Coluna do Gerson Nogueira – 10.07.17

10 de julho de 2017 at 6:08 pm Deixe um comentário

Um festival de horrores

 

O torcedor que pagou ingresso para ver o Remo jogar foi vítima de um engodo: foi ao Mangueirão e o time de coração não deu as caras. Só o Salgueiro compareceu e fez uma partida inteligente, mesmo levando em conta que é lanterna de seu grupo na Série C. Controlou as ações no 1º tempo e administrou a vantagem no segundo, sem maiores sustos.

Com a mesma lerdeza de outros jogos, excesso de passes errados e desorganização tática alarmente, o Remo perdeu por 1 a 0, mas podia ter sofrido placar mais dilatado. Antes de Cássio Ortega fazer o gol, aos 41 minutos do primeiro tempo, o Salgueiro já havia perdido duas excelentes chances, incluindo uma bola na trave.

Cada contra-ataque salgueirense era um transtorno para a defensiva remista, sempre apanhada desprotegida e com os zagueiros saindo no mano a mano. Rápido, envolvente na troca de passes, o visitante não fez nada de sobrenatural, apenas foi mais arrumado e consciente de seus limites.

Canindé repetiu o erro visto no jogo contra o Moto, quando foi atacado o tempo todo por ter armado um time ofensivo, mas sem suporte no meio-campo. Ontem, a situação foi pior porque o time já deveria apresentar um mínimo de entrosamento, mas se comportou como um bando.

Como agravante, o técnico não soube mexer no intervalo, sacando do jogo seu atacante mais produtivo (Pimentinha) e insistindo com Edgar, em jornada infeliz, e com o centroavante Luiz Eduardo, isolado entre os zagueiros e sem receber passes porque não existem jogadas para explorar na frente. O único acerto foi tirar Damião, que nem devia ter entrado.

Quando botou Flamel e Gabriel Lima ficou óbvio que havia se equivocado na escalação e não sabia como corrigir as coisas. Pior que isso: pôs Jaquinha, visivelmente fora de forma, para acompanhar o ágil ataque adversário. Além de desperdiçar tentativas na frente, o lateral quase entregou de mão beijada o segundo gol ao Salgueiro.

Eduardo Ramos e Flamel tentavam jogar, mas pareciam jogadores de times diferentes, tamanha a dificuldade em organizar jogadas num time que não tem identidade e nem sabe para onde correr. Não houve eficiência nem mesmo na tática do abafa, pois os cruzamentos eram sempre nas mãos do goleiro Mondragon ou na cabeça dos beques. Uma partida horrorosa do ponto de vista técnico e assustadora no aspecto coletivo.

O Salgueiro mostrou consistência na meia-cancha, a partir da movimentação de Cássio, que não guardava posição na frente, e a velocidade de Toty e Jean.

Ao ver o Remo sendo facilmente envolvido pelo Salgueiro uma pergunta se impõe: o que acontece nos treinos da semana no Baenão? O fato é que inexistem alternativas de jogo, seja pelo meio ou pelos lados. A equipe não entrosa porque treina de um jeito e joga de outro.

Como consequência, a bola queima nos pés dos jogadores, que se livram dela rapidamente e quase sempre nos pés do inimigo. Há um imenso buraco entre meio e ataque. E tudo se agrava quando Eduardo Ramos não rende o esperado e Flamel entra fora de posição, até marcando na lateral.

Pelo que (não) exibiu ontem, confirmando a má impressão dos últimos jogos, o Remo se candidata a brigar para não cair. Já na próxima rodada enfrenta o Fortaleza na capital cearense e pode ser alcançado por equipes que estão nas posições de baixo.

E o mais irônico de tudo é que esta Série C é uma das mais fracas dos últimos anos, abrindo amplas possibilidades de acesso a equipes mais organizadas. Acontece que as escolhas erradas – de jogadores e técnicos – ameaçam deixar o Leão de novo pelo meio do caminho.

 

 

Reunião deve sacramentar mudança de comando

 

Uma reunião marcada para hoje, 10h, deve definir mudanças no comando técnico do Remo. Ontem à noite, os dirigentes evitaram confirmar, mas o presidente Manoel Ribeiro foi ao vestiário após o jogo e saiu irritado, dizendo que o técnico não iria continuar. Além disso, o clima teria engrossado entre jogadores e Canindé, deixando a situação insustentável.

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