Coluna do Gerson Nogueira – 26.07.17

26 de julho de 2017 at 7:45 pm Deixe um comentário

Caminhos erráticos

 

O Remo faz uma caminhada errática na Série C, com aproveitamento inferior a 50% e desempenho sofrível (para quem briga pelo acesso) dentro de casa. Ainda assim se posiciona no G4, na 2ª rodada do ‘returno’ da fase classificatória, reunindo chances reais de se classificar para o mata-mata. O torcedor mais cabeça-de-vento comemora a colocação e prefere não prestar atenção nas atuações do time no campeonato.

O fato é que, ao longo da competição, o Remo não conseguiu fazer um jogo capaz de deixar esperanças quanto ao futuro imediato. Começou mal, trocou de técnico, piorou um pouco mais, trocou de técnico outra vez. Léo Goiano começou duas semanas atrás e conquistou quatro pontos em seis disputados. Em termos de pontuação, ótimo. No aspecto técnico, porém, a equipe segue muito mal.

Contra o ASA, anteontem, o time reproduziu a mesma postura (e os mesmos erros) do confronto contra o Salgueiro, responsável pela queda de Oliveira Canindé. Naquela ocasião, o time foi dispersivo, defendeu-se precariamente, perdeu chances e acabou derrotado pelo visitante.

A história pegou caminho inverso desta vez porque, mesmo abusando de falhas primárias de posicionamento e passe, o Remo conseguiu fazer o gol e segurar o resultado. Marcou já no segundo tempo, após disparada sensacional de Pimentinha pela direita e finalização perfeita de Flamel fechando pelo lado esquerdo.

Só mesmo um lance de inspiração individual seria capaz de resultar em gol, pois coletivamente o Remo voltou a se comportar como bando, distribuindo passes errados a cada tentativa de saída e falhando muito na marcação. Dudu foi o volante mais efetivo porque errou menos que Ilaílson e França.

Na parte ofensiva, Pimentinha vive de bolas que acidentalmente chegam a seus pés. Não conta com Léo Rosa, pois este não consegue sair do inferno astral. Na esquerda, Jaquinha desaprendeu e piora quando fica nervoso.

Eduardo Ramos teve uma de suas melhores atuações na competição, mas não tinha com quem jogar. Na etapa final, quando Flamel entrou, as coisas clarearam para Ramos – e para o time. Flamel, mesmo sem o condicionamento necessário para correr de ponta a ponta, é muito mais efetivo e útil do que volantes que não marcam.

E o triunfo esteve ameaçadíssimo nos 20 minutos finais, quando Léo Goiano teve acesso de Canindé e trocou o centroavante Luiz Eduardo por Tsunami, quando a opção óbvia era Edgar ou Gabriel Lima. Com mais um volante, o Remo atraiu o ASA para seu campo e viu-se fustigado por jogadas agudas de Doda, Kível e Julian. (Aliás, como joga bem esse Doda.)

Tsunami não se achou no jogo, Vinícius fez milagres atrás, a trave ajudou. Enfim, o sobrenatural de Almeida deu o ar da graça, impedindo mais um revés leonino. Ficou, porém, a sensação de que o sufoco imposto pelo modesto ASA poderia ter sido evitado.

Goiano errou na mexida mais importante, mas tem como atenuante o fato de ter chegado há pouco tempo. A partir da próxima rodada, não terá mais esse argumento. Está claro que alguns jogadores não estão funcionando. Jayme, Gabriel, Jefferson e até o contestado Gerson podem ser alternativas para resolver os problemas individuais da equipe.

 

 

Coincidências com a rota traçada pelo Papão em 2014

 

A jornada do Remo em busca do acesso à Série B tem sido tão atribulada que faz lembrar o caminho traçado pelo Papão em 2014 para subir de divisão. Sob o comando de Mazola Jr., o time não passa confiança e sofreu com a instabilidade técnica, sendo que, a duas rodadas do fim da etapa de classificação, estava seriamente ameaçado de não avançar.

Conseguiu reunir forças e contou com a sorte necessária – resultados favoráveis na reta final – para alcançar o mata-mata, onde se deu bem no cruzamento com o Tupi de Juiz de Fora. Aliás, o mesmo Tupi pode atravessar o caminho do Leão, caso este chegue à próxima fase.

 

 

O adeus de Max, um goleiro botafoguense

 

O Botafogo entra hoje à noite no Niltão lotado para tentar superar o Galo e seguir em frente na Copa do Brasil. Ao mesmo tempo, a massa alvinegra terá oportunidade de prestar um tributo a um goleiro que honrou as cores do Glorioso, apesar de curta passagem. Max, que defendeu o time nos idos de 2006-2007, morreu ontem após quase dois meses hospitalizado no Rio, tratando de um edema cerebral.

Triste é observar que a causa do infortúnio do goleiro foi uma pancada na cabeça durante tentativa de assalto. Triste país, onde a violência cega de todos os dias vai ceifando vidas e sepultando sonhos.

Anúncios

Entry filed under: Uncategorized.

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 26.7.17 BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 27.7.17

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


Clube no Twitter

Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.


%d blogueiros gostam disto: