Coluna do Gerson Nogueira – 30.11.15

30 de novembro de 2015 at 5:20 pm Deixe um comentário

Só para cumprir tabela

O jogo, por tão desinteressante, reuniu alguns poucos gatos pingados no estádio de Osasco. O clima geral de fim de festa contaminou os jogadores, sendo que o Papão, que não tinha mais nada a perder, se apresentou da maneira mais burocrática possível. Atacava quando dava, defendia-se como era possível e se safou da derrota muito mais pela imperícia e falta de recursos por parte do Oeste.
Para quem entrava com a obrigação de pelo menos empatar para não ser rebaixado, o Oeste foi escalado ofensivamente. No papel. Entrou no 4-3-3, com Betinho no centro do ataque, Foguinho e Vaguininho pelos lados. Não funcionou assim.
O jogador mais avançado e claramente a fim de resolver as coisas era o meia-atacante Mazinho, que deu um grande trabalho aos marcadores do Papão e esteve a pique de marcar, tanto no primeiro quanto no segundo tempo.
Caso todos se aplicassem como o camisa do Oeste, a partida teria sido boa de ver. O problema é que tanto paulistas quanto paraenses não estavam muito a fim de correr, sendo que o gramado irregular e o calor infernal não contribuíam em nada para animar os atletas.
No primeiro tempo, dois lances ensaiaram afastar a pasmaceira. Mazinho quase marcou para o Oeste, depois de um risca sensacional em Pablo, e Pikachu errou no toque final diante do goleiro rubro-negro depois de receber livre dentro da área.
A etapa final começou com um Oeste mais avançado, disparando chutes da intermediária e quase chegando ao gol em dois lances rápidos. Logo a um minuto, Tiago Martins errou a saída e a bola sobrou para Betinho. Ele disparou cruzado, mas Emerson fez grande defesa.
Dois minutos depois, Emerson furou ao tentar rebater uma bola e Mazinho apanhou livre junto à pequena área. No desespero, o goleiro conseguiu espalmar o chute que tinha endereço certo.
Após essas duas tentativas, os times levaram 35 minutos para arrancar um tico de emoção dos sonolentos torcedores presentes. Só aos 38 minutos, surgiu novo lance de área. Novamente Mazinho estava na jogada. Desviou de cabeça um cruzamento perfeito vindo da direita, mas a bola rente ao poste de Emerson.
A essa altura, o Oeste estava mais ligado nas notícias sobre Ceará e Macaé, que jogavam no mesmo horário. O goleiro Leandro caía a todo instante para retardar o jogo e refrear um tímido ensaio ofensivo do Papão, depois que Dado Cavalcanti botou o zagueiro Dão como segundo atacante, ao lado de Leandro Cearense.
O placar continuou em branco e o Oeste festejou efusivamente a permanência na Série B. Na verdade, a partida horrorosa não justificava qualquer comemoração e o escore de 0 a 0 funcionou como nota para os dois times.
Ainda sobre a aposta remista em Leston

No Bola na Torre de ontem, o tema veio à baila e fui voz discordante na discussão sobre a contratação de Leston Junior para dirigir o Remo em 2016. Não que o considere um técnico ruim, apenas porque não o conheço. Citando Roberto Avallone, Leston chega como um imenso ponto de interrogação.
Não significa que seja uma aposta equivocada. Apenas precisa ser visto como aposta, de fato. Pode dar certo, mas pode também dar em nada. Vem bem recomendado pela passagem no Tupi, onde obteve o acesso à Série B. Há, porém, o receio pelo fato de nunca haver trabalhado em clubes de massa.
Lembro que no ano passado o começo foi com um nome conhecido. Zé Teodoro assumiu, pediu contratações e tropeçou feio logo nas primeiras rodadas do campeonato. Foi substituído por Cacaio, que se encarregou de operar a surpreendente transformação de um time combalido em vencedor, garantindo o título estadual, o vice da Copa Verde e o acesso à Série C.
É possível que, desta vez, apostando num jovem ainda com pouca rodagem, o Remo acerte em cheio.
A conferir.
Insanidade à solta até em clássico amador

O Re-Pa disputado no sábado pela manhã no estádio Jornalista Edgar Proença teve vitória alviceleste por 2 a 1 e serviu para tirar o Remo da próxima Copa São Paulo de juniores. Em campo, muita luta e alguns espasmos de categoria entre os garotos da categoria sub-17.
Na parte externa, novos confrontos entre gangues uniformizadas para desespero de moradores da área e pessoas que passavam por ali. Além de muitas agressões e correria, houve troca de tiros e o pânico de sempre a manchar a imagem do futebol.
Nem quando o clássico envolve garotos, a sanha dos turbulentos arrefece.
Até quando?
E o pulso (vascaíno) ainda pulsa

O Vasco conseguiu um gol miraculoso já nos instantes finais do jogo com o Santos em São Januário. Soou como melhora da morte. A parada continua muito difícil, principalmente depois que Coritiba e Avaí também venceram na rodada.
Pior ainda é a batalha que espera pelo Almirante no Couto Pereira na rodada final. Jogo de vida ou morte para os dois e o Vasco ainda precisará torcer por uma derrota do Avaí.
Muitas contas, muita reza e apenas um fio de esperança a motivar a esquadra cruzmaltina. Mas, como se sabe, milagres acontecem.

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