Coluna do Gerson Nogueira – 23.01.16

23 de janeiro de 2016 at 2:29 pm Deixe um comentário

Para mudar a história

Serão apenas nove meses de mandato, mas o período será determinante para a recuperação administrativa e financeira do Remo. Quatro candidatos estão na disputa pela presidência na eleição marcada para hoje. Todos devem estar conscientes da imensa responsabilidade que será conduzir o clube nos próximos 270 dias.

A rigor, as plataformas são muito parecidas entre os pleiteantes ao cargo, mas a maneira de executar a gestão é o grande diferencial. Miléo Jr. e André Cavalcanti mostram-se muito focados na modernização dos procedimentos. Suas propostas, centradas no enxugamento da estrutura e na busca de novas receitas, mostram-se tão próximas que quase levou a uma composição de chapas.

Os demais candidatos têm propostas mais conservadoras. Focam seu interesse no futebol profissional, com poucas indicações sobre como pretendem dar sustentabilidade a um clube que tem dívidas pesadas (R$ 13 milhões de passivo trabalhista), muitas despesas diretas e limitadas fontes de arrecadação.

Preocupa, principalmente, a insistência com algumas propostas claramente danosas aos cofres do clube e a repetição de velhas promessas. O Remo chegou a um ponto tão delicado que não pode mais ficar refém de promesseiros. A situação contábil não permite novos endividamentos, ainda mais para quem terá que se habilitar ao Profut.

A rigor, os maiores problemas do clube hoje dizem respeito à limitação de uso do estádio Evandro Almeida e ao pagamento do robusto débito trabalhista.

Sem contar com o Baenão desde 2014 para realizar seus jogos pelo Campeonato Paraense e Copa Verde, o Remo desperdiça receita significativa. Mais que isso: desvaloriza e fragiliza o patrimônio do clube. As obras mal planejadas de desmanche da área de cadeiras e camarotes do estádio, ordenadas pelo então presidente Zeca Pirão, acarretaram danos que a nova gestão terá muito trabalho para sanar. Só as dívidas com compradores de cadeiras somam quase R$ 3 milhões.

As pendências na Justiça Trabalhista obrigaram a atual diretoria a celebrar um acordo draconiano, que compromete antecipadamente todos os patrocínios do clube pelos próximos dois anos. Tal situação obrigará a nova diretoria a agir no limite máximo de responsabilidade, evitando contrair novas dívidas junto à JT e cuidando de equilibrar receita e despesa.

Dos que estão concorrendo, por tudo que acompanho, apenas os dois primeiros, Miléo Jr. e André Cavalcanti, mostram-se firmemente comprometidos com a austeridade necessária para reerguer o clube como instituição, apresentando alternativas que vão além da bilheteria dos jogos.

Que os sócios remidos, sócios proprietários, conselheiros e beneméritos avaliem bem o passo a ser dado nesta eleição. Pelo bem do Remo é premente que não haja retrocesso através das urnas.

E os candidatos devem ter em mente que, encerrado o pleito, as diferenças acabam. A partir daí, todos têm que se unir em torno do projeto de reconstrução do clube.

Chances de observação para Leston e Dado

A movimentação de Leão e Papão no domingo deve garantir aos técnicos Leston Junior e Dado Cavalcanti as condições necessárias para formatar os times que estrearão no Campeonato Paraense no fim de semana seguinte.

Em Castanhal, o Papão vai enfrentar um time razoavelmente entrosado, que deve oferecer certa resistência. Dado terá oportunidade de testar o esquema com Leandro Cearense como homem mais avançado, auxiliado de perto pelos meias Marcelo Costa e Rafael Luz.

No Baenão – sem presença de torcida, por recomendação do Corpo de Bombeiros -, Leston terá nova oportunidade de movimentar seus jogadores. Como no treinamento do meio da semana contra o selecionado de Ananindeua, o adversário não é expressivo e dificilmente escapará de nova goleada.

O que importa na prática é a possibilidade de fazer com que os jogadores se movimentem e que o esquema com Eduardo Ramos como atacante possa ser experimentado.

Quando o futebol entra em fase delirante

No final da tarde, chegou a notícia via agências e internet que o atacante Alex Teixeira, ex-Vasco, está cotadíssimo para ir jogar na Inglaterra ganhando salários astronômicos. É a confirmação de que, neste início de temporada, o futebol resolveu se assumir de vez como “a mãe mais generosa”. Na coluna de amanhã darei mais exemplos desta onda extremamente favorável a jogadores de segunda linha.

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