Coluna do Gerson Nogueira – 02.02.16

2 de fevereiro de 2016 at 4:37 am Deixe um comentário

Vitória com alguns sustos

A esperada estreia do Papão deixou satisfeito o público de mais de 12 mil torcedores presentes à Curuzu, ontem à noite. O time não chegou a ser brilhante, mas foi competente para construir a vitória diante de um adversário que compensou suas limitações com muita luta. O placar de 3 a 0 passa a impressão de um jogo fácil, mas o Papão teve que superar alguns obstáculos para garantir os três pontos.
Depois de um começo cheio de hesitações e alguns erros, provocados pela natural falta de maior entrosamento num time que estreava sete jogadores. O primeiro gol veio aos 17 minutos, em finalização de Celsinho depois de boa jogada do lateral Cristian pela direita e rebote do goleiro em chute de Leandro Cearense.
A vantagem estabelecida pelo Papão entusiasmou a torcida, mas não desanimou o adversário, que continuou buscando chegar ao empate, em jogadas de Balão Marabá e Aleílson. E a insistência do Paragominas expôs os problemas do miolo de zaga do Papão. Inseguros, Gilvan e Lombardi eram envolvidos seguidamente no jogo aéreo e o empate só não aconteceu porque o goleiro Emerson apareceu muito bem em dois lances agudos.
A ausência de marcação mais firme à frente dos zagueiros agravava a instabilidade dentro da área. Sem Capanema para fazer o papel de carrapato, o Papão tinha Augusto Recife e Ilaílson, que não davam conta de marcar as investidas de Balão, João Neto e até do lateral-direito Rondinelli.
Do meio para o ataque, o Papão conseguia se distribuir de maneira interessante, com Celsinho flutuando pelo meio e Rafael Luz pela direita, ambos contribuindo com passes e dribles para a chegada de Cearense e Fabinho Alves. Boas situações foram criadas, explorando a frágil marcação do PFC, mas o ataque não conseguiu aproveitar.
O time sempre crescia quando a bola passava por Rafael Luz, Celsinho, Cristian e Cearense. Foi através do centroavante que o Papão conseguiu sair de uma situação que já era incômoda no segundo tempo. O placar de 1 a 0 era ameaçado pela meia pressão imposta pelo time interiorano quando, aos 36 minutos, em bola recuperada na defesa, o Papão se lançou em contra-ataque transformado em gol por Cearense. Um prêmio ao seu esforço na partida.
Três minutos depois, o árbitro marcou pênalti em lance fora da área e Betinho converteu, ampliando para 3 a 0, dando um ar de quase goleada à partida. Na verdade, o confronto foi mais complicado do que o placar indica, mas a superioridade técnica bicolor justificou plenamente a vitória, na véspera do aniversário de 102 anos do Clube de Suíço.

Na criação, o ponto alto da equipe

O aspecto mais importante a ser ressaltado na estreia do Papão é a variedade de possibilidades que o time passa ter no setor de criação. Com Celsinho e Rafael Luz, meias de características ofensivas, capazes de dar solidez às tentativas de ataque, item que faltava ao time da Série B 2014.
Dado Cavalcante tem hoje peças para fazer com que o Papão tenha poderio ofensivo consistente, a partir de jogadas iniciadas pelo meio ou pelos lados do campo. Rafael Luz esteve bem, mas poderia ter sido mais útil para o time se não perdesse tanto tempo com jogadas de efeito.
Celsinho foi mais objetivo e acabou se destacando, não apenas pelo gol de abertura, mas pelos lançamentos e pela disponibilidade para troca de passes e tabelas. Tem muito a render ao lado de Luz ou, eventualmente, de Marcelo Costa, meia que ainda não estreou.
Com o aproveitamento de Bruno Veiga, atacante mais veloz e técnico, que sabe recuar para buscar jogo, o trabalho dos homens de armação deve frutificar muito mais, beneficiando o esquema de jogo que Dado Cavalcante está tentando implantar.
O poder de fogo que o time deverá ter na parte ofensiva pode contribuir até para ocultar eventuais deficiências de marcação. Com isso, o técnico terá tempo para fazer os ajustes no sistema de defesa.

Direto do blog

“Mantenho minhas restrições a Dewson Freitas: acho equivocada a opção que faz por não marcar determinadas faltas. Domingo, se tivesse marcado uma meia dúzia, não teria causado nenhum prejuízo ao fluxo do jogo. Aquela no Eduardo Ramos, que gerou o contra ataque que resultou no gol do Águia é só um exemplo. Não foi o responsável pelo gol, pois, após o lance faltoso, ainda teve muitos outros lances onde o sistema defensivo azulino foi envolvido completamente por um único adversário. Mas, é inegável que se a falta fosse marcada ali, o contra-ataque teria sido legitimamente abortado. A propósito, fiquei com a impressão de que os jogadores do Águia perceberam antes dos azulinos que poderiam tirar vantagem da arbitragem mais flexível no que refere ao ‘contato’. Só bem depois os remistas perceberam e equilibraram. Quanto aos penais, na transmissão da TV Cultura fiquei com a impressão de erro em ambos. Mas, nas imagens de outro canal notei que a arbitragem seguiu rigorosamente as recomendações da CBF/Fifa. E, o que é mais importante, adotou o mesmo critério para os dois lados. Incensurável neste aspecto. Quanto ao impedimento, seguiu o manual dando prevalência ao que sinaliza o auxiliar”.

Antonio Oliveira, torcedor azulino, analisando a polêmica arbitragem de Remo x Águia

Arbitragem sob marcação cerrada

E arbitragem deve ser alvo de muita discussão neste Parazão. Depois de toda a celeuma criada em torno da atuação de Dewson Freitas na partida entre Remo e Águia, o jogo de ontem na Curuzu contribui para botar mais pimenta no debate.
O lance fora da área assinalado como pênalti manchou o trabalho do bom árbitro Joelson Nazareno Cardoso. Além dessa falha, o Papão reclamou de um penal não marcado sobre Cearense. O lance foi duvidoso, mas é um bom exemplo dos aperreios que esperam pelos apitadores neste campeonato.

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BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 02.02.16. BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 03.02.16.

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