Coluna do Gerson Nogueira – 18.07.17

18 de julho de 2017 at 7:29 pm Deixe um comentário

A hora da arrancada

 

Sem Rodrigo Andrade e Augusto Recife, suspensos, o Papão recebe hoje à noite o lanterna do campeonato com boas possibilidades de consolidar sua recuperação. O recente giro fora de casa rendeu quatro pontos importantes. Um triunfo em casa deixará a equipe definitivamente dentro do blocão intermediário da competição.

Marquinhos Santos tem sido até aqui uma grata surpresa. Chegou sob desconfianças generalizadas, mas, aos poucos, vem impondo seu trabalho e exibindo um jeito interessante de armar o time, buscando soluções inteligentes onde antes só havia preocupação em não perder.

Acima de tudo, o novo treinador tem ido além do que se esperava no processo de fazer com que o grupo readquira a confiança em suas próprias forças e passe a pensar positivamente quanto à evolução no Brasileiro.

A Série B é, por natureza e tradição, um campeonato marcado pelo equilíbrio. Em comparação com as demais divisões, é seguramente a mais parelha, com muito mais times do mesmo nível.

O Papão está entre as equipes de porte médio quanto a investimentos, abaixo de Internacional, Goiás e Santa Cruz. No aspecto técnico, tem um elenco que se equipara a quase todos os demais competidores, daí a importância de encaixar uma sequência vitoriosa para voltar a ficar entre os times que brigam por uma vaga no G4.

Com mais seis pontos ganhos, o Papão pode encostar definitivamente na parte superior da classificação, o que significa resgatar o amor próprio e passar a ser respeitado pelos demais adversários.

Por tudo isso, o confronto contra o Náutico tem máxima importância, pois representará a coroação de um processo de ascensão técnica que se iniciou fora de Belém nas partidas contra Criciúma e Vila Nova-GO e que precisa ser continuado a partir de agora.

Até então, o Papão acumulava nove resultados negativos e crescentes evidências de desânimo em campo. A virada do disco pode estar começando, propiciando uma daquelas arrancadas empolgantes que a Série B já assistiu em outras edições.

Sem a presença de seu melhor jogador, Rodrigo Andrade, o Papão terá necessariamente que praticar um jogo ofensivo, de sufoco, a fim de intimidar o visitante desde os primeiros movimentos.

O provável ataque com Bergson e Marcão, tendo Magno na aproximação, é uma boa aposta. Ficaria mais ágil e qualificado na chegada se lhe fosse adicionado um meia-armador – Fábio Matos ou Diogo Oliveira –, a fim de garantir que as jogadas possam fluir em torno da área pernambucana.

 

 

Mecenas a serviço da Estrela Solitária

 

Os irmãos Waltinho e João Moreira Salles sempre foram empedernidos botafoguenses. Inúmeras vezes já abriram os cofres do grupo empresarial da família para socorrer a Estrela Solitária. De maneira quase anônima, diga-se. Sem sair trombeteando por aí, como é praxe nesses dias de pouca humildade e muito espalhafato midiático.

Pois agora, empolgados com a heroica trajetória botafoguense na Taça Libertadores, derrubando até aqui cinco ex-campeões continentais com um time obreiro e sem astros, Waltinho e João decidiram presentear o clube de coração com um empréstimo de pai para filho que permitirá a construção de moderno Centro de Treinamento em Jacarepaguá (RJ).

Os manos repassaram R$ 20 milhões ao Botafogo, que já providencia a compra de vasta propriedade (200 mil metros quadrados) para abrigar o CT. Vale dizer que tanto o fotógrafo João quanto o premiado cineasta Waltinho já puseram algo em torno de R$ 40 milhões no Glorioso.

Desta feita, para não parecer doação a fundo perdido, o empréstimo será quitado com a participação de 20% em todas as transações envolvendo atletas do Botafogo, o que é mais do que justo.

 

Tempo fechado no Tricolor do Pici

 

O descontentamento da torcida por mais um tropeço do Fortaleza dentro de casa – o empate por 1 a 1 com o Remo, domingo – deflagrou uma verdadeira caça aos jogadores tricolores, logo depois do jogo realizado no estádio Presidente Vargas.

Edimar foi um dos agredidos a socos e pontapés, Leandro Cearense teria sido atingido também e outros atletas conseguiram escapar simplesmente abrindo carreira em direção aos carros. O pandemônio expõe a situação delicada do técnico Paulo Bonamigo, ameaçadíssimo de demissão no clube.

E olha que o Fortaleza está no G4 da Série C.

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