Coluna do Gerson Nogueira – 27.05.17

27 de maio de 2017 at 7:24 pm Deixe um comentário

Risco e oportunidade

 

Com quatro pontos conquistados em dois jogos, o Papão faz um bom começo de Série B. Mesmo desacreditado por grande parte da torcida, o time se saiu bem na estreia contra o Oeste em Belém e ganhou um ponto diante do Paraná, fora de casa. É prematuro projetar a caminhada na competição, mas é importante acumular pontos logo nas primeiras rodadas, quando as equipes ainda estão em fase de ajustes e busca de entrosamento.

Contra o Internacional, o PSC tem a oportunidade de consolidar posição na classificação. Um triunfo sobre o grande favorito da competição vale bem mais do que os três pontos. Serviria para dar mais confiança aos jogadores e conquistar a torcida, ainda desconfiada quanto ao potencial do time.

Ao começar a Série B, o Papão lançou mão de um time semialternativo. As várias mudanças feitas pelo técnico Marcelo Chamusca, lançando jogadores recém-chegados, foram determinadas por baixas no elenco. Viu-se obrigado a substituir o meia Diogo Oliveira e os atacantes Leandro Carvalho e Bergson, que davam consistência ao time que ganhou o Campeonato Estadual e decidiu a Copa Verde.

Os problemas fizeram com que o time titular fosse alterado até em sua maneira de jogar. Antes, com Leandro e Bergson, havia um terceiro homem jogando mais centralizado – Alfredo. Sem seus principais atacantes, Chamusca optou por um quadrado no meio-campo, com três volantes (Recife, Wesley e Rodrigo) e um meia, Fernando Gabriel.

Na partida contra o Paraná, Rodrigo foi deslocado para atuar na segunda linha pelo lado direito, à frente de Ayrton. Uma tentativa de suprir a ausência de Leandro, que atua naquela faixa do campo. Apesar do esforço, Rodrigo não se saiu bem e foi substituído no segundo tempo.

É provável que Chamusca insista com Rodrigo avançado, mas o retrospecto recente indica que o volante rende mais quando parte do campo de defesa com a bola dominada. O vigor físico e a habilidade permitem que surpreenda a linha de marcação adversária, alcançando a área e abrindo grandes possibilidades para o ataque, como ocorreu contra o Santos, pela Copa do Brasil. Avançou desde a intermediária alviceleste e deu um passe recuado para Diogo Oliveira finalizar para as redes. Foi o chamado contra-ataque de um homem só.

Rodrigo é alvo de atenção por ser, na falta de Leandro Carvalho, o jogador que pode eventualmente surpreender. Apesar da inexperiência natural, tem boa leitura de jogo e se posiciona bem em relação à marcação adversária. Com isso, produz sempre mais do que os volantes apenas marcadores. Executa hoje um papel que Jonathan já fez antes, sob o comando de Dado Cavalcanti, embora seja mais efetivo nos desarmes.

Como o novo ataque ainda não funcionou, pois Wellinton Jr. fica pelos lados e Marcão se isola na área, o Papão precisará de uma meia-cancha eficiente na transição e rápida na aproximação, inclusive se apresentando para finalizar. Dos volantes, somente Rodrigo tem essa característica, chegando a ser mais ofensivo que o próprio meia Fernando Gabriel.

O Inter tem a vantagem de ter um time mais entrosado, cujos jogadores se conhecem há mais tempo. Sob pressão depois do empate contra o ABC no Beira-Rio, o técnico Antonio Carlos escala um trio no ataque para buscar a vitória: Pottker, Nico López e Roberson (Marcelo Cirino). Com essa formação ofensiva, abre a perspectiva de um confronto aberto no Mangueirão, dando ao Papão a chance de explorar o contra-ataque.

 

 

Re-Pa manauara segue produzindo micos

 

O clássico previsto para 7 de junho, em Manaus, continua envolto em meias-verdades e poucas informações confirmadas. Além de problemas com os laudos da Arena da Amazônia, um episódio veio acrescentar mais dúvidas sobre a realização do Re-Pa manauara.

O presidente do Remo, Manoel Ribeiro, afirmou ontem que o clube ainda não recebeu a primeira cota (R$ 83 mil) prometida pelos organizadores. Instantes depois, um dos diretores garantiu que o dinheiro já foi entregue.

Das duas, uma. Ou o jogo está ameaçado pela não quitação das cotas ou a comunicação dentro da diretoria remista permanece embaçada.

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