ENTRE A CRUZ E A ESPADA (João Cunha)

10 de abril de 2010 at 2:39 am Deixe um comentário

ENTRE A CRUZ E A ESPADA

É como tenho me sentido, profissionalmente falando, ante a paixão cega de uma minoria de torcedores remistas e bicolores, inconformados com minhas freqüentes  declarações de amor às duas maiores bandeiras do futebol paraense. Para eles isso é impossível, pois nesse universo só admitem afeição por Um em contrapartida ao ódio pelo Outro. Imagine então o que deve se passar na cabeça de um fanático torcedor, que me ouviu na terça feira trabalhando pela Rádio Clube num jogo do Paysandu e na 4ª pela TV Cultura, num jogo do Clube do Remo, ambas emissoras de grande audiência com “a bola rolando”. Existem até, torcedores que “vêem o jogo ouvindo a Clube” e “ouvem o jogo vendo a TV”. Some-se a minha formação como árbitro, como treinador de futebol e o destemor que me acompanha até hoje vida afora, o que me possibilita falar ao ouvinte de acordo com o meu pensamento  e minhas observações, com paixão, sem pretensão de agradar a maioria, doa em quem doer. É certo  que “sofro” com isso mais do que ninguém. Neste ano padeci um bocado com os desacertos iniciais do Paysandu e agora, estou penando com os desencontros no Clube do Remo,  sem poder festejar, como qualquer torcedor comum, os sucessos de um ou do outro para não parecer que tripudio o oponente.

Toda a sorte é a apaixonada torcida paraense, seja azul ou bicolor,  entender  que a Imprensa Esportiva tem a obrigação de falar a verdade, sempre em busca de contribuir para a melhoria do nosso futebol. E saber que não existem  donos da verdade. Cada um tem o direito de achar a “sua” verdade mais verdadeira que a dos outros, mas que ela seja analisada exaustivamente e isenta de paixões antes de se criar confusão por causa disso. Por exemplo, discutir regra de futebol sem estudá-la ou entendê-la é leviandade, ainda mais quando se pretende achar  culpados para o time que joga mal e perde os jogos. Antes de fechar qualquer afirmação é  preciso ter-se em conta  o postulado da física que diz “é impossível a dois corpos ocuparem, ao mesmo tempo, o mesmo lugar no espaço” ou “a posição do observador e do objeto observado são importantíssimas para a conclusão do raciocínio”

Agradeço aos que têm dado apoio a meus posicionamentos e atuações, como também aqueles que, com todo o direito, discordam sem radicalismos porque precisamos conviver com as nossas diferenças. O que não admito são imposições de ambos os lados, do meu como profissional de imprensa e o dos apaixonados torcedores. Por uma questão de princípios penso que o meu direito termina onde começa o do outro e pontos de vista sobre um mesmo assunto, são resultados  da preparação, da educação de cada um, da coragem de reconhecermos nossos limites, portanto é normal que coexistam apesar de suas diferenças.  Afinal, bom mesmo é respeitar para ser respeitado.  JOÃO CUNHA

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UM REPÁ MAIS QUE DECISIVO! (João Cunha) FUTEBOL: UMA PAIXÃO SEM LIMITES (João Cunha)

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