Archive for abril, 2016

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 20.4.16

POSITIVO – Treinador Marcelo Veiga (Remo) é outro nível. Está sempre à disposição para entrevistas, sem cara feia, embora desde que chegou não tenha conseguir escalar o time titular azulino. Parabéns!

NEGATIVO – Essa celeuma com o árbitro Dewson Freitas (antes era o Paysandu e agora o Remo) faz parecer que nossos dirigentes ainda usam calça curta. É uma das razões do torcedor estar sumindo dos estádios.

Lá e Cá

Hoje o RE-PA 736, o clássico mais jogado no mundo e já são 255 vitórias azulinas (948 tentos), 231 bicolores (945 gols) e 249 empates. Diferença favorável ao Leão Azul é de 24 vitórias.

Técnico Dado Cavalcanti (Paysandu) tem hoje seu 7º “derby”, 2 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 44% de aproveitamento; Marcelo Veiga vai para o segundo, na sua estreia 1×1 e eliminação do Parazão.

Paysandu tem elenco de 30 jogadores, médias de 27,41 (idade), 1,79m (altura), 72 kg (peso); Remo com 29 profissionais apresenta médias de 27,28 (idade), 1,80m (altura) e 76 Kg (peso). Fonte: Saulo Zaire.

Raí será mantido na armação hoje e mais uma vez Celsinho de fora no Papão; no Leão Azul, Eduardo Ramos é dúvida e João Vitor sentiu de novo (égua!), devendo Álisson e Ítalo se tornaram os laterais. Marco Goiano opção para esquerda se Eduardo Ramos se recuperar.

Remo não perde do Bicolor há 4 clássicos (2 vitórias e 2 empates); Dewson Freitas já comandou 4 RE-PA: 0x0 (2012), 2×1 Remo (2013), 2×2 (2014) e, 0x0 (este ano, amistoso). Leão não caiu com ele; só Chicão pendurado

Aliás, não sei o que está faltando para o Dewson aceitar uma das propostas da Federação Paranaense ou Catarinense. É a hora!

Site do Remo melhou bastante, mas falta esclarecimento sobre a Campanha do Porcelanato; Bicolores festejando chegada aos 20 mil sócios-torcedores, destaque no Norte e Nordeste.

Encerrado Torneio de Basquetebol de Másteres da APBM homenageando jornalistas e o time denominado Sérgio Noronha foi o campeão.

Passagem na Curuzu ajudou muito jovem zagueiro Tiago Martins, atualmente titular absoluto do Palmeiras com o técnico Cuca; João Lucas liberado pela Chapecoense e de volta ao Paysandu (43 jogos em 2015).

Mais que depressa tudo se resolveu, S.Francisco x Cametá, domingo mesmo, 18 h, em Santarém, na decisão do 2º turno e arbitragem de Benedito Pinto da Silva. Precisava tanto desgaste!

HOMENAGEM – Cláudio José Marques Pereira, o Pagão, ex-lateral direito do Marítimo (campeão) e Seleção de São Caetano de Odivelas nos anos 70. É peixeiro naquela cidade interiorana.

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20 de abril de 2016 at 11:19 am Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 19.4.16

POSITIVO – Zaire Filho comunica data e local da premiação do Troféu Camisa 13 de 2016: dia 10.5, na Assembléia Paraense-Presidente Vargas, 20h. Parazão se encerrará dia 8.5 com a grande final no Mangueirão.

NEGATIVO – FPF e FUNTELPA não se entendem e Cametá o mais prejudicado. Já estava em Santarém, voltou e por falta de voo final do segundo turno contra o S. Francisco só dia 1.5. Falta de respeito!

Lá e Cá

Jadão e Marcelo Maciel leveram 3º amarelo pelo Cametá e fora da decisão do 2º turno; seria bom observar goleiro Rédson, do Paragominas, pois é novo e mostrou muita qualidade.

Marcelo Veiga apostará em Ítalo na lateral direita no lugar de Levy, no Remo, mesmo tendo Álisson e Yuri que já estiveram por lá. Quanto a Ciro continuará jogando pelas beiradas e marcando, mesmo a contra-gosto.

Pendurados no Paysandu: Roniery, Lucas, Pablo, Capanema, Bruno Smith e Bruno Veiga. É bom ficar atento que RE-PA de amanhã (CV) será 19:30h.

Paysandu este ano 15 jogos oficiais, 8 vitórias, 7 empates, 29 gols a favor, 11 contra, aproveitamento de 69%. Invicto desde o ano passado em 19 partidas.
Remo 16 jogos em 2016, 6 vitórias (25 tentos), 3 derrotas (levou 16 gols), 7 empates e aproveitamento de 52%;

Paysandu lidera público em RE-PA no ano (15.566) e CV (6.344). Fonte: Saulo Zaire.

Uma vaga para Série D de 2016 e Copa BR de 2017 ainda em aberto e dono só após decisão do 2º turno; Euclides Magno, destacado técnico do Cametá era 3º goleiro do Paysandu na conquista da Série B de 2001.

Hoje, 89 anos do Palacete Alvi-Azul construído por Fausto Soares Filho, Nabor Siva, irmãos Couceiro e hoje reformado. Lembro da velha sede que frequentei muito, tempo de Clodomir Maroja e Jorge Faciola (anos 60).

Um sucesso a campanha Azulina do Porcelanato e tudo indica que o Clube do Remo voltará a jogar em casa até agosto deste ano.

De 21 a 24.4, em Palhoça-SC, o Brasileiro Masters de Natação e entre os nadadores (as) paraenses destaque para Fernanda Faro. Viajou hoje cedo.

Em movimentação no Shopping Grão Pará, até dia 23.4, sábado, disputas entre novos atletas do American Team Outland Soldiers, após parceria selada para divulgação desse fascinante esporte.

HOMENAGEM – Celito Míssio Vidal, o Celito, ex-campeão paranaense de Corrida de Aventura (campos) e atletismo (2000-2012) pelo Clube de Orientação de Curitiba. É Sub-Tenente da 8ª RM (Exército), em Belém, atuando no setor de pessoal do QG.

19 de abril de 2016 at 12:27 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 18.04.16

Essa tal liberdade

O futebol permite, vez por outra, algumas digressões existencialistas. Grandes escritores modernos, como Albert Camus, estiveram envolvidos com a bola durante suas vidas. De certa forma, algumas partidas também podem adquirir uma simbologia que espelha o mundo real.

Acompanhei o jogo entre Atlético de Madri e Barcelona e ficou evidente ali que o esforço coletivo ainda pode superar as valências individuais. Graças aos céus.

Com um trio ofensivo portentoso – o argentino Messi, o uruguaio Luiz Suarez e o brasileiro Neymar –, o Barça joga como se tudo fosse fácil, a ponto de enervar seus adversários com a incessante troca de passes que termina sempre com o arremate de um dos três citados.

Chega a ser irritante até para quem vê o jogo pela TV. A explosão individual, a serviço de um esquema meticulosamente montado, faz do clube catalão um dos mais admirados do planeta. A admiração das multidões também produz uma forte rejeição.

Vi gente festejando entusiasticamente a vitória do exército Brancaleone de Diego Simeone. Não celebravam a supremacia atleticana, mas o inferno astral do quase invencível Barcelona. Coisas da bola, e da vida.

Simeone como atleta foi um dos mais nefastos volantes que já vi atuar. Mirava a canela dos adversários e fazia disso sua principal missão ao longo dos 90 minutos. Pelo empenho e perícia, devia adorar a vocação carniceira.

Como técnico não é lá muito diferente. Organiza seu time para não permitir que o adversário crie ou avance. Não por acaso, o Atlético joga muito duro, gosta do confronto físico. Contra um oponente que prefere o toque de bola, as sutilezas do passe e a alegria do drible, Simeone libera seus gladiadores para tornar o jogo uma luta incessante, privilegiando o choque.

Na quinta-feira, seu estilo triunfou, como já ocorreu ao longo da temporada passada. Marcou muito bem, anulou Messi, controlou Suarez e cercou Neymar. Não é algo que vá se repetir sempre, mas funcionou. Pragmático, o Atlético aproveitou as oportunidades criadas e não deu espaços ao Barça.

É sempre gostoso ver o mais fraco ou inferior triunfar sobre o mais poderoso. Não há como negar que o Barcelona, por tudo que se sabe, é um dos times mais fortes do futebol, daí a legítima efusão dos que preferiram o triunfo do Atlético de Simeone.

Foi um show de disciplina tática sobre o esplendor do talento individual que dá brilho ao time catalão. Acontece que, apesar das marcações táticas próprias do futebol moderno, continuo fiel ao conceito libertário tão bem executado por Luis Henrique no Barcelona.

Herdeiro legítimo de Johan Cruyff e Pep Guardiola, o técnico atual concede aos seus craques o quinhão de liberdade necessário para que façam o que lhes der na telha a partir da linha de meia-cancha. Ancorado na articulação de Iniesta, o trio MSN faz misérias quando tem a posse da bola.

Exercita à exaustão o conceito libertário de jogar bola, tão caro nos campos quanto na vida. Enquanto o time catalão tiver essa voracidade, cultuando seus craques, terá minha sincera admiração. Mesmo quando não atua bem e se deixa vencer, como aconteceu duas vezes nesta semana – ontem novamente.

O consolo é que nas próximas jornadas triunfará porque o talento é sempre invencível – e a liberdade é um bem inalienável em qualquer área de atividade, e na vida.

O melhor técnico do campeonato

Pode ser que o São Francisco nem chegue à final do campeonato, mas não importa. Meu voto para técnico do campeonato é dele, desde já. Walter Lima. Pelo que fez ao longo da disputa, merece minha admiração e aplauso. Está à frente de um time que não tem opções no banco de reservas e, ainda assim, chega com justiça à semifinal do returno. E faz com que o São Francisco jogue bem, movimentando-se com agilidade e sem precisar recorrer ao tedioso recurso da retranca para garantir resultados.

Atrapalhou-se um pouco no sábado diante de um Paragominas que chegou a ameaçar a classificação à final do returno. O empate em 1 a 1 levou para a decisão em penais, vencida pelo São Francisco, que agora irá enfrentar o matreiro Cametá, que despachou o São Raimundo, ontem à noite, também na série de tiros livres da marca do pênalti.

É importante dizer que Waltinho vem se conduzindo de maneira exemplar há algum tempo. Desde os tempos em que apareceu nos campos de Santarém, primeiro como atleta, jogando como um meio-campista clássico. Camisa 10 de recursos que depois virou técnico.

Passou pelo Remo e montou o time que viria a ser campeão brasileiro da Série C em 2005, embora muitos esqueçam de reconhecer esse mérito. Em seguida, foi o mentor da estruturação que levou o São Raimundo ao título da Série D de 2009, o primeiro da competição.

Nos últimos anos, tem se dedicado a trabalhar com jovens atletas. Foi assim no Remo que alcançou as semifinais da Copa do Brasil sub-20 e, no ano passado, como orientador da Desportiva, que participou da Copa São Paulo de Juniores.

De estilo pouco convencional, Waltinho é uma espécie de missionário do futebol. Dedica-se a preparar e treinar jovens jogadores com a paciência que quase nenhum treinador costuma ter. Em geral, “professores” entendem que não precisam perder tempo ensinando fundamentos a seus atletas. Errado. Mestre Telê fazia isso sempre. Cilinho também.

Aqui, por sorte, temos Walter Lima, que insiste em nadar contra a corrente e ainda encontra tempo para pegar um atacante pelas mãos e ensiná-lo a correr com a bola dominada. Faz isso toda semana nos treinos do São Francisco. Só essa dedicação e visão tradicionalista do jogo explicam como o limitado elenco do Leão santareno se agigantou e chegou à fase decisiva do segundo turno, posicionando-se entre os três melhores na pontuação geral.

Continuo convencido de que o futebol precisa de mais Waltinhos.

Recado aos navegantes

Aos combatentes da liberdade que me acompanham por aqui e me seguem nas redes sociais quero dizer que nenhuma batalha é vã ou inútil. Certos percalços podem significar uma pausa a caminho de vitórias maiores. Resistir sempre, amofinar jamais. Vida que segue.

18 de abril de 2016 at 10:41 am Deixe um comentário

PAPO DO 40º – Ronaldo Porto – 18.04.16

INTERIOR MANDANDO NO PEDAÇO

Depois de um 1º turno com as participações de Remo e Paysandu nas semifinais, com os dois decidindo a Taça Cidade de Belém onde o Papão foi o campeão, tivemos um 2º turno com times somente do interior, com destaque para dois times de Santarém. E no sábado, o São Francisco já garantiu a sua participação na final da Taça Estado do Pará, empatando no tempo normal com o Paragominas, que deu trabalho, ganhando nos penais por 6 x 5. Depois de começar muito bem o 1º turno e não conseguir nem vaga para as semifinais, o Leão Santareno deu a volta por cima e está a um passo da decisão da Taça Açai. Na outra partida decisiva, São Raimundo e Cametá entraram em campo, também em Santarém e o Mundicão dançou dentro de casa, perdendo nos pênaltis para o Cametá e afastando a possibilidade de um Rai-Fran. No tempo normal o jogo terminou 1×1, mas o Cametá surpreendeu e saiu na frente e acabou tirando o time santareno do páreo. Agora São Francisco e Cametá vão disputar a grande final da Taça Açai e o vencedor da única partida em Santarém pegará o Paysandu decidindo o título.

ALTA TEMPERATURA

E mesmo estando fora da decisão do 2º turno do Parazão, Remo e Paysandu avançaram na Copa Verde e vão se encontrar nas semifinais, para honra e glória do futebol paraense. O Remo já havia se classificado diante do Nacional-AM, numa disputa dramática no jogo de volta. Já o Papão mandou embora o Rio Branco-AC, com duas vitórias, uma delas de goleada lá dentro da Arena da Floresta. Agora Leão e Papão se enfrentarão e o vencedor pegará ou Aparecidense-GO ou Gama-DF.

BAIXA TEMPERATURA

Enquanto isso na Copa do Brasil, o caminho mais curto para a Copa Libertadores, o Remo estreou mal dentro de casa, mesmo jogando além da expectativa, sendo derrotado pelo Vasco-RJ por 1×0, um golzinho no final da partida. Na verdade o resultado mais justo seria o 0x0, só que agora o Clube do Remo precisa pelo menos devolver o resultado para chegar aos pênaltis. Se vencer por dois gols de diferença o Leão avança. Não que seja impossível, mas ficou mais difícil agora.

NO TERMÔMETRO

Muito bom o volante Lucas Garcia, que chegou e já entrou em campo contra o Vasco pela Copa do Brasil. Deixou uma boa impressão na sua estréia. ///Enquanto isso, Marcelo Veiga ganhou um sério problema para os dois jogos contra o Paysandu pela Copa Verde, pois o lateral Levi se contundiu; enquanto isso, para amenizar, o lateral esquerdo João Victor foi liberado pelo DM remista. /// Dia 1º de maio acontecerá a grande decisão da Taça Açai e o vencedor irá enfrentar o Paysandu, que já garantiu vaga na final ao vencer o Remo na final do 1º turno. /// E nesta quarta começará a decisão entre Remo e Paysandu pelas semifinais da Copa Verde; jogo de 180 minutos, com a segunda partida acontecendo no sábado, dia 23, ambos no Mangueirão que deverá receber 35 mil torcedores, conforme acordo. /// Não haverá vantagens na decisão da vaga entre Remo e Paysandu; se tivemos igualdade nos resultados, a vaga será decidida nos tiros livres da marca do pênalti, ao final da segunda partida. /// E parece que não existimos para a Caixa Econômica. Vários contratos foram renovados com alguns clubes brasileiros, ditos de primeira grandeza. O Corinthians foi aquinhoado com 30 milhões por um contrato de um ano e bem o merece, o Vasco levou nove milhões e outros clubes como Chapecoense, Vitória, Figueirense levaram também suas cotas. Até o CRB de Maceió, levou um milhão por um ano, enquanto Remo e Paysandu ficaram chupando o dedo. Por um acaso a Caixa não reconhece que o norte do país existe? /// Uma boa semana a todos e viva Jesus!
E-mails: rporto@supridados.com.br

18 de abril de 2016 at 10:32 am Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 15.04.16

Duas grandes batalhas

A dupla Re-Pa vai outra vez disputar a semifinal da Copa Verde. O Pará está garantido na final da competição pela terceira vez consecutiva, mas o baixo nível técnico da maioria dos times disputantes não permite nem foguetório das torcidas. A classificação dos velhos rivais não é mais do que obrigação.

Desta vez, a presença na final não pode mais se resumir a fazer figuração. Em futebol não existe certezas antecipadas, mas a cobrança é permitida. O representante local, seja qual for, tem a responsabilidade de conquistar a taça do torneio que foi idealizado há três anos para levantar a bola do futebol paraense.

Por pura incompetência, Leão e Papão deixaram o troféu escapar nas duas edições passadas. Em 2014, os bicolores foram derrotados pelo Brasília em decisão que saiu nas cobranças de tiros livres da marca do pênalti. No ano seguinte, os azulinos entregaram o ouro para o Cuiabá, levando uma sova histórica de 5 a 1 depois de terem vencido em Belém por 4 a 0.

As expectativas se renovam, embora os times não apresentem motivos reais para entusiasmo. O Papão suplantou sem dificuldades os limitados Fast e Rio Branco, mas vem acusando problemas de organização tática e falhas primárias de marcação. Já o Remo, que passou pelo Nacional-AM para chegar à semifinal, ainda tenta encontrar a batida perfeita e conta com a rodagem do técnico Marcelo Veiga para tentar evoluir.

O jogo de quarta-feira contra o Vasco – o quarto de Veiga no comando – deu ao torcedor remista motivos para nutrir esperanças. Mesmo com improvisações nas laterais (Ítalo pela esquerda e Yuri na direita), a equipe atuou ofensivamente e criou oportunidades que poderiam ter levado a um resultado positivo.

Perdeu com um gol aos 40 minutos do segundo tempo, nascido de uma jogada perfeita de linha de fundo executada pelo lateral Henrique e finalizada pelo centroavante Thales. A derrota, sacramentada perto do apito final, frustrou a torcida presente, mas não impediu que o time deixasse o campo aplaudido.

A reação comprova o reconhecimento das arquibancadas pelo esforço geral do time em busca da vitória. Mesmo descontando o fato de que adversários famosos despertam mais motivação, é justo avaliar que o Remo vem evoluindo. Não com a rapidez necessária, mas dentro das condições possíveis.

Marcelo Veiga tem um elenco limitado, castigado por lesões e carente em posições fundamentais, como as laterais e o centro do ataque. Até ver seus pedidos atendidos, terá que se valer do grupo atual. Nesse aspecto, tem conseguido algumas pequenas façanhas. Sob sua direção, já é possível observar mais segurança no setor defensivo e consistência no meio-campo.

Contra o Vasco, a entrada em cena do novato Lucas Farias foi providencial para garantir ao setor de marcação um tom de dinamismo e antecipação que não existia no Campeonato Paraense. Lucas veio recomendado por Veiga e encaixou bem ao lado de Chicão e Yuri. A má notícia para o técnico é que Lucas não pode disputar a Copa Verde.

Para os dois confrontos com o Papão nas semifinais, a meia-cancha terá que ser composta pelos mesmos jogadores que disputaram o Parazão. É inegável, porém, que Veiga já deu outra cara ao Remo.

No Papão, Dado Cavalcanti enfrenta momento de instabilidade no Parazão, com sequência irregular de partidas e atuações que intranquilizam a torcida. Na Copa Verde, o cenário é inteiramente diverso.

Depois de passar sem sustos pelo Fast, o Papão foi ao Acre ontem e experimentou um verdadeiro passeio na Arena da Floresta. Aplicou uma goleada no confuso e quase ingênuo do Rio Branco, nem sombra daquele time encardido de outros tempos.

Sem tomar conhecimento das eventuais limitações do dono da casa, o Papão se impôs desde o começo, bem ao contrário da atuação discreta na Curuzu, quando venceu por 1 a 0. Fabinho Alves fez 1 a 0 logo aos 8 minutos, aproveitando belo cruzamento de Roniery.

Depois, sem pressa, foi abrindo espaços no setor de defesa do Rio Branco e ampliou o placar dez minutos depois, através de Ricardo Capanema – segundo gol dele com a camisa alviceleste. Jogo fácil em função da boa movimentação executada por jogadores como Roniery e Fabinho.

Sem outra opção, o Rio Branco ensaiou reagir na etapa final, mas só escancarou mais seus próprios pecados. Com autoridade, mesmo sem maior brilho, o Papão chegou ao terceiro gol aos 26 minutos, cedeu um penal aos 29, mas retomou a marcha vitoriosa com Bruno Veiga (também de pênalti) aos 32 e com Fabinho, de novo, aos 33. O time acreano ainda diminuiu, com Romarinho, aos 40.

A ausência de Celsinho nem chegou a ser notada na partida da Arena da Floresta, mas seu papel de condutor do meio-campo não pode ser minimizado para o confronto das semifinais. A goleada serviu para reassentar as coisas na Curuzu, acalmar os espíritos e preparar o time para as duas batalhas contra o maior rival, nos próximos dias 20 e 23.

Remo volta a olhar para os nativos

A diretoria do Remo finalmente parece disposta a ouvir os clamores da própria torcida e direciona seu olhar para os jogadores que se destacaram nos clubes interioranos ao longo do Campeonato Paraense. O oriximinaense Flamel, camisa 10 do Águia, foi sondado, mas a multa rescisória (R$ 100 mil) travou o negócio. Seria uma grande aquisição para a campanha da Série C, pois Flamel teria condições de jogar ao lado de Eduardo Ramos no meio e colocar a serviço do Remo sua impressionante habilidade nas bolas paradas.

Sem se abalar, a direção remista procurou então o atacante Magno, que foi um dos pontos altos do time do Parauapebas pela segunda temporada seguida. Contra o próprio Remo, ele apareceu bem e marcou gol. O acerto está praticamente formalizado. Da lista dos melhores do Parazão, a diretoria ainda pode ir atrás do zagueiro Ezequias, do centroavante Monga e dos laterais Léo Rosa e Jaquinha. Jogam em posições que o Remo precisa preencher e não custam caro.

15 de abril de 2016 at 1:08 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 15.4.16

POSITIVO – Paraense Augusto Santin presente neste sábado na 2ª Etapa da Copa Brasiliense de Kart Endurance (CBKE). Já é campeão Norte-Nodeste da categoria de novos nesse esporte. Sucesso!

NEGATIVO – Mudanças são naturais em qualquer segmento e no futebol não é diferente. Mas, por que no Remo as dispensas tiveram de constranger logo gente da envergadura de Agnaldo de Jesus e Edson Cimento? É duro!

Lá e Cá

Agnaldo de Jesus em 7 anos como jogador no Leão Azul, sempre titular e capitão, ganhou 6 titulos. Na CT, 2 anos, 2 títulos e 1 acesso; Edson Cimento goleiro Bola de Prata da Revista Placar em 1977, concorrendo com goleiros de Seleção Brasileira. A história ninguém apaga!
Reginado Anaissi e Pedro Corrêa citaram goleiros Castilho (Paysandu) e Clemer (Remo), como se eu tivesse esquecido ontem.

Não. Apenas ponto de vista!
Volta de João Lucas para Série B dada como certa no Paysandu e contratação do atacante Alexandro sendo finalizada; Remo fechando com avançado Magno (Londrina) e Flamel descartado pela multa contratual.
Lucas Garcia lembrou Julio Cesar (ano 47 AC): “veni, vindi, vici ou seja, vim, vi e venci”. Se continuar assim Remo encontrou o volante que esperava para alegria do seu tio Jair Souza; Dirson Medeiros confidenciou mais 5 contratações até a Série C.

Cláudia Moura, diretora tecnica da SEEL, confirma que gramado do Mangueirão está pronto para suportar até 20 jogos mês. Ótimo!

Distribuição de nossos 3 clubes na Série D: um no grupo A2 com representantes do AM, RR e TO; outro no A3 com AC, RO e RR; mais um no A4 ao lado MA, TO e AP.

Dado pela maioria como o azarão dentre os semifinalistas do returno do Parazão, pessoal do Cameta quer provar o contrário e confia na experiência do seu grupo. Técnico Euclides Magno objetiva afirmação.

No São Raimundo escalação do zagueiro Wanderlan nas mãos do médico José Tolentino; S. Francisco terá volta de Perema, mas perdeu meia Guilherme Neves; Paragominas aposta no ataque com Aleilson e Laio.

Faleceu meu ex-professor de latim, Padre Luciano Brambilla. Lembro dele no comando do time de futebol dos Internos do Instituto Santa Teresinha (Bragança) nas “batalhas” contra Escola Apostólica do Padre Valdomiro Mendes. Saia faísca. Bons tempos!

HOMENAGEM – Manoel Expedito de Souza Ferreira, o Samurai, ex- campeão carioca de judô meio-pesado por 2 vezes nos anos 70 pela academia ACM. É professor de Educação Física em Bélém e atua no CIAM.

15 de abril de 2016 at 12:51 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 14.4.16

POSITIVO – Hoje o Dia do Goleiro. Minha homenagem ao maior deles, Gilmar dos Santos Neves e outros que acompanhei aqui: Dico, Baleia, Asas, Smith, Edson Cimento e Fávaro. Também F. Henrique e Emerson.

NEGATIVO – Jorginho (técnico do Vasco) reclamou do gramado do Mangueirão. Nenhuma novidade em razão de tanta chuva e liberação para treinos. Fazer o quê!

Lá e Cá

Dois goleadores voltando num jogo decisivo para São Francisco e Paragominas: Balotelli e Aleílson. É bom lembrar que na 2ª rodada do returno o Jacaré bateu o Leão Santareno, de 2×1, lá mesmo no Babalhão.

Beleza interna da Curuzu contrasta com a parte externa. Seria bom partir para produto anti-grafiteiro, como fará o Remo nesta revitalização do Baenão.

Paysandu defendendo esta noite uma invencibilidade de 18 jogos oficiais. Não perde desde a Série B de 2015, 3X1 América-MG, em BH; vice da CBF, coronel Nunes mora no Rio em ap alugado do técnico Bonamigo.

Sidney Waknin, psicólogo que já trabalhou na dupla Re-PA, aqui de Belém vibrando com o filho Maurício Waknin, simplesmente Gerente de Competição de Futebol da Olimpíada 2016.

Zagueiro Rodrigo e lateral esquerdo Julio Cesar poupados ontem no Vasco para clássico do Cariocão contra o Fluminense, domingo, em Manaus; Lyoto Machida apanhado no anti-doping fora da luta da UFC, sábado.

Futsal Sub 17 masculino do Remo não foi bem na Copa Brasil, em Fortaleza, mas pelo menos se manteve na elite da competição.

Diretoria do Remo aproveitou jogo de ontem no Mangueirao para lançar “Campanha do Porcelanato”, ação que objetiva a recuperação do Baenão até 15.8.

CRB do Mazolla Jr já aguarda classificado de Remo x Vasco para sequência na Copa BR. Quem passar de Independente x Paysandu terá Operário-PR ou Criciúma, que não tem times tão qualificados no momento.

Jonathan falado de volta ao Paysandu, embora tenha votos contra. Outros nomes especulados, atacante Alexandro, zagueiros Domingues e Brinner. Prorrogação do contrato de Rodrigo Andrade até 2018.

Jogo hoje às 20:30h do Acre, 22:30 de Brasília e na telinha. Pela Rádio Clube do Pará darão o recado ao vivo de Paysandu x Rio Branco, Valmir Rodrigues, Dinho Menezes e participação especial do rei Artur.

HOMENAGEM – Ronaldo Almeida, o Mineiro, ex-goleiro de futsal da AABB e Democrata de Governador Valadares-MG nos anos 80. Em Belém comanda a RJ de Almeida, especializada em marketing institucional.

14 de abril de 2016 at 12:46 pm Deixe um comentário

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