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BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 09.09.14

POSITIVO – Do mais alto nível pela qualidade e frequência o almoço do Paysandu em homenagem às Forças Armadas. General de Exército Osvaldo de Jesus Ferreira (Comandante Militar do Norte) se fez presente.

NEGATIVO – Paysandu e Águia, hoje, no STJD, por atraso de jogo e informação demorada da escalação. Tipo da multa que deveria ser repassada ao profissional que ocasinou o problema e não o clube pagar.

Lá e Cá

General de Divisão Humberto Mascarenhas (8ª RM), Major Brigadeiro Paulo Borba (1º COMAR), Vice-Almirante EdilanderSantos (4º DN), Coronel Fernando Noura (Chefe CM do Governo) e Coronel João Hilberto Figueiredo (Comte dos Bombeiros) outros militares no almoço bicolor.

No desfile de 7.9 (Paysandu convidado porque seu nome relembra vitória brasileira na Guerra do Paraguai), o ex-presidente Joaquim Ramos, ex-presidente do CD Antonio Carlos Trindade de Moraes e Alaci Nahum.

Também os ex-atletas Beto e Quarentinha (futebol), Nélson Maués e Pelé (do basquetebol). No almoço abracei amigos Alcyr Guimarães (médico, compositor-cantor), Gabriel Souza Castro, Osmar Belarmino e João Santos.

Ex-boleiros candidatos: deputado estadual–Marques (reeleição-MG), João Leite (reeleição-MG) Roberto Dinamite (reeleição-RJ), Bebeto (reeleição-RJ), Ademir da Guia (SP), Marcelino Carioca (SP) e Zé Augusto (PA).

Federal – Washington Coração de Leão (RS), Dinei (SP), Deley (reeleição-RJ) e Danrley, ex- Remo (reeleição-RS). Vice-governador – Cassiá, ex-técnico do Remo (RS).

Rodrigo Fernandes, mesmo contundido, deixou o Remo e se apresentará hoje ao ICASA; pendurados no Leão, Levy e Max; lateral direito Leonardy, no DM do Águia. Luta é recuperá-lo até domingo para enfrentar o CRAC.

Diretoria do Remo quer casa cheia no jogo contra o River, em Bragança, e baixou o ingresso antecipado até sexta para 10 reais. Público de domingo passado foi 1/3 do da estreia contra o Moto (1×1).

Fisioterapeuta paraense Flávia de Souza Faria, da Confederação de Atletismo, esteve nos dois últimos meses na Suiça, Itália, Hungria, Croácia, Austria, São Paulo (Íbero-Americano) e Mexico (Pan-Americano).

Jogadora Talita denunciando desmanche do time de futebol feminino da Tuna, cheio de conquistas, numa decisão da própria diretoria; agora, decisão da Copa Verde no STJD marcada para 11.9, quinta-feira.

HOMENAGEM – Denis Robert Carrera, o Pio, ex-bicampeão de boxe meio médio (94-95) pelo Rancho e ex- bicampeao de regata no Paysandu (97-98) como centro de oito-gigante. É vigilante em nossa Capital.

9 de setembro de 2014 at 4:56 pm Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 09.09.14

A Mazola o que é de Mazola

Como o técnico havia previsto, o Papão foi arrojado na busca da vitória em João Pessoa. Encurtou espaços, dificultou as ações do Botafogo-PB, defendeu-se bem e soube aproveitar a oportunidade para decidir o jogo. Taticamente, foi quase perfeito. O técnico, que voltou à equipe há pouco mais de um mês, teve suas formulações para o jogo inteiramente confirmadas em campo.

Com a ausência de Djalma e Charles, viu-se obrigado a escalar três zagueiros (Pablo, Lombardi e Reiniê) e três volantes (Augusto Recife, Capanema e Zé Antonio). Correu o risco de se fechar muito atrás e atrair a pressão adversária, como já se viu tantas vezes. Ocorre que ontem, em João Pessoa, os volantes do Papão funcionaram de verdade, com uma presença exuberante.

Capanema deteve-se em marcar e desarmar. Augusto Recife fez isso e mais um pouco. Além de cuidar do bloqueio aos atacantes do Botafogo pelo lado direito da defesa, Recife saía sempre com a bola limpa, passando com correção e facilitando o trabalho de transição. Alguns dos passes que geraram contra-ataques perigosos do Papão nos minutos finais saíram de seus pés.

Esse desempenho do veterano volante já é bastante conhecido, desde o Parazão, mas ontem veio acompanhado de um esforço geral da equipe. O comprometimento de todos em torno do objetivo de alcançar três pontos fora de casa foi essencial para o sucesso da operação João Pessoa.

Antes do jogo, em entrevistas, Mazola disse que entraria com vários defensores, mas o time teria uma boa saída para o ataque. Apostava em Zé Antonio como o homem para executar a ligação. Duvidei. O desenvolvimento do jogo mostrou que o técnico errou na aposta em Zé Antonio, mas acertou em cheio na atuação ofensiva do time.

No primeiro tempo, o Botafogo foi mais agressivo, sempre cruzando bolas para a área e criando dificuldades para Paulo Rafael e o trio de beques. Em três jogadas, os paraibanos quase chegaram ao gol. Mas, no primeiro contra-ataque bem articulado por Pikachu, nasceu o gol. Em cruzamento da direita, aos 15 minutos, Bruno Veiga pegou de bicicleta e marcou um golaço.

Além da pressão sofrida no restante da primeira etapa, o Papão teve força e organização para garantir a vantagem ao longo de todo o segundo tempo. Perdeu o zagueiro Reiniê, por contusão, e Héverton, cansado, mas os substitutos (Lenine e Rafael Tavares) não comprometeram.

No final, ainda houve tempo de criar três belas chances, com Pikachu, Rafael e Bruno. Com um pouco mais de apuro, o placar talvez fosse mais folgado, embora menos justo porque o jogo foi muito equilibrado. Mérito de todos, mas a Mazola deve ser dado o mérito da estratégia bem sucedida.

Malcriados, mimados e muito bem pagos

A mídia brasileira é extremamente complacente com os técnicos. Fato. A postura permissiva da crônica esportiva é uma das causas da crescente desatualização desses profissionais, hoje excluídos da elite do futebol mundial. O comportamento dos jornalistas (sobretudo na TV) é errático, elegendo alguns vilões e incensando queridinhos, a quem costuma tratar com carinho ilimitado.

Um caso clássico é o tratamento dispensado a Muricy Ramalho. Ríspido e de discurso quase incompreensível, o técnico do São Paulo desfruta de uma tolerância rara por parte de comentaristas e locutores. Seus ataques de fúria são descritos como meras “esquisitices do Muricy”, algo quase folclórico. Blindado, sente-se à vontade para reincidir e atacar repórteres incautos que ousem fazer qualquer pergunta menos agradável.

Resulta daí um tipo de reação medrosa por parte dos repórteres. Temerosos de um confronto com o técnico, que poderia dificultar seu trabalho junto ao clube, sufocam qualquer questionamento mais crítico e derretem-se em mesuras diante do ferrabrás. Não precisa dizer que tal atitude soa patética, com prejuízos à imagem dos jornalistas e do treinador.

Há tempos que Muricy distribui coices verbais e intimida seus interlocutores. Põe banca como se fosse a reencarnação de Zezé Moreira ou Telê Santana, de quem foi assistente no próprio São Paulo. Óbvio que muda da água pro vinho em dias de vitória. Nesses momentos felizes, exibe a carranca mais risonha possível, esboçando até piadinhas sem graça.

Com Mano Menezes, outro que vive eternamente de mau humor, a relação da imprensa é mais conturbada. Como Muricy, o gaúcho não tem muita paciência para perguntas antipáticas. Sempre que seu esquema 300 zagueiros de Sparta é questionado parte com ferocidade pra cima dos críticos. Isso tem rendido embates ao vivo, durante os quais Mano podia até reivindicar a mesma boa vontade com que seu colega tricolor é tratado.

No outro extremo do ringue, Vanderlei Luxemburgo é quase execrado. Sempre observado com desconfiança e ironia. Imitam seus trejeitos vocais e a insistência com os “pojetos”, ao mesmo tempo em que minimizam seus méritos. O extremo azedume às vezes nega as conquistas que Luxa acumulou ao longo da carreira.

O certo é que, enquanto aqueles que têm a responsabilidade de analisar o trabalho dos treinadores oscilam entre a submissão às patacoadas de uns e a pura ojeriza a outros, o futebol no Brasil chafurda na mediocridade. Os técnicos continuam superestimados e muito bem pagos. E o nível dos times despenca a cada temporada.

A arte de complicar as coisas simples

Incrível como até ao tentar explicar uma simples punição a um jogador a nova comissão técnica da Seleção Brasileira se mete em trapalhadas. Ao fazer mistério na divulgação da dispensa do lateral Maicon, o supervisor Gilmar Rinaldi acabou criando um monstro.

Alimentou especulações de todo tipo sobre os motivos do afastamento. Com isso, criou constrangimentos desnecessários para o atleta e fabricou irresponsavelmente uma crise na Seleção, que joga hoje contra o Equador. Bastava dizer que o jogador foi punido por atraso na reapresentação.

Não há como disfarçar. Profissionalismo e seriedade são itens há muito tempo em falta na CBF.

9 de setembro de 2014 at 4:52 pm Deixe um comentário


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