Coluna do Gerson Nogueira – 11.11.15

12 de novembro de 2015 at 12:11 pm Deixe um comentário

E o sonho acabou

A célebre frase de John Lennon se aplica perfeitamente ao momento. O Papão empatou quando precisava ganhar para manter vivas suas chances de subir. Pior que isso: tropeçou no pior time do campeonato, o rebaixado Mogi Mirim, que só nesta semana dispensou um time inteiro e promoveu seis jogadores de seu time de juniores.
O primeiro tempo, ontem, em Mogi, já deu sinais de que algo não terminaria bem. Apesar do gol de Betinho aos 17 minutos, escorando cruzamento longo de Leandro Cearense, o time foi envolvido pela boa movimentação do Mogi, que parecia mais a fim de jogo do que o Papão.
Com vários jogadores substituindo antigos titulares, a equipe de Toninho Cecílio se lançou à partida com uma disposição de quem ainda brigava pelo acesso. O problema é que do outro lado, quem de fato ainda alimentava pretensões de subir, não parecia tão motivado.
Desarticulado, pouco combativo no meio-campo e com a conhecida falta de alguém criativo na ligação, o Papão parava na correria articulada do Mogi e na má jornada de várias de suas peças mais importantes. Pikachu, o talento do time, parecia ausente, com a cabeça longe.
Cearense se mantinha longe da área para não embolar com Betinho. Mesmo atuando mal, o Papão encontrou o gol num deslocamento inteligente de Cearense pelo lado esquerdo, deixando livre o espaço na área para Betinho se antecipar aos zagueiros. Pela direita, porém, Welinton Jr. não teve a intensidade esperada para aproveitar os contragolpes surgidos.
Atrás, a zaga espanava como podia, mas Fernando Lombardi transmitia insegurança e os baixinhos Ricardo Capanema e Augusto Recife sofriam para combater o jogo aéreo do Mogi.
A consequência direta da desvantagem nos cruzamentos foi a entrada de Fahel no segundo tempo. O problema é que as dificuldades eram ainda mais graves na transição e Dado Cavalcanti custou a mexer no setor.
Logo no reinício da etapa final, João Lucas quase acertou o ângulo esquerdo do gol de Daniel. Em seguida, Roni teve a bola do jogo nos pés. Entrou livre na área, mas chutou em cima do goleiro.
Quando Dado resolveu agir foi para lançar Carlinhos, orientado para chutar de média e longa distância, a fim de tentar matar o jogo logo nos primeiros minutos. Não deu certo, até porque o Papão seguiu a reboque do Mogi, que tomou a iniciativa das ações e seguia ofensivo – e perigoso.
Enquanto isso, Emerson ia operando verdadeiros milagres, defendendo chutes à curta distância e cabeceios fulminantes do rápido time do Mogi. A grande defesa da noite foi nos pés de Keké, que driblou um zagueiro e ia fuzilar para as redes quando o guardião bicolor se lançou aos seus pés.
De tanto fustigar, com grande variação de jogadas, o Mogi acabou merecidamente encontrando o caminho do gol, aos 26 minutos. Keké avançou pelo lado esquerdo, entortou Lombardi com uma ginga e cruzou para Gabriel finalizar. O mesmo Daniel perderia no final o gol mais feito da noite, tocando por cima da trave quando se encontrava sozinho diante da trave.
E se havia alguém merecedor da vitória ontem era o bravo Mogi, que mesmo despachado e apenas cumprindo tabela jogou com vontade, buscando a vitória como se não houvesse amanhã.

Campanha cumpriu o objetivo inicial

Ao Papão, cuja campanha de permanência na Série B foi irretocável, resta refazer os planos, definir elenco e ajustar metas para 2016. É fato que não havia, de início, a pretensão de subir, que foi surgindo à medida que o time acumulava pontos e em condições de superar adversários mais credenciados. A frustração que advém do empate e do fim do sonho é natural para quem chegou tão perto de chegar ao acesso.
A sequência de lesões de atletas fundamentais no segundo turno, aliada a uma flagrante desmotivação nas últimas 10 rodadas, responde pelo desempenho final da equipe. Que não se veja no resultado decepcionante de ontem um retrato do que foi o Papão na Série B. A campanha continua digna de elogios e o objetivo previamente definido foi alcançado.
A permanência na Série B é uma grande conquista para um clube que não tinha recursos para investir em contratações mais certeiras e que ainda perdeu um certo tempo na definição do técnico antes da competição.
O que deixa margem para lamentação é que poucas vezes a Série B foi tão nivelada por baixo, permitindo amplas chances de acesso até a equipes que no começo não eram cotadas, como o próprio Papão, o Sampaio Corrêa e o Bragantino. Difícil imaginar para 2016 a repetição de um cenário tão favorável.

Abaixo-assinado cobra explicações

Cresce o incômodo de conselheiros, sócios e torcedores do Remo com a ausência de informações mais precisas acerca do assalto ocorrido na sede do clube, dando margem a uma mobilização por cobrança pública de explicações aos dirigentes.
Na internet, começa a circular entre os torcedores um abaixo-assinado exigindo da Diretoria respostas convincentes sobre o episódio, que oficialmente resultou em prejuízo de R$ 423.600,00 aos cofres azulinos.
A óbvia falta de cuidados com o dinheiro do clube guarda semelhança com ações do ex-presidente Pedro Minowa denunciadas à Assembleia Geral e que motivaram seu pedido de licença, posteriormente complementado pela renúncia. Afinal, não conseguir guardar dinheiro adequadamente é também incorrer em gestão temerária.

Ganso e os direitos legítimos da Tuna

O anunciado sonho do Santos de recontratar o meia Paulo Henrique Ganso em 2016 reabre as chances de que a Tuna venha a ser ressarcida, na condição de clube formador, do dinheiro que deixou de receber pela transferência do jogador para o São Paulo.
A diretoria do Peixe chegou a menosprezar a reivindicação da Tuna, como se o clube paraense não tivesse qualquer direito. O certo é que, caso os cruzmaltinos insistam com a cobrança na instância judicial, o flagrante desrespeito pode resultar em dura punição aos santistas.

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