Coluna do Gerson Nogueira – 01.03.16

1 de março de 2016 at 11:36 am Deixe um comentário

O mais caro Re-Pa da história

Dirigentes e autoridades passaram o dia discutindo horário, capacidade de público e preço de ingressos para o Re-Pa que decidirá o primeiro turno, domingo, no estádio Jornalista Edgar Proença. As definições demoraram a sair em função do debate acerca da acessibilidade ao estádio. As obras do BRT ao longo da rodovia Augusto Montenegro tornam obrigatória a adoção de medidas restritivas.
No fim das contas, em meio ao natural foguetório midiático, prevaleceu o bom senso. Foi mantido o horário vespertino, embora sem ampliação da capacidade de público (25 mil). Para que os clubes garantam uma boa arrecadação, o ingresso custará mais caro: R$ 70,00, arquibancada, e R$ 140,00, cadeira. Sócios torcedores entram normalmente.
O reajuste nos preços pode contribuir para diminuir o tumulto na única via de acesso ao Mangueirão. O perigo está no óbvio flerte com a elitização, caminho mais curto rumo ao esvaziamento dos estádios. Afinal, pelo futebol que os times vêm mostrando, o valor cobrado é quase abusivo, o que deve afugentar muita gente.
São valores dignos de competição internacional. Por força das circunstâncias, o clássico terá o ingresso mais inflacionado já cobrado em partidas válidas pelo Campeonato Paraense. O torcedor paraense só pagou tão caro para ver futebol no Mangueirão por ocasião da Libertadores 2003 e em amistosos da Seleção Brasileira.
Com base no minguado público que compareceu às semifinais – pouco mais de 23 mil pagantes nas duas partidas –, o clássico que decidirá o turno dificilmente terá mais do que 20 mil espectadores. E é exatamente esta a intenção dos clubes, atentos à questão da segurança na entrada e saída do Mangueirão.
Ao longo das várias reuniões do dia, o Re-Pa chegou a estar ameaçado de adiamento e o horário quase foi mudado para a faixa matinal. O pedido de mudança partiu da Polícia Militar, preocupada em evitar o jogo termine à noite, quando o entorno do estádio pode se tornar palco de confrontos entre facções organizadas.
A melhor notícia, no aspecto técnico, foi a garantia de que Dewson Freitas e Andrey da Silva e Silva estão aptos a participar – se indicados pela FPF – do sorteio que indicará a arbitragem do confronto. Dois dos melhores árbitros regionais, ambos estavam vetados pelo Papão, que ontem concordou em retirar a restrição.
Ao mesmo tempo, a grande movimentação que marcou a segunda-feira, com a consequente exposição intensa do assunto através da imprensa, adicionou ao clássico de domingo o necessário tempero de marketing e badalação.

Direto das redes sociais

“Analisem friamente uma coisa: vamos nos colocar no lugar do torcedor¿!¿ Ele banca o campeonato duas vezes. Dá renda nos jogos e investe como contribuinte, visto que o Estado patrocina a competição. E o que ele ganha em troca¿ Acessibilidade horrível, insegurança total, pés na lama, caos no trânsito, estádio em péssimas condições etc. Isto é só um reflexo de como é gerido o dinheiro público aqui no Brasil”.

Jorge Anderson, locutor esportivo

Ausências não alteram equilíbrio de forças

Assim que o jogo Papão x Águia terminou, teve início o acalorado debate sobre qual dos dois rivais chegará mais forte ao clássico de domingo. À primeira vista, com quatro baixas confirmadas, o Papão seria o time mais enfraquecido, principalmente no nevrálgico setor de criação, com a perda de Celsinho.
Ocorre que o Papão tem um elenco qualificado e um banco de reservas respeitável. E é aí que o equilíbrio se impõe, como é praxe em confrontos entre os dois titãs. Celsinho, expulso infantilmente contra o Azulão marabaense, será substituído por Marcelo Costa, que ao ser contratado tinha status de futuro titular.
Na defesa, Pablo substituirá a Gilvan e Roniery ocupará a lateral-direita no lugar de Christian. Ilaílson, o outro excluído do jogo, não é titular e sua ausência não afetará o planejamento de Dado Cavalcanti.
Ricardo Capanema, que sofreu lesão no nariz, deverá entrar jogando, mas se não puder atuar existem várias alternativas à disposição do treinador. Lucas, volante de ofício, pode ser escalado para cuidar da marcação ao lado de Augusto Recife.
Já no Remo a baixa é o zagueiro Max, que tem Henrique como suplente imediato. Outro titular que permanece fora é Chicão, cuja escalação ainda é incerta. No geral, apesar das mudanças que Dado será obrigado a fazer e da perda de Celsinho, os dois times entram em pé de igualdade, se fizermos uma comparação direta entre suas peças individuais.
De maneira geral, os dois times viram cair por terra nas semifinais a tese de que estavam à frente dos demais competidores. Independente e Águia demonstraram, com objetividade e clareza, que a coisa não é bem assim. A essa constatação não escapa nem o Papão, cuja campanha 100% na fase classificatória inspirava análises bastante simpáticas.
Os jogos de sábado e domingo, com as imensas dificuldades impostas à dupla Re-Pa pelos representantes interioranos, demonstraram que o turno terá uma decisão acirrada e absolutamente imprevisível. Diante dessas evidências, não será surpresa se, por exemplo, o clássico vier a ser decidido em série de penalidades, como as duas partidas semifinais.

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