Coluna do Gerson Nogueira – 22.05.17

23 de maio de 2017 at 11:58 am Deixe um comentário

Sinal de alerta ligado

 

A opção de remontar radicalmente o time do Remo cobra um preço alto neste começo de Série C. Depois de um primeiro tempo de boa movimentação e tentativas agudas (com duas chances de gol), a equipe sucumbiu ao cansaço e aos muitos erros, deixando três pontos em Arapiraca, no sábado à tarde. A continuar nessa toada, candidata-se a ser (de novo) mero figurante na competição. Ocupa o 4º lugar, mas o time não passa confiabilidade.

O apenas esforçado ASA pouco arriscou inicialmente, respeitando o time azulino. Quando percebeu o cansaço e a desarrumação, botou pressão e achou facilidades pelos lados do campo. Insistiu com bolas cruzadas até que o gol saiu num lance curioso, que teve um quase milagre do goleiro Vinícius e a total inércia do sistema defensivo do Remo.

A derrota se consolidou porque o Remo não teve forças para manter a transição rápida que fazia no 1º tempo, quando o estreante Gerson apareceu bem no apoio ao ataque. Edgar e João Paulo tiveram oportunidades, mas o goleiro Carlão fez grandes defesas, evitando o gol.

Até a conhecida limitação criativa do meio-de-campo foi um pouco disfarçada pela velocidade com que o Remo conseguia sair de seu campo. Em várias situações ficou patente a fragilidade defensiva do ASA, condição que os remistas não souberam explorar nos 45 minutos finais.

Para piorar, o precário condicionamento físico de boa parte da equipe, principalmente dos novos jogadores, comprometeu a cobertura defensiva e limitou as iniciativas do ataque. Edgar, o melhor do time, foi esquecido no lado esquerdo, sem receber bolas para investir em jogadas rumo ao gol.

Com o Remo escalado no sistema 3-5-2, os volantes tinham papel decisivo na partida, mas na segunda etapa abusaram da burocracia, trocando (e errando) passes no meio, justamente o setor mais povoado pelo ASA. Mikael, peça nula, foi substituído por Rony, que nada acrescentou.

Quando Gabriel Lima entrou, substituindo a João Paulo, o ASA já havia chegado ao gol, em lance que confirmou a excelente atuação do goleiro Vinícius e desnudou em todas as cores a incrível lentidão da zaga remista. Em cruzamento de Everton, o goleiro se desdobrou defendendo um cabeceio e um chute à queima-roupa, mas não evitou o disparo de Leandro Kível, aos 12 minutos. Estava sozinho contra o ataque inimigo, pois os zagueiros do Remo não se mexeram para pelo menos atrapalhar a jogada.

Em desvantagem, o Remo buscou forças para reagir, mas em nenhum momento conseguiu dar o bote sobre a defesa do ASA. Gabriel correu, lutou, mas foi atrapalhado pelos erros de posicionamento e passe de Damião e na falta de entendimento com Nino Guerreiro e Rony. O melhor momento foi uma tentativa de Tsunami, mas a bola saiu sobre a trave.

Os manuais ensinam que, em situações de aperreio, o jeito é apelar para a bola alçada na área, o popular muricybol. Nem isso o Remo fez. Estranhamente, ficou cozinhando o galo em seu campo, sem arriscar chutes de fora da área e deixando de incomodar a defesa do ASA.

O mau resultado acende o sinal de alerta quanto às deficiências do time, já expostas na vitória sobre o Fortaleza. O fato mais desconcertante é que o time que disputou o Parazão, reconhecidamente limitado, conseguia ser superior ao amontoado de jogadores escalados neste começo de Série C.

A opção de desmontar o time e prestigiar os novatos até agora não se mostrou a mais acertada. Quase todos os contratados desembarcaram em Belém longe das condições ideais, sendo que alguns denotam sérias limitações técnicas – casos de Damião, João Paulo, Labarthe, Mikael e Danilinho (que não jogou em Arapiraca). Gerson, Nino Guerreiro e Bruno Costa, mesmo sem maior brilho, são as exceções até agora.

Em meio às dificuldades, Josué pode substituir os “importados” que não se encaixaram por Gabriel, Jayme, Léo Rosa e até Rodrigo, que apareceu bem na final do campeonato e que pode cuidar da armação até Flamel voltar – há previsão de que possa jogar domingo contra o Cuiabá. Insistir com os novatos à espera de entrosamento é um risco que o Remo não pode correr.

Entry filed under: Uncategorized.

Papo do 40º – Ronaldo Porto – 22.05.17 BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 23.5.17

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


Clube no Twitter

Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.


%d blogueiros gostam disto: