Coluna do Gerson Nogueira – 15.11.15

15 de novembro de 2015 at 3:14 pm Deixe um comentário

Os meninos do Brasil

Luan, Gabriel Jesus, Kennedy, Gabigol, Lucas Silva. Jogadores novos e futurosos, que despontam com algum relevo em seus clubes. Luan (Grêmio) e Gabriel (Palmeiras), os mais badalados, despertam a cobiça de times europeus. O gremista já foi comparado a Neymar. São os destaques da seleção olímpica, que ano que vem tentará conquistar o inédito ouro nos Jogos do Rio.
O problema é que ainda são desconhecidos do grande público e o torcedor paraense nunca foi lá muito fã de amistosos. Nem a dupla Re-Pa consegue atrair a torcida quando promovem jogos comemorativos ou de entrega de faixas. Sábio, o povo gosta mesmo é de uma boa disputa valendo taça, menosprezando jogos que nada valem.
A bem da verdade, somente a Seleção Brasileira principal foi capaz de arrastar multidões fazendo amistosos em Belém. E aí há uma explicação: o torcedor que comparece é do tipo sazonal, que confunde futebol com patriotismo e vê no escrete um símbolo da nação.
É o cidadão que não tem o hábito de ir a estádios, nem acompanha um time específico. Trata-se do “torcedor de Copa do Mundo”. Veste verde-amarelo, pinta a rua, estende bandeirinha e vira pacheco radical a cada quatro anos. É a esse tipo de público que o jogo Brasil x EUA deste domingo se destina.
Mas, apesar de ingressos a preços acessíveis (arquibancada a R$ 40,00 e cadeira a R$ 80,00) e do bom horário, aparentemente nem esse torcedor especial se encantou pela partida. A procura tem sido discreta e é provável que Belém registre uma das mais fracas bilheterias da fase preparatória.
O fato é que a programação sofre os efeitos danosos da decepção causada ao torcedor pela seleção principal na Copa 2014. Enquanto essa ferida não cicatrizar, dificilmente o torcedor se sentirá motivado a prestigiar. Pior ainda quando se trata de um escrete de garotos em fase de formação.

Vitória traz alento, mas não esconde desajustes

Não foi uma atuação de gala, mas foi suficiente para que o time voltasse a vencer, mantendo acesa a chama da esperança, mesmo que remota, no acesso. Como em outros jogos recentes, não houve organização, apenas luta por parte de alguns jogadores. Desta vez, pelo menos, os momentos de esforço superaram os de sonolência.
A noite era propícia para jogar futebol, mas a torcida não marcou presença como se esperava, apesar das promoções feitas pela diretoria do Papão. E o jogo começou aberto e interessante, bom de ver.
O cabeceio certeiro de Betinho logo aos 6 minutos indicava uma jornada tranquila, mas o Luverdense ameaçava sempre nas ações pelas laterais. Com assistência de Jonathan, Aylon fez o segundo aos 19 minutos em disparo cruzado que o goleiro Edson aceitou. Ainda assim, o confronto continuava nervoso e indefinido. Aos 46, Lázaro (de cabeça) diminuiu.
A equipe de Dado Cavalcanti voltou para o segundo tempo sob pressão e os visitantes só não chegaram ao empate devido a algumas belas defesas de Emerson, novamente com grande presença em campo. Aos 23 minutos, quando era intenso o cerco do Luverdense, Aylon recebeu na área e bateu cruzado, à meia altura. Mal colocado, o goleiro jogou contra o patrimônio, espalmando para as próprias redes.
O Papão viveu alguns minutos de tranquilidade, mas logo o Luverdense voltou à carga, criando situações de alto risco em cima da atrapalhada zaga paraense. Tanto forçou que diminuiu aos 43, com Diego Rosa, mas já era tarde para buscar o empate.
A vitória foi importante, mas a instabilidade da defesa expõe a perda do sentido de organização que caracterizava o time nos melhores momentos dentro da competição.

E Dunga ganha um reforço inesperado

Mais do que a organização mostrada pela Argentina e a discretíssima presença de Neymar em campo, o clássico das Américas revelou definitivamente (espera-se) a inutilidade de um zagueiro como David Luiz para a Seleção. Imaginava-se que os jogos ruins na Copa tinham afastado de cena o beque marqueteiro, mas Dunga resolveu insistir com ele.
Depois de falhar no gol de Lavezzi, aventurou-se em subidas malucas ao ataque, no melhor estilo peladeiro. Violento, foi corretamente excluído do jogo na etapa final. E Dunga, sem querer, ganhou a chance de rearrumar a defesa sem o seu mais estabanado defensor.
O resto do time viveu de lampejos. Como se sabe, o escrete não tem técnico, tem um capitão do mato a vociferar ordens e soltar grunhidos à beira do gramado. Isto posto, o empate dentro do Monumental de Nuñez foi terrível para a Argentina e razoável para o Brasil, mesmo considerando que Tato Martino não teve Messi, Aguero e Tevez.
Willian, mesmo lento e dado a apagões, foi o mais participativo. E Lucas Lima aproveitou bem o rebote nascido do único bom ataque feito pelo Brasil no jogo.

Bola na Torre

Giuseppe Tommaso apresenta, com participações de Valmir Rodrigues, Guilherme Guerreiro Neto e deste escriba de Baião. Programa começa logo depois do Pânico, por volta de 00h20.

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