Coluna do Gerson Nogueira – 21.04.17

21 de abril de 2017 at 9:28 pm Deixe um comentário

De peixe em peixe…

 

O Papão parece estar mesmo predestinado a enfrentar peixes neste começo de temporada. Na Copa Verde, acaba de superar o Peixe da Amazônia, valoroso representante amapaense. Passou, mas não sem sacrifício. Teve dificuldades no primeiro jogo, em S. Luís, e chegou a estar perdendo no confronto realizado em Belém. Com muito esforço e bom rendimento de algumas peças, acabou conquistando a vitória e a classificação para a final do torneio.

Nem bem superou o obstáculo regional, o Papão recebe a notícia de que terá outro peixe como oponente nas oitavas de final da Copa do Brasil. Desta vez, não será mais o genérico, mas o Santos original, dono de rica história e berço do Rei Pelé. O sorteio que definiu os cruzamentos foi realizado ontem, na CBF.

Para quem teve surrupiado o direito de disputar a Sul-Americana, pela conquista do título da Copa Verde em 2016, encarar a etapa mais qualificada da Copa do Brasil é um prêmio de consolação que dependendo das circunstâncias periga virar castigo. Venho afirmando isso desde que a CBF malandramente tomou do Papão o acesso à Sul-Americana, previsto no regulamento da CV até a edição passada.

A disputa com o Santos não será tranquila. Em situação normal, com o time que vem sendo utilizado na temporada, o Papão terá sérios problemas para superar o Peixe. A diferença técnica é óbvia. O clube paulista disputa a Libertadores e conta com um elenco qualificado, alinhando atletas do nível de Lucas Lima e Ricardo Oliveira.

Não é uma esquadra invencível, mas certamente entrará neste duelo como favorito. E é justamente o favoritismo santista que pode vir a aumentar as chances do Papão, que se apresenta como um franco-atirador, sem ter nada a perder. A obrigação de se classificar é toda do Santos.

Por outro lado, jogar a primeira partida na Vila Belmiro não favorece o Papão. O sorteio dos mandos realizado também ontem cria uma situação mais adversa para o representante paraense, principalmente do ponto de vista financeiro. Em caso de resultado vantajoso para o Santos, a expectativa pelo confronto em Belém diminuirá sensivelmente.

De toda maneira, a sorte está lançada e caberá ao Papão de Chamusca fazer a melhor participação possível, até mesmo para valorizar o prêmio de consolação criado pela CBF para compensar a exclusão da Sul-Americana.

 

 

Recado de um conselheiro azulino para Josué Teixeira

 

A coluna abre espaço para uma mensagem enviada pelo amigo Ronaldo Passarinho, um dos mais atuantes baluartes deste espaço e grande benemérito do Clube do Remo.

“Como um dos sócios mais antigos do Remo, tendo participado intensamente da vida de meu amado clube, agradeço ao espaço a mim dado pelo jornalista Gerson Nogueira para dizer-lhe do meu sentimento em relação ao que se passa no clube, agora. Considero que a sua presença como treinador do Remo é extremamente benéfica para os verdadeiros remistas. O que é mais importante na nossa gloriosa História é a salvação de seu patrimônio, criminosamente dilapidado por recentes ‘administrações irresponsáveis’ que estão a nos levar a terríveis dificuldades financeiras. Basta dizer que todos os nossos patrocínios estão bloqueados.

Com a destruição do Baenão somos obrigados a jogar no Mangueirão pagando taxas altíssimas. E a situação só não está pior pois graças ao Ricardo Ribeiro, temos um departamento médico moderno a gerar grande economia para nosso clube. Louvo, Josué, o seu esforço de formar um time modesto, sem estrelas e no geral, jovem, Muitos vieram de nossa base e não tiverem nenhuma oportunidade com ‘técnicos’ muitas vezes empresários, formando plantéis caríssimos sem qualquer retorno para nós. Quanto a contratações equivocadas que foram feitas, aprendi uma lição com o grande treinador Joubert Meira: ‘só não erra em futebol quem não contrata’. Por fim, parabéns pela coragem de trabalhar com jovens.

As estrelas que vieram para o Remo só nos levaram a Justiça do Trabalho a aumentar a nossa colossal dívida. Peço-lhe apenas que os reforços para a disputa da Série C sejam pontuais. Aumente a sua fonte de consulta com quem quer servir ao Remo, e não dele se servir. a) Ronaldo Passarinho, sócio do Clube do Remo, desde 1952.”

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