Coluna do Gerson Nogueira – 25.10.14

Com cautela, mas nem tanto

Um dia antes da grande eleição, uma decisão empolgante vai concentrar a atenção de pelo menos metade da população do Pará. O Papão, vencendo por 2 a 1, disputa com o Tupi-MG o segundo tempo do cruzamento de 180 minutos. A vantagem no placar é expressiva, pois permite ao representante paraense planejar uma estratégia cautelosa, mas que pode se transformar em ousadia a depender do andamento do jogo.

A cautela, por sinal, é um item importante em decisões como a de hoje. Os técnicos muitas vezes exageram nas preocupações defensivas e acabam, involuntariamente, submetendo suas equipes à pressão do adversário. Essa tentação costuma ser mais forte nos visitantes. Fecham-se com unhas e dentes, mas acabam por atrair o ataque inimigo para dentro de seu campo de defesa, com consequências geralmente desastrosas.

Mazola Junior é um técnico rodado, sabe muito bem dos limites de seu grupo de jogadores e tem se revelado um especialista em armar esquemas sólidos na marcação. Foi assim que conseguiu ser finalista em duas das competições que disputou no comando do Papão, o Campeonato Paraense e e a Copa Verde.

Com três zagueiros – Charles, Lombardi e Pablo –, Mazola pretende dar ainda mais força à retaguarda, pois terá pelo menos em quantidade um cinturão defensivo bem consistente. Como seus jogadores assimilam bem suas orientações quanto a combater e proteger a defesa, o setor de marcação do meio-de-campo tem importância decisiva na maneira de jogar do Papão.

Sem os titulares Augusto Recife e Zé Antonio, Mazola viu-se obrigado a apostar em Lenine e Ricardo Capanema. O dado positivo é que Capanema e Lenine têm treinado como dupla há algum tempo, o que elimina o problema do desentrosamento. Em relação a Recife e Zé Antonio, o prejuízo diz respeito muito mais ao primeiro, um bom passador e que assumiu papel de protagonista no time. Virou ponto de equilíbrio e responsável pela transição entre defesa e ataque.

Com Lenine, Mazola compensa um pouco a perda, pois o baiano é um volante que combate, mas sabe sair de seu campo. Capanema fica mais fixo. Para executar a ligação, segundo a escalação divulgada ainda na quinta-feira, o escolhido é Héverton.

Ainda às voltas com problemas físicos, Héverton não jogou bem contra o Tupi na primeira partida e acabou substituído por Marcos Paraná. A virtude maior do ex-meia-atacante da Portuguesa é a capacidade de finalização. Em várias ocasiões na temporada, Héverton surgiu como elemento surpresa, aproveitando espaços mínimos para se insinuar no ataque.

O ataque vai contar com Pikachu no papel de ala avançado pela direita, mais a dupla Bruno Veiga e Ruan. Mesmo com o pecado de se manter longe da área, os dois se movimentam muito e permitem variações de jogadas que podem casar bem com a velocidade de Pikachu.

Pelo que se viu no confronto inicial, Ruan vai atuar junto ao meio-campo, quase como um quarto homem no setor. É a partir dali que ele poderá ser lançado para manobras de contra-ataque. São projeções baseadas no histórico do Papão sob a direção de Mazola, mas nada impede que surpresas táticas venham a ocorrer.

Vale dizer que, há dois anos, quando o Papão conquistou o acesso à Série B, o técnico Lecheva abraçou uma tática ousada no segundo jogo contra o Macaé, lançando-se ao ataque nos primeiros 15 minutos. A estratégia intimidou o adversário e deu ao time paraense a confiança necessária para se impor em campo. É claro que a opção ofensiva naquela tarde foi possibilitada pela vantagem maior obtida no jogo de ida – 2 a 0 –, mas não deixou de ser uma corajosa atitude por parte do treinador.

Uma seleção de alma estrangeira

Quando a Seleção Brasileira é formada apenas por jogadores que atuam no exterior irrompe de imediato a constatação de que o Brasil bom de bola é realmente algo que só se encontra nos registros do passado. A característica dos jogadores convocados por Mano Menezes, Felipão e agora Dunga é a mesma. Todos correm bastante, marcam com denodo, mas criam pouquíssimo.

Até mesmo os homens de meio, como Oscar e William, são pouco afeitos ao jogo de dribles e lançamentos. Jogam muito mais no velho um-dois, tocando rápido e curto. Qualquer expectativa a passes mais longos se frustra na primeira jogada. Foi assim na Copa do Mundo e é pouco provável que o cenário venha a mudar.

E o motivo é bem simples. Todos os jogadores, incluindo ainda Fernandinho, Lucas e Luiz Fernando, tiveram parte de sua formação completada sob influência da escola europeia. Trabalham há anos com treinadores que não admitem mudanças ou improvisos no posicionamento dentro de campo.

Quem se mete a discordar, perde espaço. Com Dunga a prosa é mais ou menos parecida, o que faz com que se sintam à vontade e repitam o joguinho básico de sempre. Eficiente, às vezes. Sem brilho, sempre.

Oposição promete dar CT ao Leão

Na movimentada campanha eleitoral remista, uma informação causou impacto na sexta-feira. A chapa de oposição, capitaneada por Pedro Minowa e Henrique Custódio, anunciou ter conseguido viabilizar o sonhado centro de treinamento, item sempre problemático na agenda dos clubes paraenses.

Pelas palavras de Henrique Custódio, o CT do Remo finalmente vai se tornar realidade, mesmo que a oposição não vença a eleição direta de 8 de novembro próximo.

De uma só vez, duas boas notícias: a obra anunciada e a disposição de doação ao clube, independentemente de interesses particulares. A conferir.

Pela democracia

Uma vibrante festa democrática para todos, amanhã.

25 de outubro de 2014 at 2:25 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 24.10.14

POSITIVO – Amanhã o Jogo do Ano do Futebol do Pará quando o Paysandu tentará voltar à Série B. Nas três últimas partidas fora Bicolor não perdeu, duas vitórias, um empate, quatro gols a favor e nenhum contra. Avante!

NEGATIVO – Não se deve permitir que o Vênus aceite vender seus mandos de campo, sob pena de desmoralizar totalmente a 1ª fase do Parazão.

Lá e Cá

Se encontrarem um Chevrolet Cruze LT, preto, placa de São Caetano-SP (FUZ 3109) ele tem dono: é de uso pessoal do presidente da FPF e mais um mimo da CBF. Custa no mercado R$ 69.990,00. Quem pode, pode!

Por sinal, depois de nossa grita entidade mandou segundo escalação acompanhar o Paysandu: Fernando José Rodrigues (diretor técnico) e Guilherme Salzer (tesoureiro). E FPF tem presidente e dois vices.

Reunião para decidir o destino do Carrossel (propriedade do Remo) foi adiada de amanhã para 30.10, às 10 h, na Corregedoria da JT (Corregedor Marcos Losada Maia).

Wesley Ladeira, embora meia boca jogará amanhã pelo Tupi. Presidente do clube mineiro é mulher: Myrian Fortuna; e o presidente do Tapajós F.C, Sandeclei Monte, meu entrevistado Bola Pra Frente domingo.

Em casa na Série C o Tupi ganhou 6 jogos (4×0 São Caetano, 5×0 Mogi, 4×1 Duque de Caxias, 1×0 Guaratinguetá, 2×1 no Caxias e Madureira. Obteve 3 empates (1×1 com Macaé, Guarani e Juventude). Fez 20 gols e tomou 5.

Pedro Minowa, cabeça da chapa “Rumo à Modernidade” há anos doou 400 mil ao Remo por não conseguir receber empréstimos feitos. Zeca Pirão, candidato à reeleição já tem 1,2 milhão dentro do clube.

2º Auxiliar técnico Rogerinho Gameleira e assessor de imprens Jorge Luiz as novidades na delegação do Paysandu que embarcou para Juiz de Fora. São 20 jogadores e 11 da CT.

Dewson Freitas nem vai votar, vez que apitará amanhã Coritiba x Grêmio (Série A) e, na terça, Joinville x Bragantino (Série B). De Coritiba para Joinville 90 km.

Chegada do Paysandu, domingo, será 13:10 h. Dependendo do que acontecer amanhã é possível que os viajentes desse horário utilizando o aeroporto de Val-de-Cans tenham de tomar certas precauções.

Sub 20 do Remo (Simbazinho) entregando faixas de campeões, hoje, 19:30 h, no Estádio Humberto Parente-Abaetetuba aos jogadores do Vênus.

HOMENAGEM – Paulo Sérgio Oliveira da Cruz, o Paulo Cruz, ex- lateral do Paysandu (campeão Série B de 91), Flamengo e América-MG onde encerrou. É assessor do deputado estadual reeleito João Leite (ex-goleiro).

24 de outubro de 2014 at 4:20 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 23.10.14

POSITIVO – Tapajós F.C é parceiro da GR (grupo de gerenciamento de atletas) e com isso já detém 20% dos direitos federativos de Erê e Tiago Cametá. Presidente Sandeclei Monte aposta que “Boto” veio para ficar.

NEGATIVO – FPF continua ausente nos momentos mais dificeis do Paysandu, faltando aquele apoio que qualquer entidade dá ao seu filiado. E repito: 50% do que amealha vem do Papão. É duro!

Lá e Cá
Hoje, pelo “Vale a Pena Ver de Novo” de basquetebol da APBM, no Ginásio Altino Pimenta, Casseb x André Dias e Luis Cláudio x Paulo Leite.

André Luiz de Freitas Castro, árbitro de sábado em Juiz de Fora tem 40 anos, é professor e já dirigiu este ano 15 jogos da Série A, 6 da B, 1 da C e 1 da D.

Sport Club Juiz de Fora colocou seu complexo à disposição do Paysandu (treinará amanhã). Tem 98 anos de existência e é dono do Estádio José Procópio, capacidade para 10 mil espectadores.

Suspensão de 1 jogo que o Remo pegou do STJD no julgamento do caso Brasiliense terá de ser cumprido em Campeonato Brasileiro. Quem sabe na sua volta à Série D de 2015?

Dos 10 mil sócios com direito a voto na eleição do dia 8.11, do Remo, 9.400 são remidos. Quanto ao CD, se “fabricarem” mais 37 conselheiros fere o Art.73 do Estatuto aprovado na AG de 13.8.13.

A Pluri Consultoria (executivo Fernando Ferreira) cobrará 80 mil reais para elaboração do diagnóstico da situação real do Remo. Será feita uma explanação dos métodosdo trabalho aos associados azulinos.

Paysandu disponibilizou em sua secretaria a lista de sócios proprietários e remidos que poderão votar dia 19.11, um total de 1.130 (900 remidos).Conforme prevê estatuto relação definitiva será apresentada dia 4.11.

Alguns técnicos sacudirão 1ª fase do Parazão: Fran Costa no Tapajós; Léo Goiano substituiu Júlio Cesar que nem estreou no Parauapebas; Cacaio comandará a Tuna; colombiano Ever Palacios no Gavião Kyikatejê.

Castanhal e Izabelense em amistoso amanhã, 19:30 h, no Modelão e Vânderson agora é zagueiro; acidente de trânsito em Santarém levou para o hospital ex- presidente do São Raimundo, Silvio Tadeu Coimbra.

Tapajós mandará seus jogos no complexo do Santa Cruz de Cuiarana; Pinheirense perdeu de 5×0 para ADECO, em SP, no Brasileiro de Futebol Feminino. Encerrará em casa, sábado, contra Ferroviária de Araraquara.

HOMENAGEM – José Maria Quaresma, o Quaresma, ex- meio campo bi abaetetubense pelo Tietê (74-75). Foi campeão intermunicipal pela Seleção de Abaetetuba. É taxista no ponto do Ver-o-Peso.

23 de outubro de 2014 at 3:09 pm Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 22.10.14

POSITIVO – A complementação da frase Márcio Santos, da Rádio Solar de Juiz de Fora era que o “`Paysandu não merece estar na Série C e sim em divisão mais acima”. Saiu incompleta ontem.

NEGATIVO – Jurista ligado ao esporte cita duas irregularidades: 1- prorrogação do prazo para inscrição de chapa no Paysandu; 2- complementação fora do prazo de 37 na formação do novo CD do Remo.

Lá e Cá

Chancedegol dá 50,5% de possibilidades do Paysandu subir e 49,5% ao Tupi-MG. No site http://www.radioclubedopara.com.br 71,9% acreditam também no acesso e 28,1% não.

De LOP: “estou-me candidatando atendendo ao clamor da torcida do Paysandu que pedia minha volta”. Não promete CT e sim time forte para alcançar inclusive a Série A. As urnas vão dizer se tem razão!

Zagueiro Wesley Ladeira (contusão) e Bruno Barros (cartão) desfalques do Tupi-MG no sábado; tirar Pablo da zaga bicolor no momento é loucura. Melhor ter na proteção Capanema e Lenine ou Billy. Ou os três!

Tsunami, desde 2010 no Remo está mesmo decidido a sair, tem convite do Sub 20 de Palmeiras, Flamengo e seu agente é de SP. É o porta-voz dos companheiros contra a desatenção da diretoria para com a base.

Por sinal, vice Marco Antonio Magnata esclareceu que o Sub 17 treinando sem camisa foi um fato isolado, por problema do roupeiro Michel, do profissional e servindo à base.

Remo absolvido ontem no STJD em mais uma boa defesa de Osvaldo Sestário, baseado na documentação providenciada aqui; Paysandu treinará sexta-feira no Ninho do Urubu (Fla) e levará 20 jogadores.

Depois de Levy, Rubran, Negretti, Régis, Potiguar e Paty, Alex Ruan deverá ser o 7º jogador azulino cedido ao Parauapebas; Branco reforçará o São Raimundo; Harison (Bragantino) um dia barrou Kaká na base do São Paulo.

1ª fase do Parazão, apenas com jogos de ida, de 9 a 26.11 nos 2 grupos e 4 jogos para cada. Semifinais dia 30.11 e final, 6.12, totalizando 6 datas. Semifinalistas já estarão na elite 2015 e Tapajós não jogará em Santarém.

Vênus continua sem lugar para jogar, o que vem acontecendo desde a Segundinha. Na tabela quando Tapajós é mandante também aparece local indefinido. Isso é interiorização!

HOMENAGEM – Pedro Paulo dos Santos Neto, o Neto, ex- lateral direito do Remo da base (6 títulos) ao profissional, São Raimundo e Independente (campeão estadual). Parou cedo e é assessor do Governo Estadual.

22 de outubro de 2014 at 9:57 am Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 22.10.14

Velozes, audazes e competentes

Não é título de filme, mas é apenas a descrição precisa do estilo alemão de jogar futebol, que está na crista da onda há mais ou menos três anos, desde que o portentoso Barcelona e seu infernal tic-tac saíram de cena. Começou com o Bayern de Munique e o Borussia Dortmund, que há dois anos decidiram a Liga dos Campeões e deram os primeiros sinais de que uma nova força estava se erguendo.

A Copa do Mundo no Brasil serviu para coroar essa hegemonia germânica. Muito já se falou sobre os esforços que o país de Beckenbauer empreendeu na última década, saindo de situação desconfortável no futebol europeu para uma posição de destaque no mundo. Tudo movido a planejamento e organização, virtudes historicamente associadas ao povo alemão.

O massacre de ontem do Bayern sobre a Roma, por 7 a 1, valendo pela Liga dos Campeões, remeteu de imediato lembrar a histórica goleada da Alemanha em cima do Brasil na semifinal da Copa. Apesar das diferenças óbvias, é inegável o poderio alemão no futebol de hoje.

Curiosamente, essa força se concentra na seleção nacional e em no máximo dois grandes clubes. Ao contrário da maioria de seus vizinhos europeus, o futebol alemão é dominado por Bayern e Borussia. Ocorre que o Bayern, um colosso administrativo, amparado por fortes patrocínios e gestão firme (nos últimos anos), deu um importante passo rumo à excelência ao contratar Pep Guardiola no final de 2013.

Os efeitos dessa aposta já se fazem notar no estilo de jogo desenvolvido pelos alvirrubros de Munique. Com pelo menos 50% dos titulares da seleção nacional, o Bayern se reforça com uma esquadra multinacional de respeito, contando com Robben, Ribéry, Lewandowski, Xabi Alonso e Dante. Mas, na partida de ontem, Guardiola brilhou acima de todos.

Técnica, velocidade e passe. O Bayern de hoje joga assim, quase não dá chutão como era prática do futebol alemão até os anos 90. Com quatro gols fulminantes entre 23 e 35 minutos de jogo, a goleada sobre os italianos foi construída de maneira muito parecida com a que se viu em Belo Horizonte.

Müller, Robben, Lahm, Ribéry e Gotze com toques rápidos e deslocamentos constantes infernizaram a marcação em linha da Roma. Como aconteceu naquele Brasil x Alemanha, se quisessem poderiam ter disparado um placar ainda mais espalhafatoso. Nos instantes finais, o preciosismo de alguns jogadores impediu que o escore se ampliasse. Na Copa, como se sabe, não houve firula do escrete alemão, mas certa compaixão com o infortúnio dos brasileiros.

Quanto a Guardiola, seu papel como responsável pela mudança na forma de jogar do Bayern é evidente. O time agora sai jogando, pelo centro do meio-campo ou com os laterais, tocando a bola e esperando a brecha para invadir a área inimiga. Ao contrário do que desenvolveu Barcelona, onde o estilo era cadenciado e visava minar a resistência do adversário, no Bayern a fórmula é mais acelerada e o jogo fica mais bonito.

As cautelas de Mazola

O desfalque de Augusto Recife é o motivo das maiores preocupações na Curuzu. Natural. O veterano volante é o melhor passador do time e funciona como ponto de equilíbrio. Na ausência de um armador, ele muitas vezes executa as tarefas de um organizador, e com correção. Lógico que um jogador taticamente tão importante sempre faz falta, principalmente num confronto decisivo.

Mazola Junior costuma dizer que prefere se preocupar com os jogadores que pode escalar, preferindo não pensar nos ausentes. É um recurso inteligente, pois o momento exige que ele volte suas vistas para os substitutos eventuais de Recife.

Para o lugar de Zé Antonio, expulso no primeiro jogo, Ricardo Capanema é a opção natural. Mas, para fazer o jogo fluir à frente da zaga e evitar os chutões, Mazola se divide entre Lenine, Billy e Djalma. Deve optar pelo primeiro, que já vinha treinando ao lado de Capanema entre os reservas.

Djalma seria uma opção menos conservadora. Não tem a mesma força de marcação, mas com ele o time fica indiscutivelmente mais rápido na saída para o ataque. Talvez não entre de cara, mas certamente será lembrado no decorrer do jogo, caso haja necessidade de ir ao ataque.

Apitador goiano mostra qualidades

Arbitragem impecável de André Luiz Freitas de Castro, ontem à noite, no jogo Ponte Preta x Avaí. A Macaca venceu por 3 a 1 e o árbitro praticamente nem foi notado em campo. Boa notícia para o Papão, pois Castro será o apitador do confronto decisivo com o Tupi, sábado, em Juiz de Fora.

O árbitro goiano já apitou 18 partidas no Campeonato Brasileiro e foi assistente em outras seis. Castro carrega também a fama de “rei do empate”, o que também é excelente para os bicolores, que garantem o acesso se o jogo terminar empatado.

O fim da era Roberto Fernandes?

A grande notícia da semana para os azulinos é a firme disposição da diretoria de encerrar o ciclo Roberto Fernandes no clube. O vice-presidente Marco Antonio Magnata, em entrevistas, deixou clara sua insatisfação com o trabalho do técnico. Motivos: a política equivocada de contratações e a aversão a jogadores prata-da-casa. A levar em conta as afirmações do dirigente, o treinador não deve voltar ao clube para a próxima temporada.

Sob o reinado de Fernandes, o Remo contratou jogadores que praticamente nem foram utilizados, como Danilo Lins, Régis e Negretti. Não deu chances ao meia-atacante Robinho e a Rafael Paty, artilheiro do Parazão, e autorizou a saída do lateral Rodrigo Fernandes para o Icasa em momento importante da competição.

Ao mesmo tempo, Fernandes mostrou-se contrário ao aproveitamento das revelações do clube. Deixou de lado Igor João, Rodrigo, Yuri, Ameixa, Jonathan, Alex Ruan, Sílvio e Tsunâmi. E até Roni, melhor atacante do futebol paraense na temporada, esteve a pique de ser barrado.

22 de outubro de 2014 at 9:53 am Deixe um comentário

BOLA PRA FRENTE – Cláudio Guimarães – 21.10.14

POSITIVO – De Márcio Santos, da Rádio Solar de Juiz de Fora: com uma torcida assim, estádio desse e imprensa que apoia como em nenhum lugar, Paysandu merece estar em Série C. Os de fora reconhecem!

NEGATIVO – Resquício da briga de torcidas entre Remo e Paysandu fez mais uma vítima. Um bicolor levou 5 tiros na Lomas próximo da Visconde domingo de madrugada e estado é grave. Até quando?

Lá e Cá

Federações estaduais já recebem da CBF 100 mil reais para usar ao bel-prazer e agora presidentes terão salário de 15 mil mensais. Nada mal!

Tabu: quem elimina o Remo não sobe: Vila Aurora, Mixto e Brasiliense.
GB Ronaldo Passarinho discorda de Pedro Minowa e ressalta que os mandatários mais ganhadores no Remo foram Manuel Ribeiro (6 títulos em 2 tri) e Ubirajara Salgado (1 tri e 1 bi, sendo conquista de 2004 100%).

Técnico Fran Costa assume lugar de Flávio Goiano no comando do Tapajós de Santarém que substituirá o Santa Cruz Cuiarana na 1ª fase do Prazão. Estreará contra o Parauapebas.

Porto campeão de Miúdos do Grêmio Português e Acadêmica dos Miudinhos. Artiheiros: Miúdos, Pedro Henrique (10) e Miudinhos, Mateus Silva (16). Presidente Alirio Gonçalves, em fim de mandato, homenageado.

Sem autorização da CBF, Paysandu deixou de usar contra o Tupi-MG 2º lote de camisas do projeto “Escreva Seu Nome”; Papão com 2ª melhor média de público da Série C (12.451). Fortaleza tem 13.348.

Com Augusto Recife e Zé Antonio fora sábado, o 3-5-2 de Mazolla Jr (Paysandu) terá volantes Capanema, Lenine e Billy e meia Héverton Coutinho. Quebra de tabu vai ser ganhar sem Augusto Recife.

Chapa de oposição comandanda por Luiz Omar Pinheiro inscrita no Paysandu. LOP tem apoio de Ricardo Rezende e Francisco Gemaque, entre outros.

Zé Antonio expulso depois de 86 jogos no Paysandu; dos 7 mil sócios-torcedores bicolores 2.839 quites foram à festa de sábado no Mangueirão.
Queda de receita de 59%; Pikachu e Recife na Seleção da Rodada.

Contratações do Bragantino: Paulo Wanzeller (goleiro), Léo Rosas, Wállax e Leo (laterais), Flávio Dedé e Adriano (zagueiros), Rodrigo Reis e Harison (meias), Jr Miranda (atacante).

Camelódromo dos funcionários da SEEL no Mangueirão já vende bombom, rosca e até gelo em qualquer espaço do estádio. Enquanto isso denúncia de banheiros sujos e entupidos.

HOMENAGEM – Antonio Lima Lopes, o Sapuca, ex- atacante do Abaeté, Palmeiras, Vênus, Magno de Araújo e Seleção Abaetetubense nos anos 80. É comerciante.

21 de outubro de 2014 at 4:08 am Deixe um comentário

Coluna do Gerson Nogueira – 20.10.14

A um passo da glória

Uma importante e merecida vitória. Foi o que o Papão obteve sábado à tarde no Mangueirão. Com 2 a 1 no placar sobre um dos melhores times da Terceira Divisão, o acesso à Série B depende agora de um empate apenas. Empurrados por cerca de 30 mil pessoas (segundo melhor público do país no fim de semana), no primeiro tempo os bicolores atacaram menos do que podiam, respeitando excessivamente a qualidade de passe do visitante.

Para a segunda etapa, voltaram mais resolutos, com ânimo redobrado e alguma sorte também, pois ninguém é de ferro. Logo aos 4 minutos, Pikachu disparou um chute de longe encontrando pelo caminho um desatento zagueiro do Tupi. A bola carimbou a mão esquerda do defensor, já dentro da área, configurando a penalidade máxima.

Com categoria, o melhor jogador do Papão na partida foi lá e converteu. Sim, além do gol, Augusto Recife foi soberano naquele espaço reduzido e decisivo da meiúca, aonde os fortes prevalecem. Distribuiu passes, lançou os atacantes e parou jogadas no desarme ou com faltas necessárias. Pena que, em lance meio desnecessário, longe da zona de perigo, exagerou na força e ganhou um amarelo que barra sua presença no jogo da volta, sábado que vem. Baita prejuízo para o Papão.

Mas o jogo teve muito mais lucros que perdas para a equipe de Mazola Junior. A começar pelos gols que o Tupi desperdiçou antes dos 20 minutos do primeiro tempo, em contragolpes agudos. Um dos lances só não resultou em gol porque o centroavante quis tocar de letra e errou a passada, permitindo que Lombardi desviasse para escanteio.

Lucrativa também foi a participação de Ruan, um atacante que ainda não deslanchou desde que desembarcou em Belém. No sábado, porém, foi um dos mais participativos, buscando o jogo no meio-de-campo, brigando sempre pela recuperação da bola e responsável direto pelo gol da vitória. Apenas três minutos do gol de Augusto Recife, Ruan ganhou no tranco uma disputa pela direita e cruzou na medida para Bruno Veiga só empurrar para as redes.

A partir daí, o jogo ficou muito aberto e mais emocionante. De um lado, o Papão tinha a confiança e a empolgação da torcida para tentar o terceiro gol, que na prática pouco buscou. Do outro, o Tupi se enchia de brios e partiu para fazer o gol que lhe interessava. Durante uns bons 15 minutos a parada ficou equilibrada, mas sem chances muito claras de parte a parte. Cansado, Augusto Recife foi substituído e Zé Antonio logo em seguida cometeu falta desclassificante, levando o vermelho e atrapalhando os planos de Mazola.

Aos 40 minutos, veio o castigo que os bicolores não mereciam e o prêmio pelo qual os mineiros tanto esperaram. Em mais um escanteio contra o Papão, o ataque do Tupi se aproveitou de uma das raras falhas do goleiro Douglas no jogo. Ele saiu para dar um soco na bola, mas desviou para o centro da área, justo onde estava Bruno Barros. Este só teve o trabalho de empurrar para o gol. A bola ainda passou entre várias pernas e foi beijar as redes.

Um gol capaz de esfriar comemoração, pois o Tupi conseguiu aquilo que os analistas chamam de melhor derrota, impondo ao Papão o que seria a pior vitória. Sabemos, porém, que as coisas não são bem assim. Toda vitória é positiva. O Papão venceu bem, fez por onde merecer o triunfo e larga na frente nesse mata-mata encarniçado com o Galo Carijó. Metade da missão já foi cumprida. Resta agora se cercar dos cuidados necessários (embora sem exagero) para arrancar em Juiz de Fora o empate salvador ou, quem sabe, uma vitória.

Bom time, Galo Carijó não dá chutões

Sobre o Tupi é importante dizer que Léo Condé montou um time interessante. Quase sem figuras conhecidas, a equipe tem uma excepcional virtude: quase não erra passes e, por isso, dificilmente recorre aos chutões. Veio fechadinha, como se esperava, mas à medida que foi se soltando criou várias situações difíceis para a defensiva paraense.

No primeiro tempo, Ewerton Maradona comandou as ações no meio, mas faltou presença de área. No segundo, Condé corrigiu isso avançando seus laterais e posicionando Maradona mais próximo aos atacantes.

O estilo técnico do Tupi contribuiu para uma partida bonita de ver no Mangueirão. Ficou a impressão de que, em Juiz de Fora, com torcida a favor e tomando iniciativa ofensiva, o Tupi será ainda mais temível. Por outro lado, sua zaga deixou alguns espaços e deve se abrir mais ainda com a necessidade de construir resultado dentro de casa.

A dúvida é saber como o Tupi irá reagir tendo que furar o bloqueio defensivo do Papão no sábado. Uma coisa é jogar contra um adversário que precisa atacar e fazer resultado. Outra, bem diferente, é impor-se a uma equipe fechada e que detém vantagem no cruzamento.

Premiação gorda pelo acesso

Diretoria do Papão, conselheiros e grandes abnegados do clube já definiram a premiação pelo acesso à Série B. Elenco e comissão técnica dividirão a quantia de R$ 300 mil se a classificação for alcançada. Em caso de conquista do título da Série C, o prêmio será ampliado para R$ 500 mil.

Dewson brilha e incomoda

Enquanto na ESPN o trabalho do paraense Dewson Freitas na partida entre Internacional e Corinthians foi louvado pelo comentarista de arbitragem, Sálvio Spínola, em outras emissoras paulistanas prevaleceu o ranço bairrista e preconceituoso de sempre. Milton Neves e o tal Morsa chegaram a insinuar “apito amigo” porque Dewson não deu penal em lance envolvendo William, do Inter.

Tive o cuidado de ver e rever várias vezes o lance, constatando que o árbitro agiu corretamente em ignorar a infração, que lembrou até aquela queda teatral de Fred contra a Croácia na estreia do Brasil na Copa. Dewson acertou também em punir com o amarelo o meia-atacante Alex, que ao final da partida fez questão de admitir a simulação.
Curiosamente, árbitros muito mais inconstantes e erráticos (como o problemático Sandro Meira Ricci) têm sido poupados de ataques, mas Dewson, talvez pela origem geográfica, ainda levanta esse tipo de reação injustificada. Felizmente, para outros (como Spínola) Dewson vem se consolidando como o melhor árbitro da competição.

20 de outubro de 2014 at 10:54 am Deixe um comentário

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