Coluna do Gerson Nogueira – 28.01.14

28 de janeiro de 2014 at 12:48 pm Deixe um comentário

Sobre chuteiras e máscaras

Em meio à insanidade que permeia esse período pré-Copa no Brasil, entre colchões incendiários e uivos oportunistas, o amigo Palmério Dória, jornalista dos bons, cravou a frase definitiva no Twitter: “A Copa de 2014 é do Mundo. Não é do Brasil. É no Brasil”. Um golpe no fígado dos falsos moralistas que insistem em não ver a importância do evento para o país do futebol.
Não há choro, nem vela. A Copa vai acontecer, torcida brasileira. E será uma das melhores – se não for a melhor – de todos os tempos. Repleta de craques, vai concentrar as atenções do planeta, como sempre. Os novos estádios, alvos preferenciais da ira dos rebeldes sem causa da avenida Paulista, já estão prontos (ou quase). Por isso, soa absurda a grita contra os gastos do torneio. Só agora, depois de tudo pronto, vem o queixume?
É difícil crer em desinformação. Há uma distorção consciente dos fatos, com fins claramente políticos. Ao erguer a voz para comparar gastos da Copa com a situação dos hospitais, das estradas ou da segurança pública, os filhos do ócio parecem esquecer (de propósito) que verbas públicas são orçadas a cada ano pelo Congresso Nacional.
Não há desvio de finalidades. As verbas para saúde, educação ou infraestrutura estão asseguradas. Despesas com a Copa, pelo menos na parte que coube ao governo, são cobertas por recursos alocados especificamente para o torneio. Em contrapartida, já foram gerados mais de 600 mil empregos nas sedes do torneio e há a expectativa de um superávit histórico na indústria do turismo.
Questionar se isso é válido ou não já é outra prosa, mas o momento de chiar já passou. Era para contestar bem antes, lá em 2007, quando o Brasil foi escolhido para sediar o mundial. A ausência de substância nos protestos faz com que as mobilizações sejam ralas, circunscritas a grupelhos partidários. Sem força de convencimento, apelam para o vandalismo, como no caso do Fusca incendiado no centro da capital paulista.
Por nascer sem legitimidade, a nova onda de manifestações parece apenas mais um traço esdrúxulo desse paiol de exotismos que é o Brasil. Para os gringos que acompanham as imagens da bagunça deve ser duro entender como a pátria-mãe de Pelé, Garrincha e Ronaldo gerou filhos capazes de rejeitar o maior evento futebolístico do planeta.
Não há registro recente de país que, depois de lutar para promover o torneio, tenha se tornado hostil à sua realização. Só mesmo a falta de algo útil para fazer explica o engajamento em torno de tamanho despautério. A não ser que o movimento “Não vai ter Copa” seja, como se suspeita, mero disfarce a esconder o objetivo real: melar o processo eleitoral.
Como isto é Brasil, melhor não duvidar.

Rescaldos do choque-rei

Charles Guerreiro está na marca do pênalti. Grande parte da torcida azulina atribui a ele e ao zagueiro Rogélio a culpa pela derrota para o maior rival. Para piorar, dirigentes também fritam o técnico, defendendo sua substituição imediata. Fala-se em Vagner Benazzi, que passou há pouco tempo por aqui, caindo com o Paissandu para a Série C. PC Gusmão é outro nome bafejado, bem como Flávio Lopes, que esteve no Remo há três anos, sem deixar maiores saudades.
Nas internas, tentando não se abalar com a pressão, Charles planeja fazer a primeira mexida no quadrado de meio-de-campo, ponto nevrálgico do time. Para o jogo contra o Gavião, amanhã, Athos deve ser substituído por Dadá, volante de estilo ofensivo, que servirá de escolta para Eduardo Ramos.
O novo desenho da meia-cancha já era defendido no clube desde o começo do campeonato. Os embaraços observados nas partidas contra Santa Cruz e São Francisco sinalizavam para a necessidade de alterar a composição. Os dois meias, Ramos e Athos, têm características parecidas e terminam por ocupar a mesma faixa de campo.
Contra o Paissandu, o problema se revelou por inteiro, pois o Remo simplesmente não teve criação no meio e só ganhou velocidade e consistência ofensiva quando Charles trocou Athos por Zé Soares.
Cabe ao técnico preservar (como não fez ao substituí-lo no clássico) o jogador, que é um dos grandes reforços para a temporada. Desde que recupere sua melhor forma, Athos será muito útil ao Remo, tanto no Parazão quanto na Copa Verde e na Copa do Brasil.

A volta do renegado

Pikachu procurou os dirigentes e foi perdoado. Depois da saída à francesa, antes do Re-Pa, reapareceu para treinar com os companheiros e foi reincorporado ao elenco. A dúvida é: voltou para ficar ou apenas para arrumar as malas?

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