Coluna do Gerson Nogueira – 25.11.15

25 de novembro de 2015 at 11:25 am Deixe um comentário

Entre a crise e a esperança

Enquanto tenta contratar um novo técnico e formar elenco para a próxima temporada, a diretoria do Remo convive com outros problemas, igualmente sérios e urgentes. Alguns relacionados à própria dinâmica política de um clube de massa. É o chamado fogo amigo, que pouco contribui e muito convulsiona, como a recente entrevista do ex-diretor Sérgio Dias, tornando públicas diversas situações de ordem interna.
Segundo Dias, apesar de ter quatro competições a disputar em 2016, a realidade azulina é menos risonha do que parece. Além da falta de técnico e time, o Leão pode ficar sem estádio (o Baenão deve entrar em obras) e é provável que fique também sem presidente, diante das dúvidas quanto ao novo pleito, ainda não marcado.
Dias, colaborador da gestão atual atuando no departamento de futebol, expôs problemas crônicos existentes no clube. Afiançou que existem hoje cinco grupos disputando espaço político. O que poderia ser um sinal de vitalidade democrática é também um tremendo empecilho para o diálogo e o esforço conjunto.
Até prova em contrário, as afirmações de Dias são verdadeiras. A dúvida é quanto ao objetivo e à oportunidade de exibir tanta roupa suja. Quando um dirigente há anos ligado às engrenagens internas do Remo revela tantas mazelas é porque o clube continua dividido, à mercê de interesses individuais e pouco comprometidos com a instituição.
O fato é que, a dois meses do início das competições oficiais – o Campeonato Paraense começa no dia 31 de janeiro -, o Remo está longe do que seria a preparação ideal para começar bem a temporada. Ao mesmo tempo, não pode se entregar ao açodamento de empresários e seus intermediários, ávidos em vender gato por lebre, encarecendo mais as negociações.
Ao contrário dos últimos anos, o Campeonato Paraense não é determinante para o calendário do clube em 2016. Isso permitirá que a primeira fase do torneio seja aproveitada como laboratório para a montagem do time para a disputa da Série C. Até lá, o departamento de Futebol terá que se empenhar em fazer contratações pontuais.
Como pondera um experiente benemérito azulino, a farra de contratações deve ser definitivamente banida da agenda do clube. Deve-se a ela o grande débito trabalhista que o Remo contraiu nos últimos sete anos.
Quanto ao estádio Evandro Almeida, dirigentes, conselheiros e torcedores devem descartar sua utilização. A maioria dos camarotes e parte das cadeiras foi vendida durante a gestão de Zeca Pirão e não haverá dinheiro suficiente para ressarcir seus compradores.
Em 2016, o Baenão deve funcionar como CT improvisado e o clube terá que apostar tudo na fidelidade de sua torcida, única capaz de tirá-lo da precária situação financeira atual. Para isso, obviamente, o time de futebol não pode decepcionar em campo.
É em busca deste delicado equilíbrio, entre eficiência técnica e bilheteria lucrativa, que os gestores do Remo devem empregar toda a sua capacidade criativa.

Apagão elétrico e de ideias

Enquanto avançavam as negociações com o técnico Marcelo Chamusca (ex-Fortaleza), o corte de energia elétrica no Baenão, ontem à tarde, por falta de pagamento, é desses episódios que desnudam as fragilidades administrativas do Remo.
Depois de quitada a fatura, a energia voltou à noite, mas não em intensidade suficiente para apagar os estragos causados à imagem pública do clube, com repercussão negativa perante patrocinadores, credores e possíveis reforços.
Vale dizer que o ginásio Serra Freire continua com a energia suspensa há mais de três semanas.

Pikachu a caminho de São Januário?

O futebol ainda tem lá suas surpresas, principalmente quando envolve acertos financeiros entre clubes e jogadores. Veja-se o caso de Yago Pikachu. Enquanto muita gente ainda crê que o melhor lateral direito da Série B vá para o Flamengo, eis que o Vasco surge como possível destino do atleta.
O alerta foi ligado quando, na quinta-feira passada, o pai do jogador foi visto em São Januário ao lado de Eurico Miranda, por ocasião do jogo Vasco x Corinthians. O próprio Pikachu, mantendo o tom discreto de sempre, evitou comentar o fato, mas o canal Esporte Interativo informou ontem que o clube cruzmaltino está perto de anunciar a contratação.
Como tudo a essa altura ainda é especulação, deve-se esperar mais um pouco. Mas, caso a opção de Pikachu pelo Almirante se confirme, Eurico terá motivos para se vangloriar de mais um traço aplicado na diretoria rubro-negra.

Acordo pode revitalizar a Águia Guerreira

Um projeto que será celebrado hoje, às 16h, no QG do Comando Militar do Norte (CMN) pode representar o começo da ressurreição da Tuna como formadora de atletas. O clube firmará acordo de cooperação com o Exército, através do CMN, para implantação do Colégio Militar de Belém (CMBel), a ser inaugurado no dia 12 de janeiro de 2016, data do 400º aniversário da capital paraense.
A parceria deve beneficiar inicialmente alunos do 6º ano do Ensino Fundamental, mas, quando o CMBel estiver funcionando plenamente, cerca de 1000 jovens serão atendidos com a utilização das piscinas, quadras, ginásio e campos de futebol da Tuna.
O Colégio Militar de Belém será o 13º estabelecimento de ensino do Sistema Colégio Militar do Brasil, que atende 15 mil jovens em todo o país. Com suas tradições esportivas, a Tuna une-se, portanto, a uma instituição de ensino respeitada e com histórico altamente positivo de formação de atletas nas mais diversas modalidades.

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