Coluna do Gerson Nogueira – 28.02.16

28 de fevereiro de 2016 at 3:08 pm Deixe um comentário

Desafio para o time 100%

O Papão entrou no campeonato com a volúpia de quem precisa mostrar serviço e buscar o título estadual ausente da Curuzu há duas temporadas. Apesar da reformulação ampla no elenco, que levou o técnico Dado Cavalcanti a escalar já na estreia oito caras novas, o time engrenou rapidamente e tem apresentado desempenho satisfatório.
As mudanças extrapolam a simples troca de nomes. O Papão 2015 explorava os lados do campo, baseando sua força na marcação forte no meio e nos avanças de Pikachu e João Lucas para chegar à área inimiga.
O Papão 2016 parte de um núcleo central organizado e criativo, onde Celsinho e Rafael Luz transitam e se revezam nas arrancadas. Quando Celsinho se posiciona atrás, lançando e criando jogadas, Luz está bem adiantado, quase como um terceiro atacante.
A diferença é mais expressiva quando se compara a maneira de jogar entre o time da Série B e o atual. Aquele jogava mais pela força e velocidade, era mais transpiração e vontade. Este é calibrado pelo ritmo dos meias Celsinho e Rafael Luz, vive mais de inspiração e capacidade de surpreender.
A afinidade dos meias ajuda o Papão a controlar os jogos a partir do meio-campo. Raramente o time espera ser atacado. Em geral, toma a iniciativa de agredir. Quando o jogo está difícil pelo meio, as bolas paradas ajudam a abrir caminho para vitórias. E aí surge em destaque outra virtude de Celsinho, especialista em cobranças de média distância.
Nasceram de seus pés, em cruzamentos vindos da lateral esquerda, quatro dos 10 gols marcados pelo Papão no Parazão. Isso ocorreu duas vezes contra o São Raimundo em Santarém, para cabeceios de Lucas e Luz, e se repetiu na Curuzu contra o Tapajós, com finalizações de Luz e Gilvan.
Não satisfeito em originar as jogadas mais agudas, Celsinho também apareceu três vezes para finalizar. Com um talento produtivo como articulador, Dado finalmente conseguiu dar ao time o equilíbrio ofensivo que tanto faltou em 2015, por absoluta ausência de vida inteligente por ali.
Ocorre que Celsinho não resume o que é o Papão atual. Luz é uma peça importante no revezamento pelo meio e nas arrancadas com bola, mostrando-se também disponível para definir jogadas. Além dele, Fabinho Alves cumpre papel importante como atacante de lado, que se apresenta para reforçar a marcação.
A presença dos três a partir do meio-campo só não foi capaz ainda de tirar o centroavante da solidão. Leandro Cearense, que começou como titular, e Betinho não se destacaram como se esperava, apesar da intensa produção de lances agudos na área.
Talvez seja o caso de usar um atacante mais rápido, capaz de dialogar com Celsinho e Luz. Bruno Veiga, que tem esse perfil, pode entrar hoje contra o Águia, pois Betinho se lesionou e não tem presença confirmada. De todo modo, o Papão só tende a evoluir, o que acentua seu favoritismo.

Flamel inspirado é trunfo do Águia

O Águia está invicto há cinco partidas e tem plenas condições de conter o Papão 100% – e não só pela longa tradição de atrapalhar os passos dos bicolores. A última derrota dos marabaenses foi para o Remo na estreia do Parazão, jogando bem e equilibrando as ações durante boa parte do confronto. Desde então, o Águia não perdeu mais. Venceu quatro vezes e empatou uma. Dois jogos, contra o Fast Clube, valiam pela pré-Copa Verde, o que só valoriza o momento vivido pelo time de João Galvão.
O fato é que Galvão achou a formação ideal a partir da Segundinha, torneio de acesso ao Parazão. A equipe estava traumatizada. Vinha do fracasso na Série C, mas se recompôs a tempo de disputar e obter uma vaga na elite estadual, depois de dois anos ausente da fase principal.
Para confrontar o Papão, Galvão sinalizou que vai utilizar o 4-4-2, com Rodrigo e Bernardo na zaga, Léo Rosa e Ednaldo nas laterais. É um dos melhores quartetos defensivos do campeonato, com a vantagem adicional da ofensividade de Léo e Ednaldo.
Flamel, em fase inspirada, é o maestro. Já fez quatro gols na competição, organiza as manobras e é o homem a ser marcado na meia-cancha marabaense, que ainda tem o experiente Mael como coadjuvante. Velocistas, os atacantes Joãozinho e Valdanes não guardam posição e exploram as ações de contra-ataque como poucos neste Parazão.
Não há dúvida: o Águia é o adversário mais perigoso já enfrentado pelo Papão até aqui.

Bola na Torre

O atacante Ciro, do Remo, é o convidado do programa. Guerreiro apresenta, com Tommaso e este escriba de Baião na bancada. Começa logo depois do Pânico, por volta de 00h20.

Regras para conter as presepadas

O Palmeiras foi o primeiro grande clube a adotar a prática, mas deve ser seguido pelos demais. Comemorações mais espalhafatosas, como cambalhotas, estão definitivamente vetadas pelo clube alviverde, depois que jogadores se contundiram com gravidade ao se exceder nos festejos.
Já não era sem tempo. Sempre achei que os times eram permissivos demais quanto aos saltos mortais de seus jogadores mais presepeiros. O futebol evoluiu muito como negócio e é mais do que natural que os clubes procurem zelar pela integridade de seus atletas.
Lembro que, no ano passado, o volante Radamés deixava a torcida do Papão em suspense sempre que saltava e executava aquelas acrobacias de lutas orientais. Imagino o pânico dos demais jogadores sempre que saía um gol. O lado bom da coreografia é que foi a única marca deixada pelo noivo de Viviane em sua pífia e curta passagem por aqui.

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