Coluna do Gerson Nogueira – 08.02.16

8 de fevereiro de 2016 at 10:40 am Deixe um comentário

Fenômeno pra inglês ver

Um modesto clube, que há um ano amargava a última colocação do Campeonato Inglês, é a grande sensação da temporada na terra da Rainha e dos Rolling Stones. Diante de portentos como Manchester United, Arsenal, Liverpool, Manchester City e Chelsea, mais endinheirados e tradicionais, o Leicester City cumpre campanha admirável, ocupa a ponta da tabela e virou o xodó de todos os que adoram o futebol.
O coroamento da incrível jornada do Leicester aconteceu sábado quando visitou e superou o Manchester City por 3 a 1. Resultado justo, normal e sem qualquer pinta de zebra. Reflexo apenas do futebol mais objetivo do Leicester contra um Manchester que parece ter perdido o viço e a ambição das últimas temporadas.
Na verdade, diante do Leicester, quase todos os demais times da Premier League – criada em 1992 – parecem repentinamente fora de moda. Mais ou menos como ocorreu com o emergente Blackburn de 1994, que assombrou a Inglaterra como penetra no banquete reservado aos clubes mais poderosos.
A diferença é que, mesmo sendo mais pobre que o United ou o Arsenal, o Blackburn contava com o sólido apoio financeiro do empresariado da cidade e conseguiu montar um timaço, comandado pelo artilheiro Shearer. A conquista não surpreendeu tanto porque um ano antes o Blackburn havia sido vice do Manchester United.
Como estamos falando do rico futebol britânico, o Leicester não é propriamente um descamisado do mundo da bola. É mantido por investidores, embora sua receita não chegue aos pés das fortunas que o russo Roman Abramovich gasta todos os anos com o Chelsea.
O crescente processo de elitização do futebol na Inglaterra, a partir da injeção de dinheiro vindo do exterior, passou a ter um ranço negativo representado pelo predomínio de quatro clubes – United, City, Chelsea e Arsenal. Uma panelinha que não permitia desde 94-95 que nenhum outro clube furasse o bloqueio.
Desportistas e jornalistas temiam que ocorresse com a Premier League o que já se verifica há várias temporadas no futebol espanhol, dominado pela tediosa batalha anual entre Real Madri e Barcelona. A Alemanha segue a mesma trilha, com o Bayern cada vai mais hegemônico. E a Itália não foge ao padrão, dividida há 13 anos entre Juventus, Internazionale e Milan.
A 15 rodadas do final da competição, o sonho desses românticos do futebol pré-globalização está perto de se materializar nesta temporada. Além do Leicester, que livrou boa vantagem sem assegurar o título, outro clube mediano também tenta chegar ao topo. Com desempenho brilhante, o velho Tottenham só não desperta tanta empolgação porque o Leicester concentra hoje todos os olhares.
Numa comparação com o futebol brasileiro, seria algo como se o Sport ou a Chapecoense conquistassem o título da Série A. Cenário absolutamente improvável nos dias atuais, o que permite concluir que até nisso a velha Inglaterra está à frente em termos de campeonatos interessantes e atraentes. Ou talvez seja apenas uma questão de melhor distribuição entre os clubes do dinheiro arrecadado com TV e patrocinadores, sem o vergonhoso fosso que existe no Brasil quanto à divisão dos recursos.

Vitória do Águia confirma supremacia

A Copa Verde começou e o Águia foi a Manaus e bateu o Fast Clube na tarde do último sábado por 1 a 0, na Arena da Amazônia, valendo pela fase classificatória da competição.
Foi um jogo tecnicamente fraco, mas que o time de João Galvão para vencer. No segundo tempo, o Fast tentou pressionar, mas o Águia controlou as ações sem maiores sustos até o final.
O triunfo do Águia aumentou para 13 jogos a invencibilidade imposta pelos clubes do Pará aos do vizinho Estado. O tabuzinho já vai completar dois anos, pois vem desde abril de 2013.

Direto do blog

“Analisando o estágio atual do futebol amazonense, dificilmente seus times servirão de páreo ao futebol paraense. Agora temos que reconhecer que a diretoria do Fast está fazendo o que muitos clubes do Pará não fazem: colocar um time em uma competição importante praticamente com 11 jogadores de sua base. Isso mesmo, o time que enfrentou o Águia ontem foi o mesmo que ganhou do Paysandu o título da última Copa Norte sub-20 na curuzu. Claro que não podemos comparar o Fast com Remo e Paysandu, mas não deixa de ser uma atitude elogiável dessa diretoria”.

Lucilo Filho, paraense radicado em Manaus.
Derrota reabre janela de contratações no Remo

Como era de se esperar, a má atuação diante do São Francisco, em Santarém, acendeu todos os sinais de alerta no Evandro Almeida. Torcida e dirigentes ficaram assustados com a quantidade de gols sofrida em apenas dois jogos. O time marcou cinco e levou quatro gols, demonstrando a instabilidade do sistema defensivo.
Só não se imaginava que a diretoria já iria partir para novas contratações. Até agora foram 11 jogadores importados, mas é possível que ainda em fevereiro o clube traga mais quatro reforços, sendo um atacante de área, dois laterais e mais um volante.
Portanto, quem se assusta com o número de volantes que o Remo já utiliza no Parazão é bom ir se acostumando. Leston Junior, confirmando as informações sobre seu trabalho no Tupi-MG, gosta de sistemas baseados na marcação.
Em favor do treinador há o fato de que o Tupi sob seu comando foi bem sucedido na Série C 2015, conseguindo subir para a Série B. O problema é que, como se sabe, Tupi é Tupi e Remo é Remo. E aí vai uma enorme diferença quanto a cobranças e expectativas.

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