Archive for fevereiro, 2016

Coluna do Gerson Nogueira – 25.02.16

Operários da bola

Aos que julgam que profissão de jogador de futebol é tudo de bom e que a vida é sempre maravilhosa, com direito a viagens pelo mundo, fama, esbórnia & fortuna, eis que dados divulgados pela CBF servem para baixar a bola de muita gente. O levantamento é confiável, pois tomou por base os contratos de trabalho entre clubes e atletas.
Dos 28.203 futebolistas em atividade no país, mais de 23 mil (82,4%) ganham por mês menos que R$ 1 mil ou pouco mais de um salário mínimo. Um grupo intermediário, de apenas 3.859 profissionais, fica na faixa entre R$ 1 mil e R$ 5 mil mensais.
Os que ganham entre R$ 5 mil e R$ 10 mil são 381 boleiros. Um time especialíssimo ocupa a galeria dos que faturam entre R$ 10 mil e R$ 50 mil. Não chegam a meia centena: são exatos 49 boleiros.
Outros 35 privilegiados estão entre os que se situam no chamado topo da pirâmide, entre R$ 200 mil e R$ 500 mil. Acima disso, oficialmente, só há um jogador. Pelo que se comenta, seria o atacante tricolor Fred.
É a prova definitiva de que a desigualdade existente em outras áreas se estende ao futebol, onde as oportunidades podem ser tão raras quanto em qualquer outro ofício. O talento e a habilidade natural, virtudes requisitadas na profissão, nem sempre significam garantia de remuneração satisfatória.
Há que depender de inúmeros outros fatores, como a idade certa para despontar em torneios e clubes de boa visibilidade. Ou, ainda, a sorte ou coincidência feliz de trabalhar com bons técnicos e ter agentes bem relacionados no mercado.
O fato é que vencer no universo do futebol no Brasil é façanha para poucos. A maioria dos trabalhadores da bola é mal remunerada, tem poucas garantias ou estabilidade no emprego e vive sob a eterna ameaça de calote.
Os clubes empregadores somam 776 (435 amadores), mas a maioria não disputa competições regulares. Participam das divisões oficiais somente 100 equipes, que empregam cerca de 4 mil atletas. Com base nisso, é possível avaliar que a multidão invisível mencionada no censo da CBF vive praticamente de trabalho temporário, disputando torneios amadores pelos campinhos de várzea (sim, eles ainda existem) do interior.
Um outro aspecto, atrelado ao tema da coluna de ontem – o escândalo da Fifa e seus muitos tentáculos -, diz respeito ao aquecido vaivém de atletas transferidos para outros países. No papel, a quantia de R$ 680 milhões entrou nos cofres dos clubes nacionais como pagamento por 99 jogadores. Em contrapartida, gastou-se aqui R$ 114 milhões pela aquisição de estrangeiros ou repatriamento de brasileiros.
Quanto a este último item, cabe guardar certa cautela, pois nem tudo que está escrito é realmente crível, vide o nebuloso caso da negociação entre Santos e Barcelona pelo passe do atacante Neymar. O fato é que há mais buracos negros nesse tipo de escambo do que no espaço sideral.
De todo modo, a divulgação do mapa pela CBF põe por terra alguns mitos e ilusões.

Na era digital, boato pode virar incêndio

As redes sociais prestam serviços inestimáveis, pela agilidade dos canais de informação, que tornam o mundo muito menor e bem explicado. Como nem tudo são flores, há o lado negro da força, sempre a cobrar uma conta salgada.
No caso específico da web, o problema está na profusão de perfis falsos a gerar desinformação e calúnias. Reputações são alvejadas e muita gente sofre por conta da ação de criminosos cibernéticos.
Um deles tentou ontem intrigar o atacante Ciro, candidato a ídolo da torcida do Remo, disseminando um suposto pré-contrato com o maior rival.
O que antes era transportado pela famosa rádio cipó, em boatos espalhados nas ruas, hoje se espalha como fogo no capim seco, alvejando pessoas inocentes.
Bem orientado, Ciro teve reação imediata, como a situação exigia. Divulgou um comunicado através de uma rede social, dirigindo-se diretamente ao torcedor azulino para desmentir a fofoca. Com isso, conseguiu brecar a boataria e prevenir maiores danos.
Jogadores de futebol, principalmente os que defendem times de massa, precisam estar sempre atentos e prontos a enfrentar esse tipo de situação. De repente, quando menos se espera, brota o vírus da maledicência.

Tapajós ou o anti-planejamento

O Tapajós vem batendo recordes de rotatividade de técnicos, exibindo o chamado planejamento às avessas. Depois de Marcelo Rocha, que deixou o clube na véspera da estreia no campeonato estadual, o clube efetivou Vítor Hugo, responsável pela boa campanha no ano passado.
Com os maus resultados nas primeiras rodadas do Parazão, Vítor Hugo rodou. Aí, a diretoria trouxe Marcos Píter, técnico amazonense pouco conhecido por aqui. Ficou apenas uma partida no comando. Levou uma goleada do Papão e foi mandado embora.
Diante dos custos dessas apostas equivocadas, o Boto optou por uma solução caseira. Caio Cavalcante Simões, de 26 anos, assume o posto. Era auxiliar técnico e conhece bem o elenco. Espera-se que tenha um mínimo de tempo para trabalhar.

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25 de fevereiro de 2016 at 12:15 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 24.02.16

O poder da ratoeira

Nem todos os países têm colaborado como deveriam com a investigação do FBI sobre a máfia no futebol mundial, desmascarada a partir do escândalo na Fifa e em confederações nacionais. Um dos países que menos colaboram com as ações da Justiça norte-americana é justamente o Brasil, pentacampeão mundial em campo e um dos líderes em trambicagens envolvendo o futebol.
Para a quantidade de bandalheiras que envolvem dirigentes, empresários, agentes e empresas de comunicação, os organismos brasileiros de fiscalização têm sido muito econômicos nas contribuições ao FBI. Alguns aspectos precisam ser observados para que se compreenda a timidez investigativa por parte de policiais e promotores.
Desde que João Havelange assumiu o poder na Fifa, lá pelos anos 70, o Brasil passou a ser um dos grandes protagonistas do esporte das multidões, tanto pelo talento indiscutível de seus jogadores quanto pela capacidade de rapinagem de seus dirigentes.
O avanço da TV sobre o futebol se materializou com a transmissão de competições importantes e a cobrança de altas somas junto a grandes patrocinadores, ávidos por expor seus produtos para grandes plateias. Isso começou exatamente sob o reinado de Havelange.
Como a audiência dos torneios – principalmente a Copa do Mundo, a galinha dos ovos de ouro – passou a ter abrangência planetária, a Fifa se transformou em verdadeira fábrica de dinheiro, colecionando contratos milionários a cada novo evento e angariando cada vez mais influência política nos países membros.
A entidade poderia ter se conformado em ser apenas hiper lucrativa, mas resolveu ir muito além disso, beneficiando regiamente seus principais dirigentes, a partir de negócios ilícitos em larga escala ao redor do mundo.
Os clubes também fazem parte da ciranda financeira, na condição de protagonistas do espetáculo. Por conta disso, calcula-se que o mercado de atletas (entre contratações, empréstimos e transferências) movimenta hoje cerca de 4.5 bilhões de dólares/ano, sendo que 25% disso – mais de 1,1 bilhão de dólares – provém da lavagem de dinheiro.
Ao mesmo tempo, as corporações midiáticas hegemônicas em cada país passaram a ter papel importante na engrenagem, funcionando como sócias dos esquemas administrados pela Fifa.
Foi a partir dessa constatação que o FBI lançou-se à tarefa de desnudar as maracutaias praticadas pela Fifa. Começou botando a mão nos principais dirigentes – incluindo o brasileiro José Maria Marin –, por ocasião do congresso anual na Suíça e forçando o afastamento de Josef Blatter da presidência.
A partir daí, os americanos centraram esforços nas confederações nacionais e seguiu enjaulando muito peixe graúdo, incluindo o presidente da Conmebol, o secretário-geral Jerôme Valcke e o empresário brasileiro J. Hawilla, responsável por costurar todos os contratos de transmissão com a emissora líder de audiência no país.
Tudo isso e mais alguma coisa está no alentado livro que o repórter Jamil Chade está lançando, “Política, propina e futebol: como o Padrão Fifa ameaça o esporte mais popular do planeta”. Em entrevista a Luis Nassif, divulgada no site Jornal GGN, Chade revela que a obra esmiúça os escaninhos da grande operação desencadeada pelo FBI. O jornalista se especializou na cobertura da Fifa e estava em Zurique por ocasião da prisão dos chefões da máfia da bola.
O mais importante nisso tudo é que a teia de corrupção montada pela Fifa só se tornou possível pela fina sintonia entre federações nacionais e grandes grupos midiáticos, com força suficiente para travar investigadores curiosos e até políticos mais histriônicos. Um exemplo claro é a postura do ex-artilheiro Romário, hoje senador, que começou disparando para todos os lados e aos poucos sossegou o facho, principalmente quando as denúncias contra na CBF começaram a englobar certa rede de TV.
A simbiose existente entre os principais atores – e pelo imenso poder que detêm no país da Lava Jato – talvez explique a timidez das contribuições do MPF brasileiro para o trabalho do FBI. Por tudo isso, não há perspectiva de avanço. Por enquanto.

Leão anuncia atacante de 31 anos

Depois de reforçar adversários com jogadores da base, o Remo vai aumentando seu quinhão de veteranos. Como em relação a Ítalo, Murilo, João Vítor, Yuri e Alisson, o atacante Potita é uma indicação do técnico Leston Junior.
Como quase todos os demais citados, está na faixa acima dos 30 anos, o que é sempre um aspecto preocupante tanto para a disputa do Parazão quanto para as demais competições da temporada.
Recomendado por passagens anteriores pelo Bahia e Chapecoense, Potita vem do Brusque de Santa Catarina e é meia-atacante. Deve ser o companheiro de ataque do goleador Ciro.

Barça avança e La Pulga derruba paredão

E Lionel Messi conseguiu finalmente derrubar o último paredão. Depois de sete confrontos, o craque argentino superou o goleiro Petr Cech, do Arsenal, marcando duas vezes e encaminhando classificação às quartas de final da Liga dos Campeões.
O Arsenal até fez jogo duro no primeiro tempo, quando teve boas chances e pecou nas finalizações. Aliás, perder gol contra o Barcelona é erro que costuma custar muito caro, pois o time do trio MSN não costuma perdoar.
No segundo tempo, quando o Arsenal se insinuava e rondava a área catalã, Neymar puxou um contra-ataque fulminante e tocou para Messi fazer o primeiro gol. Depois, quase ao final, Flamini cometeu pênalti sobre La Pulga e o próprio bateu para decretar a vitória.
Para o jogo de volta, o Arsenal terá que ser quase perfeito para derrubar o favoritismo do Barça, que entrará em campo podendo até perder por 1 a 0. O time de Luis Enrique já é avassalador sem ter nenhuma vantagem. Imagine quando encara um adversário em seu campo e podendo administrar as ações.
Campeão, o Barcelona dispõe de um trio ofensivo soberbo, vivendo grande momento e aterrorizando qualquer sistema defensivo. Não é apenas o do Arsenal que tombou diante da irresistível categoria de Messi, Neymar e Suarez. Nos dias de hoje, nenhuma defesa joga de cabeça fria contra esse trio.

24 de fevereiro de 2016 at 11:59 am Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 24.02.16

POSITIVO – 1º Bate Bola do Troféu Camisa 13 de 2016, dia 29.2, 18h, auditório Laboratório Amaral Costa e assunto será “Projeto Sócio Torcedor”. Expositores Joseane Cardoso (Papão), André Cavalcante (Leão) e mediador jornalista Carlos Castilho. Comando irretocável de Zaire Filho.

NEGATIVO – Sou contra liberação do Mangueirão para treinos de Remo e Paysandu nas circunstâncias atuais, pela desigualdade, pois mesmo direito não é dado a Independente e Águia. É duro!

Lá e Cá

Será em Mosqueiro, dia 13.3, a 1ª Etapa do Circuito Sun & Fun Adventure 2016, competições de Stand Up Paddle, Mountain Bike e Corrida Rústica. Inscrições até 8.3, no subsolo do It Center.

Pikachu será titular no Vasco contra Friburguense; Rafael Paty deixando Portuguesa Carioca para o Nacional-AM; Paulo Romano inspecionando para CBF estádios do AP, RR e RO; João Lucas chegando para o Papão.

Caio Cesar Simões, novo técnico do Tapajós, o mais jovem do futebol mundial. Tem 26 anos e é filho de Maurício Simões, treinador que mais ganhou títulos no Nordeste (14) e morreu em 2011.

Como não tem mandante sábado e domingo, sócios torcedores de Remo e Paysandu pagarão ingressos, só que com descontos; clássico São Raimundo x São Francisco, em Santarem, 2º turno, agora dia 26.3.

Remo procura outro lateral esquerdo, pois Mateus Muller não vem mais; presidente azulino no Congresso Técnico da Série C dia 8.3, na CBF; dia 9.3 o primeiro mandatá bicolor vai ao Congresso da Série B.

Independente ganhou reforço de Chaveirinho (estava lesionado) para enfrentar o Remo. Águia completíssimo contra o Paysandu.

Congresso Técnico do Ranking de Corridas da Assembleia Paraense será hoje, 20h, na sala de esportes do clube. Discussão de ações para corridas deste ano.

Em 2015 dupla RE x PA ficou fora da decisão do primeiro turno. Semifinalistas foram Parauapebas 1×0 Cametá, Tapajós 1×2 Independente e, na final, Independente 0x0 Parauapebas. Nos penais Galo 7×6 e campeão.

Na 42ª Taça Brasil de Clubes de Futsal, em Ananindeua, de 30.3 a 5.4, ESMAC estará no grupo A com Panelinha-MT, Parma-PI, Helênico-RJ e Cruzeiro-RN. Paysadu no grupo B reunindo Constelação-RR, Abílio Nery-AM e Vilavelhense-ES (só 4). Classificam-se os 2 primeiros de cada grupo.

HOMENAGEM – João Batista Torres Machado, o João Cão, ex-ponta esquerda do Pinheirense, Santa Rosa de Icoaraci e Sport Belém nos anos 70-80. É dono de bar e restaurante na Vila Sorriso.

24 de fevereiro de 2016 at 11:57 am Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 23.02.16

POSITIVO – Política cordial antes das semifinais do turno do Parazão: Remo e Independente concordaram jogar sábado, 18h, enquanto, Paysandu e Águia trarão árbitro FIFA.

NEGATIVO – Dá para entender a preocupação da equipe técnica do Mangueirão com a cessão do local para treinos de Remo (quinta) e Paysandu (sexta). Nesta época chuvosa é risco desnecessário!

Lá e Cá

Dia 5.3, no Bosque Grão Pará, Endurance Day Mix Sports, dia todo ligado a atividades do corpo: crosfit, slackline, corrida, etc, e presença do professor Jonathhan Feio. Indormações 989009999.

Parazão bate recorde com 5 demissões de técnicos só na 1ª fase do 1º turno. E dois campeões paraenses pelo Remo: Samuel Cândido (2007) e Cacaio (2015). Completaram lista Mariozinho, Vitor Hugo e Marcos Piter.

Amazonense Marcos Piter chegou ontem a Santarém e foi pedir reforços à diretoria do Tapajós: ganhou bilhete azul. Assumiu auxiliar Caio Simões.

Em que pese desconfianças de alguns, Djonaltan Costa Araújo outra excelente arbitragem neste Parazão (Cametá 1×2 Remo); Leston fala em repertir time remista pela 3ª vez. Mas, Chicão até poderá voltar.

Melhores do Parazão até agora: Emerson, Celsinho e Rafael Luz (Paysandu), Monga (Independente), Edinaldo e Flamel (Águia), Fernando Henrique e Ciro (Remo). Se Leston arrumar esquema para Ciro, cuidado!

Paysandu e Águia vão se encontrar 3 vezes seguidamente: domingo semifinal do turno do Parazão, 9 e 16.3, Copa Verde; Cuiabá com dificuldade de disputar Sul-Americana de 2016: Remo na moita!

Paysandu encaminhou pedido de mudanças dos seus jogos em Belém contra Águia (Copa Verde) e Independente (Copa BR), para Curuzu. Vai depender da CBF e, no caso da Copa Verde, também da TV EI.

Dado Cavalcanti completará nesta quinta um ano à frente do comando técnico do Paysandu. Aproveitamento é de 56%; Raí e Lombardi têm possibilidade de voltar ao bicolor contra o Azulão, domingo.

Média de público do Parazão é de 3.806 e Remo já lidera na Capital; Parauapebas e Tapajos têm de melhorar muito no segundo turno, pois terminaram turno na degola pra Segundinha.

Torneio Internacional de Basquetebol Raul Agulera Neto começando amanhã, no Ginásio Caravalho, reunindo Paysandu x NBP e Tuna x ASC Tours, de Cayenna.

HOMENAGEM – João Bosco Ferreira, o Bosco, ex-tricampeão paraense de judô meio pesado (96-97-98) pela APJK e ex-campeão peso pesado de boxe pela Academia Holanda-Icoaraci (99). É aposentado do INSS.

23 de fevereiro de 2016 at 11:05 am Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 22.02.16

Lento, dispersivo, pouco combativo e sem criatividade. A análise cabe nos três últimos jogos do Remo, incluindo o de ontem em Cametá, quando a fragilidade do sistema defensivo voltou a proporcionar sustos constantes aos torcedores. O gol logo no começo da partida deu tranquilidade, mas não funcionou como estímulo para uma atuação mais agressiva e envolvente.
Pelo contrário, a partir dos 30 minutos, o Remo evidenciou o desgaste provocado pelo forte calor e abriu ainda mais a defesa, sofrendo seguidos ataques do Cametá. Marcelo Maciel, Tony Love e Jailson conduziam a bola até próximo à área sem grandes dificuldades, repetindo o cenário da partida em que o Remo venceu o Parauapebas na quarta-feira.
Sem força pelas laterais e com um setor de marcação enfraquecido, onde Michel continua abusando da lentidão, o Remo correu inúmeros riscos. O Cametá só não chegou ao empate ainda no primeiro tempo porque seus atacantes exageravam em tentativas de penetração na área e erravam nas finalizações.
Antes do gol de Marco Goiano, aos 10 minutos, aproveitando rebote do goleiro Evandro após chute de Ciro, o Cametá já havia perdido grandes chances. Aos 3 minutos, quase saiu o primeiro, em saída errada de Fernando Henrique. Aos 4, bola cruzada da linha de fundo foi na cabeça de Jailson. Fernando Henrique se redimiu com excelente defesa. Aos 5, Jailson novamente apareceu na área, mas chutou por cima.
A pressão do Cametá acabaria surtindo efeito aos 8 minutos do segundo tempo. Depois de constantes ataques iniciados sempre pelo lado esquerdo, explorando as dificuldades de marcação do lateral Murilo, a bola foi cruzada na área e Jailson finalizou para as redes diante de seis defensores remistas.
O gol empolgou a equipe local, que seguiu fustigando e esteve perto de desempatar em momento dramático da partida, pois uma derrota excluiria o Remo da semifinal do turno. Leston Junior promoveu então a entrada de Yuri e Welton, tirando Goiano e Léo Paraíba, que já se arrastavam em campo.
A mexida funcionou. Yuri ajudou a fechar a avenida lateral direita, facilitando o bloqueio de Michel e Alisson no meio. Aos 32 minutos, em meio a uma saraivada de passes errados e muito chute pro mato, a bola passou por Eduardo Ramos e foi lançada para Ciro, artilheiro do campeonato (5 gols) que disparou alto e forte para desempatar o jogo, aos 32 minutos, depois de fintas secas e rápidas em cima de um marcador.
A vitória foi suada e importante, pois põe o Remo na semifinal do turno. A atuação, porém, voltou a preocupar. O time não mostra sinais de organização, sofre demasiadamente com a pressão dos adversários (mesmo os mais modestos) e ainda não sabe o que fazer quando Ramos é policiado, o que ocorre quase sempre.
Depois da partida, o técnico Leston Junior reclamou do estado do Parque do Bacurau, atribuindo a isso grande parte dos erros de seu time. De fato, o campo é muito irregular e dificulta o controle de bola, mas o Remo tem atuado em bons gramados (Mangueirão e Barbalhão) e sempre sofre sufoco. Na semifinal, diante do Independente, terá que mostrar bem mais do que vem exibindo até agora.

Papão passeia e poupa energias

Como previsto, o jogo na Curuzu seria de exibição e congraçamento entre time e torcida. Com campanha impecável até aqui no campeonato, o Papão tinha tudo para superar o Tapajós sem maiores atropelos. E foi exatamente o que aconteceu, tanto que a goleada foi toda construída no primeiro tempo.
Celsinho, com duas cobranças de falta na medida para o cabeceio na área, abriu o caminho da vitória, aos 8 e aos 30 minutos, para finalizações perfeitas de Rafael Luz e Gilvan. Destaque-se, outra vez, a perícia do meia-armador nos chutes de média distância, cuja eficácia contou também com a contribuição da atrapalhada defesa santarena.
Mesmo sem forçar tanto, o Papão continuou absoluto no jogo, dando-se ao luxo de perder algumas chances com Betinho, até que Fabinho Alves foi lançado nas costas da zaga e fuzilou na saída de Jader, aos 37.
Um descuido dos beques permitiu a Bené finalizar diante de Emerson e descontar para o Boto tapajônico, aos 45. Mas nem houve tempo para celebrações, pois Celsinho marcaria no minuto seguinte, fechando o placar na Curuzu.
Celsinho é o destaque do time pela segunda rodada consecutiva, respondendo diretamente pelas duas vitórias maiúsculas contra equipes santarenas. Domingo passado, fez um gol e participou diretamente de outros três. Ontem, deu três assistências e deixou sua marca novamente.
Hábil, Celsinho organiza a equipe, dita o ritmo e aparece sempre como boa alternativa para manobras com os atacantes. É o camisa 10 que o Papão não teve em 2015, carência que lhe custou pontos preciosos na Série B.
Papão avança à semifinal para encarar o Águia e entra como favorito, pela campanha 100% e a estabilidade que o time tem demonstrado aqui. Diante da facilidade do jogo, Dado poupou peças e fez um afago no torcedor, lançando Vélber nos 20 minutos finais. Meia executou um belo lançamento e recebeu o carinho do torcedor.

Interior terá Galo e Águia nas semifinais

O Independente foi surpreendido pelo bom começo do Paragominas, que fez 1 a 0 aos 14 minutos com João Neto e parecia determinado a arrancar a classificação dentro do Navegantão. Dez minutos depois, mais organizado, o Galo retomou o controle, empatou (Monga) e passou a buscar a virada, que veio aos 40 com Dudu e se completou com Monga já no segundo tempo. Aleílson, de pênalti, ainda descontou aos 44, mas a classificação já tinha dono. Merecidamente.
Em Marabá, a partida foi mais equilibrada e a definição ficou em suspense até o último instante. Flamel bateu pênalti e fez o gol do Águia aos 17 minutos. Perema empatou aos 11 da segunda etapa, mas o São Francisco não teve forças para alcançar o triunfo desejado.

22 de fevereiro de 2016 at 3:13 pm Deixe um comentário

PAPO DO 40º – Ronaldo Porto – 22.02.16

É HORA DE A ONÇA BEBER ÁGUA

Acabou a primeira fase do 1º turno e deu a lógica, com Remo e Paysandu em primeiro e Águia e Independente em segundo. O Paysandu com a melhor campanha, depois que detonou o Tapajós por 4×1 na Curuzú; o Remo confirmou a liderança do seu grupo, ao derrotar o Cametá por 2×1, lá no Parque do Bacurau. Com isso as semifinais serão Remo x Independente no sábado e Paysandu x Águia no domingo, ambos os jogos no Mangueirão. Pra quem esperava uma semifinal entre Remo e Paysandu, isso não vai mais acontecer e todos esperam agora que os grandes passem nos emergentes e façam a grande final do 1º turno. Nos outros jogos, o Águia empatou em casa com o São Francisco e o Galo Elétrico carimbou sua classificação derrotando o Paragominas por 3×2. A coisa complicou um pouco para o Remo quando o Mapará chegou ao empate, mas o Águia também tomou o gol do empate e o atacante Ciro fez o gol da vitória. Então fica assim: Papão está voando baixo e é o favorito para ganhar o 1º turno, mas é bom tomar cuidado. Ou será que estou falando sem conhecimento de causa?

ALTA TEMPERATURA

Boas as campanhas de Remo e Paysandu nesse 1º turno, mesmo com o Remo tendo aquela derrota contra o São Francisco em Santarém. O Papão fez a campanha 100%, ganhando todas às quatro partidas da fase classificatória e ficando com o ataque mais positivo. Decepcionante as participações dos três clubes de Santarém e nenhum chegou aonde os dirigentes mocorongo esperavam. Mas vem aí o 2º turno e pode ser que a coisa mude.

BAIXA TEMPERATURA

Se o Basquetebol do Pará já vivia em crise, a coisa agora piorou com essa ação de cobrança judicial que tem como autor o Marcley Lima, querendo receber quase 32 mil reais, dívida essa referente a hospedagem em um hotel da cidade, ainda do ano de 2013. Dizem até que esse dinheiro foi depositado pela Confederação de Bola ao Cesto na conta da FPB à época, mas misteriosamente desapareceu. A nossa Federação que já anda na penúria, agora tem que se virar para sair dessa.

NO TERMÔMETRO

A torcida do Paysandu continua devendo, pois no jogo de ontem não chegamos aos sete mil pagantes, quando os dirigentes esperavam mais de dez mil. Vamos esperar as semifinais para ver se aumenta isso. Da renda de ontem na Curuzú, o Paysandu ganhou 55 mil reais, muito pouco para quem tem uma folha altíssima. /// Onde está escrito no regulamento do Parazão que o Remo tem que jogar no sábado e o Paysandu no domingo. Juro que li e reli e não achei. Se o dirigente Paulo Romano puder me informar eu agradeço. /// Já estou me preocupando com uma possível final entre Remo e Paysandu. Serão só vinte e cinco mil ingressos? Será um clássico de uma torcida só? Mas isso só virará realidade se Remo e Paysandu passarem nos seus adversários. Águia e Independente não chegaram lá por brincadeira. /// Dado em paz com a torcida, Leston reagiu e garantiu a primeira colocação; agora se confirmarem a presença nas finais, ambos terão que tirar coelhos das cartolas. Dado precisa ganhar um título e Leston quermostrar que veio pra ficar. /// Se terminasse hoje o Parazão, Parauapebas e Tapajós estariam rebaixados; terão que correr muito no 2º turno para sair dessa parada indigesta. /// Lembrando que se as semifinais terminarem empatadas no tempo normal, a decisão será nos pênaltis, não existindo a chamada prorrogação. /// A Turma do Bate Papo de hoje será no Izumo, a partir das 20 horas. Vamos analisar a rodada classificatória de ontem, possivelmente com as presenças de Leston Junior e Dado Cavalcanti…Quem dera! /// Uma boa semana a todos e viva Jesus!
E-mails: rporto@supridados.com.br

22 de fevereiro de 2016 at 3:06 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 21.02.16

Novo desafio para o Leão

As dúvidas que rondam a campanha do Remo no campeonato devem ser respondidas no confronto decisivo deste domingo em Cametá. Depois dos sustos a que o time foi submetido na última quarta-feira, frente ao Parauapebas, é de imaginar que a vulnerabilidade gritante do setor defensivo tenha sido corrigida.
Até porque a equipe cametaense, reanimada pela vitória sobre o São Francisco, entrará com uma proposta bastante ofensiva, pois o único resultado que lhe pode dar a classificação é uma vitória por mais de três gols de diferença.
Mais do que se classificar, tarefa que se desenha difícil, o Remo precisa encontrar um jeito de jogar que explore as virtudes de seus principais jogadores. Eduardo Ramos e Marcos Goiano, os homens de criação, parecem ainda desentrosados.
Contra o Parauapebas, Goiano apareceu pela direita do ataque, mas passou a ideia de um jogador sem função. Habilidoso e bom finalizador, quase marcou um gol pegando de fora da área, mas esta foi sua única aparição notada na partida.
Ramos, posicionado mais à esquerda, apareceu bem mais, ora lançando Léo Paraíba, ora se aproximando de Ciro. A baixa produção acabou levando o técnico Leston Junior a substituir Goiano no começo do segundo tempo. A subutilização do meia lembra o calvário do armador Athos, há dois anos. Escalado para jogar ao lado de Ramos, Athos se mostrava dispersivo e sempre mal posicionado.
Um jogador de recursos como Marcos Goiano não pode ser desperdiçado no já limitado time azulino. Sem muitas alternativas no elenco para atuar na zona de criação, Leston terá que encontrar a faixa de campo mais adequada ao ritmo e às características do meia-armador.
Além disso, o Remo padece de uma aguda crise no setor defensivo. Os zagueiros Max e Ítalo são frequentemente confrontados com os atacantes adversários. Foi assim com Magno, do Pebas, que criou várias situações de perigo e marcou o único gol de seu time no Mangueirão.
Com cinco gols sofridos em três jogos, a defesa tem recebido uma saraivada de críticas, embora seja injusto nominar os zagueiros do centro da área como únicos culpados. Os volantes também têm seu quinhão de responsabilidade.
No jogo passado, Michel e Alisson não cuidaram de participar do combate no meio-campo. Lentos e pouco agressivos no desarme, eram frequentemente envolvidos pelos meias do Pebas. Com isso, a zaga ficava a todo instante sobrecarregada, sempre muita exposta.
Ajustes em times recém-formados são sempre difíceis de implantar. No caso do Remo, a troca de sistema (do 4-5-1 inicial para o 4-4-2) deve facilitar o processo, mas arrisco dizer que as falhas na defesa passam pela fragilidade dos volantes. Enquanto depender de Michel, Alisson e Yuri, todos ainda muito pesados, a defesa tende a continuar padecendo.
O ataque ficou mais funcional desde que Leston Junior entendeu que Ciro não podia jogar sozinho contra dois ou três zagueiros adversários. A entrada de Léo Paraíba deu mais velocidade às manobras ofensivas e abriu possibilidades para lances pelos lados da área.

Com boi na sombra, Papão faz experiências

Credenciado pela melhor campanha da primeira fase do turno, com desempenho 100%, o Papão recebe à tarde na Curuzu o instável Tapajós, cuja campanha é tão errática quanto a escolha de seus técnicos – em menos de um mês, o time já contabiliza três comandantes.
O amazonense Marcos Pitter, que substitui a Vítor Hugo, assumiu durante a semana e já encara um teste de fogo. Depois da goleada que o Papão aplicou no São Raimundo, domingo passado, em Santarém, é legítimo supor que o Tapajós corre risco igual ou maior nos domínios do Lobo.
Motivação é o que não falta do lado bicolor, mesmo levando em conta que o time já se classificou em primeiro lugar no grupo para a disputa da semifinal. Além do prazer de se apresentar perante a apaixonada torcida, os jogadores sabem que é o momento de garantir lugar na equipe.
Recuperado fisicamente, Ricardo Capanema retoma a condição de titular, barrando Ilaílson, que não conseguiu cumprir uma sequência convincente nas três primeiras rodadas. Na lateral esquerda, Lucas permanece, substituindo a Raí, lesionado. Na direita, Christian retorna.
O meio-campo segue sob a batuta da dupla de armação Celsinho-Rafael Luz, que tem assinado as principais jogadas ofensivas do time a partir de tabelinhas, passes e lançamentos como há muito tempo não se via no Papão.
Como o jogo é mero cumprimento de tabela, Dado Cavalcanti promove mudança também no ataque. Betinho ganha a camisa 9, com méritos, pois apareceu bem nas ocasiões que entrou na equipe. O velocista Fabinho Alves será seu parceiro, mas Bruno Veiga pode entrar no decorrer do jogo.
O Tapajós leva para o jogo dois azulinos agregados na última sexta-feira. O zagueiro e volante Tsunami deve ser titular e o atacante Junior Miranda é opção para o banco de suplentes.

A hora e a vez da Velha Guarda

A notícia de que o Remo esteve a pique de fechar a contratação do veterano Cléverson, atacante do Passo Fundo (RS), de 32 anos, reforça a impressão de que Leston Junior é mesmo um técnico adepto de times formados com jogadores experientes.
Em tom de blague, experiente conselheiro azulino observa que o Remo vive uma fase de valorização da velha guarda: “A decisão máscula de emprestar Tsunami, jovem cuja presença só atrapalhava o trabalho o treinador e incomodava o executivo de Futebol, vai trazer grandes benefícios ao time”, vaticina.
Ferino, avalia que Tsunami foi descartado por não preencher um requisito básico: ter mais de 30 anos. “Os fora-de-série Alisson, João Vítor, Artur, Michel e Yuri, a partir de agora, demonstrarão todo o potencial que têm, sobretudo na marcação”. E arremata: “Creio que o Levy só não teve o mesmo destino de Tsunami e Alex Ruan por já não ser tão jovem”.
Recorda, ainda, que o técnico chegou fazendo juras de amor às divisões de base, prometendo aproveitar e prestigiar a garotada. “Imagine se não gostasse de trabalhar com jovens valores”, finaliza o conselheiro.

Bola na Torre

O técnico Dado Cavalcanti é o convidado do programa deste domingo. Giuseppe Tommaso apresenta, com a participação de Valmir Rodrigues e deste escriba de Baião. O Bola na Torre começa depois do Pânico, por volta de 00h20.

21 de fevereiro de 2016 at 3:44 pm Deixe um comentário

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