Archive for fevereiro, 2016

Coluna do Gerson Nogueira – 29.02.16

As lições das semifinais

As semifinais do primeiro turno, disputadas no sábado e no domingo, deixaram claro pelo menos um aspecto deste Campeonato Paraense: a dupla Re-Pa não está nadando de braçada em relação aos demais competidores. Pelo contrário, o equilíbrio reina, tanto que nas duas decisões deu empate no tempo normal e o vencedor teve que sair na cobrança de penalidades.
Tanto Remo, que superou o Independente, quanto o Papão, que passou pelo Águia, encontraram inúmeras dificuldades nos dois confrontos. Um e outro não conseguiram se impor perante os adversários interioranos. Os dois empates – justos do ponto de vista técnico – atestam isso.
A tese de que o Papão 100% era um time quase pronto fez água ontem no Mangueirão. O Águia foi superior no primeiro tempo e o Papão sentiu o impacto da perda do volante Ricardo Capanema e do principal organizador, Celsinho, expulso depois de um sururu com Charles e Ednaldo.
A convicção de que o Remo não tem um time afinado se confirmou plenamente no sábado à noite, quando o Independente se posicionou com mais clareza e articulação na defesa e no ataque, levando ainda ampla vantagem nas ações de meia-cancha.
As duas torcidas comemoram com gosto a classificação à final do turno. Objetivamente, é o que mais importa. Vencer a primeira metade do campeonato já garante uma vaga na Copa do Brasil e representa passo importante para a conquista do campeonato.
De mais a mais, torcedor festeja até vitória no palitinho ou no bilharito, mas o fato é que a análise do desempenho dos grandes da capital nas semifinais não pode omitir a baixa produtividade nos dois jogos.
Comentei Remo x Independente na Rádio Clube e sofri críticas de alguns torcedores por ser aparentemente rigoroso demais na avaliação da atuação azulina. É natural que a opinião do analista por vezes entre em choque com a empolgação do torcedor e desagrade a técnicos, jogadores e dirigentes.
Não analiso um jogo apenas pelo resultado final. Observo e comparo planos táticos e atuações, levando em conta o comportamento individual dos jogadores e a produção coletiva de cada equipe. A partir daí, formulo minha opinião. O que vi sob o temporal de sábado no estádio Jornalista Edgar Proença foi um embate parelho, com o Independente sempre mais objetivo e consciente. Depois que perdeu o ala Jaquinha (lesionado), Lecheva apostou tudo nas ações pelo meio, com Fabrício e Alexandre adiantados, enquanto Billy e Dudu ficavam na proteção à zaga.
Do lado remista, os volantes não davam conta de atrapalhar os meias do Independente, muito menos de proteger o lado direito da defesa, onde Murilo sofreu com Chaveirinho no segundo tempo. Monga se afastou do duelo direto com os zagueiros e adotou posição mais recuada, onde teve vida mansa, pois os marcadores do Remo não conseguiam detê-lo.
Pouco entrosado e sem repertório de jogadas, o Remo vive do voluntarismo de Eduardo Ramos e Ciro, algumas vezes ajudados por Léo Paraíba, que tem a missão de ajudar Levy no bloqueio. Apesar do esforço, Léo foi decisivo, cruzando da esquerda para a finalização perfeita de Ramos no segundo pau no lance do belo gol do Leão. Pelas dificuldades e na emoção natural desencadeada pelas penalidades, a classificação incendiou a galera.
Ontem, a situação foi mais ou menos parecida, embora sem gols no tempo normal. A Fiel saiu em êxtase do Mangueirão com a vitória nos penais.
O jogo, porém, foi difícil e tecnicamente muito truncado. Na metade inicial, o Papão viu o Águia ameaçar em várias ocasiões. Flamel deixou Joãozinho na cara do gol por três vezes, mas o atacante escorregou uma vez e chutou errado nas outras duas.
Quando Celsinho saiu, o time evidenciou limitações que os jogos anteriores só esboçavam. A defesa insegura com Gilvan e Lombardi, com laterais muito afoitos. No meio, só prevalecia a tranquilidade de Augusto Recife. Mas faltavam jogadas agudas pelo meio.
Com Flamel bem vigiado, o Águia apenas se defendia na etapa final. Vieram mais três expulsões (duas do lado marabaense), colocando 9 contra 8 e deixando o campo ainda maior para o pouco futebol mostrado.
Mais confiante e inteiro fisicamente, o Papão foi á frente e chegou a ensaiar um sufoco. Betinho e Cearense desperdiçaram grandes chances, dentro da área, mas o Papão não conseguia jogar coletivamente, errando muitos passes e revelando insegurança por parte de alguns jogadores.
Fabinho Alves, pela insistência com as jogadas de linha de fundo, sempre em velocidade, terminou como o principal destaque de uma equipe que confirmou sua dependência em relação a Celsinho, que ontem estava nervoso em excesso, a ponto de sair no tapa. Sem ele, o talento some da faixa central e até as cobranças de falta não frutificam.
Com raça e determinação, o Papão garantiu lugar na final. Destaque para a excelente performance de Emerson, que coroou a boa atuação com duas defesas fundamentais na série de penalidades.
Dos dois grandes espera-se sempre mais, até porque são os principais representantes do Estado nas competições nacionais e precisam ter times competitivos não só para o Parazão, mas o restante da temporada. Pelo que se observa, será preciso evoluir muito.

Um Re-Pa para aquecer o campeonato

Por tudo o que rolou nas semifinais, o Re-Pa do próximo domingo será mais equilibrado do que nunca. O clima de rivalidade volta com toda força e até os perrengues de acesso ao Mangueirão ficam em segundo plano.
Mas o equilíbrio se revela até na situação dos times. Além de não contar com titulares importantes – Celsinho e Christian –, o Papão pode perder Ricardo Capanema, que saiu lesionado. O Remo não terá o zagueiro Max.
Muito mais que as ausências, os técnicos terão que se preocupar com as presenças. E os times que terminaram as duas semifinais precisam de ajustes e não podem ficar reféns das individualidades.
Quando um time de futebol vive em função de um ou dois jogadores, costuma fraquejar do ponto de vista coletivo. É exatamente o que sucede hoje com a dupla Re-Pa, que precisa se libertar (no sentido coletivo) das dependências óbvias por Eduardo Ramos e Celsinho.
De qualquer maneira, o clássico vem em boa hora e pode dar novo gás a um campeonato que até o momento ainda deixa muito a desejar.

29 de fevereiro de 2016 at 12:49 pm Deixe um comentário

PAPO DO 40º – Ronaldo Porto – 29.02.16

REMO E PAYSANDU NA GRANDE FINAL

O Clube do Remo passou no sábado pelo Independente de Tucuruí e garantiu sua vaga na grande final do dia seis de março contra o Paysandu. Foi um jogo emocionante de apenas dois gols no tempo normal, um para cada lado, isso no primeiro tempo, e nos pênaltis o Remo levou a melhor garantindo a vaga. O segundo tempo foi jogado debaixo de chuva, o que deixou os dois times estafados para a decisão por pênaltis. Fernando Henrique brilhou na cobrança número quatro de Ângelo, defendeu o penal e Murilo acabou fazendo o gol que classificou o Leão Azul. No domingo Paysandu e Águia foram beneficiados pelo bom tempo feito, numa bela tarde de sol. O primeiro tempo terminou 0x0, mas o Paysandu perdeu Ricardo Capanema, substituído e Celsinho, o grande nome do Papão, expulso de campo junto com Ednaldo do Águia. No segundo tempo mais expulsões, Waldanes e Charles pelo Águia e Ilaílson pelo Papão. Com os dois times cansados em campo, já que os jogadores tiveram que correr pelos que saíram, o placar final ficou em 0x0 e a decisão foi para os pênaltis. O Paysandu levou a melhor porque acertou mais e o Emerson fez belas defesas e o placar final ficou em 4×2 pro Bicola. Remo e Paysandu penaram para chegar à grande final.

ALTA TEMPERATURA

Como todo respeito ao Galo Elétrico e ao Águia de Marabá, mas um RE x PA é o clássico maior do futebol no norte e parte do nordeste. Claro que os times do interior chegaram à decisão por seus méritos, mas uma final de turno com os dois maiores clubes do Pará rende muito mais em todos os aspectos. Acho que com os resultados de sábado e domingo, ninguém, em sã consciência pode achar que um ou outro seja o favorito.

BAIXA TEMPERATURA

Antes do jogo Remo x Galo de sábado, o nosso árbitro FIFA, o excelente Dewson Fernandes de Freitas, fez um tremendo desabafo no microfone do Timão, chegando inclusive lagrimar de emoção. Dewson saiu em defesa dele próprio e de seus companheiros de apito, pelas suspeitas levantadas por alguns dirigentes dos clubes paraenses. Como todos sabem, Paysandu e Águia pediram trio de fora para a semifinal de domingo. Dewson foi bem claro quando disse que os tempos mudaram, mas a cabeça de alguns dirigentes continuam as mesmas.

NO TERMÔMETRO

Gramado do Mangueirão impecável para a primeira decisão de sábado, mesmo com os quatro clubes realizando treinamentos desde quarta passada. Mesquita está de parabéns. Mesmo com a chuva no segundo tempo o quadrilátero aguentou. /// Rubran cobrou o primeiro penal para o Galo e botou a bola pra fora; Eduardo Ramos cobrou o segundo e Alencar Baú defendeu. Foi assim que começou a decisão nos pênaltis no sábado. /// Max, zagueiro do Remo, sofreu uma grande luxação no ombro depois de uma queda no segundo tempo da partida de sábado numa disputa de bola e poderá ficar de fora da decisão. Segundo o Dr. Ricardo Ribeiro, médico do Remo, serão dez dias de tratamento. /// Leston Jr iniciou sua coletiva após a classificação parabenizando o técnico Lecheva do Independente, ou seja, reconhecendo que o adversário foi duro e por pouco não levou a vaga. /// Se eu tivesse direito à voto no CD do Remo, escolheria esses três nomes para a benemerência, pelos grandes serviços já prestados ao Clube do Remo: Abelardo Sampaio, que teve grande atuação como diretor de futebol, Lucival Alencar, outro que fez muito pela base remista e Francisco Rosas, que muito já fez pelas finanças do Remo. Se eu pudesse escolher um quarto, seria o Dr. Ângelo Carrascosa, ele que já trabalhou muito pelo jurídico azulino e conquistou grandes vitórias nos Tribunais. /// E hoje à noite vai acontecer o 1º Bate Bola/Debate do Troféu Camisa 13 com o tema “O Sócio Torcedor na Gestão dos Clubes”. Pelo Paysandu, a presença de Josiane Cardoso e pelo Remo o próprio presidente André Cavalcante. Começa às 18 horas no Auditório do Laboratório Amaral Costa na Antônio Barreto, ao comando de Zaire Filho. /// Uma boa semana a todos e viva Jesus!
E-mails: rporto@supridados.com.br

29 de fevereiro de 2016 at 12:47 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 28.02.16

Desafio para o time 100%

O Papão entrou no campeonato com a volúpia de quem precisa mostrar serviço e buscar o título estadual ausente da Curuzu há duas temporadas. Apesar da reformulação ampla no elenco, que levou o técnico Dado Cavalcanti a escalar já na estreia oito caras novas, o time engrenou rapidamente e tem apresentado desempenho satisfatório.
As mudanças extrapolam a simples troca de nomes. O Papão 2015 explorava os lados do campo, baseando sua força na marcação forte no meio e nos avanças de Pikachu e João Lucas para chegar à área inimiga.
O Papão 2016 parte de um núcleo central organizado e criativo, onde Celsinho e Rafael Luz transitam e se revezam nas arrancadas. Quando Celsinho se posiciona atrás, lançando e criando jogadas, Luz está bem adiantado, quase como um terceiro atacante.
A diferença é mais expressiva quando se compara a maneira de jogar entre o time da Série B e o atual. Aquele jogava mais pela força e velocidade, era mais transpiração e vontade. Este é calibrado pelo ritmo dos meias Celsinho e Rafael Luz, vive mais de inspiração e capacidade de surpreender.
A afinidade dos meias ajuda o Papão a controlar os jogos a partir do meio-campo. Raramente o time espera ser atacado. Em geral, toma a iniciativa de agredir. Quando o jogo está difícil pelo meio, as bolas paradas ajudam a abrir caminho para vitórias. E aí surge em destaque outra virtude de Celsinho, especialista em cobranças de média distância.
Nasceram de seus pés, em cruzamentos vindos da lateral esquerda, quatro dos 10 gols marcados pelo Papão no Parazão. Isso ocorreu duas vezes contra o São Raimundo em Santarém, para cabeceios de Lucas e Luz, e se repetiu na Curuzu contra o Tapajós, com finalizações de Luz e Gilvan.
Não satisfeito em originar as jogadas mais agudas, Celsinho também apareceu três vezes para finalizar. Com um talento produtivo como articulador, Dado finalmente conseguiu dar ao time o equilíbrio ofensivo que tanto faltou em 2015, por absoluta ausência de vida inteligente por ali.
Ocorre que Celsinho não resume o que é o Papão atual. Luz é uma peça importante no revezamento pelo meio e nas arrancadas com bola, mostrando-se também disponível para definir jogadas. Além dele, Fabinho Alves cumpre papel importante como atacante de lado, que se apresenta para reforçar a marcação.
A presença dos três a partir do meio-campo só não foi capaz ainda de tirar o centroavante da solidão. Leandro Cearense, que começou como titular, e Betinho não se destacaram como se esperava, apesar da intensa produção de lances agudos na área.
Talvez seja o caso de usar um atacante mais rápido, capaz de dialogar com Celsinho e Luz. Bruno Veiga, que tem esse perfil, pode entrar hoje contra o Águia, pois Betinho se lesionou e não tem presença confirmada. De todo modo, o Papão só tende a evoluir, o que acentua seu favoritismo.

Flamel inspirado é trunfo do Águia

O Águia está invicto há cinco partidas e tem plenas condições de conter o Papão 100% – e não só pela longa tradição de atrapalhar os passos dos bicolores. A última derrota dos marabaenses foi para o Remo na estreia do Parazão, jogando bem e equilibrando as ações durante boa parte do confronto. Desde então, o Águia não perdeu mais. Venceu quatro vezes e empatou uma. Dois jogos, contra o Fast Clube, valiam pela pré-Copa Verde, o que só valoriza o momento vivido pelo time de João Galvão.
O fato é que Galvão achou a formação ideal a partir da Segundinha, torneio de acesso ao Parazão. A equipe estava traumatizada. Vinha do fracasso na Série C, mas se recompôs a tempo de disputar e obter uma vaga na elite estadual, depois de dois anos ausente da fase principal.
Para confrontar o Papão, Galvão sinalizou que vai utilizar o 4-4-2, com Rodrigo e Bernardo na zaga, Léo Rosa e Ednaldo nas laterais. É um dos melhores quartetos defensivos do campeonato, com a vantagem adicional da ofensividade de Léo e Ednaldo.
Flamel, em fase inspirada, é o maestro. Já fez quatro gols na competição, organiza as manobras e é o homem a ser marcado na meia-cancha marabaense, que ainda tem o experiente Mael como coadjuvante. Velocistas, os atacantes Joãozinho e Valdanes não guardam posição e exploram as ações de contra-ataque como poucos neste Parazão.
Não há dúvida: o Águia é o adversário mais perigoso já enfrentado pelo Papão até aqui.

Bola na Torre

O atacante Ciro, do Remo, é o convidado do programa. Guerreiro apresenta, com Tommaso e este escriba de Baião na bancada. Começa logo depois do Pânico, por volta de 00h20.

Regras para conter as presepadas

O Palmeiras foi o primeiro grande clube a adotar a prática, mas deve ser seguido pelos demais. Comemorações mais espalhafatosas, como cambalhotas, estão definitivamente vetadas pelo clube alviverde, depois que jogadores se contundiram com gravidade ao se exceder nos festejos.
Já não era sem tempo. Sempre achei que os times eram permissivos demais quanto aos saltos mortais de seus jogadores mais presepeiros. O futebol evoluiu muito como negócio e é mais do que natural que os clubes procurem zelar pela integridade de seus atletas.
Lembro que, no ano passado, o volante Radamés deixava a torcida do Papão em suspense sempre que saltava e executava aquelas acrobacias de lutas orientais. Imagino o pânico dos demais jogadores sempre que saía um gol. O lado bom da coreografia é que foi a única marca deixada pelo noivo de Viviane em sua pífia e curta passagem por aqui.

28 de fevereiro de 2016 at 3:08 pm Deixe um comentário

A Bola no Bola – Giuseppe Tommaso – 28.02.15

BOLA NA TORRE

Neste Domingão na RBATV – Canal 13 o Bola na Torre vai
ao Ar Logo após o Pânico da Band. O Parazão será destaque
com os jogos das Semifinais e os gols. Quem fará a decisão
da Taça Cidade de Belém. Guerreirão no comando estarei na
bancada com o companheiros Gerson Nogueira e nosso
Convidado Especial o Atacante Ciro do Clube do Remo.
Participe pelo @bolanatorre ( Twitter e Instagran )
CAMISA 13

Vem aí o 1º Bate Bola / Debate. Em discussão, o “Projeto Sócio Torcedor “‘ – como os nossos clubes estão administrando essa nova e rentável ferramenta de gestão!
Joseane Cardoso, pelo Paysandu e André Cavalcante, pelo Remo, serão os expositores. O jornalista e comentarista Carlos Castilho será o mediador! Amanhã dia 29, as 18 horas no Auditório do Laboratório Amaral Costa, da rua Antônio Barreto. Aberto ao público!!.
APIMENTOU…

Jogão de hoje no Manguieirão ente Paysandu e Águia ganhou durante a semana um tempero pelas declarações sem maldade do atacante Bruno Veiga, que não sabia quem era Flamel, pois junto enfrentou o Águia. Flamel só fez elogiar o atacante bicolor. Isso só vale pra fora de campo, lá dentro disputa na bola e promete ser emocionante. Sofrimento só para o torcedor chegar ao Mangueirão uma pena…
ADVOGADOS…

Preparação para o Mundial de Advogados no mês de Maio na Espanha. E pra dar qualidade a equipe paraense o comando será do ex-jogador do Papão e técnico Vanderson. Equipe conta com apoio da OAB e faz seus treinamentos aos sábados em sua Sede Campestre. Esse time promete…

PALESTRA…

Acontece nesta segunda, as 08:30 da manhã na Boite da Tuna Luso em sua Sede Campestre a Palestra sobre Regras do Futebol a todos os garotos da Base da Tuna Luso. Será proferida pelo árbitro Fifa, o paraense Dewson Freitas. Iniciativa dos comandantes da equipe lusa Luis Carlos Trindade de Zé Raimundo. Bela iniciativa pra quem está querendo ressurgir no cenário paraense e que já revelou grandes craques. Show!!!

28 de fevereiro de 2016 at 3:06 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 27.02.16

Semifinal equilibrada

A crise de identidade que o Remo mostrou ao longo da fase classificatória do turno não impediu sua chegada à semifinal, mas deixou o torcedor de orelha em pé, angustiado com a instabilidade vista em praticamente todas as partidas. Para o jogo contra o Independente, hoje à tarde, a expectativa é de um time mais arrumado, com aproximação entre os setores e sem buracos no setor de marcação.
Boa parte dos problemas azulinos tem origem no desajuste no meio-de-campo. Apesar de contar com dois bons armadores – Eduardo Ramos e Marcos Goiano -, a equipe sofre com a falta de volantes marcadores à frente da linha de zaga.
Alisson e Michel, que enfrentaram o Cametá no domingo passado, ainda deixam a desejar nos desarmes e sobrecarregam a dupla de zaga Max-Ítalo porque não conseguem combater e neutralizar os atacantes adversários. Com isso, todas as jogadas em direção à área azulina terminam estourando em cima dos zagueiros.
No Parque do Bacurau, o técnico Leston Junior sanou o problema já na metade final do segundo tempo, lançando Yuri para bloquear as insistentes e perigosas tentativas do Cametá pelo lado direito da defesa azulina.
Além do problema à frente da zaga, o Remo sofre com o rendimento insatisfatório nas laterais. Murilo ainda não alcançou o nível de Levy pelo lado direito e, improvisado pela esquerda, Levy não consegue ser eficiente como na posição de origem.
Com isso, o ataque e o setor de criação acabam sacrificados também. Léo Paraíba, que entra com a função de ajudar Murilo na marcação, cansa rápido e não consegue ajudar Ciro lá na frente, enquanto Eduardo Ramos e Marco Goiano se distanciam e ficam mais vulneráveis à marcação. Os treinos da semana serviram para que o técnico tentasse corrigisse posicionamentos, sem fazer mudanças na escalação.
Artilheiro do campeonato, Ciro é a principal atração do jogo. Apesar de todas as dificuldades de criação e do isolamento no ataque, ele tem conseguido se sobressair pela agilidade na área e a capacidade de finalização.
O Independente tem exibido regularidade ao longo da campanha. A exemplo do Remo, sofreu apenas uma derrota (para o Papão, em Tucuruí) e tem como ponto alto a segurança defensiva, com o zagueiro Ezequias como destaque. No esquema montado por Lecheva, o lateral Jaquinha funciona como importante municiador do ataque, ao lado dos meias Fabrício e Alexandre. No ataque, Monga é o homem de referência, levando muito perigo no jogo aéreo.
Apesar da ligeira vantagem que o Remo leva pelo fator campo e torcida, a semifinal tem tudo para ser equilibrada e interessante do ponto de vista das propostas táticas.

Fifa: mudança ou mais do mesmo?

Com o apoio de europeus e sul-americanos, o suíço-italiano Gianni Infantino chega à presidência da Fifa com desafios gigantescos pela frente. Braço direito de Platini na Uefa, o dirigente terá que desfazer a desconfiança geral de que é mero seguidor das práticas de Platini, banido do futebol por receber propina do ex-presidente Josef Blatter. Além disso, Infantino precisa trabalhar com afinco para sanear a entidade e afastar os vestígios do lamaçal deixado pela era Blatter.
As deliberações do Conselho de Reformas mostram que, pelo menos no papel, a intenção é mudar. Foi criado o Conselho da Fifa, substituindo ao desgastado Comitê Executivo. Na prática, o novo organismo cuidará da parte estratégica, enquanto o Secretariado Geral fica com as ações operacionais e comerciais.
Depois de 18 anos de era Blatter, a Fifa impõe limite para o tempo de mandato dos novos presidentes, a começar por Infantino. A partir de agora, mandatários e demais dirigentes só podem permanecer por 12 anos no cargo. Ainda é muito, mas já significa um avanço em relação ao sistema flexível de antes.
Com um aceno ao politicamente correto, o Conselho decidiu também inserir no estatuto da entidade a preocupação com a presença da mulher no futebol. O objetivo é dar espaço ao segmento feminino e criar “mais diversidade nas tomadas de decisão”.
Outro ponto que deve ser saudado é a decisão de divulgar a remuneração do presidente, dos membros do Conselho, do secretário-geral e dos ocupantes de cargos relevantes na organização. Ao mesmo tempo, haverá mais rigor no controle das movimentações financeiras.
Passa a ser item dos estatutos da Fifa o compromisso com os direitos humanos. Além disso, foi criado um comitê especial para garantir maior transparência, com a presença de representantes de outras áreas vinculadas ao futebol – jogadores, clubes e ligas.
Resta saber se todas essas resoluções irão funcionar efetivamente, mesmo porque as velhas práticas continuam valendo na Fifa. O tom nababesco de antes foi repetido no derrame de mordomias aos participantes do congresso extraordinário da entidade, convocado para a eleição do novo presidente.
A propalada disposição de virar a página era desmentida pela opulência do evento e o gasto com as diárias dos congressistas em Zurique, avaliadas em R$ 2,4 milhões, sem incluir bilhetes aéreos e hospedagem. Cada representante de confederação – entre os quais, o presidente da CBF, Antonio Carlos Nunes – recebeu R$ 4 mil/dia para “gastos pessoais”.
A única mudança em relação ao período de porteira aberta é que o dinheiro para despesas pessoais não foi entregue em envelopes, mas depositado na conta bancária de cada congressista. Como se vê, a velha e a nova Fifa são bastante parecidas.

27 de fevereiro de 2016 at 1:33 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 26.02.16

POSITIVO – Como não poderia ser diferente, SEEL liberou Mangueirão para treinamentos, hoje, de Independente e Águia. Valeu!

NEGATIVO – Paysandu e Águia fizeram tanto caso de árbitro FIFA e vão se contentar com o polêmico André Luiz Castro-GO, apenas Especial CBF; janela agora só de um jogador do Paysandu para imprensa. Cada uma!

Lá e Cá

Joelson Cardoso, da FPF, segurança para Remo x Independente; carga de ingressos no sábado e domingo ficou em 25 mil; atacante remista Ciro, convidado do Bola na Torre domingo (RBA HDTV e Rádio Clube).

Remo e Independente já fizeram 16 partidas, 10 vitórias azulinas (26 gols), 4 triunfos do Galo (16 tentos) e 2 empates; Paysandu e Águia, 50 partidas, 25 vitórias bicolores (94 tentos), 13 aguianas (57 gols) e 12 empates.

Remo foi campeão do Parazão 2015 em cima do Galo: remanscentes azulinos, Levy, Max e Eduardo Ramos; do Galo, Alencar Baú, Rubran, Ezequias, Jaquinha, Dudu e técnico Lecheva. Chicão era galista.

Papão e Azulão foram finalistas em 2010, dando Paysandu: nenhum remanesente bicolor e Edinaldo, campeão naquele ano, agora do lado de lá. Aguianos que continuam: Bernardo, Charles, Analdo e João Galvão.

Até a bola rolar no 2º turno do nosso campeonato, S. Francisco e Cametá ainda podem inscrever 9 atletas,Tapajós 8, Paragominas 7, Águia, S. Raimundo, Remo e Independente 6, Paysandu 5 e Parauapebas 3.

Antidopping nestas semifinais e final do Parazão; Danilo Galvão (filho do técnico João Galvão) em companhia do bicolor Djalma, no ASA-AL; fisiologista Adriano Lima deixando o Paysandu rumo ao América-MG.

Marketing do Paysandu conseguiu autorização da SEEL e utilizará domingo no Mangueirão duas placas estáticas de LED anunciando seus patrocinadores; Secretaria de Esporte e Lazer pode mudar de endereço.

Águia nunca venceu o Paysandu no Mangueirão e Independente jamais bateu o Remo em Belém; no tempo de Luverdense técnico bicolor Dado Cavalcanti superou Galvão (Águia) de 5×1 e empatou de 2×2 (Série C 2012); técnico Lecheva (Independente) tem contra o Remo, pelos times que trabalhou, 4 vitórias, 2 empates e 7 derrotas (Fonte: Saulo Zaire).

De 27 a 30.6, os Jogos Escolares do Marajó serão realizados pela 3ª vez consecutiva na cidade de Portel; 8.7, aniversário de Bragança, sendo cogitado o 1º Percurso Aquático do Rio Caeté (Sapucaia-Trapiche).

Amanhã, 16h, na igreja de S. Raimundo Nonato (Senador Lemos) missa de 7º dia de falecimento do desembargador do TRT Hermes T upinambá, que foi do jurídico do Paysandu, Remo e da náutica azulina.

HOMENAGEM – Antonio Alves dos Santos, o Antonio Português, ex-remador dos antigos yole a 4 e yole a 8 pela Tuna, conquistando 2 titulos paraenses nos anos 60. É diretor da Beneficente Portuguesa.
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26 de fevereiro de 2016 at 12:13 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 25.02.16

POSITIVO – Aulão de artes marciais (karatê, muay-thai, judô, jiu-jítsu e aikido) no próximo domingo, a partir de 9:30h, na Praça da República, promovido pela Academia Machida. Bela sacada!

NEGATIVO – Bruno Veiga (Paysandu) em entrevista a Rádio Clube disse que o Águia tem “um tal Flamel”. Pareceu pejorativo. Cuidado!

Lá e Cá

Amanhã, a partir de 13 h, na sede do Paysandu, torcedores comprarão camisas “caracturizadas” na hora pelo artista bragantino de renome Luciano Meskita. Para sócios e ST 70 reais. Demais admiradores 80 reais.

Técnico Dado Cavalcanti dá sinais que manterá Gilvan, Pablo, Lucas e Betinho no time titular do Papão para domingo; se bicolor chegar à final do turno volante Augusto Recife completará 100 jogos no clube dia 6.3.

Presidente André Cavalcante acordou com o Independente e sócios torcedores azulinos terão os benefícios de praxe no sábado; fechado vazamento de assuntos do Baenão que paravam na Internet.

Torcedores do Leão Azul receberam com reservas a contratação do meia atacante Potita (segnifica flor em tupi) apresentado ontem; zagueiro Max pendurado no Remo, lateral Chrystian e zagueiro Gilvan, no Paysandu.

Última vez que dupla RE-PA ficou nas semifinais do 1º turno foi em 2007, azulinos eliminados pela Tuna e bicolores pelo Ananindeua. Na decisão, título ficou com a Tuna, mas campeão da temporada ainda foi o Leão.

Curiosidade: gol do Ananindeua que eliminou do Paysandu em 2007 foi de Joãozinho, atualmente no Águia e adversário do Papão domingo (Fonte-Saulo Zaire); 26.500 ingressos para domingo, sendo 7 mil a ST do bicola.

Tecnico João Galvão (Águia) é adepto do 3-5-52, mas tem falado nos sistemas 4-4-2 e 4-3.3. Talvez para confundir. Azulão vem nesta meia-noite e ficará em hotel de São Braz pra onde vai também o Remo.

No Independente vem sendo prorizada a preparação física, forte da equipe ultimamente, alem de jogadas ensaiadas para o artilheiro Monga. Viagem para Belém hoje à tarde.

Paysandu e Remo anteciparam treinos no Mangueirão: bicolor ontem e azulinos hoje de manhã; Remo ainda não fechou com lateral esquerdo e presidente disse que não vai contratar por contratar. Certíssimo!

HOMENAGEM – Cristóvão Lins, o Tovica, ex-porta esquerda (anos 60-70) do Norte Clube Montealagrense, Seleção de Monte Alegre e Paysandu. É engenheiro agrônomo, trabalhou no Projeto Jari (arroz) e mora em Macapá-AP.

25 de fevereiro de 2016 at 12:19 pm Deixe um comentário

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