Archive for junho, 2017

Coluna do Gerson Nogueira – 15.06.17

A pissica da camisa 9

 

O Brasileiro da Série B vem se constituindo num desafio e tanto para os centroavantes do Papão. Nos últimos anos, ninguém chegou nem perto da marca de Robgol, vice-artilheiro nacional em 2005 com 21 gols na Série A, sustentando uma disputa particular com ninguém menos que Romário, que só o ultrapassou na rodada final graças a dois penais esquisitos.

Depois de Robgol já passaram pelo Papão muitos centroavantes com passagem por grandes clubes e currículo de goleadores, como Alexandro, Betinho e Souza. Todos fracassaram inapelavelmente, sem conseguir se estabelecer com a 9 alviceleste (ou outro número qualquer usado pelo comandante de ataque) e deixando a torcida carente de um artilheiro de verdade.

Nesta temporada, o Papão já teve vários candidatos a homem-gol. Leandro Cearense, Alfredo, Marcão, Daniel Amorim. Todos foram superados por Bergson, principal artilheiro do clube,  mesmo quase sempre jogando fora da área. Por rendimento insatisfatório, Cearense e Alfredo já foram liberados.

Marcão, o titular do momento, vai pintando como a mais nova vítima da persistente pissica que atormenta os ocupantes da posição. Não conseguiu marcar nenhum gol, apesar de ser o titular absoluto desde a abertura da Série B.

Tem até se esforçado, recuando para buscar jogo, apesar de suas características de atuar como homem de referência na área. Nos outros clubes que defendeu, Marcão teve bom rendimento, principalmente explorando o jogo aéreo. No Papão de Marcelo Chamusca, ninguém até agora se lembrou de cruzar bolas na direção do centroavante.

Quero dizer que não há nenhuma jogada específica para que o atacante possa mostrar seu principal recurso, que é o cabeceio. Cansado de esperar Godot, Marcão andou ensaiando jogar em posição mais recuada e até investindo pelos lados. Fez isso – e muito bem – contra o América-MG, em Belo Horizonte, dando assistência preciosa para Leandro Carvalho marcar o 2º gol da vitória do Papão naquele jogo.

Muito elogiado por sua atuação em BH, atuou bem contra o Internacional, no Mangueirão, ficando bem perto de balançar as redes em duas ocasiões. Contribuiu bastante, mesmo como coadjuvante, para a boa campanha inicial no Brasileiro. O problema é que centroavante existe para mandar a bola para as redes.

Com a súbita queda da equipe, sofrendo três derrotas seguidas e despencando na tabela, as críticas se direcionam também ao homem encarregado dos gols. Como é comum no futebol, observa-se apenas a consequência, desprezando-se a análise da causa do problema.

O fato é que, levando em conta o sistema de jogo do Papão, é bom que a torcida se acostume com o fato de que dificilmente Marcão, Daniel Amorim ou qualquer outro poderá atender à função básica do centroavante.

 

 

O Remo e suas particularidades

 

Comentário de um grande azulino, que já trabalhou em várias gestões do Remo, depois das mais recentes notícias vindas do Evandro Almeida:

“O Remo está salvo, pois dois grandes reforços foram anunciados, Danilo Caçador e Roni. Rodrigo, formado na base e autor do gol na final do campeonato, vai ser dispensado. Boa política de ‘renovação e saneamento’ do plantel. Parabéns, Diretoria! Ah, parece que o Potita vai voltar também. Aliás, por que não reintegrar também o Josué¿”.

À noite, na festa de lançamento da nova linha de uniformes, um dirigente acabou levando sonora vaia ao declarar que era melhor esquecer o passado e pensar em coisas boas, dando como exemplo a campanha no campeonato estadual: “Nós fomos vice-campeões do Parazão, o que é muito difícil…”.

Depois da topada verbal do dirigente, a festa viveu seu grande momento com a entrada em cena do Rei Artur, último grande ídolo da torcida, aplaudido de pé ao desfilar com a nova camisa oficial. Junto com ele na passarela, uma surpresa: o argentino Nano Krieger,  centroavante que foi promovido de dispensável (via WhatsApp) a modelo no evento de lançamento do uniforme para a temporada.

Definitivamente, o Remo é um caso a ser estudado. Seus dirigentes parecem sofrer de uma crônica dificuldade em entender a lógica das coisas.

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15 de junho de 2017 at 5:12 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 14.6.17

PITACO – Afonso Lobato e Paulo Storino (foto) em plena campanha pela chapa da situação (APerfeiçoar) para eleição do dia 22.6, na Assembleia Paraense.

Lá e Cá

Remo jogará 4 partidas, seguidas ou alternadas, às 16h, no Mangueirão, começando contra o Moto, 19.6, bastando comunicar ao EI. Ótimo!

5ª. Rodada do Grupo A (do Remo), na Série B, só teve empate.

Elenco do Remo tem 40 atletas e Oliveira Cainindé quer trabalhar, no máximo, com 30. Não há dinheiro para liberar; Ilailson legal para jogar.

Juninho, preparador de goleiros, único da equipe trazida pelo ex-técnico Josué Teixeira que permaneceu no Leão.

Netão está como analista de desempenho e Agnaldo de Jeus (boa escolha) figura como auxiliar técnico.

Opção pelo técnico Oliveira Canindé teve muito a ver com os adversários azulinos no grupo: 8 são nordestinos.

Aleixo, meia iniciado na base do Remo e passagem no Paysandu e Izabelense, mantem grupo de zap com seus companheiros dos tempos azulinos de 80-90. Turma faz até jogos pelo interior.

Paysandu foi um amontoado (mesmo com pênalti não marcado a seu favor) e perdeu de 2×0 para o certinho Guarani-SP, gols do paraguaio Braian Samúdio.

Comprovações: só milagre pensar em acesso com Capanema (lembrou ontem a atravessada de Toninho Cerejo na Copa de 82), Ayrton e Chamusca; Rodrigo Andrade é 40% do time.

Marcelo Chamusca resistirá 4ª derrota seguida contra o líder Juventude (se acontecer)? Gaúchos vêm de Fahel no meio campo e Gilmar Dal Pozzo técnico, ex-bicolores.

Impressionante como Jonathan está completamente alijado dos planos do confuso Chamusca. E nenhum dos 3 diretores cobra!

Goleiro Emerson fez 137 jogos pelo Guarani e está no Museu do Bugre. Ontem, completou 140 no Papão. Falta o Museu, que vem aí!

Da pena ver Marcão isolado lá na frente. Desse jeito passará o campeonato todo em branco; defesa do Lobo não tomou gol até 4ª rodada e em 3 jogos seguintes levou 5.

Lembrete: por muito menos que Chamusca o Josué Teixeira foi  defenestrado no Remo. ¨São essas coisas que eu não entendo”.

Detalhe: os 11 gols do Guarani neste Série B foram todos de dentro da grande área.

14 de junho de 2017 at 6:44 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 13.06.17

Conexão Nordeste

 

O Remo faz uma aposta de risco calculado ao trocar Josué Teixeira por Oliveira Canindé. A opção significa um reabrir de portas ao futebol nordestino exatamente quando o time luta contra oito clubes da região na fase classificatória da Série C. Se buscava um expert em Nordeste, o Leão acertou em cheio. Cearense de nascimento, o novo técnico construiu sua carreira dirigindo clubes da região.

Canindé traz boas credenciais. Campeão da Série D 2010 com o Guarani de Sobral (CE), ganhou a Copa do Nordeste 2013 com o Campinense (PB), comandou boa campanha do América-RN na Copa do Brasil 2014 e conquistou o acesso à Série C com o CSA no ano passado.

O novo técnico, que chega hoje à tarde, tem perfil que se assemelha ao de Josué quanto aos clubes que treinou, quase todos de porte médio. É conhecido como disciplinador e afeito a aproveitar jogadores caseiros. Seus times são conhecidos pela marcação forte e rapidez na transição – exatamente como Josué tentou e não conseguiu no Remo.

Em disponibilidade desde que saiu do CSA, Canindé chegou a um entendimento rápido com a diretoria do Remo, em conversas telefônicas mantidas ao longo de domingo. Não era a primeira opção dos azulinos, que chegaram a sondar Fernando Diniz, descartado pelo salário alto, mas se encaixou nas condições estabelecidas pelo clube.

No Remo, Canindé terá desafios a vencer em curtíssimo prazo. Definir um plano de jogo é o maior deles, a partir de mudanças pontuais no time. Além disso, precisa vencer a desconfiança da torcida, que não conhece o seu trabalho e vai exigir (como de hábito) resultados imediatos.

Em entrevista a Guilherme Guerreiro na Rádio Clube, ontem à noite, Canindé revelou que acompanha os jogos do Remo e conhece alguns atletas, o que certamente ajudará na preparação do time para o importante jogo com o Botafogo-PB na segunda-feira, 19.

Por fim, além do trabalho de campo, Canindé terá que ser hábil para caminhar no verdadeiro campo minado que é o Remo. É bom lembrar que os constantes focos de incêndio foram determinantes para o desgaste de Josué Teixeira junto aos dirigentes.

 

 

Papão tenta reencontrar o caminho do G4

 

Em momento delicado na competição – caiu da liderança para a quinta posição em apenas duas rodadas –, o Papão encara hoje à noite o vice-líder Guarani, em Campinas. O jogo já seria naturalmente difícil, mas torna-se mais complicado por estar o Bugre de olho no 1º lugar do campeonato.

Apesar disso, a dúvida que se impõe quanto ao desempenho do Papão não diz respeito ao adversário: tem a ver com o próprio time de Marcelo Chamusca. As mudanças feitas para o jogo contra o Goiás, forçadas por lesões, acabaram por desfigurar o sistema que vinha funcionando.

Na derrota para o ABC em Natal a equipe ainda funcionou satisfatoriamente no segundo tempo, marcando firme e chegando com perigo à área adversária. Contra o Goiás, o emprego de três atacantes e apenas dois volantes marcadores fracassou do começo ao fim.

Fica a expectativa para a escalação que Chamusca vai definir. Pelas movimentações dos últimos dias, o técnico deve reeditar o esquema mais fechado, com três volantes e um armador, que foi bem sucedido nas quatro primeiras rodadas.

Na impossibilidade de contar com os titulares Recife e Rodrigo Andrade, Chamusca tende a utilizar na marcação Renato Augusto, Wesley e Capanema. Jonathan não está cotado, embora tenha características que permitem fazer a função de Rodrigo, posicionando-se mais à frente e em condições de surgir como homem-surpresa no ataque.

É uma oportunidade sob medida para que o Papão reaja nesta fase inicial de competição, freando a queda e derrubando um concorrente direto. A vitória recoloca o time na vice-liderança.

14 de junho de 2017 at 6:37 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 12.06.17

Escolhas incoerentes

 

Times de futebol são escalados a partir das avaliações de seu técnico. Fatores diversos (condicionamento físico, experiência, ritmo de jogo, entrosamento etc.) balizam as escolhas, mas a qualidade deve prevalecer sempre como critério. Significa que os melhores devem jogar. Quando esse rito básico não é respeitado, a coisa tende a desandar.

É o que ocorre com o Remo, que voltou a tropeçar em casa, no sábado à noite, empatando (1 a 1) com o CSA. As escolhas equivocadas influíram diretamente no resultado final. Depois de abrir o placar aos 15 minutos do 2º tempo, teve até chances para ampliar, mas recuou muito e praticamente chamou o empate, que ocorreu aos 46 minutos.

Um castigo merecido pelo pouco que foi feito para preservar a vantagem parcial. Ao invés de se defender com inteligência e argúcia, tocando a bola e explorando os contra-ataques, o Remo limitou-se a aceitar a pressão imposta pelo visitante nos 20 minutos finais.

É verdade que o gol alagoano podia ter saído antes mesmo de o Remo marcar o seu. Aos 9 minutos do 2º tempo, o goleiro Vinícius fez arrojada defesa em chute colocado de Boquita. Alguns minutos depois, um cabeceio de Michel também assustou o goleiro.

Sem compactação, o time errava em simples troca de passes e ia muito mal pelos lados – Léo Rosa e Gerson não conseguiram jogar. Curiosamente, o Remo fez seu gol quando era mais fustigado pelo CSA. O lance foi perfeito tanto na armação quanto no desfecho. Eduardo Ramos se livrou da marcação e lançou Jayme entre os zagueiros. O atacante bateu cruzado no canto direito do goleiro Omar, aos 15’.

A vitória parecia encaminhada, pois o Remo passou a jogar com mais confiança e intensidade. Edgar teve grande chance aos 19’, cara a cara com o goleiro. Acabava ali o curto período de superioridade. Logo a seguir, Josué Teixeira tirou Edgar e botou Gabriel Lima.

Por coerência, a troca deveria envolver Mikael. Para piorar, sem Edgar, o Remo perdeu a opção de força para enfrentar a forte (e violenta) zaga do CSA. Diante disso, o técnico Ney da Mata pôs seu time no ataque, liberando alas e volantes para o esforço final em busca do empate.

Em meio ao sufoco, com bolas perigosas rondando a meta de Vinícius, Josué deu sua cartada mais arriscada: trocou Ramos por Flamel, que volta de longa inatividade e não rendeu. Estava claro que Ramos não podia ter saído, pois era a única via qualificada para desafogar o jogo.

Acuado, o Remo se limitou a rebater bolas que caíam nos pés do adversário. Com a zaga exposta pela débil marcação de laterais e volantes, o gol amadurecia a cada novo cruzamento. Aos 46’, Michel ganhou a disputa pelo alto com Leandro Silva e a bola foi procurar o baixinho Dawan, que tocou no canto direito da trave remista.

Apesar do duro baque pelo gol nos minutos finais, o Remo não pode se queixar da sorte. Fez um primeiro tempo ligeiramente superior ao adversário, mas na etapa final foi dispersivo e pouco combativo, permitindo que o CSA se impusesse. Resultado justo.

 

 

Incoerências no comando explicam má atuação

 

Pior que a atuação do Remo foi a entrevista de seu técnico no pós-jogo. De forma áspera, Josué Teixeira recusou-se a comentar as fracas atuações de jogadores de sua confiança – Labarthe, Gerson e Mikael. Um detalhe: Labarthe errou oito passes só no 1º tempo, falhando muito na cobertura. Apesar disso, foi mantido até o fim em campo.

Espantosamente, Josué destacou a “grande atuação” e chegou a falar em evolução do time. Ao mesmo tempo, refutou comparações com o time do Parazão, talvez pelo fato óbvio de que o Remo do Estadual era mais regular e menos trôpego que o atual.

Uma boataria surgida depois do jogo indicava que Josué teria sido demitido. Ontem, vazou a informação de que a diretoria decidiu pelo afastamento, mas só comunicaria oficialmente hoje. A conferir.

14 de junho de 2017 at 6:27 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 11.06.17

Suspeita solta no ar

 

Quando a CBF sai de seu mutismo habitual para revelar que árbitros estão sendo procurados com intenções comprometedoras por “células criminosas” é sinal de que o futebol brasileiro está sob a ameaça do esquema de manipulação de resultados, supostamente inativo desde o escândalo envolvendo o ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho e a nefasta Máfia do Apito, em 2005.

A cabeça do monstro foi cortada naquela ocasião, mas o alerta oficial da CBF aos árbitros faz crer que o perigo é real e imediato. Aliás, é de estranhar que o corregedor de Arbitragem, Edson Rezende, ex-delegado da Polícia Federal, não tenha feito logo a denúncia aos órgãos competentes.

Pelo teor da circular, a CBF parece estar se precavendo contra possíveis denúncias de aliciamento de juízes, que têm sido “procurados por terceiros, inclusive ex-árbitros”, com “possíveis intenções comprometedoras”.

Os contatos, segundo Rezende, são feitos por “pessoas que já foram objeto de investigações e até punições por parte de órgãos competentes e com estas atribuições”, tentando firmar amizades e relacionamentos que permitam o “manuseio de resultados”.

Ao se antecipar, jogando a suspeita no ar, a CBF deu um passo arriscado, pois alimenta um indesejável clima de desconfiança em torno da arbitragem. Por outro lado, ao esperar por um fato concreto para acionar a Polícia, acaba por alertar os criminosos. O mais aconselhável seria agir em silêncio e flagrar os atos ilícitos.

Nesse caso, o ofício endereçado aos árbitros pode contribuir para que os esquemas se sofistiquem, dificultando ainda mais a descoberta dos crimes. Obviamente, ninguém pode responsabilizar a CBF por eventuais arranjos de resultados, mas a entidade abre um flanco perigoso ao explicitar um aviso que devia ficar restrito ao próprio quadro de árbitros.

Depois desse comunicado, as suspeitas – sempre presentes – sobre as arbitragens ganharão ainda mais força. Qualquer erro em marcação de pênaltis, impedimentos ou lances duvidosos passará a ser visto como peça de acusação aos árbitros.

A pergunta que se impõe é: a quem interessa esse estado de desconfiança generalizada, sem que haja uma investigação séria a respeito? Dona CBF com a palavra.

 

 

Amistoso revela nível pouco confiável dos reservas da Seleção

 

A derrota para a Argentina, ao contrário do que ocorreria em outros tempos, não provocou nenhum abalo sísmico na Seleção. Foi interpretada como devia ser: apenas um amistoso e o Brasil usou um time praticamente reserva. Além disso, a grande campanha nas Eliminatórias não dá margem a questionamentos ao trabalho de Tite. Apesar do clima de paz, é possível observar que alguns “jogadores de confiança” do técnico não têm envergadura para vestir a camisa canarinho.

Fagner é um lateral-esquerdo de terceiro nível, que não pode ser nem o segundo reserva de Marcelo. Gil, outro que traz carimbo corintiano, é um beque rebatedor. Antes dele existem muitos outros atuando no país e que foram ignorados na convocação.

Outra aposta inexplicável é Taison, jogador que estava esquecido no Shakhtar e que Tite redescobriu, virando figurinha obrigatória nas convocações. Quando surgiu, Taison era um ponteiro ciscador, espécie de sub-Denilson. Hoje nem cisca mais.

A lição é antiga, mas segue valendo: um bom time não se sustenta sem reservas que deem conta do recado.

 

 

Bola na Torre

 

Guerreiro comanda a atração, a partir de 21h na RBATV. Tomazão e este escriba baionense compõem a mesa. Esperamos vocês.

14 de junho de 2017 at 6:24 pm Deixe um comentário

BOLA PARA FRENTE – Cláudio Guimarães – 13.6.17

PITACO – Bragantina Nathália Santos (foto), da Associação de Judô e Escola Rio Caeté, ganhou bronze no Brasileiro Sub 18, em Lauro de Freitas-BA. Na chegada terá festa na Pérola do Caeté!

Lá e Cá

Guarani-SP e Paysandu farão, hoje, 16º jogo na história, 6 vitórias do Bugre (20 gols), 4 do Lobo (23 tentos) e 5 empates. Papão ganhou com escores mais folgados.

Hayner a novidade esta noite de saída, Leandro Carvalho ao ado de Marcão, volta de 3 volantes e Wellington Jr, opção.

Rodrigo Andrade (recupera de trauma no joelho esquerdo do jogo contra ABC) quase no Palmeiras. Faltam apenas detalhes.

Fumagalli (39), poupado contra o Paraná, volta hoje no Guarani.

Aquela sacada do marketing sorteando 7 casais sócios bicolores que tiveram jantar de gala no centro da Curuzu, sábado, antecipando Dia dos Namorados foi de mais. Valeu!

No mata-mata da Série D, São Raimundo de Santarém, no momento, pegaria Comercial-MS ou União-RS e, o São Francisco, o RD Brasil-SP, Maranhão, Bangu ou Ceilândia.

Associação Paraense de Basquetebol Máster festejando 20 anos dia 23.6, com grande evento no Salão Le Panoramique da AP.

A 6ª Taça Cidade de Belém da APBM acabará domingo, no Paysandu: Carlos Abnader x Ronaldo Vale (5º lugar), Said Fraiha x Beto Gaúcho (3º) e Manoel Alves x Ferreira da Costa (1º lugar).

Josué Teixeira saiu magoado do Remo e com certa razão: “sempre tive respeito com o clube e não tiveram comigo”. Ainda: “dessa diretoria só salvo o presidente”.

Números de Josué no Leão Azul: 29 jogos, 15 vitórias, 8 empates, 6 derrotas, aproveitamento 61%, 52 gols a favor e 31 contra. Pesaram Copa BR, Parazão, Copa Verde e mexidas de sábado.

Novo técnico, Oliveira Canindé (apelido do tempo de jogador por ter nascido em Canindé-CE), chegando esta tarde com preparador físico Roberto Figueiredo. Walter Grasmann saindo.

Oliveira Canindé trabalhou em 2014-2015 no Sampaio e de lá conhece Edgar e Pimentinha.

Livro sobre a vida do eterno ídolo azulino Alcino teve lançamento adiado por problema de gráfica e será dia 20 ou 27.6.

Desistência de concorrentes deixou caminho aberto para chapa única na FPF com Adélcio Torres, Maurício Bororó e Paulo Romano. Eleição dia 4.8, na Tuna.

São Francisco-PA levando médico Jr Aguiar nas viagens. Ótimo!

13 de junho de 2017 at 6:36 pm Deixe um comentário

PAPO DO 40º- Ronaldo Porto – 12.06.17

 

TÉCNICO VENCE, MAS TAMBÉM PERDE JOGO

Esse final de semana que passou ficou provado que treinador de futebol muitas vezes arma um esquema tático ou faz transformações e consegue vencer uma partida, mas outras vezes é o grande responsável por derrotas ou até empates com o placar nas mãos. Chamusca, dentro de casa pela série B, não conseguiu sair do aperto do Goiás-GO, tomou 1×0 e não conseguiu nem o empate, somando a segunda derrota e caindo para a quinta colocação, fora do G4. No outro dia, o Remo entrou em campo pela série C diante do CSA-AL tentando marcar pontos em casa. Até saiu na frente quando Josué Teixeira mexeu no time, colocando Jaime no posto do inoperante Nino Guerreiro; Eduardo Ramos colocou Jaime na cara do gol que não desperdiçou, mas nos acréscimos tomou o golo de empate, depois que Josué tirou Edgar e Eduardo Ramos do time, quando na verdade deveria ter tirado Labarthe e Mikael, mortos em campo. Como eu disse, técnicos ganham jogos, mas também perdem, ou empatam.

ALTA TEMPERATURA

O desempenho do Paysandu nas regatas merece muitos elogios, deixando o seu maior rival, o Clube do REMO muito para trás. Na última regata nas águas da Baia do Guajará, o Papão ganhou quase todos os páreos e só precisa agora ganhar nove páreos, foi essa a informação que chegou a mim, para sagrar-se campeão paraense. Destaque-se aqui o comando das regatas em Belém, sob a direção do presidente Luciel Caxiado.

BAIXA TEMPERATURA

Essas contratações feitas de última hora pelos treinadores que vêm para o futebol paraense só fazem tufar a folha de e as reclamações trabalhistas. O Remo é o maior exemplo dessas péssimas contratações pois na última “barcada” vieram jogadores inferiores aos que temos por aqui no Pará. O Leão empatou duas dentro de casa com os resultados nas mãos pela falta de condição técnica desses novos contratados e só conseguiu vencer o Confiança-SE porque o time sergipano jogou pedra em mangueira.

NO TERMÔMETRO

Tirar Eduardo Ramos e Edgar contra o CSA-AL, foi sem dúvida a decisão que atrapalhou o time. Eduardo é tecnicamente superior à Labarthe e Mikael e quase sozinho, mesmo estafado, construiu as melhores jogadas diante do Confiança-SE e empurrou a bola para Jaime fazer o gol do Remo no sábado. Flamel e Gabriel deveriam ter entrado, só que não nos lugares de Edgar e Eduardo. Foi aí o maior erro do JT. /// Aliás os dirigentes do Remo passaram a manhã de ontem decidindo o destino de Josué, que deverá ser comunicado esta manhã que não é mais o técnico remista; a decisão, seguindo eu soube foi por 4×1. Esse 1 foi voto do presidente Manoel Ribeiro. /// Marcelo Martelotti, Fernando Diniz e até Mazolla Junior, que passou no maior rival, são os três que estão na alça de mira dos dirigentes de Periçá. Só me pergunto porque o Léo Goiano, bem mais barato e bom taticamente não foi nem citado. /// Magistral a vitória do São Raimundo em Santarém diante do Baré-RR por 4×0, gols de Tiago (2) e Bilau – ele mesmo (2). Assumiu a liderança isolada do seu grupo na série D e agora está a uma vitória da próxima fase. O Gurupi-TO ainda ajudou ao vencer o Fast-AM. /// Já o São Francisco começou atrás mas conseguiu empatar seu jogo diante do São Raimundo-RR e garantiu até agora a 2ª colocação com 5 pontos. O Rio Branco-AC disparou para os 12 pontos. /// O técnico Chamusca já sabe que precisa de um bom resultado, até empate serve, contra o Guarani-SP na próxima rodada da série B, senão sua batata vai para o forno. Depois o Papão vai ter pela frente o Juventude-RS, líder hoje da série B com 14 pontos. O Papão com a derrota de sexta caiu para quinto lugar, fora do G4, nada que preocupe tanto, mas… /// Remo tem que torcer hoje pelo empate entre Sampaio Correa-MA x Confiança-SE para continuar no G4. Se alguém vencer, o Leão cai junto com o treinador Josué Teixeira, a não ser que mudem as coisas. Uma boa semana a todos e viva Jesus!

E-mails: rporto@supridados.com.br

12 de junho de 2017 at 6:33 pm Deixe um comentário

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