os resultados dos jogos de sexta-feira na Série B trouxeram uma boa notícia para o Remo e uma não tão agradável para o Papão. O Luverdense derrotou o Boa Esporte por 2 a 0 e chegou a 51 pontos, entrando na briga pelo acesso. O time de Lucas do Rio Verde é um dos próximos adversários dos bicolores.
Já o Ceará atropelou o ABC por 3 a 0 e saiu pela primeira vez da zona da morte, reforçando a impressão de que escapará do rebaixamento. Se isso ocorrer, será menos um time grande e tradicional do Nordeste a enfrentar o Remo na Série C 2016.
Da obscena fiança à expectativa pela delação

Quando foi anunciada a extradição de José Maria Marin do cárcere suíço para os braços da Justiça americana, ficou claro que o velho cartola paulista decidiu colaborar com as investigações do FBI sobre o festival de bandalheiras na Fifa e na CBF. A notícia de que pagou a obscena fiança de R$ 57 milhões já soa como confissão inequívoca de culpa. Qualquer dirigente capaz de movimentar tal soma no Brasil deve ser visto como gatuno.
A partir de agora, fica a expectativa sobre o que Marin pode vir a acrescentar ao mar de lama e o natural temor de seus ex-aliados – principalmente uma poderosa rede TV nacional.
Bola na Torre

Guerreiro comanda a atração, com Tommaso e este escriba na bancada, tendo como convidado o atacante Aylon (PSC). Começa depois do Pânico, por volta de 00h15.
Decisão simbólica, mas que vale taça

Águia e São Raimundo decidem hoje, em Marabá, o título da Segundinha do Parazão 2016. É a chance de levantar a última taça em disputa no futebol paraense nesta temporada. O torneio é de acesso e a decisão tem aspecto apenas simbólico, mas taça é sempre taça.
Motivação é o que não falta. Para o Águia, é a oportunidade de comemorar junto aos seus torcedores a volta à elite do futebol paraense. Já o São Raimundo, campeão brasileiro da Série D em 2009, nunca mais teve um troféu para chamar de seu.

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