Archive for junho, 2014

PLANETA COPA: Gerson Nogueira – 30.06.14

Jogando como nunca,

perdendo como sempre

A sina mexicana se confirmou novamente neste Mundial. Os jornais do país já têm esse título acima impresso de véspera quando a seleção chega às oitavas de final. Não foi desta vez que a maldição se desfez. Como todas as vezes, nos últimos mundiais, o México chega com grande estardalhaço, torcida fazendo festa e sai quando começam as jornadas decisivas. Ontem, diante da favorita Holanda, o México estava com a vitória na mão até 43 minutos do segundo tempo. Não jogava bem, apenas se defendia.

Seu melhor momento na Arena Castelão aconteceu no primeiro tempo, quando Giovani dos Santos envolvia a marcação holandesa com muita habilidade. Nem bem começou a segunda etapa e o camisa 10 marcou o gol mexicano disparando da entrada da área, sob pressão direta de dois grandalhões da defesa adversária.

Com a vantagem no placar, o espalhafatoso técnico Miguel Herrera resolveu recuar o time e garantir o resultado. Estratégia de alto risco quando o adversário tem jogadores qualificados, como Robben e Sneijder.

A primeira providência de Herrera foi tirar Giovani, justamente seu jogador mais cerebral. Preferiu botar mais um volante com funções defensivas. Começava ali a ruir a classificação mexicana. Até a Holanda sentiu que os ventos passavam a soprar favoravelmente.

Meio no desespero, o holandês Van Gaal avançou o time, mas antes cometeu uma miguelada. Tirou o craque Van Persie para usar a altura de Huntelaar nas jogadas aéreas. Um lance miraculoso evitou o empate antes dos 20 minutos. Bola bateu na cabeça do milagreiro goleiro Ochoa e beijou a trave.

Mas nos instantes finais, sob cerco total, a defesa do México entregou o ouro. Huntelaar desviou bola para trás, servindo a Sneijder, que disparou uma bomba para empatar aos 43. Jogada tipicamente desenhada em treinos, coisa que Van Gaal cultiva com esmero.

Quatro minutos depois, quando todos já se preparavam para a prorrogação, Robben mudou o rumo da prosa.

Num pique impressionante, arrancou pelo lado direito e driblou um marcador dentro da área. Na sequência, esperou e recebeu o pisão de Rafa Márquez. Pênalti, convertido por Huntelaar. A infração foi menos acintosa que a outra sofrida pelo próprio Robben no primeiro tempo, mas ignorado pelo árbitro português.

Lições de uma Copa surpreendente e rica em alternativas, como deve ser um grande torneio de futebol. O fato é que, apesar da covardia tática de Herrera e da atuação inconstante da Holanda, as duas seleções realizaram um dos melhores e mais equilibrados confrontos da Copa.

Sem mexicanos, Copa fica menos musical

A saída do México tem uma importante consequência no ambiente da Copa: representa uma diminuição da intensidade do ruído nos estádios. A torcida exerceu um papel importantíssimo na caminhada da seleção no torneio. Não só pelos decibéis que atingia na cantoria de incentivo ao time, mas pela presença nas ruas e em frente aos hotéis onde o escrete se hospedava.

Acompanhei isso de perto às vésperas do jogo entre Brasil e México, em Fortaleza. Lojas, bares, praias e praças viviam cheias da alegre torcida mexicana. Até um transatlântico ficou ancorado em frente à cidade, hospedando mais de 3 mil torcedores.

Dentro do estádio, a massa mexicana se multiplicava pela força dos hinos e provocações. Nenhuma outra seleção tinha um repertório tão bem ensaiado de cantigas apropriadas para o evento. Essa vocação tem uma explicação: a maioria dos torcedores é acostumada a ir a campo torcer por seus clubes. Como o Brasil não é um destino caro, conseguiram viajar e ter acesso aos jogos.

No mesmo nível do time, fizeram um bom papel na Copa e deixarão saudades.

Felipão tenta substituir o melhor volante

Como substituir o melhor volante do time? Esta é seguramente a maior dor de cabeça de Felipão nesta semana. Além das condições físicas de Neymar, que levou várias sarrafadas contra o Chile, o técnico da Seleção Brasileira precisa arranjar alguém para o lugar de Luiz Gustavo, suspenso.

Paulinho, que caiu em desgraça na primeira fase da Copa, pode ser reabilitado. Henrique, preferido de Felipão como suplente dos zagueiros, pode ser utilizado emergencialmente. Hernanes, que fez excelente temporada na Itália, corre por fora. Ramires, que tem entrado sem fazer diferença, é outro. Fernandinho deve ser mantido como segundo volante, apesar da atuação apagada diante dos chilenos.

A preocupação em proteger a linha de zagueiros faz sentido. Mais do que o Chile, a Colômbia tem um ataque poderoso, que funcionou bem em todos os jogos e conta com estupendo camisa 10: James Rodriguez, artilheiro da competição e autor de dois gols primorosos.

Todas as providências são necessárias para que o Brasil não venha a sofrer ainda mais do que contra o Chile. Aliás, o susto nas oitavas talvez seja a melhor coisa que poderia ter acontecido a Felipão e sua comissão técnica.

Serviu para mostrar que a confiança cega no grupo da Copa das Confederações pode ser traiçoeira, até porque há uma significativa diferença de rendimento em relação à campanha do ano passado. A realidade impõe mudanças.

Penalidades liquidam

com teoria conspiratória

A dificílima classificação brasileira nas oitavas acaba de vez com as teorias conspiratórias quanto a um suposto esquema para facilitar a conquista do hexa. Os paspalhos que disseminam essa história terão que explicar agora como os manipuladores não previram a lotérica decisão nas penalidades.

A não ser que apareça algum descerebrado para afirmar que os chilenos perderam aqueles pênaltis de propósito.

Costa Rica sofre, mas consegue avançar

Depois de atropelar dois campeões mundiais, esperava-se da Costa Rica uma atuação digna de um favorito contra a sofrível Grécia. Sem a organização dos outros jogos, a equipe centro-americana que vestiu a roupa de zebra do Mundial se mostrou acanhada diante dos gregos.

Até mesmo Brian Ruiz custou a achar espaço, atrapalhado pela dura marcação grega. Fez um gol de categoria, mas depois mergulhou na mesmice do resto da equipe. A perda de um jogador por expulsão fez com que a Costa Rica passasse o segundo tempo como a velha Costa Rica de sempre, acuada e tímida.

Sofreu o empate nos instantes finais, mas se salvou na cobrança de penalidades. Ficou, porém, a sensação de que o gás está no fim.

O perigo da incompetência com iniciativa

Uma frase do casseta Marcelo Madureira, pós-jogo com o Chile, merece registro: Hulk é mais perigoso para o Brasil do que para os adversários, pois é o incompetente com iniciativa. A conferir.

30 de junho de 2014 at 2:17 pm Deixe um comentário

PLANETA COPA: Gerson Nogueira – 30.06.14

Jogando como nunca,

perdendo como sempre

A sina mexicana se confirmou novamente neste Mundial. Os jornais do país já têm esse título acima impresso de véspera quando a seleção chega às oitavas de final. Não foi desta vez que a maldição se desfez. Como todas as vezes, nos últimos mundiais, o México chega com grande estardalhaço, torcida fazendo festa e sai quando começam as jornadas decisivas. Ontem, diante da favorita Holanda, o México estava com a vitória na mão até 43 minutos do segundo tempo. Não jogava bem, apenas se defendia.

Seu melhor momento na Arena Castelão aconteceu no primeiro tempo, quando Giovani dos Santos envolvia a marcação holandesa com muita habilidade. Nem bem começou a segunda etapa e o camisa 10 marcou o gol mexicano disparando da entrada da área, sob pressão direta de dois grandalhões da defesa adversária.

Com a vantagem no placar, o espalhafatoso técnico Miguel Herrera resolveu recuar o time e garantir o resultado. Estratégia de alto risco quando o adversário tem jogadores qualificados, como Robben e Sneijder.

A primeira providência de Herrera foi tirar Giovani, justamente seu jogador mais cerebral. Preferiu botar mais um volante com funções defensivas. Começava ali a ruir a classificação mexicana. Até a Holanda sentiu que os ventos passavam a soprar favoravelmente.

Meio no desespero, o holandês Van Gaal avançou o time, mas antes cometeu uma miguelada. Tirou o craque Van Persie para usar a altura de Huntelaar nas jogadas aéreas. Um lance miraculoso evitou o empate antes dos 20 minutos. Bola bateu na cabeça do milagreiro goleiro Ochoa e beijou a trave.

Mas nos instantes finais, sob cerco total, a defesa do México entregou o ouro. Huntelaar desviou bola para trás, servindo a Sneijder, que disparou uma bomba para empatar aos 43. Jogada tipicamente desenhada em treinos, coisa que Van Gaal cultiva com esmero.

Quatro minutos depois, quando todos já se preparavam para a prorrogação, Robben mudou o rumo da prosa.

Num pique impressionante, arrancou pelo lado direito e driblou um marcador dentro da área. Na sequência, esperou e recebeu o pisão de Rafa Márquez. Pênalti, convertido por Huntelaar. A infração foi menos acintosa que a outra sofrida pelo próprio Robben no primeiro tempo, mas ignorado pelo árbitro português.

Lições de uma Copa surpreendente e rica em alternativas, como deve ser um grande torneio de futebol. O fato é que, apesar da covardia tática de Herrera e da atuação inconstante da Holanda, as duas seleções realizaram um dos melhores e mais equilibrados confrontos da Copa.

Sem mexicanos, Copa fica menos musical

A saída do México tem uma importante consequência no ambiente da Copa: representa uma diminuição da intensidade do ruído nos estádios. A torcida exerceu um papel importantíssimo na caminhada da seleção no torneio. Não só pelos decibéis que atingia na cantoria de incentivo ao time, mas pela presença nas ruas e em frente aos hotéis onde o escrete se hospedava.

Acompanhei isso de perto às vésperas do jogo entre Brasil e México, em Fortaleza. Lojas, bares, praias e praças viviam cheias da alegre torcida mexicana. Até um transatlântico ficou ancorado em frente à cidade, hospedando mais de 3 mil torcedores.

Dentro do estádio, a massa mexicana se multiplicava pela força dos hinos e provocações. Nenhuma outra seleção tinha um repertório tão bem ensaiado de cantigas apropriadas para o evento. Essa vocação tem uma explicação: a maioria dos torcedores é acostumada a ir a campo torcer por seus clubes. Como o Brasil não é um destino caro, conseguiram viajar e ter acesso aos jogos.

No mesmo nível do time, fizeram um bom papel na Copa e deixarão saudades.

Felipão tenta substituir o melhor volante

Como substituir o melhor volante do time? Esta é seguramente a maior dor de cabeça de Felipão nesta semana. Além das condições físicas de Neymar, que levou várias sarrafadas contra o Chile, o técnico da Seleção Brasileira precisa arranjar alguém para o lugar de Luiz Gustavo, suspenso.

Paulinho, que caiu em desgraça na primeira fase da Copa, pode ser reabilitado. Henrique, preferido de Felipão como suplente dos zagueiros, pode ser utilizado emergencialmente. Hernanes, que fez excelente temporada na Itália, corre por fora. Ramires, que tem entrado sem fazer diferença, é outro. Fernandinho deve ser mantido como segundo volante, apesar da atuação apagada diante dos chilenos.

A preocupação em proteger a linha de zagueiros faz sentido. Mais do que o Chile, a Colômbia tem um ataque poderoso, que funcionou bem em todos os jogos e conta com estupendo camisa 10: James Rodriguez, artilheiro da competição e autor de dois gols primorosos.

Todas as providências são necessárias para que o Brasil não venha a sofrer ainda mais do que contra o Chile. Aliás, o susto nas oitavas talvez seja a melhor coisa que poderia ter acontecido a Felipão e sua comissão técnica.

Serviu para mostrar que a confiança cega no grupo da Copa das Confederações pode ser traiçoeira, até porque há uma significativa diferença de rendimento em relação à campanha do ano passado. A realidade impõe mudanças.

Penalidades liquidam

com teoria conspiratória

A dificílima classificação brasileira nas oitavas acaba de vez com as teorias conspiratórias quanto a um suposto esquema para facilitar a conquista do hexa. Os paspalhos que disseminam essa história terão que explicar agora como os manipuladores não previram a lotérica decisão nas penalidades.

A não ser que apareça algum descerebrado para afirmar que os chilenos perderam aqueles pênaltis de propósito.

Costa Rica sofre, mas consegue avançar

Depois de atropelar dois campeões mundiais, esperava-se da Costa Rica uma atuação digna de um favorito contra a sofrível Grécia. Sem a organização dos outros jogos, a equipe centro-americana que vestiu a roupa de zebra do Mundial se mostrou acanhada diante dos gregos.

Até mesmo Brian Ruiz custou a achar espaço, atrapalhado pela dura marcação grega. Fez um gol de categoria, mas depois mergulhou na mesmice do resto da equipe. A perda de um jogador por expulsão fez com que a Costa Rica passasse o segundo tempo como a velha Costa Rica de sempre, acuada e tímida.

Sofreu o empate nos instantes finais, mas se salvou na cobrança de penalidades. Ficou, porém, a sensação de que o gás está no fim.

O perigo da incompetência com iniciativa

Uma frase do casseta Marcelo Madureira, pós-jogo com o Chile, merece registro: Hulk é mais perigoso para o Brasil do que para os adversários, pois é o incompetente com iniciativa. A conferir.

30 de junho de 2014 at 2:17 pm Deixe um comentário

CLUBE NA COPA – Giuseppe Tommaso – 30.06.14

CURIOSIDADES
Da Copa:
– Maldição dos Mundias, pela quinta vez a Seleção Mexicana é eliminada de uma Copa do Mundo nas Oitavas de Final. Foi doida derrota para a Holanda de virada por 2 a 1 já nos acréscimos. O goleiro Ochoa levou apenas dois gols e considerado um dos melhores da competição.
– Costa Rica fazendo história com o Técnico Colombiano Jorge Luiz Pinto, despachou a Grécia nos Penaltys e vai pegar a forte Holanda no próximo sábado em Salvador. Pela primeira vez Costa Rica chega a uma Quartas de Final de Copa do Mundo.

A PRESSÃO DEU CERTO
O Brasil poderia ter liquidado o jogo com o Chile no tempo normal, mesmo sem grande méritos já que jogamos mal. É que o lance do gol do Hulk foi anulado erroneamente pelo árbitro Inglês Howard Webb. E não somos nós os brasileiros que estamos dizendo isso, o jornal argentino Olé, que costuma sempre ser contra os brasileiros afirmou na sua edição de ontem que o atacante brasileiro não cometeu o toque, mas, matou no ombro e fez o gol.

AUSÊNCIA PROBLEMATICA
O segundo cartão amarelo tirou Luiz Gustavo do jogo do Brasil contra a Colômbia. O jogador tem hoje uma importância fundamental no esquema tático do Felipão. Protetor dos zagueiros e ainda saindo para apoiar o ataque LG deve provocar uma grande dor de cabeça na comissão técnica brasileira. Até agora o técnico brasileiro ainda não se pronunciou quem será o seu substituto, mas tudo indica que ele promoverá a volta de Paulinho, mantendo o Fernandinho mais adiantado. Chegou-se a pensar em avançar o Davi Luiz para a posição de volante e colocar o Dante ao lado de Tiago Silva na zaga. Outra boa opção seria incluir o Hernanes na meiuca e puxar o Fernandinho para jogar na cobertura dos zagueiros. O certo é que a falta de Luiz Gustavo é muito problemática para o Brasil, principalmente pelos cuidados com a sensação da copa, o James Rodrigues.

A COPA FICOU MAIS TRISTE

A alegria mexicana é contagiante. Gente animada e apaixonada pelos brasileiros, os mexicanos invadiram Fortaleza e fizeram muita festa na cidade desde o jogo contra o Brasil. Agora, fora da Copa, eles estão deixando o Brasil, levando este alto astral de volta pra casa. A Seleção Mexicana fez uma bela Copa e parecia que seguiria adiante, depois de fazer 1 a 0 na Holanda. Foi duro encarar a virada holandesa e a eliminação, mas eles são fortes. Amigos, nem precisa pedir, torçam muito por nós agora.

MUDANÇA DE ARES

Depois de jogar toda a primeira fase no Nordeste, a Seleção da Alemanha enfrentará a Argélia no final da tarde de hoje em Porto Alegre. Mudança de Região e mudança de temperatura também. Depois do calor de Salvador, Fortaleza e Recife, o frio gostoso de Porto Alegre.
Além disso, os alemães não devem ter vida mansa nas arquibancadas. A torcida do Inter deve torcer pela Argélia, tudo porque o craque alemão Schweinsteiger se encontrou ontem com meia Zé Roberto e vestiu a camisa do Grêmio.
Que fora!

30 de junho de 2014 at 2:15 pm Deixe um comentário

PAPO DO 40º – Ronaldo Porto – 30.06.14

ADIOS CHILENOS, AGORA É A COLÔMBIA.

Na segunda passada conquistamos o primeiro lugar no grupo A, ao vencer a seleção de Camarões em Brasilia e nos habilitamos para as oitavas onde pegaríamos o Chile. Pois bem, no sábado começamos bem e cedemos logo o empate por descuido do lateral Marcelo e do atacante Hulk, vacilo que quase custa muito caro. Esse placar de 1×1 no tempo normal levou a decisão para a prorrogação e como tudo continuou igual vieram os tiros livres da marca do pênalti. Uns dizem que esse tipo de decisão é pura competência, outros que é uma loteria, mas a verdade é que sábado foi o dia do Júlio César, mesmo com a incompetência de dois de nossos batedores. Para provar que era o dia de Júlio César, a sua trave esquerda ainda colaborou com ele na última cobrança dos chilenos e o placar ficou em 3×2 para o Brasil. Tomara que Luis Felipe Scolari tenha entendido que esses jogos são decisivos e que, perdeu vai embora e faltou bem pouco pra isso acontecer, pois a trave estava no caminho dos chilenos no finalzinho da prorrogação. O Chile ficou pra trás e agora será a vez da Colômbia, que despachou o Uruguai e se classificou para enfrentar o Brasil na sexta em Fortaleza.

ALTA TEMPERATURA

Brasil, Colômbia, Holanda e Costa Rica já conquistaram suas vagas e a partir de hoje teremos França x Nigéria, Alemanha x Argélia e amanhã Argentina x Suíça e Bélgica x Estados Unidos, com os mandantes sendo considerados favoritos, porém as surpresas não serão zebras. Dos campeões do mundo, já foram embora, Inglaterra, Itália, Espanha e Uruguai e ficaram Brasil, França, Alemanha e Argentina, os três últimos ainda tendo que conquistar suas vagas.

BAIXA TEMPERATURA

Willian e Hulk desperdiçaram seus penais no sábado depois que Júlio César fez duas belas defesas e a trave impediu a bola de Jara, do Chile, entrar, o que decretou a classificação do Brasil. Da maneira como os dois brasileiros bateram seus penais e perderam, deu a impressão que não houve treinamento suficiente, ou Felipão não acreditava nos penais?

NO TERMÔMETRO

Até o momento o maior público da Copa foi na partida Argentina x Bósnia, 74 mil 738 torcedores no Estádio do Maracanã. James Rodrigues da Colômbia assumiu a artilharia com cinco tentos. Reage Neymar! /// Quem chutou aquela bola na trave de Júlio César aos 14 minutos do 2º tempo da prorrogação foi Pinilla do Chile; se aquela bola entrasse não teríamos tempo para uma reação. Valeu a pontaria Pinilla! /// Brasil x Chile e Holanda x Costa Rica já são os primeiros confrontos das quartas-de-final. Pelo favoritismo de hoje e amanhã, deveremos ter França x Alemanha (que jogo) e Argentina x Bélgica, isso se não tivermos surpresas. /// Clube do Remo sub-20 deu um enorme passo para conquistar o título da categoria com a vitória de ontem sobre o Paysandu, gols de Marquinhos e Biro. Sábado às dez da manhã, ainda no Modelão, a grande decisão e quem levar já se habilita para tentar a Copa do Brasil. Ano passado o Remo fez história na Copa do Brasil e olha que entrou como convidado. /// Por falar em Remo, o time azulino viajará depois de amanhã para Castanhal onde fará treinamento e na quinta realizará amistoso às 20 horas inaugurando os refletores do estádio da Vila de Apeú. Domingo o Leão fará amistoso no Baenão contra a Tuna Luso às 16 horas, já no novo gramado da Arena Baenão, recuperado nesse espaço de folga. No dia 14 vai fazer inter temporada em Bragança como preparativos da série D. /// E no dia 20 de julho o Paysandu voltará as disputas da série C diante do Cuiabá, já com técnico novo, Vica, que já está trabalhando para ingressar novamente com sua equipe no G4. Continuam chegando reforços e outros saindo, como é o caso do zagueiro João Paulo, o único realmente titular dos dispensados. /// A impressão que o Brasil me passou contra o Chile, é que acha que pode ganhar o jogo quando bem entender, o que não verdade. A esperança Neymar passou quase toda a partida sem uma jogada de efeito. Cuidado Brasil, a Colômbia que fazer história. Te cuida, Felipão! /// Uma boa semana a todos e viva Jesus!
E-mails: rporto@supridados.com.br

30 de junho de 2014 at 2:13 pm Deixe um comentário

A Bola no Bola – Giuseppe Tommaso – 29.06.14

Deste Domingão logo após o “Pânico na Band”, na RBATV –
Canal 13. As novidades de Remo e Paysandu durante a
Copa do Mundo no Brasil e os preparativos para a retomada
da Seria C e a estréia do leão na Serie D. Guerreirão no
comando, estarei com Valmir Rodrigues e Rui Guimarães
hoje. Partícipe pelo Twitter @bolanatorre

MAIS UMA…
Na sexta que passou na Justiça do Trabalho o Clube do Remo conseguiu se livrar mais uma vez de perder uma de seus mais valiosos patrimônios a Área do Carrossel. Não apareceram interessados pela área, mas não livra o Leão de quitar os compromissos com credores na JT. Advogado Pablo Coimbra considerou mais uma vitória do Jurídico Azulino.

TRAÍRA…

Foi assim que agiu o ex-técnico bicolor agora no Bragantino do interior paulista Mazola Junior cm o Paysandu. O Papão tinha encaminhada a contratação do atacante Erick, mas levou o traço. Erick assinou com o clube dirigido por Mazola.

NATAÇÃO

Presidente Luiz Hage preparando a próxima atração da Associação Paraense Máster de Natação será o 5º Campeonato em Piscina Curta. Competição será realizada nos dias 23 e 24 de Agosto na Piscina do Sesi. Divulgação sendo feita com bastante antecedência, para o maior número de inscrições e quebra de recorde.

NOVA CHANCE…

Zagueiro Carlinhos Rech e o meio campo Athos continuam no baenão, primeiro com o interesse do Técnico Roberto Fernandez e segundo a redução nos salários. O zagueiro Carlinhos Rech nem tanto, pois já mostrou ser útil, mas Athos sem a sombra do Eduardo Ramos pode deslanchar e mostrar seu verdadeiro futebol. Acho que vale a aposta…

VOLEI ESTUDANTIL

Será neste domingo as 9 da manhã no Ginásio do Colégio Ideal a Decisão do Volei Feminino dos Jogos Estudantis Paraenses. Na Decisão do Terceiro Lugar, Colégio Moderno x Dom Bosco e na Decisão do Título Colégio Impacto x Santa Rosa. Vale conferir…

29 de junho de 2014 at 11:58 am Deixe um comentário

PLANETA COPA – Gerson Nogueira – 29.06.14

Holanda defende melhor campanha

Não é o Brasil, nem a Argentina, muito menos a Alemanha. É a Holanda que detém a melhor campanha na Copa do Mundo. De estilo agressivo no ataque e com uma pegada forte no setor de marcação, a seleção de Louis Van Gaal só surpreende os desatentos. Desde as eliminatórias europeias, a equipe vem acumulando triunfos e impressionando pela força ofensiva. Coleciona admiradores pela maneira consistente com que se lança ao jogo e, acima de tudo, pela belíssima parelha formada por Robben e Van Persie, dois dos mais qualificados atacantes do planeta.
Vem justamente da habilidade e oportunismo de Robben e da categoria e posicionamento de Van Persie o potencial dos holandeses para fulminar adversários. Van Gaal surpreende também pela formatação ousada do time, que costuma marcar gols em todos os jogos e não dá muita chance aos oponentes. Nas eliminatórias, o time venceu nove jogos e empatou apenas um. Marcou 34 gols, sofreu cinco. Van Persie foi o artilheiro, com 11 gols.
Na Copa, a seleção laranja manteve o nível até aqui. Balançou as redes inimigas em dez ocasiões, assinalando alguns dos gols mais bonitos do torneio. Sofreu três gols. Logrou a façanha de humilhar a seleção espanhola, atual campeã do mundo. Além da sova de 5 a 1, deu-se ao luxo de desperdiçar pelo menos quatro chances reais para ampliar o massacre.
Ao longo das Copas, principalmente a partir de 1974, a Holanda tornou-se uma seleção admirada no mundo inteiro, mas pouco objetiva na busca pelos títulos. Costuma chegar, mas não leva. Bateu na trave três vezes. Tudo começou lá mesmo em 1974, quando tinha o poderoso e revolucionário Carrossel de Rinus Michels e Cruyff. Não superou a marcial Alemanha de Sepp Mayer, Beckenbauer e Breitner, mas cravou seu nome como responsável pela última grande inovação tática no futebol.
Em 1978, novo revés diante de seleções anfitriãs. Os remanescentes daquele fabuloso grupo teve fôlego para ir à final contra a Argentina, perdendo por um golpe de sorte. Nos instantes finais, a bola beijou a trave de Fillol, assustando a multidão ensandecida de torcedores argentinos. A terceira tentativa frustrada ocorreu na última Copa, quando Robben e seus companheiros foram batidos pelo tic-tac da Espanha.
Por força do regulamento, a Holanda inicia o mata-mata no Brasil enfrentando o México, que tem uma das defesas mais fortes do torneio. Será um embate interessante. Robben e Van Persie, municiados por Sneijder, terão que se desdobrar para furar o duríssimo bloqueio liderado por Rafa Marquez. Junto com os confrontos entre Brasil x México e Uruguai x Colômbia, que aconteceram neste sábado, o cruzamento entre holandeses e mexicanos deve ser um dos mais encarniçados desta fase. Promessa de um grande jogo.

Um emergente que sonha alto

O México, sem a mesma relevância para o futebol quanto a Holanda, ensaia fazer deste Mundial sua alavanca para o primeiro escalão do futebol mundial. Em outras Copas, o time de Giovani dos Santos conseguiu ir bem até as oitavas de final, mas jamais se inseriu entre os finalistas. Nos últimos anos, o futebol do país evoluiu, com times que conseguiram boas participações nos torneios continentais. A seleção fez boas aparições na Copa América e passou a sustentar uma ligeira rivalidade com o Brasil, chegando a equilibrar o retrospecto recente.
Sob todos os pontos de vista, é admirável a confiança de jogadores, comissão técnica e torcedores no êxito da seleção em gramados brasileiros. O empate com a seleção de Felipão, conquistado com grande atuação de todo o time, injetou mais ânimo nas fileiras mexicanas. Mas a coincidência feliz de reunir de uma só vez alguns gabaritados jogadores – Ochoa, Guardado, Rafa Marquez, Herrera, Peralta e Giovani – é a principal razão desse entusiasmo todo.
Foi-se os tempos em que o México era mais conhecido pelo colorido espalhafatoso de seus goleiros, como o folclórico Jorge Campos. Mais maduro, o país tenta granjear respeito internacional. Para atingir esse objetivo, nada melhor do que uma grande campanha em Copa do Mundo. Pena que o primeiro mata-mata é logo contra o bicho-papão da Copa.

Um craque na grande área

O ídolo rubro-negro Zico foi o primeiro a render homenagens públicas a Van Persie. Em atenção ao pedido dos netos, o Galinho foi à Gávea acompanhar o treinamento dos holandeses e aproveitou para tietar o grande goleador do time. Como seus compatriotas, Van Persie tem um ar meio antipático de definir sua relação com o futebol. Transmite um certo enfado, como se julgasse tudo desinteressante. Esse esnobismo não é recente. A própria Laranja Mecânica de 1974 tinha essa postura marrenta. Cruyff e seus companheiros falavam de futebol sem dar a mesma importância que os demais boleiros.
Pode parecer menosprezo, mas é preciso aceitar o jeito holandês de lidar com futebol. Isso não explica porque o país conseguiu sempre se renovar, marcando presença expressiva em todos os mundiais nos últimos 40 anos. Acontece que os clubes têm um papel fundamental nessa evolução, revelando valores e repondo peças no escrete.
No auge da forma física e técnica, Persie e Robben sabem que esta pode ser sua última Copa, e estão agarrando a chance com unhas e dentes. Sempre foi dito que a Holanda marcharia até o topo quando tivesse um bom time, treinado para alcançar resultados. A equação parece ter sido resolvida desta vez e o estilo implacável de Robin Van Persie dentro da área tem muito a ver com isso. Legítimo sucessor de Bergkamp, marcou belos e decisivos gols, demonstrando fôlego para ir mais longe.

Costa Rica a um passo das quartas

Quando o campeonato começou, lembro que fizemos um programa especial na Rádio Clube analisando cada um dos oito grupos. Na minha intervenção, procurei eleger as seleções que vieram a passeio. Listei Austrália, Irã, Argélia, Grécia, Honduras, Coreia do Sul e Costa Rica como “turistas” da Copa. Acertei a maioria das apostas, mas quebrei a cara redondamente quanto a Argélia, Grécia e a impressionante Costa Rica.
As vitórias sobre Uruguai e Itália fizeram com que o até então desconhecido futebol do país passasse a ser olhado com respeito. Nomes como Brian Ruiz e Campbell passaram a ser comentados no mundo inteiro. Quando o time se classificou em primeiro lugar no chamado “grupo da morte”, digladiando com três campeões do mundo (Inglaterra, Itália e Uruguai), a façanha se tornou histórica.
Nunca antes na história dos mundiais um azarão tinha nocauteado tantas forças do futebol. O confronto contra a Grécia, hoje, permite que a Costa Rica alcance a inédita presença nas quartas de final. Depois das surpresas da primeira fase, os bravos centro-americanos se tornaram favoritos diante dos inventores da Olimpíada.
Que ninguém duvide mais deles.

Protesto contra o rigor da Fifa

Ainda a respeito da draconiana pena aplicada a Luis Suárez pela Fifa, o Luiz Carlos da Silva Seixas envia mensagem lamentando que o critério do comitê disciplinar da entidade prefira castigar a mordida, que não teve consequências mais sérias para o agredido, do que punir o festival de cotoveladas, voadoras, carrinhos criminosos, cabeçadas e outras modalidades de truculência tão em voga no futebol.
Luiz, que é capitão de longo curso da Marinha Mercante do Brasil, sugere que da próxima vez Suárez procure extravasar seus instintos primitivos aplicando um mata-leão ou um soco, pois não correria o risco de ser atingido por uma sentença “tão rigorosa, arbitrária, preconceituosa e covarde”.

29 de junho de 2014 at 11:51 am Deixe um comentário

CLUBE NA COPA – Giuseppe Tommaso – 29.06.2014

CURIOSIDADES
Da Copa:

– Desde 1958 que um atacante argentino não marcava gols nos três primeiros jogos seguidos de um mundial: Messi quebrou a escrita.
– Cristiano Ronaldo disputou três mundiais (2006 – 2010 e 2014) e só fez três gols para Portugal, um em cada. Muito pouco para sua fama! E já se despediu dos brasileiros.

– Punição de Luiz Suárez (Uruguai) de 9 jogos é a maior da FIFA num mundial em 84 anos de disputas. Multa e mais 4 meses sem atividades esportivas. Sem contar o prejuízo financeiro. Está fora da Copa América 2015 também.

AZARÕES!!!

Quem, em sã consciência, imaginaria que teríamos nas oitavas de final um confronto entre Costa Rica e Grécia?
A Costa Rica era o primo pobre do grupo da morte. A Grécia, com uma seleção envelhecida e vivendo uma crise econômico-financeira brutal, não parecia credenciada a se classificar. Pois é, as duas jogam hoje e uma segue adiante para atormentar outro favorito. Coisas do Futebol…
BRASIL, HOPITALEIRO!

Para quem tinha duvidas sobre a capacidade do Brasil realizar grandes eventos, essa copa do mundo está provando o contrário. Certo que houve problemas, mas todos contornados pelo jeitinho brasileiro. Os estádios corresponderam a expectativa, as torcidas estrangeiras foram recebidas com muita hospitalidade e houve confraternização. Os jogos foram prestigiados por torcidas diferenciadas e a galera brasileira carregou o time no gogó. O balanço é bem significativo mostrando um pais ordeiro, extremamente cívico, diferente daquilo que a mídia internacional pintou. Agora é preciso aproveitar o momento e sair da letargia que tanto mal já nos causou.

A TAÇA…
O Secretário Geral da Fifa acabou com as especulações e confirmou que a Presidente Dilma Rousseff fará a entrega da Taça Fifa ao Campeão Mundial de Futebol no dia 13 de julho no Maracanã. A modelo Gisele Bundchen e o ex-zagueiro Espanhol Puyol participarão da Cerimônia antes da partida final.

29 de junho de 2014 at 11:50 am Deixe um comentário

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