Coluna do Gerson Nogueira – 29.01.14

29 de janeiro de 2014 at 12:34 pm Deixe um comentário

Mais força, menos ousadia

O Remo volta a campo hoje à noite, depois da perda da invencibilidade diante do Paissandu no domingo. O adversário é o Gavião, estreante no Parazão e um dos emergentes que ainda não disse a que veio neste primeiro turno. As atenções do jogo se concentram em Charles Guerreiro, sobre os ombros de quem desabaram as maiores broncas da torcida depois do Re-Pa.
Parte dos problemas deve se resolver com uma alteração na maneira de atuar do meio-campo. Athos, cansado de jogar na faixa errada do campo, pediu e Charles o atendeu. Fica de fora até poder ser escalado em sua posição original, organizador da equipe, papel hoje entregue a Eduardo Ramos.
Para o confronto com o Gavião, no Mangueirão, o técnico repete praticamente o mesmo time, com exceção da zaga, onde Carlinho Rech substitui ao contestado Rogélio (suspenso). No meio, a novidade: Dadá entra jogando, ao lado de André, Jonathan e Ramos. Athos, atirado à fúria do torcedor ao ser substituído no minuto final do clássico, fica no banco de suplentes.
O ataque se mantém com Leandrão e Tiago Potiguar. Zé Soares e Val Barreto, que apareceram bem contra o Paissandu, devem entrar no decorrer da partida. Ted, meia-armador que se destacou no longo período de treinamento do time no segundo semestre de 2013, está de volta e também é opção no banco.
A partida permitirá ao técnico fazer uma avaliação da nova configuração no meio. Com Athos e Ramos, o Remo conseguia ser criativo e até ousado, mas quase sempre exagerava nos passes. Isso quando o setor não ficava embolado pela presença de dois meias, fato registrado no clássico.
Dadá deve acrescentar dinamismo ao setor, desde que seja liberado para se posicionar mais à frente, acompanhando Ramos, que sempre precisa de um parceiro-escolta por perto. Nesse caso, André e Jonathan ficariam mais presos à cobertura da zaga. Charles precisará, porém, organizar o revezamento, pois Jonathan e André costumam avançar muito, às vezes ao mesmo tempo, o que fragiliza a marcação.
De toda maneira, a primeira impressão é de que o Remo muda definitivamente sua maneira de jogar com a entrada de Dadá. Se o resultado corresponder à expectativa, o time passará a funcionar como o rival, fechadíssimo no meio e rápido na transição. Mais transpiração, menos riscos. É, por enquanto, o efeito mais visível e prático dos abalos causados pelo revés no Re-Pa.

Um exército de volantes

Amanhã, o líder Paissandu encara o Independente, em Tucuruí. Mazola Junior, fiel à máxima de que não se mexe em fórmula vencedora, conserva o mesmo esquema utilizado desde o começo da competição, com três volantes e um armador. A escalação muda com a entrada de Pikachu na lateral-direita e de Augusto Recife no lugar de Vânderson, lesionado.
Depois da boa atuação no Re-Pa, Héverton conquistou a titularidade e fará dupla com Lima no ataque. A velocidade que o time exibiu no Mangueirão é a principal arma para superar o Independente, que ainda não venceu na competição, tem problemas sérios na defesa e se mantém na penúltima posição do primeiro turno.
Caso encontre espaço, o time do Paissandu tende a se impor pela forte presença ofensiva de Lima, impulsionada pelo retorno de Pikachu. No meio-de-campo, porém, persiste o desafio de aliar força e criatividade. Com três volantes, mais um armador improvisado e um meia-atacante que recua para ajudar a bloquear, a equipe se torna excessivamente fechada e burocrática.
Contra o Remo, o esquema cauteloso funcionou porque teve sempre brecha para armar contra-ataques. Pelas próprias limitações, é improvável que o Independente parta para o ataque e tome a iniciativa no jogo. Daí o risco concreto de uma partida dominada pelo duelo entre volantes na meia cancha.
Nesse cenário, cresce a importância de Pikachu, cujos avanços pela direita têm sido um trunfo ofensivo considerável. Contando com um centroavante de boa mobilidade como Lima, a tendência é que o lateral se torne a principal peça de transição da equipe para o ataque.
E Héliton, de atuação caprichada no clássico, foi deixado de lado por Mazola. Algo mais ou menos recorrente na vida do atacante dentro do Paissandu.

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Chumbo-Grosso – Paulo Fernando – 28.01.14 Coluna do Gerson Nogueira – 30.01.14

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